MasukO fogo se espalhou rapidamente, a gasolina que Rafael havia jogado sobre o gramado seco e a mesa dos aperitivos criou um muro de chamas alaranjadas que separava os noivos da saída principal.
A fumaça preta e espessa começou a encher a tenda branca, ardendo na garganta e nos olhos.—Para a casa! —gritou León, agarrando Nuria pelo braço e puxando-a para trás—. Bruno, tire o menino daqui!Bruno Vane já estava com ADarío não saiu do lugar diante da dura pergunta de León Armand. Soltou a mão de Victoria por um momento, deu alguns passos à frente e se apoiou com as duas mãos sobre a escrivaninha de mogno, enfrentando León diretamente.—Eles têm os votos necessários para me tirar, essa é a maldita realidade —admitiu Darío, sem tentar disfarçar o desastre financeiro diante de seu sogro—. Os sócios minoritários entraram em pânico absoluto quando viram a capa dos jornais digitais algumas horas atrás. Vargas fez um trabalho sujo, mas muito eficiente. Manipulou as auditorias dos meus primeiros três anos de operações no mercado de Andraka e criou uma história de fraude fiscal, subornos e lavagem de dinheiro que parece convincente demais para os covardes que não sabem interpretar demonstrações financeiras verdadeiras.
O avião tocou a pista de pouso do Aeroporto Internacional de Andraka, Victoria olhou pela janela, o céu estava completamente escuro, marcando duas horas da madrugada. O voo de Londres havia sido longo e repleto de uma tensão sufocante por causa da bomba midiática de Emilio Vargas, mas, pelo menos desta vez, Darío estava sentado bem ao seu lado, segurando sua mão com firmeza.Desceram pela escada da aeronave e, a poucos metros da pista, uma SUV preta já os esperava com o motor ligado e as luzes apagadas.O motorista desceu rapidamente, abriu a porta traseira para eles e guardou as duas malas no porta-malas.—Bem-vindos a Andraka, senhor Montenegro —cumprimentou o motorista, acomodando-se rapidamente no banco do condutor—. Seguimos pela rota direta até o edifício corporativo da Phoenix Capital?Darío ajeitou o paletó escuro e negou com a cabeça de maneira c
A cozinha mergulhou em um silêncio absoluto e sufocante. Victoria e Celeste ficaram imóveis em seus lugares, observando a expressão relaxada de Darío desmoronar por completo. Seus olhos escuros se fixaram em um ponto vazio da parede, e os músculos de seu braço direito se tensionaram tanto que ele parecia prestes a partir o telefone ao meio com as próprias mãos.—Explique tudo desde o começo, Roberto. E sem rodeios —ordenou Darío, com uma voz tão fria e áspera que deixou Victoria arrepiada.A voz do advogado soava acelerada pelo alto-falante, mas, no silêncio pesado da cozinha, Victoria conseguiu escutar algumas palavras soltas. “Imprensa”, “manipulação”, “conselho administrativo”, “desastre financeiro”.—Em quantos jornais isso foi publicado? —perguntou Darío, apoiando a mão l
Celeste não disfarçou o deboche, soltou uma gargalhada que ecoou por todo o corredor. Darío revirou os olhos, estendeu os braços e tirou a caixa de pizza das mãos dela sem pedir permissão.—Cale a boca e vá para a cozinha, Celeste —ordenou Darío, embora não parecesse irritado. Tinha aquele sorriso de lado que revelava como estava realmente feliz.Victoria cruzou os braços, sentindo o calor subir às bochechas, e tentou ajeitar novamente a gola da blusa para esconder as marcas.—Achei que você tivesse me dito que morava sozinho, mentiroso —sussurrou Victoria para Darío, dando-lhe uma cotovelada nas costelas enquanto caminhavam atrás da diretora de operações.—Ela não mora comigo —defendeu-se ele imediatamente—. Está ficando no quarto de hóspedes por algumas semanas, enquanto entregam as
O silêncio no quarto só era interrompido pelo som de suas respirações ofegantes. O calor entre os lençóis era intenso, Darío estava deitado de costas, com um braço dobrado atrás da cabeça e o outro envolvendo firmemente a cintura de Victoria, mantendo-a agarrada a ele como se tivesse medo de que ela desaparecesse a qualquer momento caso a soltasse.Victoria estava com a bochecha apoiada em seu peito nu, sentia o suor frio na pele de Darío e escutava as batidas aceleradas de seu coração começarem a se acalmar pouco a pouco. Fechou os olhos, desfrutando daquela paz absoluta da qual sentira falta durante quase um maldito mês. Já não havia pressão nem medo, estava exatamente onde pertencia.—Fui um tremendo idiota —disparou Darío de repente, rompendo abruptamente o silêncio. Sua voz soou grave e rouca no quarto escuro.
—Vim buscar você —respondeu Victoria, com a voz firme, embora suas mãos tremessem dentro do casaco—. Precisamos conversar.Darío soltou uma risada seca, sem uma gota de humor.—Não temos absolutamente nada sobre o que conversar. Volte, Victoria. Seu noivo ficará muito irritado se descobrir que você está aqui sozinha.Ela engoliu em seco, sem recuar um único passo.—Rompi meu noivado —disparou de repente.Darío não piscou, sua máscara de gelo permaneceu intacta.—Meus parabéns —respondeu com um sarcasmo brutal, aplaudindo lentamente—. Se era isso que você queria, fico feliz por você. Espero que cancelar o casamento não tenha lhe custado caro. Agora, tenho coisas importantes para fazer.Fez menção de fechar a porta na cara dela, mas Victoria reagiu rapidamente, empurrand







