LOGINAQUELES TRÊS ANOS pareceram cem para ele.
Dylan tinha envelhecido muito por causa das drogas e da bebida, mas queria estar no palco, não importava o que acontecesse, se era para encerrar a carreira, ele daria tudo de si naqueles três anos.
Ele saía com a maioria das fãs, nunca foi do tipo de astro que se vive envolto de seguranças e escolta policial, Dylan andava junto com as pessoas, frequentava os mesmos lugares que eles, muitos deles iam a sua casa, e Dylan na casa deles, era uma amizade muito próxima.
Dylan nunca quis comprar um carro por causa disso, tinha a vida indiferente do que os outros achassem. Adorava andar de ônibus e trem, era algo prazeroso para ele ser simples, nem sabia dizer ao certo se essas fãs eram fruto de sua imaginação, ou se eram fãs de verdade, talvez, muitas delas eram de verdade, e muitas delas apenas uma ilusão, mas Dylan sabia que viveu dias muito especiais.
Dylan estava sempre ocupado – ou se ocupando. Quando não eram os shows, eram entrevistas para revistas e programas de televisão. Quando não eram os estúdios, eram festas de premiações, senão, festas com amigos. Nessa época o que mais fez foram amigos, virou um novo Billy, que ajudava a todos que estavam ao seu redor.
A banda convidou um guitarrista muito famoso para compor a banda – Johan White – o cara era um fenômeno na guitarra, muito melhor do que Billy – ele também era tão doido quanto. Ele foi morar em seu apartamento também – pois Billy deixou o seu apartamento para Dylan em seu testamento por odiar veementemente os carniceiros de sua família.
Todos da banda estavam muito contentes e decidimos continuar a tocar em vez de pararem.
Dylan começou a ensinar Johan as mesmas coisas que Billy o ensinara – não demorou muito para ele aprender...
Afinal, coisa errada se aprende muito mais fácil – ele não era tão inseguro quanto eu era...
Então, a velha e boa vida voltou, Dylan tinha alguém que tomava conta dele novamente, que não o deixava mergulhar em suas ilusões novamente.
Demorou um pouco, mas aos poucos, uma a uma das ilusões foram indo embora.
Dylan começou a maneirar nas drogas, mas mesmo assim, a turnê tinha sido um verdadeiro sucesso.
DYLAN E JOHAN COMEÇARAM a escrever o novo álbum, era uma verdadeira obra prima. De manhã, faziam as músicas, à tarde, ensaiavam as músicas e à noite tocávamos nos shows, ficaram assim durante toda a turnê. Quando menos esperavam, Jon e Paul disseram que foram convidados para fazer parte da nova banda de Brooke, ela iria pagar a eles o dobro que ganhavam tocando com eles – parecia que o mundo tinha desabado outra vez em cima de Dylan –, talvez se o Johan não estivesse do seu lado, com certeza ele teria se matado.
Dylan decidiu dar continuidade com a banda – somente os dois – fizeram alguns shows com violão e voz, falando que era um novo projeto, mas a verdade é que eles estavam sem baixista e baterista, mas não podiam deixar o público falando sozinho.
Nessa época surgiram as melhores músicas que eles poderiam escrever em toda a história e fizeram mais um álbum ao vivo/acústico, pois eles sabiam que dependeriam do apoio do público para ficarem de pé naquele momento.
Eles eram capas de todas as revistas sobre bandas anunciando o fim da nossa banda, mas sabíamos que não era o fim...
Era apenas o começo...
Mais um novo começo para Dylan e para o nome que ele tinha ajudado a construir. Talvez devesse parar, já tinha dinheiro suficiente para umas vinte vidas bem tranquila.
Quando tudo parecia estar dando certo para todo mundo, afinal, tanto Dylan, quanto David estavam fazendo um sucesso absurdo. David havia acabado de lançar uma música fenomenal chamada Um amor para toda a vida.
Era um pouco mais das oito horas da manhã quando o telefone tocou, era Paul desesperado ao telefone dizendo que David estava na televisão em apuros.
DYLAN ESTAVA ASSISTINDO à televisão e não estava acreditando em tudo que via, a câmera focava bem no passageiro do veículo em disparada, era David no carro, era indiscutível, o país inteiro tinha parado para ver o desfecho daquela cena cinematográfica.
Quando o carro capotou, pelo que Dylan se lembra, foi a primeira vez na vida de rezou por alguém.
DYLAN QUERIA DAR NOVOS VÔOS em sua carreira. Assim que lançaram o álbum acústico, foram novamente sucesso mundial. Ganharam diversos prêmios com o álbum.
Daquela vez sim, eles viajaram o mundo inteiro divulgando o trabalho, não eram mais uma banda de rock, eram uma banda pop, tocávamos em todas as rádios, tinham inúmeros fã-clubes em todo o mundo e eu fiz questão de conhecer um a um por onde nós passávamos. Talvez fosse esse o nosso segredo, nunca fui um artista dentro de mim, sabia que era um ser humano normal, mas também sabia que a nova galera também era assim, eles não tocavam por dinheiro e nem por sucesso, tocavam porque gostavam do que faziam.
De repente, tocar ficou tão prazeroso quanto da primeira vez em que em que Dylan cantou no casamento do seu irmão.
Começaram então a convidá-los a fazer especiais na televisão, realities shows, era bom demais ter a aproximação com o público. Já tinham se acostumado a sair nas capas de revista, cada semana com uma garota diferente, não podia ter um amigo e pronto, lá estavam eles estampando as principais revistas de música e moda...
Dylan Bornstorm e novo affair...
Mas Dylan nunca ligou para isso, o importante era que dessa vez tudo estava diferente para ele.
Johan começou a namorar uma modelo – Jill Stratty – e tinha projetos solos também, ele já tocava com diversos cantores e tinha uma carreira extremamente sólida fora do grupo.
Nessa mesma época Dylan começou a fazer um programa de televisão em um canal de música, falando sobre a vida de um artista, como era o dia-a-dia. Fazia um relativo sucesso, pois nesse momento da carreira, não precisavam mais tocar todos os dias da semana para divulgar o nome da banda, ou até mesmo para ganhar dinheiro, eles já tinham tudo isso.
Quando Johan se casou com Jill, aí sim tudo ficou diferente na banda, ele faltava direto nos shows, nunca atendia as ligações para os ensaios, foi quando Dylan pensou...
Pronto... lá vamos nós novamente...
Foi uma turnê muito estressante aquela. Ele faltou pelo menos setenta por cento de todos os shows que a banda fez – era um descaso total –, eu sempre tinha que tocar no lugar dele, e a cada dia dava uma desculpa diferente para o público, enquanto na manhã seguinte estava nos jornais o verdadeiro motivo do Johan não ter ido tocar conosco.
Ele foi preso inúmeras vezes por porte ilegal de drogas e tráfico – tudo isso por causa de Jill, que sempre conseguia se safar porque seu pai era um político forte no país, mas o Johan sempre se dava mal e acaba assumindo tudo para proteger sua amada. Até o dia em que ele pediu dispensa da banda, pois não queria manchar ainda mais a imagem da banda...
Pronto... lá se ia mais um guitarrista, um que morre, e o outro porque queria se matar...
Em um primeiro momento Dylan não quis aceitar a ideia de a banda acabar, mas Doug Irwin e Claus Bay – os músicos que entraram no lugar dos antigos baixista e baterista também decidiram sair –, então, Dylan ficou novamente sozinho e anunciou o fim da banda, pois estávamos no auge de nossas carreiras e era melhor assim, pois dessa maneira as pessoas teriam uma boa impressão da banda.
Todos queriam que Dylan fizesse carreira solo. Dylan não disse que não e nem que sim, mas estava aberto a propostas, pois tinha algumas boas músicas no papel, só que, agora tinha que trabalhá-las sozinho e seria complicado para mim, talvez impossível.
Dylan recebeu muito incentivo dos fã-clubes de todo o mundo.
Teve que terminar a turnê toda sozinho, mais de cem shows com uma banda improvisada.
Dylan nunca mais viu nenhum de seus antigos companheiros, tanto da formação antiga, quanto da nova formação... principalmente por causa de um fato completamente inesperado, a morte repentina de David.
Dylan decidiu tirar umas férias, um ano para relaxar e para poder fazer um novo álbum tranquilamente...
Mas desta vez sozinho...
A MORTE DE DAVID TROUXE uma nova percepção de vida para ele, a vida era cheia de altos e baixos, ele já tinha feito todo tipo de loucura na vida e estava vivo, David que era o filho exemplar, não fumava, não bebia, estava morto.
O velório foi caótico, os pais de David estavam sofrendo muito, Dylan não teve coragem de chegar perto deles, e já era complicado, pois além de David ser o maior astro da música naquele momento, o que já causava certo furor, ele também era um astro da música, e também estava causando um pouco.
Quando Dylan chegou em sua casa, chorou como há tempos não chorava, ligou para sua mãe e conversou por horas com ela, ele não sabia exatamente o que havia mudado entre eles, não deveria ser apenas o fato dela ter se separado de seu pai por sua causa, mas ele nem entrou no mérito da questão.
Tentar falar com seu pai foi um tiro no próprio pé, Dylan acreditou que o velho deveria estar muito feliz para dar atenção a alguém além dele mesmo.
PRIMEIRAMENTE, DYLAN trabalhou a ideia do fã-clube, de fazer um especial com as melhores músicas em um acústico, assim teria mais tempo para trabalhar em algo inédito. Dylan ficou apenas viajando nesse um ano de férias, longe de tudo e de todos.
Dylan conheceu lugares maravilhosos como o Rio de Janeiro, Constantinopla, Roma e muitos lugares que ainda não “conhecia” – pois em muitos lugares, ele descia do aeroporto diretamente para o estádio fazer o show, e assim que acabava ia direto para o hotel descansar ou se drogar.
Fez um cruzeiro pela Grécia que foi maravilhoso e relaxante.
Dylan conheceu novos ritmos musicais, até mesmo tocou em restaurantes que admiravam o seu trabalho, mas tocar pelo prazer de pegar um instrumento e fazer um som – como as pessoas faziam ao redor de uma fogueira – pois ele não teve o privilégio de fazer isso quando era criança ou adolescente por ser fechado demais às coisas novas e emocionantes que a vida pode nos proporcionar.
Ele sabia que indiferente do que acontecesse, a vida jamais seria a mesma depois daquelas férias.
DAVID DEMOROU ALGUNS SEGUNDOS para entender e absorver o que estava acontecendo com sua esposa quando ouviu um barulho e um selvagem que ele conhecia muito bem abriu a porta e disse:— Desculpe, Sr. Heringer – disse Chain –, mas temos que sair imediatamente ou uma guerra vai eclodir por causa de seu filho.— Guerra? Que merda você está falando, Chain?— Seu filho... senhor Heringer... ele está no comando de tudo e está pronto para tirar tudo do senhor.David olhou para a esposa sem vida na sua frente.— Não sei se eu tenho tanta coisa assim para ser tirada, Chain... simplesmente mais nada...
IVY COMEÇOU A SENTIR as contrações:—David, está na hora.David a levou até ambulatória que tinha mandado fazer no prédio de seu escritório em Londres.—É a melhor sensação do mundo, querido.—Não fale nada você precisa descansar e se concentrar.Norman havia acompanhado toda a gravidez e tinha orientado que não havia mais partos naturais naquela época, mas Ivy foi efusiva quanto a isso.—David – chamou Brady – preciso realmente fazer uma cesárea, é muito perigoso um parto normal.—Ela escolheu assim, Norman, tenho que respeitar a sua vontade, ela sabia de todos os riscos.—Não entendo a teimosia de vocês, sabia?—Não é teimosia, é fé.—Se ela morrer, só quero ouvir sua justific
KARL ARRUMOU A SUA MESA enquanto Brian ficou olhando sentado com os pés na mesa da presidência da N.O.M.—Te desejo sucesso, Brian.—Acordo é acordo.—O que você fez foi realmente o melhor para todos, espero que seja tão feliz quanto fui.Karl colocou um documento em cima da mesa.—Só assina, você sabe o que é... te concedi poderes temporários sobre a N.O.M., mas não te dá o direito de usurpá-lo, sabe que Kev deverá sucedê-lo e não haverá negociações.—Eu sou um Johnson também.—Você é só um moleque mimado.Brian quase nem viu o movimento que Karl fez, o segurando pelo pescoço, apertou um botão e a janela se abriu.—O... o... que... você... fará? – disse em um esforço heroico.
— ESTAVA ANSIOSO EM SABER MAIS DETALHES do porquê ter me convidado para jantar, Brian.—Tenho o nome da pessoa que irá voltar no passado.—Acredito que não será de graça essa informação.—Meu preço é bem salgado, espero que esteja preparado.—Só preciso do nome, Brian, e um mundo novo se abrirá para você.Brian estender um contrato e Karl o leu atentamente.—Você é louco, não é?—Você sabe que sou, mas agora só desejo que assine... uma assinatura por um nome.—Não... um reino por um nome você quer dizer.—Sabe muito bem que se Burke vencer, você jamais existirá, os Johnson’s jamais chegarão ao poder e o mundo como conhecemos jamais existirá.—Assinarei de bom grado
TAT ACOMPANHAVA DE PERTO toda a construção de Salém, mas acima de tudo acompanhava de perto a vida do homem que desejava ardentemente se vingar, ela sabia muito bem no que aquilo implicava, morreria para tirar a vida do homem que tirou tudo dela.Olho por olho e dente por dente...Apesar de ser uma inscrição milenar, ela achou que valeria a pena arriscar tudo, era simplesmente sua vida, ou o que restara dela.Tat acompanhava a restauração de uma das cidades mais antigas do mundo e ver aqueles homens desnudos trabalhando fez com que sua libido voltasse à mil por hora, pela primeira vez desde que conheceu Norman desejava estar com um homem novamente.Conheceu alguns selvagens que a fez rever seu conceito sobre eles.SUA MAIOR FONTE DE INFORMAÇÕES eram aqueles que conheceu e trabalhavam nas obras e passavam informaç&oti
COMO EM UM PASSE DE MÁGICA, em pouquíssimos meses o projeto deslanchou, toda a mão-de-obra que precisava estava com os selvagens, que usaram de seu desejo mais íntimo em fazer parte daquela sociedade que não se preocuparam em trabalhar ao extremo por suas ambições.David recebia relatórios semanais e aquilo estava fazendo um bem danado a ele, seu sonho enfim estava começando a se concretizar, a cidade de David estava se erguendo como nos tempos antigos, mas agora para nunca mais ser tombada.Brady mostrou a planta atualizada e David disse que queria tudo de mais moderno que estava à disposição da tecnologia, o aeroporto seria o maior de todos da União dos países, além de um prédio comercial que abrigaria um escritório dos principais fornecedores do mundo todo, além de um convênio que ele conseguiu firmar com o