LOGINO baile de formatura era o evento mais esperado quando se completava 17 anos. Isso significava muitas coisas para as meninas, comigo não seria diferente. Por mais que as mães conversem e falem que o baile de formatura é somente uma festa, nós, garotas, sabemos que isso não é verdade. Em nossa cabeça criamos um mundo de faz de conta em que tudo é perfeito. Que o garoto dos sonhos nos chame para o baile e depois sejamos coroados os reis do baile.
Quando se namora o garoto dos sonhos, tudo se transforma, porque além de criar o baile perfeito você cria a noite perfeita. Em outras palavras, você cria a noite em que vai perder a virgindade. Porque, afinal, ficar de amasso com essa idade já não é mais uma opção. Quando se está solteira, você não deixa de planejar o baile perfeito porque você tem a opção do “carinha” que você gosta ou ama loucamente te chamar. Se ele a convida, ótimo, maravilha, “borá” planejar o baile. Se rolar a química que precisa, ali mesmo no salão idealizamos a noite também. Só que esquecemos que essa noite é composta por duas pessoas e normalmente a outra pessoa não segue o roteiro que você criou, não por maldade e sim porque você não avisou a ela como seguir. Sabe por que não avisamos? Porque essa noite é tão importante que nós nos esquecemos de aproveitar e curtir a festa como nossas mães pedem. Idealizamos tanto que esquecemos que essa noite só acontece uma vez em nossa vida. Tudo isso sabem para quê? Queremos ser lembradas. Acredito que está aí nosso erro. Seremos sempre lembradas por qualquer motivo. Por nosso vestido, por termos errado na maquiagem. Na minha foto do álbum de formatura, eu estou com meus dentes manchados de batom. Quer pior? O vestido da minha amiga Natasha rasgou na lateral porque ela resolveu vestir um número menor que o dela. Seremos lembradas de qualquer maneira, então por que não aproveitar? Aprendi nessa noite que o melhor pode se tornar o pior. Eu aprendo muitas lições e quem me ensinou essa foi o Isaac. Isaac não era o príncipe encantado, mas não era o sapo. No conto de fadas ele era o soldado fiel, o amigo para todas as horas do príncipe. Entenderam? Por isso aceitei o convite dele. Eu não tinha uma paixão avassaladora por ele e acredito que nem ele por mim, só que ficamos sem par e os amigos em comum nos juntaram. Ele era do time de basquete da escola; cobiçado pelas garotas, loiro, olhos verdes, tinha a minha idade, mas já com porte de homem feito, fazia academia por causa do basquete. Enfim, o Isaac me convidou, não aceitei de cara, porque eu não era assim, oferecida, descolada como diria Natasha. Acabei aceitando por falta de argumentos mesmo. No dia do baile ele foi até a minha casa, trouxe a famosa flor de laranjeira e fomos para a escola. Ele foi o príncipe nesse momento. Fiquei surpresa com essas demonstrações de afeto. Só que o príncipe dentro dele acabou quando chegamos ao colégio. Assim que pisamos no salão, sério mesmo, ele foi logo me agarrando e me beijou a força. Acho que ele queria marcar seu território ou coisa parecida. O ápice da “ogrisse” foi quando ele falou:— Vamos dar uns “amassos” no carro? A essa altura eu já tinha me arrependido de ter vindo com ele.— Claro que não. Só porque aceitei vir com você não significa que sou obrigada a ficar com você. Agora se me der licença eu vou encontrar minhas amigas.— Ok. Desculpa, só achei que você queria, não vou forçar nada. Ele fez aquela cara de cachorro sem dono e acabei aceitando suas desculpas e continuei com ele. Alguma coisa aconteceu depois disso porque acordei na cama dele. Eu acordei na cama dele com a mãe dele batendo na porta avisando que minha mãe estava lá embaixo querendo o meu fígado. Ela também queria o fígado dele.— Você tem noção do que está fazendo, garoto? Vocês dois estavam bêbados e provavelmente ela nem se lembra de como veio parar aqui. Agora a mãe dela está lá embaixo. O que eu digo? “EU OUVI BEM? MINHA MÃE ESTÁ LÁ EMBAIXO? LÁ EMBAIXO ONDE? MEU DEUS, ONDE EU ESTOU. NOSSA COMO MINHA CABEÇA DÓI. PUTA MERDA. MINHA MÃE ESTÁ LÁ EMBAIXO AGORA O QUE VOU FAZER? ELA NÃO PODE ME VER ASSIM, NOSSA, ELA VAI ME MATAR. TENHO CERTEZA”. A voz assustada do Isaac me traz para a realidade.- Calma, mãe. Já vamos descer. Só me lembro do Isaac empurrando-me para fora da cama, expulsando-me, literalmente. Estava completamente grogue ainda e dolorida ainda por cima, mas ele não quis nem saber.— Anda, Rebeca. Sua mãe está lá embaixo com a minha mãe. As duas estão uma fera. Levanta.— Hei, calma. O que está acontecendo? – Fico de joelhos na cama e olho para o lençol e vejo que ele está todo sujo de sangue. Merda. Merda. Merda. — O que aconteceu aqui, Isaac? Ele sorri cinicamente. Sei que foi cinicamente porque quando ele sorriu um canto só de sua boca subiu.- Como assim? O óbvio você não acha? Coloco a mão no rosto não acreditando no que eu tinha feito. Agora eu não tenho mais dúvida, minha mãe iria me matar. Tento entender o que aconteceu, mas o Isaac está tão nervoso que decido não entender por hora. Desço as escadas, com medo, pois não sei qual será a reação da minha mãe. Ela estava com a testa franzida em pé e de moletom. Nem olhou na minha cara, só se desculpou com a Sra. Davis e saiu. Eu não tive cara para olhar ninguém. Saí e esperei a morte, tinha certeza que era isso que minha mãe iria fazer comigo.Ela não falou nada o caminho todo, passou na farmácia e depois no mercado e em nenhuma dessas paradas eu saí do carro. Fomos para casa em mais um silêncio constrangedor e esmagador.
— Posso me explicar? Pego o comprimido que está em sua mão.— Não tem o que explicar. Já está feito. Amanhã vou marcar uma consulta para você. Eu não quero conversar agora, quem sabe amanhã. O que eu fiz? Sinto o remédio diminuir a pressão da minha cabeça e acabo adormecendo. Acordei a noite e minha mãe continuava em silêncio. Acho que esse foi o pior domingo da minha vida. Comi alguma coisa e voltei a dormir. Quando acordei, minha mãe não estava em casa. Isso é um péssimo sinal, ela nunca sai para trabalhar sem me deixar de pé. Na geladeira um bilhete curto e grosso.“AS 15:00 CONSULTA COM A DRA. MONALISA. NO MEU ESCRITÓRIO AS 14:00.”
Quando cheguei à redação ela ainda não estava falando comigo.
— A senhora vai me ignorar até quando?— Não estou te ignorando. Só estou pensando no que vou fazer com você. – Ela me olha e respira fundo. – Filha, isso faz parte da vida. Sei como é, já passei por isso. Mas não te eduquei para você se deitar com o primeiro Dom Juan que aparecer.
— Eu sei mãe, mas eu não me lembro de quase nada. Não sei como fui parar lá, não me lembro de nada. Eu franzo a testa porque me espanta essa revelação. Porque de fato eu não me lembro.— Como assim você não se lembra? Você acordou na cama dele e não se lembra de como foi parar lá?— Nossa mãe, precisa falar assim? É, eu não me lembro. Só me lembro dele se desculpando por alguma coisa, e eu aceitar uma bebida dele. Só isso. Ah, e lembro-me de a Natasha ir ao banheiro para brigar comigo. Agora não me pergunte por quê. Minha mãe franze a testa.— Vamos para a consulta. E depois vamos conversar sobre a sua amnésia. A Dra. Monalisa era a médica da minha mãe para tudo. Quando minha mãe estava ansiosa ligava para Dra. Monalisa; se estava resfriada ligava para Dra. Monalisa. Já nem sei qual é a especialidade dela. A Dra. fez os exames de rotina, me pediu exame de sangue e disse que me ligaria assim que os resultados estivessem prontos.Depois da consulta minha mãe me deixou na casa da Natasha.
Abracei minha amiga bem apertado.
— Como você está se sentindo, flor?— Para ser sincera? Um lixo. Estou com vergonha de olhar para minha mãe, você acredita? – Ela me solta do abraço. — Não sei o que fazer.— Claro que acredito. Quando sua mãe me ligou para perguntar de você eu não sabia o que dizer. Tentei impedir você de ir para casa dele, mas você parecia que não me ouvia.— E o pior de tudo isso é que eu não lembro de nada. Eu não sei como fui parar lá!— Como assim?— Não sei. Só lembro de você brigando comigo.— Eu estava brigando justamente para você não fazer nenhuma besteira. Você parecia que estava chapada. Eu só vi você bebendo dois drinques e mesmo assim você parecia bêbada. Ok, você é fraca para álcool, mas não estava tão forte assim.— A médica da minha mãe disse que eu poderia ter tomado algum tipo de droga sem saber. Tanto que ela pediu exame de sangue para ter certeza.— Se realmente o Isaac fez isso com você, ele é um canalha. Se ficar comprovado, você vai fazer alguma coisa?— Não sei ainda. Ainda temos mais uma semana de aula. Vou esperar o resultado, depois decido o que fazer. A volta para a escola foi pior que imaginei. Isaac tentou falar comigo, mas eu sempre o evitava. Não conseguia olhar para ele e imaginar que ele tinha me drogado para fazer sexo comigo. Poxa! era a minha primeira vez. Eu imaginava que seria com Jonathan, o carinha de quem eu gostava. Eu já estava quase surtando quando a Dra. Monalisa ligou avisando que havia dado positivo para drogas em meu exame. Liguei para minha mãe sem saber o que fazer. Ela tirou o dia de folga para ficar comigo e perguntou o que eu iria fazer.— Não sei mãe. Só sei que estou me sentindo suja, usada. Foi minha primeira vez e foi dessa maneira. E pela primeira vez eu começo a chorar. Não sei se é choro de alívio por saber que fiz isso por estar drogada, ou se é choro de revolta. Minha mãe me abraça apertado. Não sei por quanto tempo ficamos assim, só sei que foi muito bom.— Filha. – Ela beija minha cabeça. — Na vida encontramos pessoas que são uns legítimos idiotas como o Isaac, mas também encontramos pessoas como o Steven, um legítimo cavalheiro. Acho estranho ela citar o Steven, faz anos que eles terminaram. Minha curiosidade é maior que meu drama e me vejo perguntando:— Entendo o que a senhora quer dizer. Nunca mais teve notícias do Steven? – Vejo minha mãe se iluminar toda. Ela está me escondendo alguma coisa. — O que a senhora está me escondendo? Teve notícias do Steven?— Sim. Mas vamos voltar para os seus problemas. O que irá fazer agora? Eu respiro fundo.— Estou com uma vontade enorme de socar a cara do Isaac. De verdade mãe, eu não sei se foi intencional. Não combina com ele esse tipo de coisa.— Conversa com ele primeiro. Caso sinta que foi de propósito, você tem todo o meu apoio para socar a cara dele. Imprimi o resultado do exame e fui para a escola no dia seguinte. Não saberia como começar essa conversa, mas eu iria confrontá-lo, sim. Assim que encontrei com ele no corredor me deu vontade de socá-lo sem mesmo lhe dar o direito de defesa. Mantive a calma e o abordei.— Podemos conversar? Ele veio todo saidinho para o meu lado. Quis segurar minha cintura, mas eu não permiti. Esse gesto meu deu asco. Ele percebeu que eu não estava ali para isso e ajeitou a mochila nos ombros. Ótimo, ele estava nervoso.— Tenho o ultimo horário livre, se quiser podemos ir para minha casa. Juro que quase bati nele. Respirar fundo, às vezes, ajuda a se controlar, então fiz isso várias vezes.— Podemos conversar aqui mesmo. – Eu jogo o resultado do exame em seu peito. — Comece a se explicar. Ele olhou para o papel.— Você está grávida? Eu quase perdi minha paciência naquele momento. Como ele não sabia do que se tratava, eu resolvi ajudar.— Como eu não me lembrava de nada, minha mãe pediu que eu fizesse exame de sangue. Para minha surpresa eu fui DROGADA. Ele ficou em choque. Olhou para o exame e depois para mim. Um sorriso sacana surgiu em seus lábios.— Você precisava de um incentivo. A raiva me dominou e eu bati em seu rosto. Não contente eu ainda esmurrava seu peito. Alguém tentava afastar-me dele por isso eu comecei a chutar também. Para o meu azar e sorte dele o diretor apareceu e me separou dele. Nossos pais chegaram e foi só nesse momento que demos nossas explicações. Mesmo envergonhada eu contei o que havia acontecido. Assim que saímos da sala do diretor a Sra. Davis quis falar com minha mãe, mas nenhuma desculpa seria o bastante agora.— Nem sei o que dizer. Sinto muito. Nunca imaginei que meu filho fosse capaz de uma coisa dessas.— Não irei dizer que minha filha não tem culpa, pois ela sabia que não poderia aceitar bebidas alcoólicas de ninguém. Mas acredito que seu filho errou mais.— Desculpa mais uma vez. Isaac terá o castigo que merece. No nosso último dia de aula, fiquei sabendo que Isaac havia perdido a bolsa de estudos que conseguiu por causa do basquete. Confesso que fiquei triste, mas por outro lado, espero que ele tenha aprendido a lição.(2003)
Respiro fundo e dou partida em meu carro. Quero chegar em casa logo, porque sei o que vem a seguir. Vem o desespero não somente dessa noite do baile e sim do que aconteceu duas semanas depois do fim das aulas.
Existem coisas que precisam ser trancadas a sete chaves para que você possa viver.
CAPÍTULO 26 (2009)Eu desliguei e precisei respirar fundo para poder pensar. Resolvi voltar para casa e pedir o carro de Natasha emprestado quando ouço a voz dele.— Beka. Meu corpo todo se contrai. Eu começo a chorar e quando eu olho em sua direção meu mundo volta ao seu devido lugar.Jack estava correndo em minha direção e eu para encurtar o seu caminho faço o mesmo. Só que algo acontece e eu não consigo sentir seus braços em volta de mim, trazendo aquele aconchego que eu sempre sinto quando ele faz isso.CONTINUA NA PARTE 2 DE PARA TODO O SEMPRE.Alemanha. Aniversário de Jack.Eles armaram tudo um dia antes para que nada desse errado. O lado mais fraco da equipe teria que ser monitorado, pois ainda pesava muito o fator amizade. Foi difícil convencê-la, mas com o poder de persuasão que o mentor possuía foi como tirar doce de criança. Clarisse entrou no saguão do hotel onde Jack estava hospedado, acompanhada do mentor, mesmo ele acreditando que ela es
DE: RESTRITO@gmail.comPARA: REBECA NORONHAASSUNTO: LIGAÇÕES“POR ALGUMA RAZÃO, QUE DESCONHEÇO, EU NÃO CONSIGO LIGAR MAIS PARA VOCÊ. PENA, PORQUE ADORO OUVIR SUA VOZ. EU GOSTARIA DE DAR ESSA NOTICIA DE UMA FORMA NÃO TÃO INFORMAL, MAS COMO ISSO NÃO É POSSÍVEL ENTÃO LÁ VAI: VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA. SEGUE O EXAME PARA COMPROVAR. AGORA PARE DE CHORAR PORQUE ISSO FOI O QUE VOCÊ QUIS, MAS NÃO O QUE EU QUERO.”Sabe quando você entra em outra dimensão e não sabe como sair? É assim que estou nesse momento. Não sei como eu cheguei aqui e confesso qu
Acordei sentindo um calor infernal. Jack estava com a perna em cima de mim me abraçando, e com a boca na curva do meu pescoço. Tentei tirar sua perna, mas ela pesava uma tonelada. Fui me mexendo e escorregando para fora da cama e consegui. Fiz tudo isso para não o acordar, mas Jack acordou assim que coloquei a mão na maçaneta.— Aonde você vai?— Ao banheiro e já volto.— Vou com você. – Ele olha para o relógio que fica na cômoda. Três da madrugada. – Será que Nick já chegou?— Espero que não. Jack estava me abraçando e beijando minha nuca.— Por quê?— Porque quero que ela se divirta. Nick ainda não havia chego. Eu e Jack tomamos uma ducha e mais uma vez fizemos amor, só que dessa vez no banheiro. Acordei e dessa vez Jack não acordou junto. Fui para a cozinha preparar um café e vi Nick abrindo a porta bem devagar. Eu, claro, não ia deixar isso passar.— Isso são horas? Ela deu um pulo de susto e seus sapatos acabaram caindo no chão fazendo um barul
Sinto um calor que me sufoca. Tento abrir meus olhos e isso é difícil de fazer quando seu cérebro não está no comando. Sinto minhas forças sumindo e fechar os olhos é a melhor solução. Eu tento me aproximar de Jack, mas ele está tão longe que sinto que meu coração irá explodir se eu não o alcançar. Jack está sorrindo para mim agora e eu sorrio de volta. O seu sorriso se amplia quando eu digo sem som “Eu te amo para todo o sempre”. Consigo sentir o toque de Jack em meu rosto, mas esse toque está tão frio que eu me vejo perguntando.— Por que sua mão está tão fria?— Onde eu estou somente [...] aquece meu coração.— E onde você está?— Somente em seus pensamentos.— No meu coração também.— Que bom. Não quero que você sofra.— Jack?— Oi.— Eu te amo. Aquele calor me incomodou de tal maneira que eu forcei meu cérebro a abrir meus olhos e dessa vez deu certo. Eu tento olhar em minha volta, mas está tão escuro que eu não consigo enxergar nada. Eu tento
No domingo só me lembrei de ligar meu celular depois de uma bronca de minha mãe que ligou para Natasha. Tinha duas ligações do Kevin ainda no sábado e quinze ligações de Jack incluindo sábado e domingo.— Desculpa, mãe.— Que voz é essa? – Minha mãe de fato estava preocupada.— Só dor de cabeça.— Você vem hoje?— Acho que não. Jack ficou de passar aqui em casa para conversarmos. Quando minha mãe voltou a falar sua voz estava de empolgação. Eu tive que sorrir.— Fico feliz em ouvir. Qualquer coisa me liga. Desligamos depois que prometi que não seria cabeça dura e que meu orgulho ficaria na escada de incêndio. Tomei um banho e me pus a esperar. E esperei. Esperei. Obvio que liguei para Jack, mas seu celular estava dando caixa postal e o telefone fixo estava indo direto para a secretaria eletrônica que ainda estava com minha voz.“Se ligou para a Nick deixe seu recado, se ligou para Beka, liga de novo porque provavelmente não deu tempo de chegar, mas se ligou
Na quarta-feira, eu marquei de ir até a casa de minha mãe para conversar com ela sobre o meu projeto.— O que vocês acham?— Uma excelente ideia. Eu reviro os olhos.— Isso eu sei, Steven. O que eu quero saber de vocês é o que eu devo fazer. Kevin, que chegou de intrometido na casa da minha mãe, resolveu se manifestar.— Estou com o Jack.— Alguém pode não estar do lado do Jack? Os três responderam.— Não. Percebi que eu havia perdido a batalha. Por que não vender minha ideia?Fui para a varanda e fiquei pensando o que fazer. Kevin se juntou a mim e pelo jeito já me conhecia o suficiente para ficar quieto ao meu lado.Kevin se mostrou uma excelente companhia nesse último mês. Conversávamos sobre tudo. Desde as minhas lágrimas que eu ainda derramava por Jack até momentos como esse em família.— Sabe o que me deixa mais pensativa sobre essa situação? – Ele nega com a cabeça. — Como posso vender essa ideia se ela surgiu de uma ideia que já existe?— Eu







