INICIAR SESIÓN— Alô? - Atendo porque eu sou uma pessoa caridosa.
— Oi - Sua voz me causa tantos arrepios que volto a deitar na cama, é tão sexy como ele fala. — Pensei que sua irmã não faria o serviço. — Precisava pedir a ela? Você pelo menos deveria ter pedido a mim na faculdade. — Sai mais cedo, e não vi quando chegou. Mas não custava nada entregar um papel já que paguei por isso. - Sentei na cama novamente de boca aberta, eu não estou acreditando nisso. — Você pagou a Eleonor para entregar seu número? - Estou totalmente em choque. — Foi por uma boa causa. - Não acredito. — Abre a janela. - Olho para a mesma, eu faço isso mesmo? Levanto da cama indo até lá e abro apenas a cortina e o vejo de longe, está sem camisa como da última vez, ele sorri — Você parece não ter sono. Quer fazer alguma coisa? — Tipo sexo? — Foi você que sugeriu. Pelo visto eu não sou tão safado quanto você, é o que percebo - ele sorri erguendo sua mão até atrás da cabeça, puta merda, eu estou babando. — O que está vestindo por baixo dessa blusa? — Nada. - Respondo e dou um sorriso. — Eu queria ver esse nada - ele sorri de novo e eu abaixo a cabeça. — Você está se saindo muito safado agora, tão tarde da noite. — A curiosidade me deixa excitado, você não está? - Nossa, eu estou sim. O tom dele é sexy, suave e tão imoral. Pow, ele tem essa cara de demônio sexy sim. Levanto a cabeça para vê-lo de novo. — Gosto quando seu cabelo cai ao redor do rosto, é sexy. — Você gosta de muitas coisas pelo visto. — Gosto de admirar coisas belas, coisas que gemem, coisas que eu posso ter um dia. - Ele morde os lábios e abaixa a mão colocando na cintura — pensou no meu convite? — Talvez. — Por que talvez? Foi algo bem simples. — Você e o Mattie são amigos não são? Eu não queria causar briga entre vocês? — Hm... Isso é o de menos, ninguém precisa saber, morena. - Senti meu sangue gelar. Que merda de apelido sexy é esse, ou será apenas o tom da sua voz. — Por que me olha assim, eu disse algo errado? — Estou tendo algo errado. — Está passando mal? Quer que eu chame a ambulância? - Ele abaixou as sobrancelhas, ele está falando sério? — A polícia? Ou meu irmão para ele terminar o que começou? PUTA MERDA! O QUE VOCÊ FEZ MARCK SHIMITH? — O-Que? - Ele sorri dando as costas e tenho a visão da sua bunda, nossa... que bunda é essa? — Ele te contou? — Contou. Saiba que isso me deixou triste, porque eu queria ter tocado em você primeiro, mordido sua bunda... bem devagar e chupado lá em baixo, bem lento, você gosta, não é? A costa dele esta toda arranhada. - Coro na mesma hora levando uma mão à boca e o vejo voltar a me olhar, agora bebia alguma coisa e se encostou na janela. — Vocês são loucos, e não parecem o tipo de garotos do bem. — Mas eu nunca disse que era do bem. E você também não é, e se for, é só chegar aqui, que eu te faço ficar mal, muito mal — suas palavras são tão boas, não acredito que estou caindo na sua armadilha. - Liguei só para ouvir sua voz, ela é fofa, quero me lembrar dela assim, bem fofa para quando te ouvi rosnar como uma felina ao me ter dentro de você. — Merda Jae - dou as costas me escondendo — Você é um cretino bem filho da puta, para de falar essas coisas. — Por quê? Não gosta quando falo? Estou fazendo promessas, e se deixar, eu posso cumprir todas elas. Desde que você saiu rebolando daqui na madrugada eu imagino te deitando na cama, bem devagar, levantando essa blusa grande e descobrindo o que esconde, dessa vez eu não apenas olharia como começaria lambendo seus peitos, depois morderia essa cintura fina, e por fim, daria tudo para te fazer gozar apenas com a minha língua. Eu não sei o que me atinge mais, sua voz, ou suas promessas, ou a vontade de ir fazer isso agora. — Não se esconda morena, eu vou te encontrar. - Sua voz, sua puta voz me seduz. Sorriu com sua falta de misericórdia a uma garota como eu, volto a janela procurando por sua presença, mas não vejo. — Pelo visto a gatinha perdeu a língua, tudo bem não quero mais incomodar. — O que você queria ver debaixo da minha roupa de importante? Você já viu tudo. - Escuto um ruído e depois ele sorrindo. — Vi com outros olhos. Não sabia que existia talvez uma possibilidade de você deitar na minha cama naquela madrugada, ou quando te vi na janela, mas depois da conversa na faculdade, talvez haja uma. — E se não houver? - Gemo praticamente e mordo os lábios ao jogar a camisa no chão. — Eu não poderei fazer nada, meu irmão também é um daqueles que toda mulher quer. Me contentaria calado se você escolher sair com ele, ou com Mattie. — Talvez você deva lutar por algo. - Ele ri de novo e vejo a sombra de seu corpo aparecer, sorrio e ao mesmo tempo coro quando o vejo passar na janela para pegar sua bebida, porém, trava no lugar quando me vê, ele arregala os olhos e deixa o celular cair um pouco engolindo a seco. — Algo bem quente e molhado, estou excitada também a culpa é sua, do seu irmão, de ambos. — Puta merda! — Também estou excitada, e adoraria morder sua bunda grande, ela me atrai todas às vezes que vira de costas e sai andando como se fosse o último homem da terra. - Ele encosta um dos braços na janela em encarando com a boca aberta — Você perdeu a língua, gatinho? — Perdi. Mas eu sei que vou encontrar ela logo, logo. — Você ao menos sabe onde ela está? - Ele ri agora. — Entre suas pernas, passando de um lado para o outro enquanto você arranha minhas costas como fez com Marck. - Eu sorrio, ele está sério. — sinto vontade de foder você agora, mas não sou homem aranha para voar até sua janela e tocar em você. — Que triste, não é? - Toco em um seio apertando devagar e o levando a boca, lambo a parte que posso alcançar e Jae fica mais sério dando um passo para trás. — Uau! E o safado sou eu. - Ele ri tocando em seu pau por cima do short. — É. Ainda é você. Eu aceito sair com você. — Acha que eu tenho cabeça para pensar em um encontro com você depois de mostrar-se toda para mim? - Tomo um susto quando meu celular vibra novamente, olho de lado encontrando uma mensagem do meu pai, ao ler a mesma eu sinto meu coração acelerar mais do que já está. — Algum problema? - Olho para Jae analisando as consequências da minha ideia maluca, não vejo tantas. — Tem. É meu pai - Ele se aproxima da janela com olhos atentos a qualquer coisa que eu fosse dizer, faço o mesmo e sorrio — Vai cobrir outra pessoa no hospital. Não o verei até amanhã de tarde, é uma pena, não é? — Pena para quem? — Me encontre lá embaixo, a porta da cozinha está sempre aberta. — Você que manda, morena. Ele some da minha frente e eu sorrio, visto a camisa de volta e saio do quarto, acho que ao menos terei como terminar o que Marck começou, mesmo não sendo com ele mesmo. Me contento com aquela voz que me tira o juízo, e todo pensamento negativo que cai sobre minha mente ao entrar na cozinha e esperar menos de um minuto para Jae entrar pela porta dos fundos, ele me encara como a minutos atrás, seu corpo grande está coberto por uma camisa preta e capuz, ele j**a este para trás se aproximando como um caçador e ao chegar perto agarra minha cintura me beijando na mesma hora. Sinto meu corpo esquentar e sua mão entrar debaixo da camisa e tocar na minha vagina. Sorriu entre o beijo gemendo em seguida quando ele coloca um dedo dentro de mim. Os beijos de antes caem para em pescoço e eu estou entregue a tudo isso, gemo outra vez quando ele acelera os movimentos de seus dedos e os recolhe de novo. O encaro sem entender, mas ele sorri puxando minha camisa para cima e a sua logo depois, Jae me pega pela cintura jogando-me contra a mesa sem o menor cuidado, sobe na mesma me encarando de cima, sinto seu olhar ir mais além que meus olhos, sua respiração está afobada, seus lábios vermelhos, ele está tão lindo, sorrio para isso. — Você realmente é algo inexplicável- Ele diz e sorri, volta a me beijar enquanto rodeia minhas pernas em sua cintura, sinto sua pele na minha e seu pau duro contra minha vagina, seguro seus ombros com força e minhas unhas cravam em sua pele quando ele entra devagar, me preenchendo por inteira, ranjo os dentes o encarando de perto e ele fecha os olhos se apoiando na mesa ao lado do meu rosto. — Puta merda, Elsie, que puta vagina você tem. - Ele diz, sua voz ainda é sedutora e se torna mais intensa ao abaixar para meu ouvido e gemer comigo.O celular de Lua começou a tocar.Mãe.Ela olhou para Antônio.O dele começou segundos depois.Raquel.Os dois se encararam.— Não atende — disseram juntos.Silêncio.Depois começaram a rir.O celular parou.Tocou novamente.— Elas vão vir para cá — Lua falou.— Vão.— Quanto tempo acha que temos?Antônio olhou para o relógio.— Minha mãe? Vinte minutos.— A minha?— Quinze.Lua ficou séria.Antônio também.— Aquela viagem — ele disse.Os olhos dela brilharam.— Você está pensando o mesmo que eu?— Faça uma mala.— Antônio...— Nós queríamos viajar.— Agora?— Melhor momento impossível.Lua começou a rir.— Você é maluco.— Você quer passar os próximos meses com nossas mães decidindo nome, quarto, roupa, hospital, médico e provavelmente a posição em que você deve dormir?O sorriso desapareceu.— Faça duas malas.Victoria chegou primeiro.Raquel chegou três minutos depois.Nenhuma precisou dizer por que estava ali.— Você também viu? — Victoria perguntou.Raquel mostrou o celular.— O p
O Nosso Segredo— Não.Lua nem precisou olhar para Antônio para saber que ele estava sorrindo.Continuou encarando o cardápio como se estivesse completamente concentrada nele.— Você nem sabe o que eu vou dizer.— Sei, sim.— Então diga.Ela finalmente levantou os olhos.Antônio estava sentado do outro lado da mesa, elegante demais para um simples jantar de sexta-feira, com uma das mãos apoiadas sobre a taça de vinho e aquele pequeno sorriso arrogante que Lua aprendera a reconhecer perfeitamente.— Você vai sugerir alguma coisa indecente.— No restaurante?— Você não tem vergonha.— Tenho.Ele tomou um gole da bebida.— Só não tenho muita com você.Lua revirou os olhos.O restaurante ficava no último andar de um hotel no centro da cidade. Da janela enorme ao lado da mesa, era possível enxergar boa parte das luzes da cidade.Lua estava encantada.Ainda se encantava facilmente.Às vezes com coisas caras.Às vezes com coisas absolutamente simples.Naquela tarde, por exemplo, ficara quase
Ela abriu a boca.Fechou.Abriu novamente.— Eu não estou tentando ocupar o lugar dela.— Eu sei.Sua voz ficou mais calma.— Mas casamento tem duas pessoas.Raquel ergueu uma sobrancelha.— Às vezes três, quando a sogra é competente.Antônio apontou para a porta.— Pode ir embora.Ela riu.— Estou brincando.— Você é perigosa brincando.Raquel juntou os papéis.— Eu só quero que vocês façam tudo certo.— Nós vamos errar.Ela parou.A frase era parecida demais com algo que Lua provavelmente diria.— Vamos comprar coisas feias.— As almofadas já provam isso.Antônio segurou o riso.— Vamos discutir.— Espero que não muito.— Vamos gastar dinheiro com alguma coisa inútil.— Lua parece boa nisso.Ele lançou um olhar de advertência.— Cuidado.Raquel sorriu.— Está apaixonado mesmo.Antônio não respondeu.Não precisava.Ela conhecia aquele olhar.— Mas é justamente isso, mãe.Ele voltou a falar.— Se fizermos uma escolha errada, a escolha é nossa.Raquel ficou mais séria.— Eu não quero ve
— Depende do conselho.— Está vendo?— Estou vendo o quê?— Você está na defensiva.Antônio respirou fundo.Ainda tinha dezenove minutos até sua reunião.Talvez dezoito.— Fale logo.Raquel pareceu ofendida.— Que delicadeza.— Mãe.— Tudo bem.Ela abriu a bolsa.Tirou algumas folhas.Antônio olhou.Depois olhou para ela.— O que é isso?— Algumas ideias.Ele não tocou nos papéis.— Ideias para quê?— Para vocês.— Para nós o quê?— A casa.Antônio soltou uma risada descrente.— Não.— Você nem viu.— Não preciso.— Antônio, são só sugestões.— Então pode levar embora.Raquel ficou séria.— Você está sendo desagradável.— Estou evitando que você perca seu tempo.Ela abriu uma das folhas.— Olhe. Eu pensei que vocês poderiam trocar alguns móveis. A Lua é jovem e está empolgada, então é normal que faça escolhas um pouco... — Ela procurou a palavra. — Peculiares.Antônio já sabia exatamente sobre o que ela falava.— As almofadas?Raquel arregalou os olhos.— Você viu?— Ainda não.— São a
Antônio soube que havia alguma coisa errada quando sua secretária entrou no escritório sem bater.Ju normalmente não fazia aquilo.Nem quando o prédio estava pegando fogo.Ela parou perto da porta, com uma pasta apertada contra o peito e uma expressão estranha no rosto.— Senhor Melo...Antônio continuou olhando os documentos sobre a mesa.— O que foi?— Tem uma pessoa querendo falar com o senhor.— Tenho reunião em vinte minutos.— Eu avisei.— Então mande voltar depois.Ju permaneceu parada.Antônio finalmente levantou os olhos.— O quê?Ela respirou fundo.— Sua mãe.Ele fechou os olhos.Claro.Só podia ser.— Diga que estou ocupado.— Eu disse.— E?Uma voz surgiu atrás de Ju.— E eu disse que sou sua mãe.Antônio passou lentamente a mão pelo rosto.Raquel apareceu na porta com um sorriso satisfeito, carregando uma bolsa em um braço e uma sacola de alguma loja no outro.Ju olhou para Antônio como se pedisse desculpas silenciosamente.Ele apenas fez um gesto com a cabeça.— Pode ir.
— Eu passei anos sem saber nem qual era minha comida favorita, mãe.A expressão da mulher mudou discretamente.Lua continuou:— Porque você escolhia meu café da manhã. Escolhia minhas roupas. Escolhia meus horários. Até quando eu poderia sair.Respirou profundamente.— E, quando eu me casei, achei que simplesmente trocaria você e meu pai por outro dono.A mãe franziu o cenho.— Não fale dessa maneira.— Mas foi assim que eu me senti.Lua passou a mão pelos cabelos.— Só que Antônio nunca fez isso comigo.Um sorriso pequeno surgiu em seus lábios.— Na primeira manhã que passamos juntos, ele pediu um monte de coisas para o café porque não sabia do que eu gostava.Sua mãe permaneceu em silêncio.— Quando perguntei se podia comer apenas o que eu quisesse, ele me olhou como se aquela fosse a pergunta mais absurda do mundo.Lua riu baixinho.Os olhos estavam marejados.— Porque, para ele, era óbvio que eu podia.A mãe desviou o olhar.— Lua...— Ele não escolheu a decoração da casa. Não esco







