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Author: LuadMel
last update publish date: 2023-04-27 11:38:10

— Não acredito que vou comer você agora - ele segura seu membro batendo na minha bunda. Ergo uma perna que é segurada por ele, estou rindo e tão molhada que mal posso esperar.

O sinto na minha entrada tão duro, mordo meus lábios esperando que entrasse logo, porém.

— Espera aqui, eu vou ver se tem alguém em casa - Escutei a voz da minha irmã na sala e Marck soltou um gemido se afastando de mim. Não, não se vá.

— Parece que meu sonho não vai se realizar - ele guardou seu pau dentro das calças e me olhou, viro em sua direção e suas mãos me tocam novamente empurrando para a parede — a gente se vê - ele me beija arrumando ao menos minha camisa e me larga na mesma hora — sua gostosa. - E mordendo meus lábios ele sai da minha casa me deixando.

Sinto minhas pernas cederem, mas não caio, me aproximo da mesa tentando respirar o máximo que posso, mas não consigo conter a vontade de voltar a dois minutos atrás, minha vagina formiga e ao ver minha irmã entrar na cozinha com seus olhos grandes tudo que sinto é raiva, raiva porque ter perdido uma foda básica na cozinha com um cara gato cheio de pegada.

— Elsie? Você está bem? - Olho para mim mesma e noto estar tão bagunçada quanto à noite passada. Ajeito meu cabelo para o lado dando um sorriso.

— Você podia ter ido para qualquer outro lugar - Puxo minha calça com o pé junto da calcinha e vejo Eleonor estreitar os olhos enquanto visto tudo de qualquer jeito. — Obrigada! Você acabou de foder um momento muito bom.

— Achei que não tinha ninguém em casa. Você está bem? – Ajeitei a calça novamente e olhei para Eleonor.

— Eu poderia estar melhor, mas não vou entrar em detalhes – A deixei sozinha na cozinha pegando minhas coisas e subi para meu quarto. Tranquei a porta e olhei ao redor de tudo parando na minha janela.

Oh meu Deus. Eu quase transei com Marck enquanto pensava em aceitar sair com o irmão dele que é melhor amigo do meu ex-namorado. Estou me envolvendo em uma bola de neve e eu acho que isso não vai dar certo. Me abano um momento, por que estou com calor e excitada, despertar esses prazeres da vida não foi uma boa ideia, talvez eu tenha que usar o brinquedo que ganhei de presente da Gina no banheiro e terminar o que Marck começou ou posso...

Sorri andando até o meio do meu quarto e olhei para a janela em frente, Jae estava malhando... SEM CAMISA!

Posso ir até a casa de Jae e fazer nosso encontro começar e terminar ali, ou eu falo com Marck? Afinal, é culpa dele estar molhada e esperando que algo entre na minha vagina.

Socorro!

Que merda viu.

Mil vezes merda.

Naquela mesma tarde depois de ver e rever Jae malhando em seu quarto, apenas um banho gelado me fez tirar a imagem e excitação que senti quando estava nos braços de Marck Shimith. Não é por nada não, mas até agora sinto minhas pernas quentes e meus braços moles ao lembrar da sua pegada fenomenal sobre meu corpo.

Sinto tudo como se tivesse acontecendo ainda e eu não consigo me sentir envergonhada por querer continuar aquele momento. Bem que eu deveria, afinal, estive pensando seriamente em sair com o irmão dele para depois me esfregar com outro? O que estou parecendo ser? Logo eu, tão pacata e organizada, ainda não sei dizer o que meu corpo quer e quem ele quer.

Recebo uma mensagem de Annie com uma foto dela com Jack na cama, eu devo apagar para que ninguém veja ou excluí Annie por me querer em um lugar onde eu não devo estar? Se bem que ficar com Marck depois de falar e ouvir as palavras de Jae também não é lá algo íntegro da minha parte. Respiro fundo e volto a encarar meus livros na mesa, eu não sei por que sentei para estudar se não consigo tirar metade dos meus pensamentos da cabeça.

O que devo fazer? O que devo fazer? Em meio aos meus pensamentos, escuto uma pequena buzina, levanto da cadeira estranhando na mesma hora, afinal, meu pai não chega buzinando nem sai fazendo isso, ele sempre chega tarde então tem medo de nos acordar.

Saio do meu quarto procurando a origem pela segunda vez e desço a escada escutando minimamente um carro dar partida acelerando rapidamente. Quando chego ao andar debaixo a porta da frente se abre, me escondo por dois segundos e vejo Eleonor tirando os sapatos e escondendo o rosto dentro de seu capuz. O que essa menina está aprontando? Ela vai para a cozinha e depois de ouvir a geladeira ser aberta vou na mesma direção a encontrando perto da pia, meus movimentos são pequenos e lentos e ela não nota a mim, até se virar e soltar um grito abafado soltando os sapatos no chão.

— São quase uma da manhã, por onde você andava? A última vez que te vi você tinha acabado de entrar em casa, chegado da escola - Cruzei os braços só para colocar banca, Eleonor soltou o ar colocando o copo na e me olhou sorrindo.

— Estava com Jofrey, fomos ao cinema, depois ele me levou ao parque, e paramos para comer algo antes de voltar para casa, tudo bem isso acontecer? Ou teremos uma briga quando o papai chegar?

— Tudo bem. Mas eu acho que se você quiser levar isso mais a sério, deve comunicar ao nosso pai. - Joguei os cabelos para trás — Até porque ele esteve aqui noite passada, e hoje também. Vocês estão namorando?

— Não. Os pais dele são complicados e talvez não se agradem de mim, eles acham que a garota perfeita para o filho é aquela da igreja, virgem, pura, pacata e do lar. - Ela deu um sorriso debochado — Talvez eu não seja essa pessoa.

— Só falta ser do lar, o resto você já é - Eleonor sorriu — Você ainda né?

— Sou Elsie, sou. - Ela andou em minha direção e a parei na porta tirando as madeixas de seu rosto. — Obrigada por estar aqui, ainda sinto falta da nossa mãe, mas não me sinto só, ainda que a ausência do papai fale muito.

— Ele está apenas trabalhando para nos ajudar. Miguel é uma pessoa boa. - Ela sorri e assente - E por que chegou agora? Sabe que se ele te pegar ele vai querer saber com quem anda, quem é, onde mora e tudo mais. Ele sempre chega depois da meia-noite, da próxima vez tente chegar mais cedo. Teve sorte dessa vez.

— Obrigada. Voz da experiência - Ela sorri cruzando os braços dessa vez — O que está acontecendo entre você e o vizinho Jae Shimith? Ele é tão sexy, você viu ele sem camisa malhando? Ele adora correr de manhã cedo, e antes da noite cair. Parece um sonho. - Engoli a seco.

— Não está acontecendo nada. - Ele me chamou para sair apenas isso, mas eu quase transo com o irmão dele, coisa pouca, nada para se preocupar.

— Então por que ele mandou eu te entregar isso? - Ela me estendeu um papel — Dei um beijo em Jofrey para entrar e assim que virei quase dou um grito quando o vi parado na minha frente. Por isso Jofrey buzinou para chamar minha atenção, achou que eu estava em perigo. - Abri o papel e dei de cara com seu número. Aquilo só pode ser uma brincadeira bem legal. — Te vejo depois, acho que ele quer conversar com você. Está na hora de arrumar um namorado que preste né? Beijos.

Ela passou por mim subindo as escadas e ouvi a porta do quarto bater. Jae Shimith me mandou seu número? Ele quer mesmo conversar comigo? Ele podia ter me dado na faculdade, mas esperou a minha irmã chegar quando também poderia ter vindo pedir ou mandando da janela, escrito no papel não sei, mas precisava envolver a minha irmã nisso? Subi as escadas sem conseguir desgrudar meu olhar daquele pedaço de papel. O que posso fazer?

Mando mensagem? Ligo? Ignoro? Ah, meu pai do céu, eu não vou ignorar isso. Tranco a porta quando entro no quarto e sento na cama procurando pelo meu celular. Ok, eu vou mandar uma mensagem, não vai matar ninguém pelo menos para dizer que salvei seu número.

Adiciono ele na minha lista de contatos e mando uma breve mensagem: Oi, é a Elsie, está salvo seu número".

Algo simples. Simpático. Seguro.. Porque, apesar de tudo, eu ainda sou uma pessoa normal. Deito na cama olhando o teto do meu quarto, eu devia ter mandado outra coisa? Ele ao menos espera que eu mande mensagem hoje? Sinto meu celular vibrar de repente e o encaro, é uma ligação, e é de Jae. Sento na cama com o coração acelerado, atendo ou não?

Que merda.

— Alô? - Atendo porque eu sou uma pessoa caridosa.

— Oi - Sua voz me causa tantos arrepios que volto a deitar na cama, é tão sexy como ele fala. — Pensei que sua irmã não faria o serviço.

— Precisava pedir a ela? Você pelo menos deveria ter pedido a mim na faculdade.

— Sai mais cedo, e não vi quando chegou. Mas não custava nada entregar um papel já que paguei por isso.

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