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Capítulo 2

Author: Gael Serra
"Não, não pode!"

No instante em que senti o pau grosso e quente daquele homem pressionando entre minhas pernas, eu entrei em desespero. O tecido fino da minha roupa não conseguia bloquear nada, e aquilo fez ele soltar um gemido baixo e rouco.

— Ah... que delícia... — Murmurou Fabiano, com a voz grave.

A voz profunda e satisfeita dele fez eu querer morrer de vergonha.

Só que, vendo que eu não tinha coragem de reagir, Fabiano ficou ainda mais ousado. O corpo forte e largo dele foi se colando nas minhas costas, e ele ainda esticou a mão para me tocar.

Eu senti um arrepio na cintura e, quase ao mesmo tempo, fechei as pernas por instinto.

Mas eu era só uma mulher frágil. Como eu poderia competir com a força de um homem alto, forte, no auge da idade como Fabiano?

Em poucos movimentos, Fabiano já tinha quebrado a minha defesa. Os dedos dele deslizaram até a minha intimidade, que já estava molhada.

Eu só consegui morder os lábios e abaixar o rosto, vermelha como se estivesse em chamas, enquanto deixava os dedos dele me dominarem do jeito que ele queria.

Eu tinha que admitir: Fabiano sabia exatamente o que estava fazendo. Ele tocava devagar, apertava, provocava, esfregava, explorando por dentro da minha calcinha com uma experiência evidente.

Aquela sequência de movimentos despertou em mim o impulso mais profundo, que eu vinha reprimindo havia muito tempo.

Meu corpo inteiro começou a tremer. Minhas pernas ficaram bambas.

Meu corpo sensível não conseguia suportar aquele estímulo constante de Fabiano.

Aquela sensação quente e proibida fez meu rosto e minhas orelhas queimarem. Eu sabia que devia parar a mão dele, interromper aquilo, mas naquele momento começou a nascer dentro de mim uma pontinha de expectativa.

Eu comecei a desejar, de forma vergonhosa e urgente, que ele continuasse.

"O que está acontecendo comigo? Eu estou mesmo tão carente assim do toque de um homem? Eu sou uma mulher casada, eu tenho família!"

A vergonha, misturada com os estímulos sem fim lá embaixo, deixou meu corpo inteiro mole. Eu mal conseguia me segurar na barra de ferro do metrô para não cair ali mesmo.

E toda essa reação minha não passou despercebida por Fabiano.

Ele ficou ainda mais empolgado, com uma expressão de quem já tinha certeza da conquista. Ele mal tinha começado e eu já estava completamente excitada.

Ele tinha certeza de que aquela mulher na frente dele seria fácil de dominar.

Decidido a me dominar de vez, Fabiano deixou os movimentos ainda mais agressivos.

O quadril dele também não parou. Aproveitando a confusão do vagão lotado, ele levantou um pouco a barra da minha saia.

E, num instante, ele deixou o pau duro dele exposto.

Os dedos dele puxaram minha calcinha fina para o lado, e, com a umidade já escorrendo de mim, o pau dele avançou contra mim.

Com um estalo molhado, a ponta do pau dele entrou sem esforço no meu interior quente e úmido.

— Hm... não... não pode... — Eu gemi, quase chorando.
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