FAZER LOGINArabella Sinclair:
Entrei na casa e a encontrei totalmente silenciosa, como já era o padrão. Minha avó dormia cedo, e eu vinha sendo muito grata às visitas que vinha fazendo a Aurora Falls nos meus dias de folga, porque, além do óbvio que eram as horas maravilhosas que eu passava com Vincent, isso também me permitia passar menos tempo em casa, o que, consequentemente, significava menos tempo com a m
Vincent Harrington:Como eu esperava que acontecesse, meus pais e Lily choravam e sorriam ao mesmo tempo, tomados pela emoção, enquanto abraçavam os gêmeos, repetiam o quanto eles eram lindos, faziam mil perguntas e ouviam atentamente às longas respostas que os dois davam.Até mesmo Lily estava bem falante. Agora, que tinha perdido toda aquela desconfiança e tristeza que sentia desde que ouviu dos outros avós sobre ela e o irmão terem sido abandonados pelo pai, ela parecia outra criança. Ainda bem introspectiva em comparação ao irmão, mas igualmente sorridente e feliz.E eu entendi aquilo que as pessoas que eram pais e mães diziam sobre a felicidade dos filhos ser a coisa mais importante na vida deles.Passado o longo período de apresentações iniciais, agora estávamos todos na parte dos fundos do quintal. Meus pais e Lily seguiam conversando com os gêmeos, e Molly tinha se juntado a eles.As três pequenas luzes da nossa família.Olhando para o outro lado do quintal, eu podia ver Arabe
Arabella Sinclair:Após uma pausa, percebendo que ela não iria responder, Vincent contou.— É uma história de amor muito antiga. Fala sobre um casal que se conheceu e se apaixonou. Uma paixão muito forte. Tanto, que Romeu disse que nunca havia conhecido o amor, porque ele nunca antes tinha visto uma beleza tão verdadeira quanto a de Julieta.Nos meus braços, Apollo falou:— A mamãe já contou essa história pra gente. Um monte de vezes.Vincent o olhou por um momento e sorriu, voltando a olhar para Lily em seguida. Então, puxou algo de dentro da mochila e eu senti como se meu coração tivesse parado de bater por um instante.Era um exemplar de Romeu e Julieta.E não um exemplar qualquer, mas aquele mesmo que eu tinha deixado para ele antes de ir embora.Ele havia guardado o livro por todo aquele tempo, mesmo com tudo o que achava que eu tivesse feito?— Esse é o livro que conta essa história. Foi a sua mãe quem me deu. Antes, ele foi da mãe dela, a sua avó Emy.Lily piscou, surpresa, enf
Arabella Sinclair:Vincent respirou fundo e declarou:— A mãe de vocês e eu nos conhecemos, nos apaixonamos e nos tornamos namorados. Mas pessoas ruins fizeram com que nos separássemos, e só agora, anos depois, pudemos nos reencontrar e eu pude conhecer vocês. E posso, enfim, contar que... eu sou...— Pai? — Lily completou a frase. Vincent e eu a olhamos em choque. Ela parecia assustada, estava com o corpinho todo trêmulo. — Você é o nosso pai? — Ela me olhou, buscando uma confirmação. — É assim que fazem os pais e as mães, não é? Eles se apaixonam, ficam juntos, e os bebês nascem. É isso, mamãe? O tio da Molly é o nosso pai?Por um instante, tudo ficou em silêncio.Até mesmo o som constante da cachoeira parecia ecoar à distância, e eu ainda tentava processar em como a minha pequena filha tinha chegado àquela conclusão.Meus filhos tinham apenas cinco anos, mas já haviam me feito perguntas sobre de onde vinham os bebês e sabiam do básico de que eles "cresciam nas barrigas das mulheres
Arabella Sinclair:— E você, Lily? Está gostando de conhecer Aurora Falls?Ela assentiu em silêncio, logo olhando para mim.— Mamãe, posso arrumar a toalha e os lanches do piquenique?— Ah... claro, querida.Tirei minha mochila das costas e temi que fosse um pouco pesada para ela, mas Apollo se animou em ajudá-la. Cada um segurou em uma das alças, levando-a até a parte mais plana diante da cachoeira. Vincent os seguiu com os olhos e se aproximou alguns passos, parando diante de mim.Assim como ele estava louco para abraçar os filhos, também era perceptível o quanto queria me beijar naquele momento. Eu desejava o mesmo, mas precisamos nos conter por causa das crianças.— Acho que a Lily não gosta muito de mim — ele declarou, sentido.— Ela apenas ainda não te conhece o suficiente para ter
Arabella Sinclair:— Foi nesse período em que você esteve fora que a minha mãe te escreveu essa carta... — concluí.Linda assentiu, embora se mostrasse confusa com algumas coisas escritas ali.— Eu não me relacionei com nenhuma outra pessoa no tempo em que estive fora. Quando voltei para Silverwood, Emy já tinha ido embora. E eu nunca me perguntei por que ela não me esperou. Agora sei que ela achou que eu estivesse namorando alguém.— Minha avó provavelmente fez com vocês duas algo parecido com o que fez com Vincent e comigo.Todos ficamos em silêncio por alguns segundos, até que Vincent perguntou:— Você foi feliz com o pai do Logan e do Alexander, tia?— Ele... era um bom homem. Era um bom amigo, e eu sinto a falta dele.— Mas você não o amou da mesma forma que amou Emy
Arabella Sinclair:Linda havia se aproximado de forma mais tímida e apenas trocou um sorriso comigo.Em seguida, Vincent e eu explicamos a todos que os gêmeos ainda não sabiam sobre o pai e que pretendíamos contar a eles, juntos, no final de semana, e que até lá aquilo devia ser mantido em segredo, principalmente de Molly, que acabaria contando a eles.Ah, e é claro, todos ficaram encantados com a notícia de que Lily e Apollo eram os novos melhores amigos dos quais Molly falava sempre.A conversa durou mais alguns minutos, mas aos poucos, um a um, todos foram precisando ir embora para voltarem aos seus compromissos de trabalho – ou de estudo, no caso de Lily.Por fim, ficamos apenas Vincent e eu com a dona da casa.— Apollo e Lily são tão lindos e tão adoráveis — ela declarou, ainda emocionada. — Fiquei tão admir







