FAZER LOGIN— Posso saber que cara é essa?
— Hoje está completando duas semanas que fiz a entrevista na Race.
— Você ainda tem esperança de contratação depois do que fez com a filha do Sr. Rosberg? Tenha dó né filha!
— Mas o Sr. Foster disse que eu tenho um bom currículo...
— Espere até amanhã para você ligar. Eu já estou atrasada. Não voltarei cedo para casa hoje, então não me espere para jantar.
Ela beija minha testa e sai para trabalhar. Resolvi preencher o meu tempo com as papeladas da faculdade e concretizar meu sonho de ser psicóloga. A papelada foi preenchida e encaminhada com sucesso.
Casa limpa, guloseimas prontas para uma sessão cinema quando meu celular tocou. Gelei porque estava esperando que ele tocasse o dia todo. Para o meu desanimo era minha mãe.
— Pelo alô nada ainda?
— Diz que a senhora ligou só para me sacanear e que está tudo certo.
Ela gargalha.
— Não sou uma mãe tão má assim.
— Tenho minhas dúvidas. Que horas a senhora chega?
— É por isso que estou ligando. Vou passar a noite fora. – Meu queixo caiu. Como assim passar a noite fora? Com quem? Eu queria perguntar tudo isso e quando eu ia abrir minha boca ela me cortou. — Tudo bem para você?
O que eu iria dizer? Claro que estava bem para mim.
— Só tenha cuidado. Posso saber com quem passará a noite?
— Uma pessoa muito especial. Beijos filha. Qualquer coisa me liga.
— Beijos.
Uma pessoa especial. Pelo seu tom de voz ela estava muito feliz. Voltei para minha sessão cinema e nem vi a hora passar.
Quando minha mãe entrou em casa, no sábado, o seu sorriso iluminava uma cidade inteira. Ela beijou minha testa e eu fui preparar nosso café. Quando saiu do banho o mesmo sorriso continuava em seu rosto. Eu sabia que me contaria, mas minha curiosidade estava me matando.
— Vai me contar agora ou terei que esperar o dia todo?
Ela caiu na gargalhada.
— Acabei de chegar. Posso ao menos tomar café primeiro?
Eu sou mais rápida e afasto a jarra de café do seu alcance.
— Só quando contar quem colocou esse sorriso no teu rosto.
Ela sorri ainda mais. Ela b**e na cadeira ao seu lado. Eu sento, mas deixei a jarra em cima da pia.
— Eu passei a noite com o Steven.
Demorei a entender de quem ela estava falando. Sem perceber eu abri o maior sorriso quando assimilei de quem ela estava falando. Steven tinha esse poder de colocar sorrisos nas mulheres. Eu a abracei sem saber ao certo o motivo. Mas eu estava tão feliz que eles se reencontraram que, para mim, o porquê não importava. Steven foi tão importante em minha vida e na vida da minha mãe que espero que esse reencontro não seja por uma noite.
Os detalhes sórdidos eu deixei passar, mas fiquei feliz em saber que eu almoçaria com ele no domingo. Esperei ansiosa para o domingo chegar logo e graças ao bom Deus o domingo chegou e eu pude rever o homem que foi meu pai por dois anos apenas, mas foram os dois anos mais importantes em minha vida.
O domingo foi o melhor possível. Steven nos levou para um restaurante e depois fomos andar no Central Park. Abri um sorriso involuntário ao lembrar sobre a conversa que tive com o Sr. Foster sobre correr no Central Park. Esse sorriso não passou despercebido pelos pombinhos ao meu lado.
Um cheiro me tira do ar e paro de andar assim que meus olhos recaem sobre o Sr. Foster sorrindo para mim. Minha mãe olha na direção que meus olhos estão e seu queixo cai. “BEM VINDA AO MEU CLUBE, MÃE”. O Sr. Foster retira os fones de ouvidos, e por Deus, porque ele é tão lindo assim? Ele estende a mão para mim e mais uma vez o choque percorre meu corpo.
— Você precisa correr mais, ainda está dando choque.
Ele sorri e suas covinhas lindas aparecem. Eu apresento minha mãe e Steven.
— Prazer em conhecê-los.
O clima ficou estranho. Eu não sabia o que fazer, na verdade ninguém sabia o que fazer. Por isso minha boca trabalhou mais rápido que minha mente.
— Achei que fosse ligar ontem para falar sobre a vaga.
— Beka. – Minha mãe quase gritou. — Aqui não é lugar para isso. Desculpe minha filha, Sr. Foster.
— Por favor, me chame de Jack.
“POR QUE EU ESTOU SUSPIRANDO? POR QUE MINHA MÃE ESTÁ SUSPIRANDO?”
— Ok. Jack. Perdoe minha filha.
Ele me encara. Seus olhos são tão hipnotizantes que eu posso jurar que eram verdes quando fui fazer a entrevista. Agora, seus olhos estão na cor de mel, é isso mexeu com minha cabeça. “OLHA QUE VOCÊ NEM GOSTA DE MEL.”. Seu sorriso indica que eu estava o encarando sem necessidade. Isso me desperta.
— Ela está certa em questionar. Sabendo que ela é ansiosa eu deveria ter me atentado ao prazo que passei. – “COMO ASSIM?” Ele vê que isso me surpreendeu. — Tenho que ler os currículos. – Ele sorri mais uma vez, só que dessa vez seu sorriso foi tão encantador que quase, mas quase mesmo, eu e minha mãe suspiramos. — Amanhã talvez eu ligue. Agora eu preciso ir. Foi um prazer conhecê-los e um prazer em revê-la.
Dessa vez ele não estendeu a mão, ele só acenou e recolocou os fones e saiu correndo. Eu fiquei ansiosa para que a segunda feira chegasse logo e graças a Deus ela chegou.
Meu celular ficou na tomada carregando o dia todo, só para garantir que ele estivesse com bateria quando Jack me ligasse. Mas aquele homem era tão mentiroso, mas tão mentiroso que ele não ligou na segunda e muito menos na terça, quarta então nem se fala. Tive certeza que o golpe aplicado na filha do Sr. Rosberg fez com que meu currículo fosse para o final da pilha de rascunho.
A única boa notícia que recebi foi que minha mãe finalmente aceitou se casar com Steven. Tudo foi muito rápido. Em uma semana minha mãe já estava casada e estávamos empacotando nossas coisas para irmos morar na casa do Steven no Brooklin.
Steven morava em uma casa de dois andares. Tinha espaço de sobra, só o tamanho do meu quarto era nosso antigo apartamento, imagina a casa inteira. Uma cozinha dos sonhos, sala de TV, jardim de inverno, a casa era um sonho, antiga, mas um sonho. Minha mãe estava nas nuvens.
Estava revendo algumas matérias da faculdade quando Steven bateu na porta do meu quarto. Era estranho isso tudo, ter um quarto só para mim depois de tanto tempo. Steven me deu carta branca para decorar meu quarto como quisesse. Primeiramente pintei as paredes de rosa, depois olhei ao meu redor e vi que com 18 anos rosa não seria uma cor apropriada, afinal, eu estava no primeiro ano de Psicologia e deveria passar maturidade. Ah, quer saber, sempre tive vontade de ter um quarto rosa e terei isso.
Toda vez que minha mãe ou Steven entram aqui o choque é sempre o mesmo. Eu acabo me divertindo com as caras e bocas que fazem.
— Podemos conversar?
Eu fechei os livros. Já imaginava sobre o que seria, mas eu queria prolongar o máximo possível.
— Sobre as paredes você me deu carta branca.
Ele sorri, mas seu sorriso não chegou aos seus olhos e isso não é um bom sinal.
— Boa saída. — Ele sentou em minha cama. — Tem certeza que quer levar isso adiante?
Eu me sento ao seu lado. Desde que eu era pequena, Steven foi essa presença paterna em minha vida. Voltei a falar com meu pai, não com a frequência que minha mãe e Steven queriam, mas o importante era que eu falava.
— Sempre quis cursar Psicologia, seria errado trocar.
— Será errado você fazer aquilo que não gosta. Trancar a faculdade por um período não é nada demais. Eu mesmo fiz isso quando eu estava no segundo ano. Quando me afastei, percebi que medicina era realmente o que eu queria fazer.
— Como você conseguiu ter essa certeza?
— Eu senti falta.
— Quanto tempo você ficou afastado?
— Um ano. Um ano foi suficiente para eu entender que medicina era a minha vida e uma parte de mim.
— Por que a especialidade em cardiologia?
— Fiquei três anos como médico de emergência. Em uma noite, eu estava em um plantão de 48h e estava louco para ir embora. Já no estacionamento eu esbarrei em uma mãe que estava desesperada porque a filha não respirava. Voltei com a menina em meus braços e mobilizei toda a minha equipe. Foi difícil dar a notícia para a mãe que sua filha havia falecido. O problema era tão simples, qualquer médico saberia tratar o problema daquela criança, mas infelizmente a mãe pegou um péssimo cardiologista e por não se dedicar a profissão, ele acabou negligenciando sua paciente. Sopro no coração é a doença mais comum e de fácil diagnóstico.
— Que trágico. Se fosse comigo eu teria matado o médico. — Eu respiro fundo e entendo onde ele quer chegar. — É por isso que você quer que eu pense melhor sobre a o curso de Psicologia?
Ele sorriu.
— Essa mãe esteve na emergência pela manhã e ele a mandou embora com uma prescrição de inalação. Eu perdi a cabeça e fui atrás do médico. Eu passei duas noites preso por causa disso. Sou um homem fichado sabe. – Ele tentou quebrar o clima e funcionou. — Um homem que dividia a cela comigo disse que eu não poderia me igualar a ele que eu deveria ser melhor. Então fiz minha especialização em cardiologia. – Eu não sabia o que dizer, eu estava chorando, claro, mas saber que eu poderia ser igual ao médico negligente me fez arrepiar dos pés à cabeça. Steven segurou minha mão e olhou bem dentro dos meus olhos. — Quero que você entenda a gravidade da situação. Fazer o que amamos é maravilhoso, mas precisamos ter consciência que vidas dependem da gente. Você ainda tem muito tempo para se decidir.
Eu enxuguei meu rosto.
— Vou pensar.
E eu pensei. Pensei de verdade. Basicamente passei a noite em claro colocando no papel os pros e contras da profissão e o que eu esperava dela. Quando olhei para o papel a minha frente, percebi que os meus traumas não eram justificativas para iniciar uma carreira tão importante. Saúde mental precisa ser encarada com profissionalismo e não como uma maneira de se libertar do passado.
Quando desci para tomar café da manhã, eu comuniquei minha decisão.
— Vou desistir do curso.
— Trancar, você quis dizer. – Vejo que minha mãe está bem confusa com a minha decisão.
— Não, mãe, vou desistir mesmo. – eu suspiro. — Entendi que nada vai mudar o que eu passei com o Isaac.
— Essa decisão não foi tomada rápida demais? Conversamos ontem sobre isso.
— E ela foi bem esclarecedora. Ontem mesmo já enviei minha solicitação para o reitor.
— Sabe o que vai fazer agora?
— Vou e fazer alguns cursos que tenho interesse e voltar a procurar um emprego, já que o Jack não ligou.
— Sinto muito, querida.
Os dois saíram, cada um para o seu trabalho, e eu fiquei sozinha naquela casa enorme. Juro que naquele momento eu senti falta do meu “apertamento”.
Visitei alguns sites de empregos e me candidatei para algumas vagas. Já passava da hora do almoço quando meu celular tocou. Número restrito. Meu coração deu um tranco. Depois que fui sequestrada qualquer número restrito faz com que eu fique apavorada. Deixei cair na caixa postal. Em menos de um minuto o telefone fixo da minha casa toca. Minhas mãos tremiam, mas lembrei que havia mandado quase quinze currículos naquela tarde, poderia ser alguma empresa, não é? Engoli meu medo e atendi.
— Alô?
— Rebeca Noronha? – Precisei sentar para não cair. Como aquela voz tinha o poder de me desarmar daquela maneira? Eu já havia perdido as esperanças quanto a essa ligação, então fiquei muda por uns dois minutos. Aposto que ele conferiu a ligação para ter certeza que não havia caído. Sua voz trouxe-me novamente para o plano atual. — Posso ligar outra hora se preferir.
Não, tudo menos isso.
— Não, tudo bem. Desculpa. É que faz tanto tempo que achei, de verdade, que vocês nunca me ligariam.
Pelo som que saiu pelo telefone aposto que sorriu.
— Costumo cumprir com minhas promessas.
— Sua promessa venceu tem mais ou menos três semanas.
Oh, merda. Eu e minha boca enorme.
— Eram muitas as candidatas e como a escolhida irá trabalhar diretamente com o presidente, é prudente de minha parte saber mais sobre elas.
Uma gota de esperança surgiu em meu coração. Se ele estava me ligando é sinal de que eu ainda estava com chances. Um trabalho agora seria de grande ajuda. Não que eu estivesse passando fome, mas eu já tenho 18 anos e depender da minha mãe para tudo é um saco.
— Então eu ainda tenho chance?
Acho que minha voz saiu empolgada demais e posso apostar que ele estava se divertindo com isso.
— Por que não teria chance?
Eu respiro fundo. Bom, aposto que ele sabe sobre a chave de braço que dei em Julia. Esconder, talvez, não seja uma boa ideia.
— Sem saber eu apliquei uma chave de braço na filha mais novo do Sr. Rosberg. Por isso não fiquei muito entusiasmada com a vaga e claro que meu currículo, mesmo você dizendo que é excelente, ajudou nesta conclusão.
Sua risada preencheu toda a minha sala. Percebi que se por um milagre divino eu conseguisse a vaga eu teria que ficar a quilômetros de distância desse homem.
— Uma informação: você ganhou pontos com o chefe. Ele te espera amanhã às 10:00. Posso pedir para um motorista buscar você, já que se mudou para o Brooklin.
— Como sabe que me mudei?
— Pesquisa adicional, lembra?
— Jura que a vaga é minha? Quer dizer, vou ter uma reunião com o presidente, isso quer dizer alguma coisa, não quer?
— Respira, Beka. – Uau. Ouvir meu apelido saindo de sua boca fez aquele choque percorrer meu corpo todo. De fato, eu estava perdida. — A vaga é sua. Posso pedir para o motorista passar para te pegar?
— Não. Eu mesma vou com meu carro.
CAPÍTULO 26 (2009)Eu desliguei e precisei respirar fundo para poder pensar. Resolvi voltar para casa e pedir o carro de Natasha emprestado quando ouço a voz dele.— Beka. Meu corpo todo se contrai. Eu começo a chorar e quando eu olho em sua direção meu mundo volta ao seu devido lugar.Jack estava correndo em minha direção e eu para encurtar o seu caminho faço o mesmo. Só que algo acontece e eu não consigo sentir seus braços em volta de mim, trazendo aquele aconchego que eu sempre sinto quando ele faz isso.CONTINUA NA PARTE 2 DE PARA TODO O SEMPRE.Alemanha. Aniversário de Jack.Eles armaram tudo um dia antes para que nada desse errado. O lado mais fraco da equipe teria que ser monitorado, pois ainda pesava muito o fator amizade. Foi difícil convencê-la, mas com o poder de persuasão que o mentor possuía foi como tirar doce de criança. Clarisse entrou no saguão do hotel onde Jack estava hospedado, acompanhada do mentor, mesmo ele acreditando que ela es
DE: RESTRITO@gmail.comPARA: REBECA NORONHAASSUNTO: LIGAÇÕES“POR ALGUMA RAZÃO, QUE DESCONHEÇO, EU NÃO CONSIGO LIGAR MAIS PARA VOCÊ. PENA, PORQUE ADORO OUVIR SUA VOZ. EU GOSTARIA DE DAR ESSA NOTICIA DE UMA FORMA NÃO TÃO INFORMAL, MAS COMO ISSO NÃO É POSSÍVEL ENTÃO LÁ VAI: VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA. SEGUE O EXAME PARA COMPROVAR. AGORA PARE DE CHORAR PORQUE ISSO FOI O QUE VOCÊ QUIS, MAS NÃO O QUE EU QUERO.”Sabe quando você entra em outra dimensão e não sabe como sair? É assim que estou nesse momento. Não sei como eu cheguei aqui e confesso qu
Acordei sentindo um calor infernal. Jack estava com a perna em cima de mim me abraçando, e com a boca na curva do meu pescoço. Tentei tirar sua perna, mas ela pesava uma tonelada. Fui me mexendo e escorregando para fora da cama e consegui. Fiz tudo isso para não o acordar, mas Jack acordou assim que coloquei a mão na maçaneta.— Aonde você vai?— Ao banheiro e já volto.— Vou com você. – Ele olha para o relógio que fica na cômoda. Três da madrugada. – Será que Nick já chegou?— Espero que não. Jack estava me abraçando e beijando minha nuca.— Por quê?— Porque quero que ela se divirta. Nick ainda não havia chego. Eu e Jack tomamos uma ducha e mais uma vez fizemos amor, só que dessa vez no banheiro. Acordei e dessa vez Jack não acordou junto. Fui para a cozinha preparar um café e vi Nick abrindo a porta bem devagar. Eu, claro, não ia deixar isso passar.— Isso são horas? Ela deu um pulo de susto e seus sapatos acabaram caindo no chão fazendo um barul
Sinto um calor que me sufoca. Tento abrir meus olhos e isso é difícil de fazer quando seu cérebro não está no comando. Sinto minhas forças sumindo e fechar os olhos é a melhor solução. Eu tento me aproximar de Jack, mas ele está tão longe que sinto que meu coração irá explodir se eu não o alcançar. Jack está sorrindo para mim agora e eu sorrio de volta. O seu sorriso se amplia quando eu digo sem som “Eu te amo para todo o sempre”. Consigo sentir o toque de Jack em meu rosto, mas esse toque está tão frio que eu me vejo perguntando.— Por que sua mão está tão fria?— Onde eu estou somente [...] aquece meu coração.— E onde você está?— Somente em seus pensamentos.— No meu coração também.— Que bom. Não quero que você sofra.— Jack?— Oi.— Eu te amo. Aquele calor me incomodou de tal maneira que eu forcei meu cérebro a abrir meus olhos e dessa vez deu certo. Eu tento olhar em minha volta, mas está tão escuro que eu não consigo enxergar nada. Eu tento
No domingo só me lembrei de ligar meu celular depois de uma bronca de minha mãe que ligou para Natasha. Tinha duas ligações do Kevin ainda no sábado e quinze ligações de Jack incluindo sábado e domingo.— Desculpa, mãe.— Que voz é essa? – Minha mãe de fato estava preocupada.— Só dor de cabeça.— Você vem hoje?— Acho que não. Jack ficou de passar aqui em casa para conversarmos. Quando minha mãe voltou a falar sua voz estava de empolgação. Eu tive que sorrir.— Fico feliz em ouvir. Qualquer coisa me liga. Desligamos depois que prometi que não seria cabeça dura e que meu orgulho ficaria na escada de incêndio. Tomei um banho e me pus a esperar. E esperei. Esperei. Obvio que liguei para Jack, mas seu celular estava dando caixa postal e o telefone fixo estava indo direto para a secretaria eletrônica que ainda estava com minha voz.“Se ligou para a Nick deixe seu recado, se ligou para Beka, liga de novo porque provavelmente não deu tempo de chegar, mas se ligou
Na quarta-feira, eu marquei de ir até a casa de minha mãe para conversar com ela sobre o meu projeto.— O que vocês acham?— Uma excelente ideia. Eu reviro os olhos.— Isso eu sei, Steven. O que eu quero saber de vocês é o que eu devo fazer. Kevin, que chegou de intrometido na casa da minha mãe, resolveu se manifestar.— Estou com o Jack.— Alguém pode não estar do lado do Jack? Os três responderam.— Não. Percebi que eu havia perdido a batalha. Por que não vender minha ideia?Fui para a varanda e fiquei pensando o que fazer. Kevin se juntou a mim e pelo jeito já me conhecia o suficiente para ficar quieto ao meu lado.Kevin se mostrou uma excelente companhia nesse último mês. Conversávamos sobre tudo. Desde as minhas lágrimas que eu ainda derramava por Jack até momentos como esse em família.— Sabe o que me deixa mais pensativa sobre essa situação? – Ele nega com a cabeça. — Como posso vender essa ideia se ela surgiu de uma ideia que já existe?— Eu







