MasukLevantei-me e lancei-lhe um olhar gelado:— Cristiano, você é realmente cruel!Cristiano ficou estupefato, não esperava que, ao me rever, eu o acusasse.Ele correu em pânico e me abraçou:— Eu só queria vingar você! Mandei todos eles para o inferno para se arrependerem diante de ti!Ao dizer isso, olhou para trás, para as três filhas.Naquele momento, ainda havia um traço de confusão nos olhos delas, mas, ao verem o pai chamando, aproximaram-se instintivamente.Após passarem pelo tormento do fogo, elas obedeciam cegamente a qualquer palavra de Cristiano.Assim, as três se alinharam e, timidamente, me chamaram de mãe.Ao lado, Rita estremeceu, encarando-nos com uma expressão feroz:— Seus malditos, eu jamais perdoarei vocês!Dito isso, virou-se e desapareceu no ar.Cristiano voltou-se para mim e percebeu que meu corpo também começava a ficar transparente.Ele me abraçou, desesperado:— Lídia, eu nunca mais quero me separar de você!Empurrei-o com impaciência e apontei para os bombeiros
Eu estava ao lado dele, vendo a morte estampada em seu rosto, e suspirei:— Cristiano, para que isso?As crianças ainda são pequenas, elas apenas não foram bem educadas.Na verdade, não é exatamente culpa delas.Relembrando minha vida, parece que eu realmente não fui uma mãe competente.Enquanto eu estava imersa em memórias, Ivone acordou.Ao ver o que o pai estava fazendo, ela gritou de medo.Mas a fita adesiva bloqueava sua boca.Cristiano já tinha despejado todo o óleo que tinha nas mãos.Ele sentou ao lado de Ivone e arrancou a fita:— Tem algo que queira dizer?Ivone, vendo o pai com aquela aparência estranha, gritou sem parar:— Mamãe Rita, venha me salvar! Venha rápido me salvar!Cristiano não esperava que a filha, até aquele momento, não soubesse onde estava o erro.Ele avançou e chutou Ivone com violência:— Gritando o quê! Lídia é a sua mãe! Já que você gosta tanto da Rita, deixe que ela te faça companhia!Dito isso, ele caminhou furioso para o banheiro.E arrastou Rita para
Ainda no hospital, Cristiano havia perguntado ao médico a causa da minha morte.O médico lhe disse claramente que foi a infecção na ferida causada pelo líquido contaminado que me matou.Ou seja, Rita era a verdadeira assassina.Mas ela não sentia nem um pingo de culpa.Então, Cristiano colocou alguns soníferos nos bolinhos assados e os deu, sorrindo, para Rita comer.Depois de comer o bolo, Rita deitou na cama zonza e dormiu profundamente.As crianças também caíram, tortas para os lados.Eu estava ali ao lado observando-os, com uma dúvida no coração.O que Cristiano pretende fazer?Por que ele não poupou nem as filhas?Fiquei ao lado dele e disse, impotente:— Cristiano, pare com isso!Na verdade, eu não o entendia de jeito nenhum.Foi ele quem traiu primeiro com Rita.Mas agora, por que fingir esse amor profundo?Cristiano não podia me ouvir. Ele apenas procurou nossa foto juntos no celular.Com o rosto banhado em lágrimas, ele acariciava meu rosto na tela sem parar:— Lídia, me perdo
Cristiano jamais imaginou que sua própria filha pudesse ser tão desalmada.Furioso, ele deu um tapa em Ivone:— Ouse dizer mais uma bobagem! Sua mãe acabou de partir e é assim que você fala dela?Mas a menina continuava rindo, sem demonstrar o menor traço de tristeza.Ivone deu de ombros, indiferente:— E daí? Aquela mãe não valia nada mesmo! Nós temos uma mãe muito melhor agora!Cristiano sabia a quem se referiam, mas a mãe delas havia sido vítima de Rita.Até ele reconhecia o quanto Lídia se sacrificara por elas, mas e quanto às filhas?Como sua própria filha pôde se tornar tão fria?Cristiano olhou para a filha, tremendo de raiva. Ele se questionava repetidamente e, num ímpeto de desespero, esbofeteou o próprio rosto duas vezes.A Bárbara, assustada com a cena, começou a chorar aos berros.O quarto do hospital virou um caos absoluto; o barulho fazia meus ouvidos doerem.Olhei para Cristiano e disse, descontente:— Para que tudo isso agora?Afinal, foi ele quem começou com Rita; as c
Naquele momento, Rita ficou com o rosto sério, seu cérebro trabalhando a mil.Mas não importava como ela se explicasse, Cristiano não acreditaria.Cristiano observou os olhos dela girando rapidamente e, finalmente, apontou para a porta e rugiu:— Saia daqui! Não quero ver você nunca mais!Sabendo que ele estava furioso, Rita só pôde sair de fininho.Depois que ela saiu, Cristiano se aproximou e segurou minha mão com pesar:— Lídia, me desculpe mesmo, eu fui enganado por ela! Você me perdoa dessa vez, por favor?Não olhei para ele, apenas fechei os olhos fingindo não ouvir.Logo os médicos e enfermeiras chegaram.Eles cortaram minhas gazes com cuidado e viram que as queimaduras tinham piorado.Limparam a sujeira, estouraram as bolhas e fizeram um novo curativo.Cristiano, ao lado, não parava de enxugar as lágrimas de pena.De repente, o monitor cardíaco emitiu um som agudo e contínuo.Ele olhou para o aparelho com medo e correu para fora gritando.De repente, senti meu corpo ficar leve
Cristiano ficou paralisado. Ele perguntou, incrédulo:— O que você disse? Lídia morreu?— Como ela pode ter morrido?Depois de dizer isso, ele franziu a testa e foi para o hospital.Rita, ao lado, deliberadamente colocou lenha na fogueira:— Cristiano, será que ela não está com inveja de nós de novo e fingindo se afastar para chamar atenção?Dito isso, ela se colou nas costas de Cristiano, esfregando suas curvas nele.Cristiano, porém, estava inquieto. Ele não esperava que algo assim acontecesse.Ao chegar ao hospital, ele finalmente viu a pessoa deitada na cama.Eu já tinha acordado naquele momento, mas as queimaduras grandes e pequenas por todo o corpo me causavam dor.Eu olhava para o teto, entorpecida. Na verdade, eu já estava pronta para morrer.Neste mundo, eu não tinha mais nenhum parente.Qual o sentido de eu continuar viva?Cristiano olhou para as bolhas das queimaduras em meu corpo e não conseguiu dizer nada.Ele olhou para mim com uma ansiedade que nem ele mesmo percebeu:—







