Share

Os Dez Anos em Nossa Cama
Os Dez Anos em Nossa Cama
Author: Gael Serra

Capítulo 1

Author: Gael Serra
Meu nome era Verônica Dutra, eu tinha vinte e seis anos e trabalhava como professora em um colégio particular. Eu era bonita, do tipo que chamava atenção fácil, com um corpo cheio de curvas capaz de fazer qualquer homem virar o pescoço para olhar.

Mas, por trás daquela aparência perfeita, existia uma mulher casada completamente insatisfeita na cama.

Meu marido, Marcos Feitosa, já estava ficando velho, e a vida sexual entre nós piorava cada vez mais. Ele quase não demonstrava interesse por mim, e raramente conseguia me satisfazer de verdade.

Mesmo quando eu colocava a lingerie mais provocante que tinha e andava pela casa praticamente me oferecendo para ele, Marcos mal reagia.

Quase todas as madrugadas, eu acabava me tocando sozinha, escondida debaixo dos lençóis, tentando aliviar aquele vazio sufocante. O desejo acumulado estava me deixando obcecada, faminta por sexo.

A ponto de eu começar a imaginar coisas absurdas.

Fantasiar ser agarrada por um homem forte, imobilizada sem delicadeza, aberta à força e tomada por ele até perder completamente o controle.

Eu sabia que aquilo era errado. Eu era casada. Tinha marido.

Mas, quanto mais os dias passavam naquela rotina frustrante, mais aqueles pensamentos proibidos cresciam dentro da minha cabeça.

Sem saída, eu me afundei no trabalho.

Até aquele dia.

Como sempre, eu tinha entrado no metrô lotado do horário de pico. A multidão me empurrou para o fundo do vagão e, no meio daquele aperto sufocante, senti algo duro encostar no meu quadril.

— Que coceira infernal... — Murmurei baixinho, quase sem perceber.

Eu sabia exatamente o que era aquilo.

Na mesma hora, tentei me afastar, mas o vagão estava apertado demais. Eu não conseguia me mexer nem um centímetro.

Só que, em vez de desaparecer, aquela pressão masculina atrás de mim começou a provocar arrepios pelo meu corpo inteiro. Um calor vergonhoso foi se espalhando devagar entre minhas pernas, fazendo minha pele arrepiar.

Com o metrô arrancando e freando o tempo todo, meu corpo era lançado repetidamente contra o homem atrás de mim.

Minha bunda acabava empinando involuntariamente a cada balanço do vagão, esfregando contra ele de um jeito íntimo demais.

Aquilo me deixou tomada pela vergonha.

Era quase como se eu estivesse sendo apalpada em público, exibida no meio de todo mundo.

E, para piorar ainda mais, eu sentia claramente o volume dele ficando cada vez mais duro.

"Meu Deus... como isso foi acontecer?"

Mesmo através do tecido da minha saia justa, o calor forte daquele volume fazia minhas pernas amolecerem.

— Ah... — Um gemido escapou baixinho da minha boca antes que eu percebesse.

Sob o vai e vem insistente das investidas dele, meu rosto foi ficando cada vez mais vermelho. Eu nunca tinha sido molestada daquele jeito, em um lugar tão público. Ainda mais sendo uma mulher casada, uma mulher que já tinha marido...

Misturada à vergonha, uma sensação estranha de excitação começou a crescer dentro de mim.

Tomada pelo constrangimento e pela raiva, resolvi virar para trás e colocar aquele homem nojento no lugar dele.

Mas, no exato instante em que olhei para o rosto dele, meu corpo inteiro travou.

Eu conhecia aquele homem.

Era Fabiano Brito, pai de uma das minhas alunas. Nós já tínhamos nos encontrado várias vezes nas reuniões da escola.

No segundo em que percebi que o homem me esfregando daquele jeito dentro do metrô era o pai da minha aluna, entrei em choque.

Eu sempre fui tímida, daquelas mulheres que ficam vermelhas facilmente. Se fosse um desconhecido, talvez eu ainda conseguisse manter a postura e dar um sermão nele.

Mas alguém conhecido?

Eu simplesmente não soube o que fazer. Virei o rosto rapidamente para frente outra vez, completamente nervosa.

Só que a minha reação pareceu deixá-lo ainda mais excitado.

O quadril dele começou a se mover devagar contra mim, pressionando com mais força. Eu sentia nitidamente o pau grande e duro dele esmagando minha bunda sensível através da roupa.

Mas eu não tinha o que fazer. Só consegui ficar ali, completamente vermelha, tentando me afastar dele.

Só que o metrô estava lotado demais, gente espremida por todos os lados. Não existia sequer espaço para eu me encolher, muito menos chance de conseguir descer naquele momento.

O desespero começou a subir dentro de mim.

Sem ter para onde fugir, eu só consegui rebolar de leve, inquieta e envergonhada, tentando escapar daquela pressão indecente.

Mas eu nunca poderia imaginar que justamente esse movimento faria o pau duro dele deslizar pelo meio da minha bunda... até encostar diretamente no ponto mais sensível entre minhas pernas.
Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • Os Dez Anos em Nossa Cama   Capítulo 14

    Eu não sabia como eu podia explicar alguma coisa para o meu marido, mas Fabiano já tinha reagido um passo à minha frente. Ele virou o corpo e já queria sair correndo, só que o meu marido reagiu ainda mais rápido.Ele pegou o vaso que estava em cima do aparador ao lado e jogou com força na direção por onde Fabiano tentava fugir. O vaso voou certeiro e, com um estrondo seco, acertou em cheio a cabeça de Fabiano.Eu vi, com os meus próprios olhos, Fabiano desabar no chão na mesma hora, e o sangue começou a escorrer da cabeça dele. Eu realmente não fazia ideia do que eu podia fazer naquela hora.— Você teve a coragem de comer a minha mulher, seu filho da puta!Eu fiquei parada, travada no lugar, mas o meu marido já tinha avançado. Ele se jogou em cima de Fabiano, que estava caído, e começou a bater e chutar sem parar.Depois de poucos socos, eu vi que Fabiano já estava praticamente sem forças, só restando um fio de vida, e aí eu finalmente despertei do choque:— Ele vai matar alguém! Ele v

  • Os Dez Anos em Nossa Cama   Capítulo 13

    — Não...Eu balancei a cabeça, mas o meu corpo não conseguiu resistir às ondas de prazer e se afundou, de novo e de novo, nos movimentos violentos de Fabiano.Eu sentia que aquilo era a coisa mais louca que eu já tinha feito em toda a minha vida.Só que, claramente, Fabiano não parecia satisfeito. Ele ainda sugeriu que nós fôssemos até a beira da cama onde o meu marido estava dormindo para transar com força mais uma vez.Naquele instante, eu finalmente recuperei a consciência. Eu realmente achei que ele tivesse enlouquecido. Trair já era absurdo o suficiente, mas fazer isso na frente do meu próprio marido? De jeito nenhum.— Se você não quiser, tudo bem, ué. Eu não estou te obrigando.Quando ele viu a minha reação tão exagerada, Fabiano só deu de ombros, como se não fosse nada demais.Mas eu já não tinha mais cabeça para continuar. Eu pedi para ele ir embora.— Só que isso aqui precisa terminar direito antes, não é, professora Verônica?Fabiano, porém, não quis sair. Depois de já ter p

  • Os Dez Anos em Nossa Cama   Capítulo 12

    Fabiano estava usando um casaco comprido até os joelhos e me olhava com aquele meio sorriso no rosto. Eu morria de medo de ele entrar e acordar o meu marido, então empurrei Fabiano às pressas para fora da porta. Mas, para minha surpresa, ele aproveitou o movimento e me puxou direto para os braços dele.— Não faz isso... Meu marido ainda está em casa...Eu me debati um pouco, mas, no segundo seguinte, senti alguma coisa dura encostando na minha barriga. Eu abaixei os olhos, por reflexo, e só então percebi.Debaixo do casaco de Fabiano, ele não estava usando absolutamente nada. E aquele monstro que já tinha me feito gozar tantas e tantas vezes estava ali, agora pressionado contra a minha barriga, pulsando sem parar.— O que foi? Você não gosta dele?Com o casaco envolvendo nós dois, Fabiano me encarava com aquele sorriso malicioso, olhando direto para mim. Aquilo fez o meu rosto pegar fogo e o meu coração disparar.Por um lado, eu ficava surpresa e excitada com a ousadia dele, sempre inv

  • Os Dez Anos em Nossa Cama   Capítulo 11

    Eu fiquei ofegante no banheiro, esperando que, naquele momento, eu pudesse receber o consolo do meu marido. Mas o que consegui foi só um corpo vazio e o consolo dos meus próprios dedos.Dessa vez, só voltei para o quarto depois de ficar completamente exausta, arrastando o corpo cansado.Quando olhei para o meu marido, que já dormia de costas para mim, soube que nada entre nós voltaria a ser como antes.Só que, depois de ter feito aquilo, quando encarava o meu marido, o que sentia não era só culpa. Muito mais forte do que isso, eu sentia uma excitação estranha, difícil de descrever.Talvez fosse esse o verdadeiro gosto de trair.Naquela noite, até nos meus sonhos, revivi a cena em que traía o meu marido com Fabiano enquanto o meu marido me ligava. E talvez eu já tivesse me apaixonado por esse tipo de adrenalina.Nos dias seguintes, comecei a inventar todo tipo de desculpa para encontrar Fabiano. Às vezes na casa dele, às vezes em um hotel.— E a sua esposa? — Depois de mais uma transa i

  • Os Dez Anos em Nossa Cama   Capítulo 10

    Na foto, eu estava mais vulgar do que eu mesma podia imaginar. Era a primeira vez que me via daquele jeito, por aquele ângulo.Principalmente porque, bem naquele momento, o meu marido estava sentado bem na minha frente.Aquela vergonha, que surgiu do nada, quase me engoliu inteira.Eu não sabia qual era a intenção de Fabiano ao me mandar aquela imagem. Mas, depois de muito hesitar, aproveitei um momento em que o meu marido não estava prestando atenção, peguei o celular e tirei, escondido, uma foto por debaixo da minha saia, mandando para Fabiano.[Uma delícia.]Quando vi a resposta de Fabiano, tratei de apagar todas as nossas conversas.Foi então que o meu marido ergueu a taça de vinho tinto:— Um brinde ao nosso aniversário de casamento.— Um brinde ao nosso... aniversário de casamento.Peguei a taça, culpada, e brindei sem prestar muita atenção.Depois de muito custo, o jantar finalmente terminou e chegou a hora do banho. Eu tinha acabado de tirar toda a roupa no banheiro quando, no

  • Os Dez Anos em Nossa Cama   Capítulo 9

    Fabiano já tinha, mais ou menos, entendido o meu jeito e sabia que eu era uma mulher quieta por fora, mas cheia de fogo por dentro. Depois que ele me provocou só um pouco, ele me puxou e nós transamos de novo, com toda a intensidade, ali mesmo no sofá.Na hora de ir embora, ele não me deixou vestir a calcinha de jeito nenhum, disse que queria ficar com a minha calcinha como lembrança.Eu não quis, mas não consegui ganhar dele, então só pude fazer o que ele quis.Só que a minha meia-calça tinha rasgado e também não dava mais para usar, então tirei a meia junto e voltei para casa só de saia.Eu tinha pensado, assim que chegasse em casa, aproveitar um momento em que o meu marido não estivesse prestando atenção para trocar de roupa. Mas, para minha surpresa, assim que entrei pela porta, o meu marido me pegou pela cintura e me ergueu.— O que você está fazendo?Aquele gesto do meu marido me deu um susto. Eu morria de medo de ele descobrir que eu tinha traído ele, mas o meu marido só sorriu

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status