เข้าสู่ระบบ—Não vou permitir isso.—Não estou pedindo sua permissão.—Victoria dorme comigo.Nuria cruzou os braços.—Esta noite, não.Darío olhou para Victoria como se esperasse que ela corrigisse imediatamente aquela injustiça. Victoria tentou não rir.—Minha mãe tem razão.—Nunca mais diga isso diante dela.—Eu ouvi —disse Nuria.—Essa era a intenção.Victoria deu um tapa no braço dele.—Darío, amanhã estarei ocupada desde cedo. Vou ficar aqui.—Tínhamos combinado uma noite.—Esta é essa noite.Ele olhou para o relógio.—São cinco da tarde.—Você pode sobreviver.—Ainda veremos.Nuria agarrou a filha pelo braço.—Para cima. Celeste e Jessil estão esperando por você.Victoria mal conseguiu dar um beijo rápido em Darío antes que sua mãe começasse a arrastá-la em direção às escadas.—Ligo para você esta noite.—Eu virei.—Não.—Não foi uma pergunta.Nuria se virou no terceiro degrau.—A segurança recebeu instruções para não deixar você entrar.Darío soltou uma gargalhada.—Eu pago parte dessa se
Darío não respondeu.Victoria continuava sentada na beirada da cama com aquela maldita folha entre os dedos. O papel estava amassado pelos anos, mas as palavras permaneciam intactas.Isto foi um erro imperdoável. Por favor, esqueça.—Perguntei por que você a guardou.Darío fechou a porta do quarto.—Não sabia que estava ali.—Mas sabia que ainda a tinha.—Sim.Victoria soltou uma risada seca.—Fantástico.Levantou-se.Estava há quase quatro dias dormindo mal, acabara de entregar o projeto mais importante de sua vida e sua cabeça estava cansada demais para organizar o que sentia.—Victoria...—Não estou zangada porque você escreveu isso, aquilo já passou.—Então o que está acontecendo?Ela ergueu a nota.—Ainda dói.Darío permaneceu em silêncio.—E isso me deixa furiosa —continuou—. Porque faltam dois dias para nosso casamento. Moro com você. Estamos comprando uma casa. Há nove dias, sentei-me diante de você e disse que queria construir minha própria empresa, e você me deixou fazer iss
—Não pretendo desmentir isso com um comunicado.Darío parou de caminhar pelo escritório.—Há cinco minutos você queria provar que era mentira.—E vou fazer isso, mas não dizendo que é mentira.Victoria girou o computador na direção dele. Na tela havia uma pasta com notas fiscais, contratos e comprovantes bancários.—Vou publicar as contas.Darío franziu a testa.—Que contas?—As do escritório. Contrato de locação, caução, computadores, licenças, salários, móveis. Tudo pago com a minha conta pessoal.—Você não tem motivo para mostrar suas finanças a ninguém.—Não. Mas quero fazer isso.—Para satisfazer um jornalista?—Para tirar a arma das mãos dele.Victoria pegou
—Não vou desistir.Victoria deixou o telefone sobre a mesa de reuniões e olhou para os quatro membros do Comitê de Ética que apareciam na tela.Haviam se passado menos de três horas desde que recebera a suspensão e ela já estava sentada no pequeno escritório que acabara de alugar. Ainda havia caixas encostadas nas paredes, três escrivaninhas vazias e uma cafeteira que parecia mais velha do que ela.Não era exatamente o nascimento glorioso de um escritório de arquitetura.Mas era seu.—Senhorita Armand —interveio um dos advogados—, ninguém está solicitando que se retire voluntariamente. Estamos avaliando se pode continuar participando.—Então vamos poupar tempo. Qual regra descumpri?Houve um breve silêncio.—Nenhuma até este momento.—Perfeito.—O problema &eac
Victoria deixou três pastas, um computador e um copo de café caírem sobre a mesa da sala.—Preciso de um escritório.Darío levantou os olhos do telefone.—Bom dia para você também.—Bom dia. Preciso de um escritório.—Você tem um estúdio inteiro na casa nova.Victoria olhou para ele como se acabasse de dizer uma estupidez.—A casa nova continua com pedreiros entrando e saindo, não temos luz em metade dos cômodos e ontem encontrei um vaso sanitário no meio do que será nossa sala.—É temporário.—O vaso sanitário também, espero.Darío deixou o telefone de lado.Eram pouco mais de sete da manhã. Victoria estava acordada desde as cinco, revisando pela terceira vez as regras do edital da Phoenix Capital.Faltavam onze dias para se
—Como assim você está morando com ele?Nuria deixou o catálogo de arranjos florais sobre a mesa com tanta força que uma das amostras de tecido caiu no chão. Victoria permaneceu sentada diante dela, na sala da mansão, enquanto Darío ocupava o sofá à sua direita. León escolhera uma poltrona próxima e fingia verificar as mensagens em seu telefone.—Exatamente como ouviu, mamãe. Estou morando com Darío.—Mas vocês ainda não se casaram.—Faltam menos de duas semanas.—Doze dias —corrigiu Nuria—. Tempo suficiente para manter um pouco de decência e seguir certos costumes.Victoria olhou para Darío. Ele mantinha um braço estendido sobre o encosto do sofá, atrás dela, e a expressão de quem fazia um esforço considerável para não intervir.&m







