LOGIN— Prefiro os ossos da tua amiga a me afogar na tua gordura. Nuria sente seu casamento desmoronar com uma única frase. Na noite de seu aniversário, ela descobre o marido na cama com sua melhor amiga… zombando de seu corpo, chamando-a de vaca e planejando deixá-la na rua depois de tirar tudo o que possui. Humilhada, encharcada pela chuva e com o coração partido, ela foge sem olhar para trás. E acaba nos braços de um homem desconhecido. — Tire o vestido — ordena ele, com uma voz profunda que a deixa sem reação. Nuria tenta se cobrir. Durante toda a vida, ensinaram-lhe a esconder suas curvas e a sentir vergonha de seu próprio corpo. Mas aquele desconhecido de olhos cinzentos a olha como se ela fosse a mulher mais fascinante do mundo. — Tenho medo de que me vejas de verdade… e te decepciones — sussurra ela. Ele segura sua cintura com firmeza e responde junto ao seu ouvido: — Quero que descubras o quanto vales. O que aquele idiota desprezou, eu sei reconhecer. Naquela noite, Nuria permite que um desconhecido lhe dê o carinho e a atenção que nunca recebeu antes. O que ela não sabe… é que o homem que a acolheu é León Armand. Agora, Gael quer recuperá-la apenas para destruí-la, mas León não pretende abrir mão da mulher que passou a admirar. Ele lhe oferece um acordo: proteção, a vingança perfeita e seu sobrenome. Diante do mundo, eles deverão fingir um casamento por conveniência. O problema é que, quando as portas se fecham, a proximidade entre eles e a intensidade dos sentimentos de León tornam cada vez mais difícil distinguir a encenação da realidade.
View More—Papai, não!O grito atravessou a casa. Victoria levantou os olhos do computador. Silêncio. Depois, ouviu a voz de Darío.—Não conte à sua mãe.Victoria fechou os olhos.—Darío.Outro silêncio. Pequenos passos correram pelo corredor. Uma menina de dois anos e meio apareceu no escritório com chocolate ao redor da boca.—Mamãe.Victoria olhou para a mancha.—O que você comeu?A pequena escondeu as mãos atrás das costas.—Nada.—Victoria.Darío apareceu atrás dela.—Antes que tire conclusões...—Ela está com chocolate até nas sobrancelhas.—Foi um acidente.—Como alguém come chocolate por acidente?Darío olhou para a filha. A menina olhou para ele. Nenhum dos dois respondeu.Victoria se levantou.—Vocês dois são péssimos mentirosos.—Ela herdou isso de você.—Claro.A pequena correu até Victoria.—Vovô deu.Victoria levantou os olhos.—León!Do terraço, ouviu-se:—Não me envolvam nos problemas de vocês!Darío sorriu.—Caso resolvido.Três anos. Haviam se passado três anos desde aquele te
—Por que não se ouve nada?Darío estava de pé ao lado da maca, com os braços cruzados. A médica nem sequer levantou os olhos.—Porque ainda não liguei o som.Victoria cobriu o rosto.—Perdoe-o.—Estou fazendo uma pergunta.—Você está fazendo perguntas desde que entramos.—Foi para isso que viemos.A médica sorriu.—Senhor Montenegro, preciso que me permita trabalhar.Darío fechou a boca, mas isso durou aproximadamente vinte segundos.—É isso?A médica moveu o transdutor.—Sim.Victoria parou de respirar.Na tela havia uma pequena forma que ela mal conseguia compreender. Não parecia um bebê, não como os das fotografias, mas estava ali.—Está tudo bem? —perguntou Victoria.A médica aponto
—Você está grávida.Victoria soltou uma gargalhada.—Claro.Jessil não riu.—Estou falando sério.—E eu também. Cale a boca.—Você está há dez minutos olhando para esse café como se ele tivesse insultado você.—Ele me dá nojo.—Exatamente.Victoria empurrou a xícara.Haviam se passado quase dois meses desde que vencera o concurso da Phoenix e sua vida se transformara em uma loucura.Entrevistas, contratos, reuniões, novos clientes. Pessoas que, algumas semanas antes, a chamavam de oportunista agora queriam contratar o Estúdio Armand.Era hipócrita. Também eram negócios, e Victoria pretendia aproveitar aquilo.—Estou cansada —disse.—Também está pálida.—Durmo cinco horas.
—Retiramos o jardim.—Não.—Victoria, são quase dois milhões.—Não.—Então mudamos a fachada.—Também não.A arquiteta júnior deixou o lápis cair.—O que diabos você quer que eliminemos?Victoria olhou para as plantas abertas sobre a mesa. Estavam trabalhando havia dezenove horas. Tinham dormido talvez duas, havia café frio por toda parte e alguém deixara metade de um hambúrguer sobre uma amostra de concreto.Os oito por cento continuavam ali.Malditos e intocáveis.—Precisamos parar de cortar —disse Victoria.—O quê?—Estamos procurando coisas para eliminar.—Porque precisamos reduzir os custos.—Não necessariamente.Ela se aproximou da tela.—Precisamos reduzir o custo fina


















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