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Capítulo 4

Penulis: Leo Ian
— Cristiano, não! Eu imploro, não!

— A cirurgia da minha irmã acabou de terminar, interromper o tratamento agora vai custar a vida dela!

Ele sabia muito bem o quanto minha irmã era importante para mim, mas, para me punir, cortou as despesas médicas mesmo assim.

Cristiano ignorou minhas súplicas, desligou o telefone e foi para a empresa.

Desconsiderando minha fraqueza física, forcei-me a ir até a empresa implorar para que ele salvasse minha irmã.

Mas, ao entrar no escritório dele, descobri que Rita, que havia deixado a empresa, estava de volta e agora era a vice-presidente.

O cargo de vice-presidente da empresa sempre esteve vago. Na época, Cristiano, grato por eu ficar em casa sendo seu alicerce, me prometeu:

— Amor, o lugar de vice-presidente da empresa ficará guardado para você para sempre. Quando as três crianças crescerem, você vem para a empresa ser a vice.

Mas eu não esperava que essa posição, outrora prometida a mim, fosse dada a outra mulher.

Cristiano ficou atônito ao me ver entrar.

Nesse momento, Rita contornou a mesa e sentou no colo de Cristiano, zombando:

— Veio me pedir para tratar da sua irmã? Você estragou o meu momento com a Rita naquele dia, ela está muito infeliz.

— Em vez de pedir a mim, peça a ela. Se ela te perdoar, eu salvo sua irmã!

Mordi o lábio inferior com força, sentindo o gosto de sangue na boca.

Cristiano, como quem observa uma presa, esperava pacientemente pela minha reação.

Hesitei apenas por um segundo, depois desabei de joelhos aos pés de Rita e bati a cabeça no chão três vezes.

— Por favor, me perdoe! Por favor, me perdoe! Por favor, me perdoe!

Meu comportamento fez Rita gargalhar. Na minha frente, ela pegou a mão de Cristiano e a colocou dentro do próprio decote.

Os olhos de Cristiano ficaram vermelhos instantaneamente, e ele sussurrou: "Diabinha."

Naquele momento, meu coração morreu completamente.

Quando Rita parou de rir, disse:

— Você conseguiu me divertir. Vamos fazer assim: se você bater a cabeça mil vezes no chão fazendo barulho, eu te perdoo!

Mordi o lábio com força e comecei a bater a cabeça no chão desesperadamente.

O sangue da minha testa se misturava com as lágrimas que escorriam. Ao terminar, parecia que toda a força do meu corpo havia sido drenada.

— Que tédio.

Cristiano resmungou algo e mandou o assistente transferir o dinheiro para a conta do hospital.

Saí do escritório sabendo o meu lugar. Antes de fechar a porta, vi Cristiano me lançar um olhar surpreso.

Naquele momento, eu só tinha um pensamento: não importava a humilhação que eu sofresse, contanto que minha irmã pudesse continuar o tratamento.

Depois de propor o divórcio e sair de casa, joguei fora aquela Moeda de Desejo e fui para o hospital cuidar da minha irmã.

O estado dela não era bom, o prognóstico pós-cirúrgico era péssimo.

Mas eu jamais imaginaria que, apenas uma semana após o meu divórcio, minha irmã me deixaria de repente.

A única ligação que eu tinha neste mundo se foi. Eu não sabia que motivo ainda tinha para continuar vivendo.

No dia da cremação da minha irmã, voltei para nossa cidade natal abraçada à urna com as cinzas dela.

De volta à casa antiga e vazia, coloquei as cinzas da minha irmã junto com as dos meus pais.

Sem qualquer apego, ateei fogo à velha casa.

Na manhã seguinte, o celular de Cristiano tocou.

— É do telefone do Sr. Reis? Aqui é da delegacia de polícia.

— Sua esposa cometeu suicídio incendiando a casa na noite passada. Por favor, venha até aqui.
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