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Capítulo 02

Penulis: Lina Amar
last update Tanggal publikasi: 2026-05-26 05:40:13

Assim que a porta do apartamento 122 se fechou atrás deles, o mundo lá fora deixou de existir. Não houve tempo para acender as luzes ou para qualquer conversa de cortesia. O som do metal da tranca batendo foi o sinal verde que ambos precisavam. Arthur não esperou; ele a prensou contra a madeira da porta, as mãos grandes encontrando o rosto de Yas com urgência enquanto a beijava com uma fome que ela não sentia em alguém há muito tempo.

Yasmin retribuiu na mesma intensidade, suas mãos subindo pelo paletó dele até encontrar os ombros largos, puxando-o para mais perto, se é que aquilo era possível. O beijo era profundo, quente e carregado da promessa que haviam feito no bar. O perfume amadeirado de Arthur agora estava misturado ao calor da pele dela, criando uma atmosfera inebriante no hall de entrada escuro.

— O quarto... — ela arquejou entre um beijo e outro, sentindo as mãos dele descerem e apertarem sua cintura com força.

— Esquece o quarto por um segundo — ele rosnou contra o pescoço dela, distribuindo beijos úmidos que a faziam arrepiar inteira.

Arthur a pegou no colo de uma vez, as pernas de Yas se entrelaçando na cintura dele instintivamente. Ele a carregou pelo corredor, guiado apenas pela luz fraca que vinha das janelas da sala, refletindo as luzes da cidade. Yas indicou a porta à esquerda com um gesto rápido, e eles entraram no quarto. Ele a depositou na cama king-size, mas antes que ele pudesse se afastar para tirar a própria roupa, Yas o puxou pela gravata, trazendo-o de volta para cima dela.

— Eu disse que não gostava de quem entregava pouco, lembra? — ela provocou, a voz rouca, enquanto começava a abrir os botões da camisa dele com agilidade.

— Eu lembro de cada palavra que você disse, Yas — Arthur respondeu, ajudando-a a se livrar do paletó e da camisa.

Quando ele finalmente se livrou das roupas, Yas teve um vislumbre do corpo dele sob a luz do luar: ombros largos, abdômen definido e uma postura de quem sabia exatamente o que estava fazendo. Ela não ficou atrás. Arthur deslizou o zíper do vestido terracota dela, e o tecido de seda escorregou pela sua pele como um carinho, revelando a lingerie de renda preta que contrastava perfeitamente com seu tom de pele.

Arthur soltou um suspiro pesado, os olhos percorrendo cada curva dela com uma admiração óbvia. — Você é... inacreditável.

Ele se posicionou sobre ela, mas Yas, num movimento ágil, inverteu as posições. Ela sentou-se sobre o abdômen dele, dominando a situação. Arthur gemeu baixo, as mãos encontrando as coxas dela, subindo até o quadril.

— Hoje o ritmo é meu — ela sussurrou, inclinando-se para beijar o peitoral dele, descendo o rastro de beijos até o abdômen.

Ela o ouviu arfar quando sua boca o encontrou. Yasmin sabia exatamente o poder que tinha e como usar cada sentido para deixá-lo louco. Arthur enterrou as mãos nos cabelos dela, a cabeça jogada para trás contra o travesseiro, enquanto deixava escapar elogios e palavras desconexas sobre como ela o estava deixando completamente fora de si. O prazer era palpável no ar, uma tensão que subia a cada segundo.

Quando sentiu que ele estava no limite, Yas parou, olhando-o nos olhos com um sorriso vitorioso. Arthur estava com o olhar nublado, a respiração errática.

— Agora — ele pediu, a voz quase falhando.

Ele alcançou a carteira no bolso da calça que estava jogada no chão e pegou a camisinha. Yasmin a colocou nele com calma, provocando-o até o último segundo. Quando ela finalmente se sentou sobre ele novamente e se conectaram, o mundo pareceu parar.

A intensidade era diferente de tudo o que Yas já havia experimentado. Não era apenas físico; era uma sincronia bruta. Arthur segurou o rosto dela, puxando-a para um beijo profundo enquanto se movia com uma força que a fazia perder o fôlego. Yasmin jogou a cabeça para trás, as mãos cravadas nos ombros dele, sentindo cada estocada, cada toque, cada centímetro dele dentro dela.

— Você não tem noção... do que está fazendo comigo — Arthur sussurrou no ouvido dela, a voz carregada de desejo.

— Então não para... — ela respondeu, aumentando o ritmo, sentindo o prazer subir como uma onda incontrolável.

Eles não pararam. O quarto era preenchido apenas pelo som da respiração pesada, o impacto dos corpos e os gemidos que não tentavam mais esconder. Yasmin sentia que estava pegando fogo, o clímax chegando com uma força avassaladora que a fazia tremer. Ela se entregou completamente às sensações, sentindo Arthur acompanhá-la em cada movimento, cada vez mais fundo, cada vez mais rápido.

Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma explosão. Eles gozaram juntos, os nomes um do outro perdidos entre os lençóis bagunçados. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som de dois corações tentando voltar ao ritmo normal.

Arthur a puxou para o seu peito, abraçando-a com força enquanto o suor esfriava em suas peles. Ele beijou o topo da cabeça dela, ainda tentando recuperar o fôlego.

— Eu sabia que você era perigosa, Yas... mas isso foi outra coisa — ele confessou, a voz cansada mas satisfeita.

Yasmin sorriu, aninhando-se no abraço dele. Ela sentia um relaxamento profundo, uma satisfação que raramente encontrava. Não havia necessidade de palavras profundas ou promessas; o que havia acontecido ali falava por si só. Em poucos minutos, o cansaço da semana e a intensidade da noite os venceram, e eles adormeceram profundamente, entrelaçados em meio ao caos do quarto.

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