LOGINNaquele momento o celular de Bridget tocava, era seu pai Taylor Jones.
-Alô, Bridget sou eu seu pai
- Oi, Pai, como tem passado faz tempo que não nos falamos.
(na verdade o pai de Bridget havia cortado os laços com sua filha e ficado relapso aos cuidados dela, tudo por conta do plano de Agnes.)-Vou bem, Preciso que venha em casa, Agnes preparou um almoço de boas vindas pra você.
-Tudo bem, irei marcar aqui na minha agenda até breve.
Com isso ela encerrou a ligação.
Na mansão Jones, Agnes e Callie encarava o matriarca ao telefone,na espera de que pudesse fechar o acordo, já que Callie não queria casar com o filho da família Miller pela a fama que ele carregava de mulherengo e vadio,e se diziam também que ele era o filho abastado da família Miller, mas devido a um contrato feito pelos os avós de ambas as famílias, o primogênito da família Miller teria que casar com a legítima Senhorita Jones.-Então querido ela vira? Farei a melhor refeição para o retorno de Bridget a nossa casa.
-Sim, vamos recebê-la da melhor forma possível. -Papai, tomara que dê tudo certo nesse acordo, não quero me relacionar com esse abastado, o bom que os dois combinam até nisso, hahaha...-Callie não fale assim apesar de tudo ela ainda é sua irmã, ilegítima mas é (Agnes sempre fazendo questão de lembrar que Bridget não é filha legítima da família Jones).
-Sorte nossa que temos um trunfo nas mangas para fazer esse acordo dá certo. vamos minha linda Callie as compras para esquecer todo esse estresse.
Bridget se preparava para um encontro com suas amigas no shopping, suas amigas de infância estavam mortas de saudades, afinal havia um bom tempo que não se viam desde a partida de Bridget a New York.
-Menina Bri aqui esta os vestidos que a senhorita selecionou para o encontro.
Cida havia entregado a Bridget 2 lindos vestidos distintos mas altamente renomados e elegantes.-Obrigada Cida, cuidou tão bem deles que merece um abraço e uma surpresa.
Enquanto Bridget decide qual vestido vestir ela recebeu uma notificação de sua BFF.-OiÊ Bri, tudo certo pra hoje, tenho um monte de assunto pra colocar em dias viu, tirei essa folga somente para aproveitar a sua volta e limpar a vista no shopping
- Está confirmado sim, Camila estou em duvida qual vestido usar, estou entre o recatado porém sensual ou o totalmentente recado verde .
-O verde cairia bem se fossemos a missa amiga, hoje é dia de encontrar um homem gostoso kkkkk
-kkkkk, Ca você sempre com esse bom humor né, vou me arrumar e encontro você e Vitória em breve, bye.Esse astral de Camila sempre animava o ambiente, por isso Bridget nunca conseguiu se desfazer dessa amizade muito especial, já que a mãe dela e das suas amigas foram melhores amigas e tiveram suas gestações no mesmo período, as 3 eram gêmeas de data de nascimento. Por conta desse vínculo Bridget nunca se sentiu só no mundo
A sessão finalmente chegou ao fim. Andrew soltou um longo suspiro quando a terapeuta encerrou as anotações. Ele se levantou um pouco incomodado por ter falado demais, especialmente quando o nome Clarice escapou sem que ele percebesse.— Acho que já chega por hoje, senhor Miller. — disse a terapeuta, oferecendo um sorriso compreensivo. — Às vezes, as respostas vêm quando menos esperamos.Andrew assentiu, evitando o olhar dela. Pegou o casaco, agradeceu rapidamente e saiu. O ar fresco do lado de fora o atingiu como um soco, e ele balançou a cabeça tentando afastar a estranha sensação que o acompanhava desde o momento em que mencionou aquele nome.Entrou em seu carro e dirigiu-se direto para a empresa. O trânsito parecia ainda mais lento que de costume, e sua mente vagava entre lembranças confusas e inquietação no peito.Quando estacionou na garagem do edifício, seu celular vibrou no banco do passageiro. Andrew pegou o aparelho distraído, mas congelou ao ver o número desconhecido piscand
Andrew dirigia rápido, os dedos tamborilando no volante enquanto xingava baixo.— Droga… já estou atrasado — resmungou, apertando ainda mais o pedal do acelerador.Ele havia perdido a noção do tempo depois do encontro desastroso com Clarisse no motel. O arrependimento queimava em sua mente, e a cada quilômetro percorrido, sentia o peso da decisão errada que havia tomado.Quando estacionou em frente ao prédio do consultório, respirou fundo. O relógio do painel mostrava que já estava vinte minutos atrasado.— Ótimo, Andrew, muito responsável — ironizou para si mesmo.Subiu os degraus depressa e entrou na recepção. A secretária o olhou com uma sobrancelha arqueada.— Boa tarde, senhor Miller. A doutora já está à sua espera.Ele passou a mão pelos cabelos, tentando disfarçar o nervosismo.— Eu… houve um imprevisto no caminho. — Sua voz soou rouca, quase um pedido de desculpas.A secretária apenas fez um gesto, indicando a porta. Andrew respirou fundo antes de girar a maçaneta e entrar.No
Andrew saiu cedo da mansão Miller naquela manhã. Vestia apenas uma camisa simples, calça jeans e o semblante pesado de quem carregava dentro de si mais perguntas do que respostas. A sessão de terapia estava marcada, e parte dele queria acreditar que dessa vez poderia, de fato, se encontrar.No entanto, ao atravessar a rua em direção ao estacionamento, uma voz feminina o chamou:— Andrew?Ele se virou e encontrou Clarisse, encostada em um carro importado vermelho, óculos escuros e um sorriso que carregava malícia.— Clarisse… — ele murmurou, franzindo a testa. — O que faz aqui?Ela tirou os óculos lentamente, revelando os olhos claros que pareciam analisá-lo dos pés à cabeça. — Coincidência… ou destino — disse com ironia. — Estava passando, e olha só com quem eu me encontro.Andrew suspirou, já desconfiado. — Estou indo para a terapia, não é um bom momento.Clarisse caminhou até ele, muito próxima, seu perfume adocicado o envolvendo. — Terapia? — ela arqueou a sobrancelha. — Ah, qu
— Obrigada por nos ouvir — disse ela, olhando para todos na sala. — É difícil, mas precisava ser honesta. Quero viver essa fase da minha vida com clareza, verdade e amor.O silêncio que se seguiu foi carregado, mas desta vez não havia hostilidade. Apenas compreensão lenta e aceitação — exceto da vovó Nívea, que permanecia observando, rígida, mas menos intensa do que antes.Maxwell passou o braço pela minha cintura e me puxou para perto, e naquele gesto simples, senti que juntos, poderíamos enfrentar qualquer tempestade que viesse a seguir.Eu sorri, aliviada e feliz, sabendo que, mesmo com toda a tensão, estávamos prontos para enfrentar juntos o que viesse. Maxwell estava ao meu lado, e isso bastava para me dar força.— Pois bem… — começou Nívea, sua voz cortando o ar. Não era áspera, mas também não tinha a suavidade que eu ansiava. — Clareza e amor são virtudes. Mas lembre-se, menina, que nem sempre o amor protege de todas as dores.Ela se levantou, ajeitando o xale sobre os ombros,
MaxwellA atmosfera mudou. Minha atenção imediatamente se voltou para Andrew, que estava parado próximo à porta, claramente convidado pela vovó Nívea.Ela, com o rosto fechado e braços cruzados, não escondia a desaprovação que sentia por mim. O olhar de Andrew era intenso, misturando dor, raiva e uma possessividade que queimava por dentro.— Andrew — comecei, mantendo a voz firme, mas controlada — sei que isso é difícil de engolir. Mas não estou aqui para tomar nada de você. Estou aqui para estar ao lado de Bridget.Ele me lançou um olhar que misturava raiva e incredulidade. — Difícil? Você está assumindo minha… minha vida com ela como se fosse um prêmio.Bridget se adiantou, erguendo a mão levemente para interromper. — Andrew, isso não é sobre trocas ou prêmios. É sobre mim… sobre nós.Bridget Olhei para minha família reunida na sala. Minha mãe segurava minhas mãos, Callie permanecia em silêncio, ainda processando, e a vovó Nívea observava com o olhar crítico que só ela sabia faze
BridgetO corredor parecia mais longo do que eu lembrava. Maxwell caminhava ao meu lado, sua mão firme envolvendo a minha, transmitindo segurança. No fundo, meu coração martelava como se quisesse fugir antes de eu dizer qualquer palavra.Quando chegamos à sala, meus pais estavam sentados no sofá, a vovó Nívea em sua poltrona favorita, e Callie folheava uma revista, mas parou assim que nos viu entrar. O olhar dela passou de mim para Maxwell, curiosa.— Bridget, querida… — minha mãe se levantou, vindo me abraçar. — Você está bem? Parece pálida…Olhei para ela e senti aquele nó subir pela garganta. Mas não dava mais para adiar. — Mãe… pai… vovó… Callie… eu preciso contar algo muito importante.Maxwell apertou minha mão, um gesto rápido, mas suficiente para eu lembrar que não estava sozinha.— Eu… — respirei fundo — estou grávida.O silêncio caiu como um cobertor pesado. Minha mãe piscou várias vezes, tentando assimilar. Meu pai endireitou a postura, o olhar sério. Callie soltou um “meu







