Share

2

Penulis: Apenas Glau
last update Tanggal publikasi: 2024-12-30 03:29:15

Lua

Thaney Bay. Minha nova cidade. Nos mudamos há duas semanas. Como as aulas ainda não começaram, tenho usado meu tempo livre para praticar piano e ir a algumas reuniões com meu pai. São um pouco chatas, mas ele insiste, já que futuramente sou sua única herdeira.

Não me vejo à frente de uma grande empresa; não me vejo fazendo nada que meu pai deseja para o meu futuro.

Vejo-me em um enorme palco, tocando em grandes concertos. Meu pai não vê futuro nisso. Eu sei que dinheiro é o que move o mundo, mas quero ir atrás dos meus sonhos, não só por mim, mas também por ela, minha falecida mãe.

* _Mãe, você não sabe o quanto eu queria ter você perto de mim._ *

Essa noite vamos a um jantar italiano na casa dos Scott; meu pai e seus novos sócios estarão lá. Então, é mais um jantar onde ficarei entediada até o final da noite. Coloco um vestido preto justo, com mangas curtas e um decote em formato de coração. Faço um rabo de cavalo bem alto para deixar o colo à mostra e coloco um ponto de luz. Visto um salto preto e faço uma leve maquiagem.

Em menos de uma semana, percebi que todo mundo anda extremamente arrumado, como se fossem fazer comerciais de TV. Deve ser por isso que a cidade é considerada a mais rica, já que todo mundo aqui é multimilionário.

Desço as escadas e encontro meu pai e a Abuelita na porta me esperando.

- Você está linda, Mirra.

- Obrigada, Abuelita.

- Senhoras! Meu pai estende os braços para mim e a Abuelita; nós entrelaçamos os braços indo em direção ao carro.

Fazemos o trajeto em silêncio até chegarmos à mansão. Acho que, para apenas um jantar de negócios, há muitos carros estacionados. Descemos e vamos rumo à entrada, onde somos recebidos pelo senhor e pela senhora Scott.

- Sejam bem-vindos! – diz a senhora Scott.

- Cavalheiros, acho que vocês vão direto para o escritório. Maria, me acompanhe até a sala de jantar; as mulheres estão lá. E você, querida, bom, as crianças estão no jardim. Não ligue muito para os meninos; afinal, homens. Mas Lexy está lá, e tenho certeza de que fará companhia a você.

- Ok – digo, marchando rumo ao quintal, ficando deslumbrada com o quanto a casa é grande e linda.

Desço as escadas que dão acesso ao jardim e vejo uma menina de costas, com uma cascata de cabelos pretos lisos, sentada em uma cadeira de piscina, conversando com um loiro alto e extremamente lindo e um outro moreno com tatuagem.

Me aproximo timidamente.

- Acho que temos companhia – o moreno balança a cabeça, fazendo os outros dois me olharem.

- Ah, oi – digo timidamente.

- Ah, a senhora Scott me despachou pra cá – digo, meio envergonhada.

- Minha mãe tem esse costume mesmo – diz o loiro, olhando para mim de baixo para cima descaradamente.

- Eu sou Trevor, esse é Travis – aponta para o moreno – e essa é a Lexi.

Nunca vi uma pessoa tão linda quanto ela. Lexy parecia aquelas modelos de revista: morena, com olhos claros e corpo escultural.

- Luana Alencar – digo, acenando timidamente.

- Vem, se junte aos excluídos – diz o moreno, virando uma garrafa de cerveja.

- Você quer? Só não conta pra mãe do Trevor, senão ela surta – diz, dando risada.

- Não, obrigada – me sento ao lado de Lexy.

- Que barulho é aquele? – digo, apontando para um salão com luzes acesas e um som de rock estrondando.

- Meu irmão e os idiotas dos amigos dele devem estar chapados de novo.

- Você tem irmão? – pergunto ao loiro.

- Infelizmente. Noah, o filho brilhante, é capitão da universidade onde estudamos; ele e os amigos praticamente mandam naquele lugar.

Sinto um leve ciúme partindo de Trevor em relação ao irmão, mas acho normal, já que toda a atenção deve estar no irmão mais velho por estar na faculdade.

- E vocês, têm irmãos brilhantes também? – digo rindo.

- Tá olhando pra ele – diz Lexy, olhando para Travis.

- Vocês são irmãos?

- Meios irmãos! – Travis a corrige.

- Tem também o imprestável do Dominic.

- Petrovic? Dominic Petrovic é meio-irmão de vocês dois também?

- Pelo visto, já conheceu o demônio – fala Travis.

- Como conheceu Dominic? – questiona Lexy.

- Fui a uma reunião com meu pai e ele estava lá com o senhor Petrovic – digo.

- Ah, entendi! – Lexy responde, com um sorriso travesso no rosto. – Então você já teve o prazer de conhecer o nosso “demônio”.

- Ele é... diferente, para dizer o mínimo – eu digo, lembrando da atitude arrogante de Dominic na reunião. – Mas parece que tem suas qualidades, apesar de tudo.

Travis ri, balançando a cabeça.

- Qualidades? Sério? Ele só sabe se mostrar mais do que é. Mas eu não vou criticar muito; ele é meu meio-irmão, afinal.

Travis se inclina para frente, com um olhar intrigado.

- E você, Luana, o que acha dele?

- Ah, bem... – hesito, buscando as palavras certas. – Ele é charmoso, eu diria, mas também parece um pouco... insuportável.

Lexy solta uma risada gostosa, e isso me faz relaxar um pouco mais. O clima entre nós parece leve, e a tensão do jantar de negócios se dissipa.

- Você vai se acostumar com ele. Na verdade, você vai acabar gostando de provocá-lo. É divertido! – Lexy diz, piscando para mim.

Antes que eu possa responder, um grupo de garotos entra no jardim, rindo alto. Por incrível que pareça, o olhar de todos eles está focado em mim, junto com um sorriso encantador que me faz sentir um frio na barriga.

- Ah, não! – Trevor exclama, claramente incomodado. – Esses caras sempre estragam a diversão.

- E lá vêm os idiotas! – Travis diz, olhando para o grupo que avança de forma imponente até nossa direção.

- Boa noite, Cachinhos! – Dominic solta, com um sorriso deslumbrante entre seus amigos, e não consigo não reparar em seu apelido referente ao meu cabelo.

- Boa noite, meninos! – respondo, tentando manter a compostura.

Eles logo se juntam a nós ao redor da piscina, e sinto a sensação de que o ar está saindo dos meus pulmões. Apesar de parecer mais uma briga de ego masculino entre os irmãos mais novos e mais velhos, eu estranhamente me sinto à vontade ao lado deles.

- Você toca piano, certo? – pergunta Lexy, mudando de assunto.

- Sim! – digo, animada. – Estou praticando bastante.

- Isso é incrível! Você deveria tocar para nós um dia – Travis sugere, com um brilho nos olhos.

- Com certeza! – concordo, imaginando-me no palco, tocando para uma plateia animada.

Enquanto a noite avança, percebo que, talvez, essa nova cidade e suas pessoas não sejam tão entediantes assim. A ideia de viver aqui, em meio a tanta riqueza e glamour, começa a parecer menos assustadora e mais atraente. Afinal, se tudo der certo, talvez eu encontre o meu lugar nesse mundo.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • OBSESSÃO   53

    Lua Dois anos depois...Sinto um peso em cima do meu corpo e, quando olho, Margô está em cima de nós, pulando na cama. - Mamãe, papais, acordem! Está nevando lá fora! - Ela diz, pulando em nosso meio, e toda a intenção de dormir até mais tarde foi jogada para o espaço. É isso o que acontece quando você tem quatro maridos e três filhos. Eu e os meninos finalmente nos casamos logo depois que descobri a gravidez dos gêmeos. Sim, eu tive dois meninos: Michael e Matteo. Margô ficou toda empolgada com o posto de irmã mais velha e os meninos, todos babões, na esperança de querer montar um time de futebol americano. O Natal estava próximo e a nossa ceia seria na casa de Gabriel. Depois de tudo o que houve, decidimos dar uma nova chance para ele, e Gabriel está saindo muito bem no papel de avô babão. Lexy também está se saindo bem no papel de tia; ela ama jogar futebol com as crianças, mesmo com os gêmeos mal sabendo andar direito. Nenhum deles sabe, mas nossa

  • OBSESSÃO   52

    Lua Um mês depoisFinalmente, nossa família estava completa. Eu e meus namorados, barra maridos, finalmente estamos juntos e decidimos morar permanentemente em Thaney Bay, mesmo eu tendo um pouco de receio. Entendo o lado deles, já que toda a parte de trabalho deles está aqui. Reformamos a casa de Nate para que nós pudéssemos conviver em plena paz, o que era totalmente difícil, já que éramos uma mulher e quatro homens. Mas, com muito custo, eles entendem que preciso do meu espaço. Então, retornei para a faculdade e uso o período da manhã para estudar, enquanto Margô está na escolinha. Quando saio da aula, algum dos meninos me busca na faculdade e depois buscamos Margô na escolinha. Tentamos fazer o máximo para sermos uma família, mesmo não sendo tradicionais. Vou para o estacionamento e, quando vejo, todos os meninos estão me esperando dentro do carro. Sinto um gelo percorrer minha espinha e tento parecer o mais calma possível. Noah e Nate estão sen

  • OBSESSÃO   51

    Dominic Entro no escritório e começo a socar a parede com toda a força que tenho. Calebe vai em direção ao bar e serve um copo de whisky, enquanto Noah e Nate permanecem com expressões preocupadas. Durante nossa estadia na casa de Gabriel, ele recebeu uma ligação informando que o Titã havia deixado o porto. Ao ouvir isso, imediatamente percebi que algo estava muito errado. Quando Travis negou qualquer envolvimento no desaparecimento de Lua, ele veio à minha mente como um forte suspeito.Minha intenção era ter ido atrás daquele navio imediatamente, mas não sabia em que condições Lua e Margô estavam. A prioridade era a segurança de minha mulher e filha. Então, informei Gabriel sobre Margô, e pela primeira vez, quase consegui ver um sorriso em seu rosto. Quando ele decidiu tomar a frente no resgate, eu neguei. Quem deveria salvar Lua éramos nós. E Travis não escaparia; acabaríamos com ele de uma vez por todas.Quando pedimos para rastrear o navio, soubemos que

  • OBSESSÃO   50

    LuaApós alguns dias, a pressão de estar dentro daquele navio se torna insuportável. Já procurei em todos os lugares, mas não encontrei nenhum meio de comunicação. A maior parte do tempo, Travis permanece ao meu lado, e eu só consigo estar com Margô algumas horas por dia. Agradeço a Deus por ele não ter tentado nada comigo durante esses dias; meu ciclo já está quase acabando e sinto que preciso inventar uma desculpa. Aproveito os poucos momentos sozinha e me sento na proa do navio, tomando sol enquanto olho para o vasto oceano à minha frente. Será que ainda estão me procurando ou pensam que os abandonei por causa do Travis? Não é possível que me deixem aqui por tanto tempo. Observo ao redor, mas não consigo ver nada além de água. Subo para a cabine de direção e pego os binóculos, tentando ter uma visão melhor da imensidão. Ao descer de volta para a proa, avisto o que parece ser uma lancha bem distante. Será que eu conseguiria pedir ajuda sem que Travis perceba?

  • OBSESSÃO   49

    Lua Encontro-me de costas para a porta do box, tentando manter a calma e ignorar a presença de Travis logo atrás de mim, observando-me. Ele não me permite fechar a porta, enquanto deslizo o sabonete pelo meu corpo. De repente, a porta do box se abre.— Desculpe, amor, mas não consegui resistir a ver você assim na minha frente. — Ele toma o sabonete da minha mão e envolve seus braços em minha cintura, beijando meu pescoço enquanto desliza o sabonete delicadamente pelo meu corpo. — Porra, você é tão linda, não sei como consegui resistir por tanto tempo. Você é perfeita, tão minha! — Ele me vira contra a parede fria, pressionando seu corpo contra o meu, e sinto sua ereção abaixo do meu umbigo. — Travis... por favor! Podemos fazer isso outra hora. Eu realmente quero ver nossa filha, ela deve estar assustada. — Digo, tentando ao máximo escapar de suas mãos.— Claro, amor, temos a noite toda para isso! — Ele se aproxima para me beijar, mas viro o rosto, faz

  • OBSESSÃO   48

    Lua Abro os olhos e sou tomada pelo desespero. A última coisa que lembro é de estar no carro com Travis e Margô. Tento olhar ao redor, mas só encontro escuridão. Algo está amarrado ao redor dos meus olhos, e minhas mãos estão presas atrás de mim. Movendo-me, percebo que estou deitada em algo macio, que se parece com uma cama.Preciso sair daqui, encontrar minha filha e pedir ajuda o mais rápido possível. Ouvindo um barulho de porta se destrancando, fico em silêncio, tentando me mover o menos possível. O medo toma conta de mim e minha respiração se torna ofegante. Sinto um peso ao meu lado e mãos que começam a mexer nos meus pés, tirando meus tênis. Ele faz movimentos como se estivesse me acariciando.— Quem é você? — pergunto, sentindo uma lágrima escorregar pelo meu rosto. A pessoa não responde.— Onde estão minha filha e Travis?— Fico feliz em saber que você está preocupada comigo, pêssego! — ouço a voz de Travis e, então, me lembro de que no carro ele est

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status