LOGIN### **DE REPENTE NÓS DOIS** Angel cresceu cercada por uma história de amor que parecia perfeita. Filha de Alex e Alana, ela sempre acreditou que, quando chegasse a sua vez, saberia exatamente como seria o seu próprio conto de fadas. Só não imaginava que o amor não seguiria nenhum dos planos que ela havia feito. Aos poucos, Angel começa a descobrir o que significa se apaixonar. Entre novas experiências, sentimentos confusos e amores que parecem certos, ela acredita ter encontrado a pessoa que sempre imaginou para sua vida. E, por um tempo, tudo parece fazer sentido. Até que ela percebe que talvez esteja apaixonada pelo homem errado. Angel se vê cada vez mais envolvida por seu melhor amigo, mesmo tentando convencer a si mesma de que aquilo não passa de uma confusão passageira. Mas quando decide ir atrás dele no morro, sua vida toma um rumo completamente inesperado. Ali, longe da segurança que conhecia, Angel descobre um mundo completamente diferente — e também conhece alguém que jamais imaginou que pudesse despertar qualquer sentimento dentro dela. O que deveria ser apenas uma aventura se transforma em uma descoberta. O homem que ela acreditava amar deixa de ocupar o centro da sua história quando outra pessoa começa, pouco a pouco, a conquistar seu coração. Mas o amor ainda guarda uma última surpresa. Quando Angel acredita que finalmente entendeu seus sentimentos, a vida coloca em seu caminho alguém completamente diferente de tudo o que ela havia planejado. Alguém capaz de fazê-la enxergar a si mesma de uma maneira que nunca conseguiu antes. Às vezes, o verdadeiro amor é justamente aquele que aparece **de repente**. E, quando aparece, muda absolutamente tudo. **Porque Angel achava que sabia por quem seu coração bateria. Até descobrir que o amor tinha outros planos para ela.**
View More**Angel. Filha de Alex e Alana.
20 anos.** — Angel, abaixa esse som, pelo amor de Deus! Ninguém nessa casa é surdo, minha filha! A voz do meu pai atravessa a porta do quarto junto com a batida da música que eu estava ouvindo no último volume. Reviro os olhos e aumento o volume só mais um pouquinho, apenas para provocá-lo. — Caraca, pai! Deixa de ser chato! Nem tá tão alto assim! — Chato, Angel? Chato? — ele repete, indignado. — A vizinhança inteira está ouvindo música junto com você, minha filha! Solto uma gargalhada. — Kkkkk. O senhor tá velho, por isso tá implicando com as minhas músicas. O silêncio do outro lado da porta dura apenas alguns segundos. — Me chama de velho de novo e eu te deixo sem celular por uma semana. Paro de rir na mesma hora. Meu pai era capaz de cumprir a ameaça. Só que, antes que eu consiga responder, escuto a maçaneta sendo forçada. — Por que essa merda tá trancada, dona Angel? O que você tá fazendo aí? Tá usando droga, não, né, minha filha? — Meu Deus, pai! Ele começa a bater na porta desesperadamente, como se estivesse prestes a arrombá-la. Eu não consigo segurar o riso. — Já vai! Abro a porta e encontro meu pai parado na minha frente, com os braços cruzados e aquela expressão de poucos amigos. — Privacidade não existe mais nessa casa, né, pai? — resmungo, fazendo bico. — Desemburra essa cara, senão vai ficar de castigo! Faço uma expressão inocente. — Desculpa, papai lindo... Ele me encara por alguns segundos antes de balançar a cabeça. — A Globo tá perdendo você, minha filha. Minha mãe aparece na porta justamente nesse momento, rindo da cena. — Tá mesmo, né, mãe? — entro na brincadeira. — Já posso investir na carreira de atriz. — Pode! Porque drama você já sabe fazer muito bem. Nós duas começamos a rir. Meu pai revira os olhos. — Vocês duas ainda vão acabar comigo. Então ele olha para minha mãe e sua expressão muda completamente. — Lana, por que você está de pé? Você tem que descansar. Já está no final da gravidez e... — E nada, eu, hein! — minha mãe interrompe, colocando as mãos na cintura. — Você não manda em mim, Alex! Se manca, homem! Eu não sou inválida, não. Estou só grávida. E a culpa é sua! — Toma, distraído! — digo, começando a rir. Meu pai lentamente vira o rosto na minha direção. Aquele olhar. Pronto. Eu conhecia aquele olhar. — Quer ficar um mês de castigo, Angel? — pergunta, sério. Meu sorriso desaparece imediatamente. — Não... Minha mãe cai na gargalhada. Eu me seguro para não rir também. Afinal, tinha coisas que eram engraçadas... até meu pai lembrar que era ele quem mandava. — Vem, povo, bora descer — ele fala, tentando encerrar a discussão. Então olha para minha mãe. — E, Lana, vê se para de fazer esforço. Eu sei que você estava lavando roupa. Ele aponta para o cabelo dela. — Tem sabão em pó no seu cabelo. Minha mãe leva a mão à cabeça. — O quê?! Começo a rir novamente. — Kkkkk! — Tá rindo do quê, garota? — Nada, mãe! Eles eram muito figuras. Minha mãe olha para o meu pai com uma expressão emburrada. — Mas você é chato, hein... Ela faz um bico enorme. Meu pai sorri de canto e rouba um selinho dela. Fico alguns segundos apenas observando os dois. Eles eram tão lindos juntos. Apesar das brigas, das provocações e de todas as loucuras daquela família, o amor entre eles era impossível de não perceber. Eu cresci vendo aquilo. E talvez por isso tivesse criado uma visão tão bonita sobre o amor. Eu sabia que meu pai tinha sido um homem envolvido com a máfia. Um passado que ele havia deixado para trás quando decidiu construir uma família e largar aquela vida por nós. Por mim. Pela minha mãe. Eu admirava muito meu pai por isso. Ele havia escolhido a nossa família. E, mesmo sendo superprotetor, ciumento e completamente maluco às vezes, eu sabia que tudo vinha do amor. Descemos as escadas juntos. No meio do caminho, começo a cantar baixinho: — Quem eu quero não me quer... quem me quer não vou querer... Minha mãe entra na brincadeira imediatamente: — Ninguém vai viver sozinho, todo mundo vai sofrer! Nós duas terminamos a música rindo. — É, minha filha... — minha mãe diz, me empurrando de leve com o ombro. — Tá com carinha de apaixonada, hein? Meu sorriso desaparece por um segundo. Apaixonada? Talvez. Ou talvez eu só estivesse começando a descobrir o que significava sentir alguma coisa por alguém. Meu pai, porém, parece ouvir exatamente o que não queria. Ele vira o pescoço lentamente na nossa direção. A expressão dele é tão séria que parece até personagem de filme de terror. Eu quase rio. — Pode parar com esses papos aí, vocês duas. — Ihhh... — minha mãe provoca. — Meu bebê só vai se apaixonar quando tiver quarenta anos — ele continua, nervoso, coçando a cabeça. — Antes disso, nem pensar. Minha mãe arregala os olhos. — Alex, me poupe, né? Vão fazer com a Angel o que você fez comigo. Meu pai fica quase sem cor. Minha mãe começa a gargalhar. Eu acompanho. — Mãe! — Ué, estou mentindo? Meu pai passa a mão pelo rosto, completamente sem saber o que responder. Minha mãe realmente não perdia uma oportunidade de perturbá-lo. — Nada disso, amor — ele diz, tentando recuperar a pose. — Minha filha vai ser freira, né, princesa? — Até parece, né, pai? — respondo, rindo. — Eu vou namorar como todo mundo. Aceita isso! — Vamos encerrar esse assunto porque eu não quero falar disso agora. Estou novo demais para ser sogro de alguém ou começar a ter cabelos brancos. Minha mãe olha para ele de cima a baixo. — Mas você já tem alguns, amor. — Lana, vê se ajuda também, né! Ela se aproxima dele e sorri. — Se preocupa, não. Eu te amo do mesmo jeito, meu velhinho. — Sonsa... — ele murmura. Eu escuto. Minha mãe também. — Como é que você fala assim da mãe dos seus filhos? Ela começa a dar pequenos t***s no braço dele, enquanto meu pai tenta segurar o riso. A cena é hilária. Minha mãe é pequena perto dele, mas, naquele momento, parecia que era ela quem estava mandando em tudo. — Pai, eu nem tenho namorado ainda. Fica tranquilo. Ele olha para mim imediatamente. — Graças a Deus! — Pai! — O quê? Pensei que ia ter que voltar a ser mafioso para colocar esses moleques no lugar. — Mas vai se preparando, amor — minha mãe provoca. — Daqui a pouco vão começar a aparecer os pretendentes. Meu pai abre a boca para responder, mas não chega a dizer nada. Porque, naquele instante, a porta da sala se abre com força. — **FAMÍLIA, CHEGUEI!** Era minha tia Karol. Ela entra praticamente pulando pela sala, como se estivesse chegando para anunciar o fim do mundo. Essa era a Karol. Sempre exagerada. Sempre barulhenta. E, talvez justamente por isso, uma das pessoas mais divertidas daquela família. — Meu Deus, Karol... — meu pai murmura. — O quê? Sentiram minha falta? — Nem um pouco — ele responde. — Mentiroso! Ela corre até mim e me abraça apertado. — Minha sobrinha linda! — Oi, tia! Logo atrás dela aparece meu tio Rodrigo. — Boa tarde, família. — Oi, tio! Ele também vem até mim e me abraça. E então... Ele entra. Diego. Meu coração dispara no mesmo instante. É ridículo. Completamente ridículo. Porque basta olhar para ele para meu corpo inteiro parecer esquecer como funciona normalmente. Diego era filho da minha tia Karol e do meu tio Rodrigo. E, apesar de ser meu primo, havia alguma coisa nele que fazia meu coração bater diferente. Talvez fosse apenas uma admiração. Talvez fosse uma paixão boba. Ou talvez eu estivesse começando a sentir algo que ainda não sabia explicar. Ele passa pelos meus pais, cumprimenta os dois e conversa normalmente com eles. Quando chega perto de mim, porém... Nada. Apenas um breve olhar. Um movimento quase imperceptível com a cabeça. — Angel. E continua andando. Só isso. Ele me esnoba completamente. Fico parada por alguns segundos, tentando fingir que não liguei. Mas liguei. Muito. Meu coração, que segundos antes estava acelerado, parece afundar dentro do peito. E, naquele momento, eu ainda não fazia ideia de que aquele sentimento que eu achava conhecer estava prestes a me levar por um caminho completamente diferente do que eu havia imaginado. Eu acreditava que já sabia quem faria parte da minha história. Não sabia. Porque, às vezes, a vida coloca alguém no nosso caminho apenas para nos ensinar que aquilo que planejamos para o coração não significa absolutamente nada. E o meu verdadeiro amor... Eu ainda nem tinha conhecido.- Para de me olhar assim – Diz ainda sério e eu seguro o riso. – Assim como ? – Sei lá .. Como se quisesse me desvendar. – Você é misterioso. – Não sou não, apenas sou na minha. É a minha armadura. – Continuo olhando pra ele que agora encarava o mar. A luz da lua refletia seus olhos deixando mais brilhantes. - Vamos entrar ? Eu preciso voltar pro meu morro. – Diz tirando a camisa e eu olho suas cicatrizes de novo, mas quando ele me encara eu tento disfarçar. – Eu não vou entrar nessa água congelante! Não vou fazer o Titanic e morrer congelada .. – Deixa de ser exagerada. Bora logo! – Ele tira a bermuda ficando só de cueca e eu não consigo evitar olhar o volume do seu pau. E que volume! Pelo visto ele é muito bem dotado Engulo em seco e ele sorri . – Pode tocar se quiser . – Sorri malicioso e eu ignoro ele morrendo de vergonha. Tiro a minha roupa ficando de calcinha e sutiã e a gente vai pro mar. Mas quando eu encosto na água desisto. Tá amarrado dessa água f
– Entra! – ele passa e fica me encarando de cima abaixo com olhar malicioso. – Para me olhar assim. – Kkk. Eu tranco a porta pra não ter surpresas. Amanhã vou mandar trocar a fechadura, vai que o doido lá tenha outra cópia. – Vou pegar minha maleta. – Viro, mas ele segura meu braço. – Tu dorme assim? – Assim como ? Olho pra ele que está sem camisa e com fuzil atravessado nas costas, as duas pistolas na cintura e um cordão de ouro com a letra M. Todo posturado e gostoso. Senhor! Aiai .. Dá até um calor. Kkk – Com essa mini roupa. – Meu pijama, ué ! Eu moro sozinha, vou usar o que ? – Se eu morasse aqui tu nem isso usava. – Diz mordendo o canto da boca ainda encarando meu corpo, eu fico morrendo de vergonha. – Fica tímida não. Eu tô falando sério, tu é gostosa pra caralho! – Mr! – falo com vergonha e ele sorri. – Foi mal, tem uma água aí? Olho pra ele sem entender .. – Anda mina, busca uma água lá! Fala mandão e eu não entendo nada. – Tá, to
Ele fica me encarando por um tempo bem sério e eu aproximo minha mão do seu rosto onde tinha uma cicatriz na testa. Só que ele abre a porta e sai antes que eu possa tocar. Esse cara é uma incógnita pra mim, mas algo me chama muita atenção nele. .. Depois de um tempo eu saí de lá .. Quando cheguei na mesa, estava o Jotinha, K2, Aline e a tal Marisa com Mr que me ignorava. Sento e dou boa noite a todos, mas não entendo porque eles estão aqui. – K2 disse que não fazia sentido a gente sentar separado. Aí ele veio com a tropa dele. Bora marcar em dez e sair. – Jotinha fala baixo no meu ouvido. – Tudo bem. – sorrio fraco. .. – E então, Bianca. Tá gostando de trabalhar no morro? – Aline pergunta soando bem falsa – Sim. – Atendeu muita gente? – Sim. – E.. – Isso é entrevista de emprego por acaso? – Pergunto séria. Só a voz dela já me irritava, imagina essa falsidade toda querendo puxar assunto. Jotinha começa a rir e ela olha feio pra ele. – Deixa ela, Aline! – K2 fala e me
Nessa hora o açaí da tia Divina tá lotado. Já de canto eu vejo o k2 e a Aline. – Vamos sentar na outra ponta? – pergunta vendo o meu desconforto. – Sim. – Sorrio. Vamos pra mesa do outro lado e fazemos nossos pedidos. .. Jotinha é muito divertido e me arranca altas risadas .. – Então, doutora. Tá gostando de trabalhar aqui ? – Eu.. – Paro de falar quando vejo o tal Mr entrar no açaí com uma ruiva ao seu lado. Ele está com uma camiseta mostrando o machucado destampado. Eu vou dar um soco nesse cara! Assim o ferimento vai acabar infeccionando. – Bia? – Jotinha me chama. – Ah, oi! Sim, estou gostando muito, eu amo esse lugar. – sorrio tentando não dar importância. Mas fica difícil quando escuto a ruiva gargalhar alto e logo em seguida colocar a mão no rosto dele, mas ele tira com brutalidade e olha feio . K2 olha pra mim e eu desvio o olhar .. – Tá tudo bem, Bia ? Você prefere ir embora ? – olho pra ele e percebo que estou sendo completamente idiota.












Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.
reviews