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Capitulo 8: Desejo Incontrolável

Autor: Gali
last update Data de publicação: 2026-02-03 15:51:28

O dia está claro, quente demais para permanecer dentro de casa. Decido passear, deixando que o sol me aqueça a pele e que o silêncio do jardim acalme os pensamentos que insistem em perturbar-me. Caminho sem pressa, seguindo o trilho que conduz ao lago, um lugar afastado, raro, quase esquecido, onde a água permanece sempre tranquila, como se nada no mundo pudesse alcançá-la.

É então que algo me chama a atenção.

Peças masculinas espalhadas pela relva, algumas penduradas num galho baixo, outras la
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    Saio do gabinete do detetive com a sensação de que o meu mundo pode desabar a qualquer momento.Assim que desço as escadas, sinto novamente os olhares. Não são discretos, são diretos, avaliadores, julgadores.Caminho com a postura erguida, mas por dentro estou a desmoronar.As palavras do detetive ecoam na minha mente.Arthur William Carter.William…O nome que conheci primeiro, o estranho que me encantou.Continuo a andar até ao ponto onde a carruagem me deixou. Cada passo parece aproximar-me cada vez mais da verdade.Sinto-me tola, impulsiva, ingénua.Casei-me sem perguntar quem ele era, deixei que o coração falasse mais alto do que a prudência.Como pude?Quando tiver todas as informações, falarei abertamente com o meu marido… será que ainda o devo chamar assim?Só lhe direi a verdade quando tiver provas concretas.Fecho os olhos por um instante.Peço a Deus que ele não esteja a enganar-me.Não suportaria a sua traição, não depois de tudo o que vivemos, de todos os momentos. De tud

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    O crepúsculo sempre foi o meu momento favorito do dia. A transição. O instante em que a luz é envolta na obscuridade da noite. Arthur está atrás de mim, deitado na relva, com os braços atrás da cabeça, a observar-me como se eu fosse parte da paisagem. — Estás silenciosa — diz ele, por fim. Sorrio, mas não me viro. — Só estou a apreciar o momento. Ele levanta-se, aproxima-se e envolve-me pela cintura, encostando o queixo ao meu ombro. — Quando ficas assim pensativa, parece que estás longe de mim. Fecho os olhos por um instante. Não quero mentir-lhe. Mas também não quero destruir o nosso matrimônio. — Não estou longe… — murmuro. — Só tenho medo que esta felicidade seja frágil. Ele roda-me suavemente para que eu fique frente a frente com ele. — Olha para mim, Léonor. Obedeço. — Nada do que vivemos é frágil. Eu escolhi-te. Tu escolheste-me. O resto… não me importa. O resto? Será que o nosso casamento irá suportar as expectativas, os olhares da sociedade e, sob

  • O domador: A Indomavel   Capitulo 25 : Lua de mel

    Os dias da nossa lua de mel passam num piscar de olhos.Sem horários, sem obrigações, sem olhares curiosos. Apenas nós dois e a liberdade de viver o nosso amor.Numa tarde quente, entro na biblioteca da mansão para procurar um livro. O cheiro a papel antigo e madeira polida envolve-me, trazendo uma sensação de calma.Passo os dedos pelas lombadas dos livros, distraída, até sentir duas mãos firmes pousarem na minha cintura.O meu coração dispara antes mesmo de me virar.— Arthur… — murmuro, sorrindo.— Ando à tua procura pela casa inteira — diz ele, aproximando-se do meu ouvido. — E encontro-te aqui… escondida entre livros.— Não estava escondida… só queria ler um pouco.Ele ri baixinho.— Prefiro escrever a nossa própria história.Arthur puxa-me suavemente para si. As minhas costas encostam-se a uma das estantes, e os seus lábios encontram os meus. O beijo começa lento, mas rapidamente se torna mais profundo, mais urgente.O silêncio da biblioteca torna o momento ainda mais intenso. C

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    Acordo e, de rompante, olho para ele, para ter a certeza de que é real, de que está ao meu lado. O seu rosto está sereno e lindo. Como não vi a sua beleza antes? Falo da beleza interior, do homem maravilhoso que Arthur é, da sua índole. Não podia ter escolhido melhor marido. Observo-o durante alguns minutos, até que Arthur começa a despertar pouco a pouco. — Bom dia, meu amor… — digo, num sorriso cheio de emoção. — Bom dia, minha esposa… — responde também em tom baixo. Aconchego-me ao seu corpo. — Dormiste bem? — pergunta o meu marido. — Dormi tão bem… — digo com um sorriso que, mesmo Arthur não podendo ver, ele sente na minha voz. — O que a minha esposa gostaria de fazer hoje? Estamos em lua de mel, quero satisfazer todos os seus caprichos — diz, beijando a minha cabeça. — Em primeiro lugar, quero… tomar um banho com o meu marido… — É uma boa ideia… Arthur pega-me no colo e leva-me até à banheira. De seguida, enche-a de água quente e começa a despir-me. O

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