Beranda / Romance / O TIO DO MEU MARIDO: AMOR OU PODER? / CAPÍTULO 42 - A NOITE DE AMOR

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CAPÍTULO 42 - A NOITE DE AMOR

Penulis: C.R.SANTOS
last update Tanggal publikasi: 2025-05-15 22:34:21

Nos dias que se seguiram, um hábito delicado se instalou entre eles — frágil como as pétalas das rosas que Reginald lhe trouxera, mas com raízes que insistiam em crescer. Pontualmente no fim do expediente, ele aparecia na lanchonete — sempre discreto, sempre paciente. Aquele simples gesto de acompanhá-la para casa mexia com Evelyn de um jeito que ela não queria admitir. No caminho, as conversas fluíam naturalmente: histórias da infância, livros preferidos, sonhos de
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  • O TIO DO MEU MARIDO: AMOR OU PODER?   Capítulo 57: O Horizonte do Reencontro

    A luz dourada da manhã filtrava-se pelas cortinas de linho como um toque de bênção. Amara abriu os olhos lentamente, sentindo-se leve como não se sentia havia anos. Pela primeira vez em muito tempo, acordara sem o peso da melancolia. Havia algo diferente no ar — uma calma serena, como se o destino tivesse enfim se apaziguado dentro dela.Sentou-se na cama com um suspiro contido, os olhos vagando até o relógio antigo sobre a cômoda. Três de setembro. Uma data gravada em sua memória com precisão dolorosa.Naquele mesmo dia, há três anos, Donovan Ashbourne surgira em sua porta."Desde o dia em que descobri que não sou filho de Henry", ele dissera com uma honestidade que ainda ecoava em sua mente, "eu venho estudando os caminhos da nossa família. Descobri segredos, mentiras... e encontrei o seu nome. Se sua filha estiver viva, eu prometo que a trarei até você."Mas três anos se passaram. E ele nunca mais voltou.Amara levantou-se devagar, os pés descalços tocando o chão frio

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    A mulher que entrou exalava uma beleza serena e imponente, marcada pelos cabelos grisalhos cuidadosamente presos em um coque baixo, e pelo porte altivo de quem já enfrentou tempestades e saiu de pé. Seus olhos — de um azul profundo, como o mar visto do alto de um penhasco — cruzaram o olhar de Evelyn. Por um instante, permaneceram indecifráveis, como guardando segredos antigos. Então, suavizaram, revelando algo que só o tempo e a experiência poderiam ensinar.— Senhora Ashbourne — disse ela, a voz firme, mas não hostil. — Eu sou a rainha Amélia Aurélia de Montverre. Evelyn inclinou levemente a cabeça, uma reverência contida.— Obrigada por me receber, rainha.Amélia assentiu, e seus olhos recaíram por um breve momento sobre Reginald.— Lorde Reginald Ashbourne. O sobrenome carrega peso por aqui, mesmo depois de tantos anos. Sejam bem-vindos.— É uma honra estar aqui — respondeu Reginald, sempre diplomático.Amélia fez um gesto com a mão, convidando-os a sentar-se novamente.— Sei por q

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    Evelyn e Reginald retornaram para casa após três dias fora. A saudade dos filhos apertava o peito de Evelyn de forma quase insuportável. Sabia que Beth e Benjamim cuidavam deles com todo amor — como se fossem seus próprios filhos —, mas o vazio da ausência pesava mais a cada hora.Reginald, por sua vez, também precisava retomar os assuntos na empresa. Durante esse período, aproveitou para entrar em contato com representantes da monarquia de Valtésia . Usando o prestígio do nome Ashbourne, conseguiu algo raro: agendar uma audiência com a própria rainha Amélia de Valtésia . Satisfeito com seu feito, foi para casa contar para ela pessoalmente. Mas ao chegar, decepcionado, soube pela empregada que ela tinha levado os filhos a um aniversário de um amiguinho de Oliver e depois iria para a casa de Beth. Deitou e dormiu. Algum tempo depois, acordou e escutou as vozes das crianças, então resolveu tomar um banho antes de conversar com Evelyn. Reginald estava no chuveiro, deixando que a água que

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    Evelyn abraçou Benjamim com força, o coração acelerado enquanto segurava o papel com o endereço antigo de Jacob — o único fio que a ligava à verdade que tanto buscava.— Não crie expectativas muito altas, Evelyn — disse Benjamim com um olhar preocupado. — Já se passaram mais de trinta anos... Muita coisa pode ter mudado. É possível que ele não more mais lá. Mas talvez... algum vizinho ainda se lembre. E isso pode ser o começo.— Eu sei, Benjamim... — respondeu Evelyn com um meio sorriso, os olhos marejados. — Mas esse endereço já é uma esperança. É mais do que eu tinha ontem. Vou ligar para Reginald. Ele me prometeu que estaria comigo em cada passo dessa jornada.Ela fez uma breve pausa e então, com delicadeza, perguntou:— E falando em Reginald... ele chegou a pedir que você encontrasse os verdadeiros pais dele?Benjamim baixou o olhar, como se aquela pergunta ainda pesasse.— Não, Evelyn. Cheguei a tocar no assunto, de forma sutil... mas ele nem quis ouvir. Mudou de conversa. Talvez.

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    O silêncio da suíte era espesso como névoa antes da tempestade. Veronica permanecia de pé diante da janela, o robe de seda vermelha agarrando-se ao seu corpo como uma segunda pele. A fumaça do cigarro saía pela janela como um lamento silencioso, serpenteando no ar frio da noite, dissipando-se lentamente, assim como os últimos traços de orgulho que ainda lhe restava. Lá fora, as luzes da cidade pareciam zombar de sua falência financeira com o brilho indiferente dos arranha-céus. Dentro dela, tudo era caos.Ela ainda custava a acreditar. O impossível agora era realidade — cruel, sarcástico, como uma piada de gosto amargo escrita pelo destino. Ela, Veronica, filha de uma linhagem respeitável, sempre impecável, educada para brilhar... e mesmo assim, eclipsada por Evelyn. Uma mulher que até outro dia não passava de uma órfã anônima, sem sequer ter uma nota de rodapé no grande livro dos Ashbourne. Agora? A legítima herdeira de uma fortuna imensurável. Veronica apertou os punhos.Como Evelyn

  • O TIO DO MEU MARIDO: AMOR OU PODER?   CAPÍTULO 52- FRAGMENTOS DE UMA VERDADE SILENCIADA

    A porta da casa se fechou suavemente atrás de Evelyn, abafando os ruídos da cidade como se o mundo lá fora não pudesse mais alcançá-la. A conversa que tivera naquela tarde com a funcionária da biblioteca ainda ecoava em sua mente como um trovão abafado, repercutindo em cada canto da sua alma. O escândalo. O nome do seu pai envolvido com um homem casado. O silêncio comprado. As manchetes sufocadas. As memórias sobreviventes apenas nas palavras de uma senhora idosa, cujo olhar carregava mais verdade do que qualquer arquivo oficial.Evelyn tentara encontrar registros do amante do seu pai, mas o obituário estava vazio. Nada. Nenhuma nota, nenhuma homenagem, nenhum adeus. Como se ele jamais tivesse existido. Não era à toa que tentaram enterrar a história. Se hoje assumir a própria sexualidade ainda exige coragem, o que dizer de décadas atrás? Aquela relação fora uma bomba prestes a explodir — e alguém se certificara de que ela fosse desativada a qualquer custo.Tirou os sapato

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