Mag-log inNARRAÇÃO DE ALICE...Eu ainda conseguia ouvir o barulho do carro se afastando.Mesmo depois de ele desaparecer de vista, permaneci parada, olhando para o caminho por onde minha melhor amiga havia partido.Meu coração apertava cada vez mais.Geovana tinha ido embora.E eu sequer sabia se voltaria a vê-la algum dia.Meu Deus...Como eu explicaria aquilo para Lucas?E para Felipe?!FELIPE!Senti meu estômago embrulhar.Ele estava na casa de Lucas, provavelmente sorrindo, conversando e esperando a namorada voltar.Sem imaginar que ela havia acabado de desaparecer da vida dele.E o pior...Eu sabia exatamente por quê.Mas não podia contar!Respirei fundo e voltei para dentro de casa.Só esperava que Gabriel não tivesse visto nada.Porque, se meu irmão tivesse presenciado aquele carro blindado parando em frente à nossa casa...Meu Deus!Ele provavelmente já estaria criando umas cinquenta teorias envolvendo a máfia!Subi as escadas e fui até seu quarto.Abri a porta devagar.Gabriel estava d
NARRAÇÃO DE ALICE...— Larga de ser inconsequente e saia de cima dessa rocha!A voz do meu avô soou firme do outro lado da ligação.— Você não vai pular, Alice. Está apenas tentando mexer com o meu psicológico. Infelizmente, isso não funciona comigo, dona Alice!Engoli em seco.Enquanto ele falava, meus olhos continuavam presos à altura assustadora daquela rocha.O barulho da cachoeira parecia ainda mais intenso.Meu coração batia descontroladamente.Mas eu não podia recuar.Não agora!— Você prometeu que faria o possível para deixar minha vida tranquila, mesmo mantendo distância de mim! — respondi, indignada. — Mas agora, por sua causa, o melhor amigo do Lucas pode morrer!Meu avô soltou um suspiro impaciente.— Não foi por minha culpa! Foi pela irresponsabilidade de Geovana. E ela pagará caro por isso!MEU DEUS!Senti meu sangue gelar.— VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO! — protestei. — Ela é minha melhor amiga!O vento úmido da cachoeira atingia meu rosto, fazendo meus olhos arderem.Aperte
NARRAÇÃO DE ALICE...Tia Rebeka parecia ter percebido que havia alguma coisa errada.Seu sorriso diminuiu discretamente enquanto observava nossos rostos.Ela franziu os lábios e juntou as sobrancelhas.— Está tudo bem, meninas?Olhei rapidamente para Geovana.Minha amiga confirmou com a cabeça, mas sua expressão estava longe de transmitir tranquilidade.— Está, sim... — respondeu, quase num sussurro.Tia Rebeka pareceu desconfiar.Antes que pudesse fazer outra pergunta, Geovana segurou meu pulso.Com força!— Alice! Vamos dar um pulinho na sua casa? Acho que esqueci uma pulseira no seu quarto!Olhei para ela.Seu rosto estava pálido.Os dedos apertavam meu braço como se estivesse prestes a perder o controle.Meu Deus...— Claro! — respondi imediatamente.Virei-me para Lucas.— Amor, já volto!Ele franziu a testa.— Agora?— É rapidinho!Inclinei-me e lhe dei um selinho.Antes que ele pudesse fazer mais perguntas, Geovana praticamente me arrastou para fora.Entramos em minha casa às pr
NARRAÇÃO DE ALICE...Geovana continuava de costas para mim, enxugando as lágrimas que insistiam em escorrer pelo seu rosto.Eu ainda tentava assimilar o que havia acabado de ouvir.Eles vão matar o Felipe.Meu Deus...Só de imaginar aquilo, senti meu peito arder de angústia.— Eles não podem tocar no Felipe! — afirmei, indignada.Geovana se virou parcialmente, com os olhos vermelhos.— Eles podem tocar em quem quiserem, Alice! — Sua voz falhou. — Meu irmão não vai poupar o Felipe!Ela voltou a chorar desesperadamente.Meu coração apertou.Segurei seus braços, virei-a para mim e a abracei com força.— Calma, Gê! Por favor, tenta se acalmar!Ela soluçava contra meu ombro.Eu não fazia ideia de como resolveríamos aquela situação, mas sabia que não podia deixá-la enfrentar tudo sozinha.— Vamos para minha casa — sugeri, afastando-me um pouco para olhar seu rosto. — Posso preparar um chá de camomila para você. Vamos sentar, conversar e pensar direito no que fazer. Mas você precisa tentar m
NARRAÇÃO DE ALICE...Aproveitamos que tia Rebeka praticamente havia nos dado um passe livre e decidimos tomar banho juntos.E, sinceramente?Aquilo exigiu um autocontrole absurdo!Porque era tentador demais ficar trocando beijos demorados debaixo do chuveiro, com a água quente escorrendo por nossos corpos e Lucas me puxando pela cintura a cada oportunidade.Meu Deus...Como eu tinha sentido falta daqueles momentos!Mas, por incrível que pareça, conseguimos nos comportar.Afinal, tia Rebeka já havia deixado bem claro que não queria ninguém chegando atrasado à escola!E eu não estava nem um pouco disposta a dar mais motivos para aquela mulher fazer perguntas indiscretas.Terminamos o banho, nos vestimos às pressas e descemos para nos despedir dela.— Juízo, meus amores! — tia Rebeka recomendou, com aquele sorriso que não inspirava a menor confiança.Lucas soltou uma risadinha.— Pode deixar, tia!— E nada de aprontarem na escola!Revirei os olhos, rindo.— Tia Rebeka!Ela gargalhou.Dep
BÔNUS — TIA REBEKANARRAÇÃO DE ALICE...Acordamos com o barulho da porta se abrindo e uma voz animada ecoando pela casa.— TEMOS VISITA!!!Abri os olhos assustada.Lucas também despertou, erguendo a cabeça do travesseiro com aquela expressão de quem ainda não fazia a menor ideia de onde estava.Meu Deus...Nós dois estávamos com o rosto completamente amassado de sono!— Que gritaria é essa? — Lucas resmungou, esfregando os olhos.Soltei uma risadinha.Ele se levantou, pegou a camiseta que havia deixado sobre a cadeira e a vestiu.Antes de sair, inclinou-se sobre mim e depositou um beijo carinhoso em meus lábios.— Bom dia, amor.Sorri.— Bom dia, meu amor.Lucas olhou na direção da porta, franzindo a testa.— Mas que visita é essa, assim, do nada?!Dei de ombros.— Não faço ideia!Ele segurou minha mão, e saímos do quarto.Assim que chegamos à sala, encontramos uma figura que eu conhecia muito bem.TIA REBEKA!Meu Deus!A tia mais alto-astral que Lucas tinha!Ela estava parada no meio







