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Capítulo 9

Penulis: Leo Carmo
— Nós não fizemos nada. — Gritei de forma descontrolada, quase jogando o celular no chão.

Ele se assustou e, num gesto apressado, segurou minha mão.

— Aquela é a loja da minha mãe. Eu só fui ajudar minha mãe a cuidar do lugar.

Eu gritava à beira do colapso, enquanto meu noivo hesitava, como se quisesse dizer algo, mas não soubesse por onde começar.

— Mas você mesma acabou de dizer que é a loja da sua mãe. — Ele falou por fim, com a voz pesada. — E essas imagens… Está bem claro que foram tiradas de gravações de câmeras de segurança. Você não acha que deveria pensar com calma sobre de onde exatamente isso saiu?

Ao encarar novamente aquelas fotos na tela, um frio mortal percorreu todo o meu corpo.

As palavras dele me atingiram com atraso, como um golpe tardio.

Era verdade.

Aquelas imagens eram, sem dúvida alguma, recortes de câmeras de vigilância.

E as gravações das câmeras… Só a loja tinha acesso a elas.

"Será que tudo aquilo…

Será que todas aquelas imagens tinham sido feitas pela minha
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  • Presa na Cadeira   Capítulo 10

    Depois de entrar no quarto, descobri que havia, de fato, um computador ali, conectado diretamente ao sistema de câmeras de segurança da loja.Naquele momento, porém, o monitoramento já estava desligado.Abri os arquivos salvos das gravações.Parte dos vídeos havia sido apagada.Mesmo assim…Eu via, com absoluta clareza, as capturas de tela do dia em questão.Era ela!Minha mãe!Naquele instante, senti como se todo o sangue do meu corpo começasse a correr ao contrário.Por quê?Por que tinha que ser assim?Eu não era a filha dela?Então por que ela faria algo assim comigo?Meu corpo começou a cambalear para trás, sem forças.Esbarrei na escrivaninha atrás de mim e, com o impacto, uma caixa caiu da estante ao lado, despencando no chão com um baque seco.A tampa se abriu.Fotos minhas da infância se espalharam pelo chão.Instintivamente, me abaixei para pegá-las.Ao olhar com mais atenção, confirmei. Eram mesmo fotos minhas quando criança.Mas, misturado a elas…Havia um diário da minha m

  • Presa na Cadeira   Capítulo 9

    — Nós não fizemos nada. — Gritei de forma descontrolada, quase jogando o celular no chão.Ele se assustou e, num gesto apressado, segurou minha mão.— Aquela é a loja da minha mãe. Eu só fui ajudar minha mãe a cuidar do lugar.Eu gritava à beira do colapso, enquanto meu noivo hesitava, como se quisesse dizer algo, mas não soubesse por onde começar.— Mas você mesma acabou de dizer que é a loja da sua mãe. — Ele falou por fim, com a voz pesada. — E essas imagens… Está bem claro que foram tiradas de gravações de câmeras de segurança. Você não acha que deveria pensar com calma sobre de onde exatamente isso saiu?Ao encarar novamente aquelas fotos na tela, um frio mortal percorreu todo o meu corpo.As palavras dele me atingiram com atraso, como um golpe tardio.Era verdade.Aquelas imagens eram, sem dúvida alguma, recortes de câmeras de vigilância.E as gravações das câmeras… Só a loja tinha acesso a elas."Será que tudo aquilo…Será que todas aquelas imagens tinham sido feitas pela minha

  • Presa na Cadeira   Capítulo 8

    Naquela noite, quando minha mãe voltou para casa, fiz questão de puxar assunto sobre a vela.— Mãe, aquela vela é bem boa. Que tal comprar mais algumas para mim? Depois que eu me casar, posso levar para usar. Assim, quando eu dormir, também consigo descansar melhor. — Disse, tentando soar casual.O movimento da minha mãe com os talheres cessou por um instante.A expressão em seu rosto ficou levemente rígida, nada natural.— Aquela vela eu só comprei uma. — Ela respondeu com um sorriso contido. — Você pode usar em casa. Não leva para a escola, não. Se os colegas perguntarem, depois fica difícil de explicar.Enquanto falava, colocou um pouco de peixe no meu prato.O rosto dela parecia gentil, afetuoso, como sempre.— Olha só você… Esses dias virou várias noites, não foi? Seu rosto até ficou amarelado de cansaço. Come mais um pouco, come direito, para se recuperar bem.Abaixei a cabeça e respondi apenas com um "sim", enquanto meu coração batia de forma irregular.Cada palavra dela soava n

  • Presa na Cadeira   Capítulo 7

    Talvez por saber que eu estava escondida atrás da cortina, Gabriel parecia visivelmente desconfortável.Ele afastou a mão da minha mãe.— Chega, para com isso. Não era para conferir as contas? — Disse, tentando manter a voz firme.Mas minha mãe continuou insistente. Ela o empurrou até a cadeira ao lado, forçando-o a se sentar, e em seguida começou a tirar a calça dele. Ela lançou-lhe um olhar sedutor e, em seguida, baixou a cabeça.— Hiss…Eu conseguia ouvir a respiração ofegante de Gabriel.Também chegavam aos meus ouvidos aqueles sons molhados, ambíguos, carregados de uma intimidade constrangedora.Talvez por saber que eu estava escondida atrás da cortina, Gabriel, de vez em quando, lançava olhares na minha direção.O fogo que ardia em seus olhos fez meu coração disparar, mergulhando-me em um medo inquietante.Eu sabia que, naquele exato momento, não deveria estar olhando.Mas era como se eu estivesse enfeitiçada. Meu olhar permanecia preso àquela cena, fixo, incapaz de se afastar, p

  • Presa na Cadeira   Capítulo 6

    "O quê?!"Aquela frase inesperada fez minha mente ficar completamente em branco. Por um longo instante, fui incapaz de reagir. Instintivamente, olhei para a vela ao meu lado e, em seguida, para Gabriel.— O que você quer dizer com "vela erótica". — Repeti, meio atônita, as palavras que Gabriel acabara de dizer.Por um segundo, eu realmente não sabia o que fazer.O que aquilo significava?O que, afinal, Gabriel queria dizer com isso?— Ao acender essas velas e sentir esse aroma, fica muito fácil despertar certas emoções no corpo humano. — Gabriel falava de maneira extremamente cuidadosa, quase indireta.Mas eu entendia tudo no mesmo instante.E era justamente por entender que me sentia ainda mais perdida.Por que minha mãe faria algo assim.Por que acender esse tipo de vela enquanto eu dormia.Eu era a filha biológica dela.O que ela ganharia fazendo isso comigo.Naquele momento, eu simplesmente não sabia como reagir. Permanecia parada, encarando Gabriel, completamente desnorteada.— No

  • Presa na Cadeira   Capítulo 5

    — Não… Não pode ser assim…As palavras que eu ainda não tinha terminado de dizer se transformaram em suspiros sob os movimentos dele.Eu sentia o quanto Gabriel estava agitado. Suas mãos percorriam meu corpo sem cessar, e minhas roupas já estavam completamente desalinhadas.Naquele instante, o último fio de racionalidade dentro da minha mente se rompeu por completo.Eu já não conseguia me importar com mais nada. Tudo o que eu queria era liberar, de uma vez por todas, o desejo reprimido que se acumulava dentro de mim."Se ninguém souber…Depois, é só fingir que nunca aconteceu… Não é?"Por fim, engoli as palavras de recusa que ainda restavam e passei a me mover com urgência, seguindo apenas o impulso do momento.Quando, finalmente, recuperei um pouco de lucidez, os lençóis da cama já estavam em um estado impossível de ignorar.Gabriel respirava de forma estável ao meu lado.Nós dois não havíamos ultrapassado o último limite, mas muitas intimidades já tinham acontecido entre nós.À medid

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