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Capítulo 8

Autor: corinthiAna
last update Fecha de publicación: 2026-04-28 01:57:43

POV: Bella

A sala parece menor agora que estou sentada nela. Não por causa da altura do teto ou da disposição dos móveis, mas porque agora existem pessoas ocupando cada cadeira, cada canto, cada pedaço de ar entre uma respiração e outra. Pessoas observando. Pessoas ouvindo. Pessoas que, mesmo quando fingem olhar para o padre ou para as velas acesas na mesa, ainda assim parecem notar cada movimento que Leo faz.

E eu estou no meio disso.

Por um momento absurdo, penso que é assim que um animal dev
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  • Presa ao mafioso   Capítulo 61

    POV: Léo A casa estava escura quando fechei a porta atrás de mim. A luz do corredor de cima acendeu com o sensor de presença, clareando o caminho que eu já conhecia de cor. Dez passos até a escada. Talvez doze. Eu pretendia subir. Entrar no quarto. Tirar a camisa. Lavar as mãos, o rosto, tudo. Antes de chegar até ela. Limpo. Era tudo o que eu queria. Atravesso a sala contando os passos na cabeça, como se números fossem suficientes para manter minha mente longe de tudo o que eu ainda sentia. Então ouvi a voz dela. "Léo." Parei. Meu corpo fez isso antes que minha cabeça tivesse tempo de decidir alguma coisa. A voz veio do sofá, baixa, rouca pelo sono. A mesma que eu tinha passado os últimos dias contando segundos para ouvir. "Que horas são?" Olhei por cima do ombro. Ela estava encolhida no sofá, os cabelos bagunçados, uma manta sobre as pernas. "Eu acabei dormindo esperando por você." murmurou. "Eu pensei em sugerir um filme." Meu maxilar apertou. Ela estava es

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    POV: Léo Ashcroft estava amarrado a uma cadeira de metal no centro de um dos galpões vazios, o terno amassado, a gravata torta, um corte aberto na sobrancelha. Um dos meus homens foi buscá-lo, e pelo estado dele não tinha tido sequer uma conversa. Ele ainda tentava pedir pra que o tirassem dali, mesmo com a boca amordaçada e os olhos vendados, um som abafado e inútil agora que eu estava aqui. Me aproximei devagar, deixando os passos ecoarem no concreto de propósito, e puxei a mordaça. "Quem está aí? Por favor... me tira daqui." A voz saiu trêmula, desesperada. Satisfatória. "É um prazer ver você, Ashcroft." Puxei a venda. Ele piscou várias vezes até conseguir me enxergar direito, e o reconhecimento levou menos de um segundo pra tomar conta do rosto dele. "Você..." "Eu." "O que quer? Me deixa sair daqui!" Puxou as mãos contra as cordas, os pés se movendo inutilmente sob a cadeira, e eu fiquei ali só observando, deixando o silêncio fazer o trabalho antes de mim. "Você gost

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    POV: Léo O gosto de avelã ainda estava grudado no fundo da minha garganta quando fechei a porta atrás de mim. Não era só o gosto que tinha ficado. Era a porra da manhã inteira. Tudo o que tinha sido arrancado de um lugar que eu passei a vida inteira mantendo trancado. Eu já estava rasgado antes mesmo de entrar nessa sala. Em carne viva. Deixei o pacote que Candance me entregou no caminho, depois de um cumprimento, sobre a mesa, sem olhar para ele. "Problemas com a garota?" Mikey fechou a porta que dava para o porão e entrou, ajeitando o paletó como se aquilo fosse uma manhã qualquer. Não era. Meu peito ainda estava pesado, mas não daria a ele o prazer de perguntar o porquê. Passei a mão pela mandíbula, tentando empurrar para algum lugar que não alcançasse o resto de mim tudo aquilo. "Como ele está?" Perguntei por Anton apenas para colocar alguma coisa entre mim e o que eu estava sentindo. Eu sabia a resposta. Mikey o visitava diariamente. Eu tinha permitido que Bella d

  • Presa ao mafioso   Capítulo 58

    POV: LéoAcordo sozinho, como todos os dias, mas hoje é diferente. Demoro alguns segundos para entender que ela realmente não está ali, e que o escuro dqui de dentro não condiz com a claridade que está depois da janela. O lado dela da cama está frio o suficiente para eu saber que faz tempo que ela se levantou e Isso me incomoda mais do que qualquer coisa que eu lembro de estar pendente. Estou quase me sentando, decidido a descer e procurar por ela, quando a porta se abre e ela está ali de novo. Ela entra trocada, um short e blusa simples, o cabelo ainda molhado do banho grudando no pescoço, equilibrando uma bandeja com as duas mãos. Fecha a porta com o pé, sem jeito, o suficiente para a bandeja balançar e ela praguejar baixinho antes de perceber que estou acordado. Linda para caralho. "Ei." Ela para no meio do quarto, ajeita o equilíbrio da bandeja e sorri, um sorriso rápido, quase automático. "Bom dia.""O que é isso?""Feliz aniversário. De novo."Ela atravessa o resto do cami

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    POV: Léo Ela demora alguns segundos em silêncio. Não desvia os olhos de mim, mas também não parece saber por onde começar. "Eu preciso que saiba que não é o que vai pensar." Ela se senta um pouco, apoiando o peso do corpo no cotovelo. Parece precisar me olhar direito para dizer aquilo. "Eu não estava tentando fugir de tudo isso... ou de você." Ela continua me encarando por mais um instante, como se tentasse descobrir se eu realmente acredito nela. Eu espero. Depois de alguns segundos, ela abaixa os olhos para o lençol. "Na verdade... meus aniversários ficaram melhores quando eu me mudei pra Lakeshire e comecei a trabalhar na cafeteria." Ela sorri de um jeito pequeno, quase distraído. "Foi lá que eu conheci um amigo. O nome dele é Mason. A gente trabalhava no mesmo turno." Eu sabia. Muito antes dela saber que Anton existia. Muito antes dele me ligar para resolver o problema que sequer deveria ser meu. Ela respira fundo antes de continuar. "Eu tenho conversado co

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    POV: Léo O beijo dura pouco. Quando me afasto, ela continua perto. Sorri daquele jeito discreto que tem aparecido cada vez mais. Não baixa os olhos imediatamente como fazia antes. Sustenta meu olhar por um instante. "Devo considerar isso um agradecimento?" pergunta em voz baixa. "Não. Costumo ter formas mais interessantes de agradecer." Meu corpo ignora completamente a resposta. O rosto dela aquece quase na mesma hora. Ela desvia o olhar por um segundo, contendo um sorriso, e então me afasta de leve para pegar o pacote caído no chão. Acompanho o movimento, esperando que o coloque nas minhas mãos. Em vez disso, ela segura a minha. "Vem." Olho para os nossos dedos entrelaçados antes de erguer os olhos para ela. "O que está fazendo?" Ela hesita por um instante, como se procurasse uma justificativa. "Prefiro que você esteja sentado quando abrir." Não existe motivo para acompanhá-la. Ainda assim, eu vou. Ela sobe na cama ao meu lado, cruza os pés e estende o pac

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