INICIAR SESIÓNAnna saiu do escritório de Rafael com o coração partido.
As palavras de Rafael realmente destruíram suas esperanças. "Aborta se você estiver grávida!" O coração de Anna se partiu em pedaços, ela não esperava que Rafael fosse tão cruel a ponto de pedir que ela abortasse o inocente feto, mesmo que Rafael não soubesse que ela realmente estava grávida, fruto de sua relação proibida. Anna sentou em sua cadeira, mas sua mente vagueava longe, ela não faria isso, não importa o que acontecesse, o feto em seu útero era um anjo inocente, seria um erro grave se ela seguisse o desejo de Rafael, com ele ou sem ele, Anna manteria esse feto. Ela acariciou seu estômago plano, seus olhos fechados, amaldiçoando sua própria tolice. Por que ela foi tão facilmente enganada pelas palavras doces de Rafael, ela ignorou os pedidos de sua falecida mãe de alguns anos atrás, quando ela implorou para que Anna guardasse sua coroa, mas agora estava em ruínas, restava apenas arrependimento. ** Enjoos matinais, Anna já estava vomitando no banheiro do apartamento que Rafael lhe havia dado para morar há um ano. Não menos que cinco vezes ela foi de ida e volta ao banheiro, seu corpo estava fraco, sua cabeça latejava forte, mas Anna ainda conseguia sorrir. "Não importa como esteja, mamãe não vai reclamar", disse ela enquanto acariciava sua barriga. Embora não tivesse experiência com a gravidez, Anna havia lido muitos artigos sobre o assunto recentemente, ela estava se preparando para ser uma boa mãe, pelo menos mesmo que o bebê que carregava não tivesse um pai, Anna prometeu que seu filho nunca se sentiria carente de amor e atenção. Depois de se sentir melhor, Anna se forçou a ir trabalhar, ela precisava de dinheiro para sua sobrevivência e também para economizar para o nascimento de seu amado filho. Ela não tinha muito tempo, seu estômago aumentaria a cada dia, então ela precisava juntar uma quantia significativa para as despesas de vida, pelo menos até que conseguisse encontrar um emprego depois do parto. Felizmente, o salário que recebia como secretária de Rafael era bastante alto, além do dinheiro extra que ele costumava dar. Anna decidiu não contar a Rafael sobre o filho que carregava, esse bebê era dela, somente dela. Esta manhã, Anna também começou a mudar alguns hábitos que consumiam muito dinheiro. Antes, ela sempre pegava táxi para ir ao trabalho, mas a partir de hoje iria de ônibus para economizar. No caminho, Anna estava ocupada checando seu saldo, ela também precisava se mudar do apartamento fornecido por Rafael. "Minhas economias não são suficientes para pagar o depósito do apartamento. Só dá para pagar o aluguel barato por 6 meses. Meu Deus, Anna, onde foi parar o dinheiro que Rafael te deu até agora," ela suspirou baixinho. Anna mordeu o lábio inferior ao sentir a dor na têmpora. Havia muitos problemas que ela precisava resolver depois de se separar oficialmente de Rafael. O ônibus em que Anna estava parou na parada próxima ao enorme prédio da empresa da Família Rafael. Anna desceu com passos vacilantes, era como se ontem ela se considerasse a mulher mais sortuda do mundo, mas agora ela foi jogada ao chão. "Senhor, não é a Srta. Anna ali?" Edrick, assistente e braço direito de Rafael, diminuiu a velocidade de seu sedã último modelo da marca de Rafael ao ver a ex-namorada de seu chefe caminhando na calçada perto da empresa. Rafael virou sua cabeça na direção do dedo apontado por Edrick, seus olhos se estreitaram ao ver sua ex-amada caminhando, ele tinha certeza de que Anna acabara de descer do ônibus. Edrick estava prestes a encostar o carro, mas antes que pudesse fazê-lo, Rafael disse, "Não precisa, continue dirigindo," em um tom frio. Edrick ficou calado, olhando rapidamente para Rafael através do espelho retrovisor, o chefe virou o rosto para o outro lado. "Entendido, Senhor." O carro acelerou, Anna reconheceu o veículo, pois não era incomum que Rafael fosse buscá-la, e isso causou uma dor profunda em seu coração. “Você realmente foi descartada, Anna.” Ao chegar à empresa, Anna ligou seu computador imediatamente, ela precisava trabalhar o melhor possível para não ser demitida antes do tempo, ela realmente precisava de dinheiro. Desde dez minutos atrás, no escritório, Rafael olhava para a moldura com a foto dele e de Angeline, tirada apenas alguns dias atrás, quando as duas famílias se encontraram para jantar. Com as mãos apoiadas no queixo afiado, seus olhos tinham um olhar afiado como o de uma águia, cativando qualquer um que o olhasse por sua bela aparência. Dois anos atrás, exatamente em seu aniversário de 26 anos, uma grande festa foi preparada, naquele dia ele havia decidido pedir Angeline em casamento diante de seus amigos, mas Angeline desapareceu, foi embora sem deixar um único recado. Ele esfregou o rosto com força, Rafael estava hesitando sobre sua decisão, mas ele tentava se convencer de que só amava Angeline. "Eu não brinquei com Anna, nós realmente nos amamos, mas eu amo mais a Angeline," ele disse para si mesmo, tentando se convencer. A porta do escritório foi batida, Rafael ajustou sua posição na cadeira e ligou a tela do laptop antes de permitir que o batente entrasse. A porta se abriu, Rafael olhou de soslaio e viu Anna entrar carregando uma pilha de arquivos, tornando difícil fechar a porta. As sombras do passado, quando ele costumava puxar o braço da mulher e beijá-la de novo, passaram por sua mente, naquela época ele era muito feliz, mas agora, não estaria ele muito mais feliz depois que seu primeiro amor voltou? Rafael tentou se concentrar na tela do laptop, tentando ao máximo não olhar para Anna, pois apenas com um olhar, seus sentimentos se descontrolavam repentinamente. Era compreensível, eles estiveram juntos por um bom tempo e foram muito íntimos, era isso que Rafael tentava plantar em sua mente. "Relatório semanal e projeção do segundo trimestre, Senhor." Anna colocou a pilha de pastas que trouxera na mesa de Rafael. Ouvindo a voz suave de Anna, Rafael não pôde se conter e olhou para a mulher. Seu belo rosto não mudou nem um pouco, na verdade, estava até mais bonito, porém pálido. "Você está doente?" perguntou Rafael com a voz rouca. Ele ainda conseguia se segurar para não puxar o braço de Anna, mas de outro lado, parte dele não conseguia ignorar completamente a mulher que ele já amou. "Estou bem, Senhor," respondeu Anna o mais serenamente possível. Mentira se Anna não estivesse tocada, tudo ainda parecia um sonho, até agora Anna ainda esperava que fosse apenas um longo sonho que logo terminaria quando acordasse, mas na realidade, não era um sonho, então Anna teve que se segurar para não se deixar levar. Agora eles não eram mais um casal, Rafael logo se casaria com sua amante e Anna ficaria afundada em seu arrependimento. "Está bem, pode sair." Anna se curvou respeitosamente, com um sorriso discreto. Ela se virou e saiu antes que as lágrimas caíssem. Estar na sala de Rafael só a faria se sentir mais repugnante consigo mesma. Cada centímetro da sala a fazia lembrar o quão barata ela era, uma secretária que sonhava em se tornar a Sra. Rafael. "Você precisa se manter firme, Anna, pelo feto que está carregando," pensou ela. Uma lágrima escorreu de seus olhos, rapidamente ela a enxugou com as costas da mão. Ela estendeu a mão para girar a maçaneta da porta, mas a porta se abriu abruptamente. "O Rafael está aqui?" Angeline sorriu docemente, ela era muito bonita e cativante com seu vestido de marca e maquiagem cara. Instantaneamente, Anna se sentiu insegura. "Ah, h-há, Senhorita," respondeu Anna gaguejando, ela baixou a cabeça, evitando olhar diretamente para Angeline. "Por que você não me avisou que veio? Eu poderia ter ido te buscar, Querida." A voz barítona de Rafael ressoou nos ouvidos de Anna. Seu corpo tremia, seu coração doía, doía muito ao ouvir as palavras carinhosas de Rafael para Angeline. "Eu senti tanto a sua falta." Angeline abraçou imediatamente Rafael, envolvendo os braços em volta do pescoço dele e sem pudor nenhum, o beijou nos lábios.Mikha estava sentada, apoiada no peito de Justin, observando seus três amores brincando na areia branca da praia. Hoje completava exatamente 3 anos do caçula, Jonathan. Não houve festa, apenas uma viagem em família para a ilha de Bali. Bali nunca mudava, sempre linda e continuava sendo o lugar favorito dessa pequena família. "Jonathan já está com três anos, a mamãe quer ter mais um—" "Não!" Mikha recusou veementemente, ela não queria mais filhos, três já eram suficientes. Os gêmeos já haviam "roubado" Justin dela, e com a chegada de Jonathan, que era a cara do pai, ele estava aos poucos tomando o lugar dos irmãos mais velhos, enquanto Mikha... "Três já estão de bom tamanho, se tivermos mais um, o papai não vai ter mais tempo para a mamãe," reclamou Mikha com um semblante sombrio. Na verdade, Mikha continuava sendo a primeira e única a ocupar o maior espaço no coração de Justin. As crianças vinham logo depois, ocupando outras partes. "Desculpe, papai não está ignorando a mamãe
Sem forças para caminhar, Mikha sentou-se em uma cadeira na varanda, ainda segurando a cabeça que latejava, e se curvou. Uma das empregadas, que por acaso estava levando uma bebida para o segurança, se aproximou rapidamente de Mikha e gritou em pânico ao perceber que o corpo da patroa estava frio e suado. O segurança, ao ouvir o grito da empregada, correu para ajudar. Após confirmar que a patroa estava doente, eles a levaram rapidamente para o hospital mais próximo. ** Os olhos de Mikha estavam fechados, e sua cabeça ainda doía, mesmo após o médico ter examinado sua condição. "Exaustão." Foi a única palavra que o médico disse após terminar o exame. De repente, a porta da sala de emergência se abriu, e Justin entrou com um rosto preocupado. Ele havia acabado de sair de uma reunião quando recebeu a notícia de que sua esposa havia sido levada ao hospital. A empregada da casa não havia informado Justin imediatamente, a pedido de Mikha, para não atrapalhar seu trabalho. "
Os dias passam, os meses se sucedem, e Mikha já se tornou completamente uma mãe exemplar. Seus dois tesouros estão crescendo bem, seu marido está cada dia mais charmoso, e isso começa a deixar Mikha inquieta toda vez que ele se despede para ir ao trabalho. "Volta para o almoço, Daddy..." sussurrou Mikha, pouco antes de Justin entrar no carro. Os gêmeos, que já têm três anos, correm pelo jardim, acompanhados por duas babás que ajudam Mikha. "Vou tentar," respondeu ele, hesitante. Mikha sentia que ultimamente estava muito sensível, sempre com saudades de Justin, mesmo que ele só fosse para o trabalho, e não para algum lugar distante. Assim que o carro desapareceu de vista, Mikha se virou para entrar em casa, mas de repente sentiu uma tontura. Seus passos pararam, e ela segurou a testa, que latejava. O calor estava realmente intenso naquela tarde. Há muitas reuniões agendadas para hoje, e Mikha sabe disso, mas Justin não quer decepcionar a mulher que ama. "Mommy vai espera
Logo de manhã, Justin já estava acordado. Ele se higienizou e preparou suas roupas de trabalho sozinho, sem esquecer de separar as roupas para sua esposa.Ele viu que Mikha ainda dormia profundamente, e o homem sorriu. Era um sentimento que não podia ser explicado com palavras.Depois de se aprontar, enquanto esperava Mikha acordar, Justin foi até o quarto de Anna. Ele sentia falta de sua filhinha. A noite sem ela parecia ter durado uma eternidade.Assim que chegou à porta, o choro das duas crianças fez o coração de Justin acelerar. Mas agora elas estavam em boas mãos, não estavam?Justin entrou e viu a mãe de Anna e a mãe de Rania ocupadas, cada uma com um bebê nos braços."Olá", cumprimentou Justin, dando um beijo em cada uma delas.Milagrosamente, as duas pequenas fadas pararam de chorar imediatamente. Anna e Rania se entreolharam. Elas estavam chorando há um tempo, deixando as avós jovens confusas. Agora estava claro: elas sentiam falta do pai."A mamãe dos gêmeos ainda está dormi
Bem cedo, duas avós lindas, Anna e Rania, foram ao quarto de Justin para buscar suas netas.O jovem casal ainda estava dormindo profundamente.Anna sorriu ao ver Justin e Mikha dormindo abraçados, lembrando-se de sua juventude, quando Rafael não conseguia dormir sem abraçá-la.Lentamente, as bebês Joan e Jenny foram levadas para fora para não acordar Mikha e Justin, que haviam ficado acordados até tarde na noite anterior.Como Mikha se recusou a contratar uma babá, Anna e Rania decidiram ajudá-los nos primeiros meses, pois não é fácil ser mãe, especialmente de gêmeas. Mikha era suscetível à depressão pós-parto se não conseguisse cuidar das duas sem ajuda.**Mikha se espreguiçou, abriu os olhos e rapidamente olhou para o berço ao lado da cama.Ela acordou de repente ao não ver nenhum dos bebês no berço."Querido, nossos filhos!"Mikha balançou o braço de Justin, que estava deitado de bruços, abraçando sua cintura."O que foi, querida?" ele perguntou, ainda de olhos fechados."Nossos f
"Faça o melhor possível!"Justin pediu ao obstetra que ajudaria no parto de seu bebê. O rosto do homem estava pálido, e seu coração batia forte desde algum tempo.A gravidez de Mikha já estava no termo, embora a data prevista para o parto fosse em cerca de duas semanas.Na sala de cirurgia, Mikha fechou os olhos enquanto a agulha da anestesia perfurava sua coluna.Suas lágrimas escorriam, e Justin, que segurava sua mão, não conseguia suportar ver a luta de sua esposa.Mikha, ainda não tinha completado vinte anos, mas já estava passando por um processo tão doloroso para trazer ao mundo seu herdeiro. Justin ainda não era grato por ter Mikha?Depois que a anestesia entrou no corpo de Mikha, levou alguns momentos para fazer efeito.Durante esse tempo, Justin continuou a encorajar sua esposa, sussurrando palavras de amor e apreço pelo sacrifício de Mikha."Se algo acontecer comigo, você terá que cuidar de nosso filho."Justin cobriu a boca de Mikha, balançando a cabeça. Ele não queria ouvi







