Compartir

Capítulo 10

last update Fecha de publicación: 2025-03-27 01:06:08

Não me intimidei nem por um segundo com a figura loira e arrogante em minha frente, pelo contrário, eu soube exatamente o que deveria fazer.

Eu já havia percebido Bianca o suficiente na última vez, eu era ótima em observar pessoas. Ela claramente se prestava a um papel de querida e boa moça na frente do Juan, tudo pra ganhar admiração e respeito. Mas a verdade era que ela não passava de uma cobra, à espreita pra atacar.

—Estou fazendo a mesma coisa que você, Bianca.— Respondo. —Estou em um aniversário.

Vejo quando sua mandíbula fica rígida e ela parece se morder de raiva com a audácia em minhas palavras.

—Mas você não deveria estar aqui fora. Deveria estar com a Emma.— Ela insiste, claramente incomodada pela minha presença junto ao seu adorável noivo.

—Ah, a Emma está bem, não se preocupe.— Eu digo, sorrindo.

Aquilo pareceu acender ainda mais a raiva presente dentro dela. Juan ao seu lado apenas fumava, como se tivesse alheio aquele cenário todo. Me perguntei o que Bianca poderia fazer em seguida, me expulsar dali?

Não, ela simplesmente puxa o pescoço de Juan e traz os seus lábios até os dela. Ah, era isso que ela poderia fazer. E saindo exatamente do oposto do que imaginei, senti um aperto incômodo dentro de mim com aquele ato.

Desviei os olhos e estava indo embora, quando Juan finalmente se afastou dela, o rosto vermelho e ele parecia um tanto constrangido.

—Irei pegar algo pra beber.— Ele diz e sai, incapaz de olhar para mim.

Bianca na minha frente apenas me encara, um sorriso vencedor em seu rosto. Digno de pena.

—Já havia deixado claro antes sobre a importância de você se manter em seu lugar. E hoje você só se provou ser uma péssima ouvinte.— Ela rosna pra mim.

—Sim, e o quê?— pergunto, indiferente.

Ela sorri lentamente e se aproximando mais um pouco de mim, sussurra:

—E hoje mesmo você acabará sem seu emprego.

Antes que ela também vai embora, ela se vira para mim mais uma vez e anuncia:

—Não deixarei você ou nada ficar no meu caminho e do Juan. Isso é uma promessa.

Todos os pelos do meu corpo se arrepiam quando volto a ficar sozinha naquela varanda. Eu realmente não tinha medo dela, no entanto, eu sabia o quão baixo e cruel um ser humano ganancioso poderia chegar.

Ignorando tudo aquilo o máximo que podia, também saí daquele espaço e fui procurar Emma. A encontrei exatamente na mesma sala onde a havia deixado. Ela brincava dentro de uma casa de boneca extremamente grande com mais 3 garotinhas.

Ela me viu a observando e só levantou o dedo polegar em confirmação de que estava tudo bem. Sorri por vê-la finalmente se divertindo.

Me sentindo ainda um pouco a deriva naquele lugar, resolvi só sair daquela casa e andar no amplo e verde jardim ao redor da propriedade.

—Está perdida?— uma voz masculina e desconhecida chegou aos meus ouvidos.

Eu estava sentada próxima a uma árvore enorme, me protegendo em suas sombras e tentando ter um pouco de tranquilidade.

—Só descansando.— Eu digo e tento sorrir.

O homem de cabelos ruivos e olhos extremamente azuis sorri para mim, e faz um movimento com a cabeça, perguntando se poderia se aproximar. Eu assinto e ele se senta ao meu lado.

—Achei que você estivesse só fugindo de todo o caos como eu.— Ele fala sorrindo.

—Você me pegou.— Assumo sorrindo e brincando com as folhas da grama ali.

Ficamos em silêncio por um instante, e estranhamente aquilo não me pareceu esquisito ou constrangedor.

—Você é família de quem aqui?— ele pergunta de repente.

—Sou a plebeia.— Falo, brincando. —Sou apenas a babá da Emma.

—A filha de Alison?— ele pergunta empolgado e eu assinto. —E como a Emma está? E o Juan? Nós aqui não sabemos quase nada sobre a vida deles, ele vive nas sombras.

Solto um longo suspiro exasperado. Ao menos não era apenas eu que enfrentava a figura de poucas palavras que meu chefe era.

—Eu só sei o que eu vejo também.— começo. —Emma está bem, diariamente. E o Juan...— suspiro.

Não precisei falar mais nada para que ele soubesse exatamente ao que me referia.

O silêncio voltou, mas eu decidi quebrá-lo. Porque bem, ele que havia decidido estar ali e começar aquele assunto.

—Como foi? Como ela morreu?— pergunto, me livrando finalmente de uma de tantas questões. —Aliás, como você se chama?

—Ax, prazer.— Ele diz sorrindo e estica a mão pra mim. —Não sabemos ao certo o que aconteceu.— Ele começa a explicar. —Ela estava bem, não tinha nenhum problema de saúde que sabíamos. Só morreu de forma misteriosa, inesperada.

Ouvir aquilo fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Não sabia se realmente gostava daquela resposta.

—Está acontecendo até uma investigação sobre. Mas sabemos muito pouco.— Ele conclui.

—Uau!— solto a respiração, um pouco extasiada.

Agora descobrindo mais um pouco sobre um dos inúmeros problemas que giram na cabeça de Juan.

—Eles eram casados há pouco tempo?— pergunto novamente. —Me desculpe se estou sendo muito invasiva, é só que entrei pra esse mundo agora e ainda estou tentando entender. Correndo o risco de cometer alguma gafe por não saber de nada.

Ax apenas sorriu, enquanto dizia que estava tudo bem. Tudo bem ser uma intrometida curiosa, não era como se eu pudesse controlar.

—Eles estão juntos desde que eu me entendo por gente.— Ele diz e sorri. —É uma das histórias de amor mais bonitas que é contada na família.

Ouvir aquilo me deixou ainda mais curiosa, se é que isso fosse possível. Me remexi naquela grama e dessa vez, sentei de frente pra Ax, ciente de que não queria perder nenhum detalhe daquela história.

—Eles eram vizinhos, e os seus pais sempre costumavam brincar, dizendo que eles iriam crescer se apaixonar. E eles tiveram essa sorte. Passaram todos os dias da infância, o da adolescência, até o dia da morte dela juntos. Eles casaram quando ainda eram muito novos e sem condição financeira alguma pra isso, mas eles conseguiram. Juan costumava dizer que a força do amor deles não era páreo pra nada material aqui. Que toda fraqueza se tornava a fortaleza dele quando ele a olhava nos olhos.

—Caramba!— exclamo em voz alta, surpresa, em choque com tudo aquilo revelado.

Me perguntei como seria ter um amor assim; crescer juntos, aprender juntos, amar intensamente e ser amado. Sobretudo, me perguntei o que podia ter acontecido para um amor tão brilhante assim, ser simplesmente apagado.

Porque a verdade era que aquela história era a versão dos outros, a vista de fora. Porque como tudo aquilo terminou, só Juan poderia responder. Não poderia nem sequer imaginar o que o faria se sentir aliviado pela morte de sua companheira de vida. Que tipo de mulher era Alison? Que tipo de homem é Juan?

Quanto mais tenho respostas para minhas perguntas, mais dúvidas eu tinha.

—E quanto a você?— Ax pergunta de repente, alheio ao espanto que estava dentro de mim. —É de qual parte da cidade?

—Ah, eu não sou daqui. Vim de uma cidadezinha do interior do estado. Havia sido chamada pra trabalhar como gerente de publicidade na Vortex.

—Sério?— ele pergunta surpreso e parece empolgado. —E como de repente parou na casa do Juan?

—Os valores da empresa são totalmente diferentes dos meus. E eu honestamente precisava de dinheiro.

Ele sorri enquanto assente e ficamos em silêncio. Até que um burburinho dentro da casa rouba toda nossa atenção.

—O que está acontecendo?— pergunto.

—Você está prestes a descobrir o caos que é minha família.— Ele diz, enquanto se levanta e me estende a mão me ajudando a levantar também. —Aliás, como você se chama?

—Ayla.— Digo

—É um prazer conhecê-la, Ayla.— Ele sorri pra mim e juntos seguimos em direção até a mansão.

No entanto, assim que me vejo no meio daquela sala, eu congelo no mesmo local, principalmente quando a voz estridente da Bianca faz cada vidro daquele ambiente estremecer.

—Você!— ela grita em minha direção. —Você só tinha um trabalho e olha o que fez—

Ela aponta para o seu lado esquerdo e eu prendo a respiração. Emma estava ali, com uma tesoura em mãos e parte dos seus cabelos, um dos lados que estava perfeitamente penteados para o lado, estava caído no chão.

—Emma!— eu sussurro com comoção, com o coração apertado ao ver os olhos marejados da garota, claramente envergonhada pela atenção que está toda em cima dela.

Se fosse possível, meu ódio da Bianca aumentou um trilhão de vezes mais. Eu sabia que ela era cruel, mas não ao ponto de envolver uma criança no meio de suas atrocidades.

—Eu a encontrei no quarto lá em cima. Sozinha. E fazendo isso com seu próprio cabelo. E todo mundo sabe o quanto a Alison cuidava tão maravilhosamente bem do cabelo de sua menininha.— Ela grita, exagerando no drama e fazendo o máximo de pressão psicológica que só alguém muito cruel faria.

Eu estava ignorando todo o seu show, porque a minha única preocupação era Emma ao seu lado. Que agora chorava copiosamente.

—Isso tudo porque você não pode fazer seu trabalho.— Ela grita e aponta em minha direção.

Todos os olhares se viram para mim, mas aquilo não me intimida. Não daria o poder disso. Tudo que faço é ignorá-la e começo a caminhar em direção a Emma.

—O que está fazendo?— Bianca grita e tenta me puxar pelo braço. —Você não vai se aproximar da minha menininha.

Eu estava prestes a explodir, e gritar em sua cara o quão cruel, cínica e falsa ela poderia ser. No entanto, eu travei no mesmo instante quando a voz grave e firme como um trovão, esbravejou em toda aquela sala:

—Chega!— Juan começa a se aproximar de toda aquela cena, mas seus olhos estão presos em Emma, que agora soluça sem parar.

—Querido, olha o estado da Emma.— Bianca começa a falar ao seu lado e deixa que lágrimas dissimuladas caiam dos seus olhos. —Não podemos deixar que isso saia impune.

Os olhos de Bianca recaem em mim, como chamas, mas consigo ver a diversão em seu olhar. Opto pelo silêncio, porque havia aprendido há muito tempo que em certas situações, falar só te toma a razão.

—Você está bem, Emma?— eu pergunto, e no mesmo instante, seu pai faz a mesma pergunta e falamos em uníssono.

Ele me olha de canto de olho rapidamente, mas não consigo ler o que está por trás dos seus olhos.

Emma apenas assente, mesmo tremendo.

—Eu só quero ir pra casa.— Ela diz.

Juan apenas assente, mas antes de ir embora, Bianca o interrompe:

—O que está fazendo? Ainda vai deixar que ela fique responsável pela Emma?— ela soa indignada. —Eu sugiro que ela seja demitida agora, e só assim poderá voltar de onde nunca deveria ter saído.

Silêncio enche a sala, enquanto todos esperam o veredito de Juan. Me vejo ansiosa também, temendo que a manipulação dela tenha passado tão as cegas em seus olhos.

—Ela não ficará sem emprego.— Outra voz alheia se envolve naquela questão.

Todos os olhares caem em Ax no lado oposto da sala. Estou surpresa com sua atitude, confusa. Juan também o encara, e pela primeira vez desde que todo aquele caos iniciou, eu leio o que está em suas íris escuras. Raiva. E ele direciona toda ela a Ax.

—A Ayla irá trabalhar comigo.— Ele afirma.

Eu continuo estática no lugar, incapaz de pensar racionalmente sobre nada daquela situação.

O que estava acontecendo? O que mais uma vez seria de mim?

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • O Viúvo e a Babá   Nota da autora

    Escrever esta história foi, para mim, muito mais do que simplesmente criar personagens e enredos. Foi uma verdadeira travessia, uma jornada profunda que me levou a lugares dentro de mim que eu nem sempre sabia que existiam. Cada página nasceu de um encontro íntimo com minhas próprias dores, ausências que ainda ecoam no silêncio dos meus dias, e amores que, de um jeito ou de outro, me sustentaram nos momentos em que a escrita parecia impossível, quando as palavras teimavam em fugir e o coração parecia pesado demais para continuar. Foi um processo de autoconhecimento, de enfrentamento e, acima de tudo, de entrega.Quando comecei a escrever, não tinha a menor ideia de onde essa história me levaria. Não sabia quais caminhos ela abriria, nem quais portas se fechariam ao longo do percurso. Tudo o que eu sabia era que precisava dar voz a mulheres que, tantas vezes, são silenciadas pela vida, pela sociedade, por suas próprias inseguranças. Mulheres como Ayla, Amanda, Alison, Andrea, Emma... C

  • O Viúvo e a Babá   Epílogo

    Epílogo – Anos depoisO tempo não apaga. Ele ajeita, desloca, empurra as dores para cantos diferentes, como quem arruma um quarto sem nunca jogar fora de verdade o que machuca. Oito anos haviam passado desde o casamento no jardim da mansão reconstruída. Oito anos cheios de gritos infantis, brigas, reconciliações, aniversários cheios de bolo mal cortado e alguns silêncios que só o convívio traz.A mansão na estrada daquela ampla cidade agora parecia outra. As paredes, que carregavam as marcas da explosão, estavam cobertas por heras verdes, que cresciam sem pedir licença, como se a própria natureza tivesse decidido cuidar da família. O portão rangia ao abrir, e as crianças costumavam correr para fora antes mesmo do carro desligar.Juan e Ayla tinham agora dois filhos além de Emma: o pequeno Matteo, de oito, e Clara, de cinco. Emma, adolescente, passava horas trancada no quarto ouvindo música no fone, mas ainda buscava o colo de Ayla quando alguma decepção adolescente apertava o peito. J

  • O Viúvo e a Babá   Capítulo 199

    O sábado começou abafado, como se o próprio céu estivesse inquieto, prestes a desabar em tempestade. Na cozinha da mansão, o barulho era constante: talheres batendo, panelas arrastadas, gente indo e vindo com caixas de flores, toalhas, garrafas de vinho. O ar cheirava a pão de queijo recém-saído do forno, misturado ao perfume doce das rosas que uma vizinha trouxera de presente. O som das vozes se misturava ao riso das crianças correndo pelos corredores, enquanto o bebê, embalado por Andrea, dormia tranquilo no carrinho.Ayla estava no quarto, diante do espelho, sentada numa cadeira baixa. O vestido pendurado na porta balançava levemente com a brisa que entrava da janela aberta. Não era um vestido de noiva tradicional, daqueles cheios de rendas e caudas enormes. Era simples, de tecido leve, quase bege, com bordados discretos na cintura. Ela havia escolhido assim porque não queria parecer outra pessoa, não queria se esconder atrás de nada. O bebê dormia no berço ao lado, a respiração cu

  • O Viúvo e a Babá   Capítulo 198

    As semanas que se seguiram ao nascimento do bebê transformaram a casa num lugar onde o cansaço e a descoberta se misturavam em cada canto. Ayla mal conseguia distinguir manhã de noite; o relógio da sala, que antes marcava as horas com um som alto e constante, agora parecia zombar dela, marcando um tempo que não obedecia ao ritmo da maternidade. Aos poucos, porém, a poeira foi baixando. O bebê mamava melhor, Emma já não chorava escondida com medo de perder espaço, e Juan fazia o possível para manter a mansão viva e funcional enquanto a família se ajeitava.Era um domingo de sol. O cheiro de terra molhada ainda vinha das chuvas da madrugada, misturado ao aroma forte do café que Juan havia passado mais cedo. Ayla saiu do quarto com o bebê no colo, os pés descalços tocando o piso frio de mármore. Ele dormia pesado, o corpo mole, o rosto enfiado contra o peito dela. Emma estava sentada no tapete da sala, pintando com lápis de cor, a língua para fora num gesto concentrado que lembrava Juan

  • O Viúvo e a Babá   Capítulo 197

    A casa não parecia mais a mesma desde que trouxeram o bebê. O silêncio confortável de antes havia sido substituído por um ciclo estranho de choros, passos apressados, portas se abrindo de madrugada e vozes sussurradas tentando não acordar Emma. Até o ar parecia outro, impregnado de leite morno, pomada para assaduras e aquele cheiro indefinível de recém-nascido, uma mistura de talco e suor doce que se entranhava nas roupas e nos cabelos.Ayla estava exausta. O corpo ainda doía do parto, cada músculo parecia reclamar quando ela se levantava da cama. Os pontos queimavam, a cabeça latejava por noites mal dormidas, e a sensação constante de cansaço parecia pesar mais que o próprio bebê no colo. Mas quando olhava para o pequeno, deitado no berço novo que Juan montara no quarto deles, sentia uma estranha força correr pelo peito, algo que a obrigava a seguir, mesmo quando tudo parecia desabar.Juan fazia o possível, mas não escondia o cansaço. Chegava no quarto de camiseta amarrotada, olhos v

  • O Viúvo e a Babá   Capítulo 196

    O dia do parto chegou.Ayla já não sabia distinguir o que era dor física e o que era medo. O frio da sala de cirurgia misturava-se ao suor que escorria por sua testa, colando os cabelos à pele. O teto branco, com suas lâmpadas fortes, parecia distante, quase cruel. O cheiro de antisséptico invadia tudo, e cada vez que uma nova contração vinha, ela pensava que talvez não fosse aguentar.Juan estava ali, paramentado, máscara cobrindo metade do rosto, mas os olhos… os olhos estavam vermelhos, tensos, e não paravam de procurar os dela.— Eu tô aqui, Ayla, eu tô aqui — repetia, como se fosse um mantra.Mas nem sempre conseguia controlar a voz, que falhava. Ele não era de chorar, mas naquele momento não sabia o que fazer com a angústia que pesava no peito.O médico falava com calma, embora a pressa estivesse escondida na forma como suas mãos se moviam.— Precisamos acelerar. A pressão dela caiu, a gente tem que agir rápido.Ayla ouviu fragmentos. A anestesia deixava seu corpo meio fora de s

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status