LOGIN— Você disse que me quer… o que foi? Já fizemos isso antes.— Não assim! Eu estou pedindo que você pare. — Helena respirava com dificuldade. — Por favor, espere… eu preciso te dizer… Mas Eduardo não a ouviu. Ou não quis ouvir.— Você quer sem proteção é isso… Os olhos dele se inflamaram e ele a beijou com violência, suas mãos apertando seu corpo, foi quando ela sentiu os dentes dele em seu ombro. Ele a havia mordido, um grito de dor saiu de sua garganta.A dor rompeu o pouco de esperança que ainda restava.Eduardo finalmente se afastou.Por alguns segundos, os dois ficaram imóveis. Helena estava assustada, enquanto ele a encarava com uma expressão que misturava fúria e algo impossível de decifrar.Então ele se levantou e a puxou pelo pulso, obrigando-a a sair da cama.— Eduardo, está me machucando!Ele a arrastou até a porta e antes de colocá-la para fora, a feriu com palavras, sendo ainda mais cruel.— Você é um lixo, Helena. Passou esse tempo todo tentando me enganar. Pois saiba q
Helan soltou um gemido que fez ele tomar seus lábios novamente. Então ela começou a desabotoar a camisa dele, tocou-lhe o peito nu e sentiu os músculos se contraírem sob seus dedos.Eduardo também a desejava. Isso era evidente.Os dois estavam entregues um ao outro, mas desejo não era o mesmo que amor, e Helena estava prestes a descobrir, da maneira mais dolorosa, que a proximidade física não seria suficiente para vencer a desconfiança que ele alimentava.Foi quando o pensamento dos filhos voltou à sua consciência.Ela estava grávida. Esperava dois bebês, e precisava ter cuidado. Não podia permitir que o desejo e a confusão daquele momento a fizessem esquecer a responsabilidade de protegê-los.Precisava contar a Eduardo, mas antes que conseguisse pronunciar uma palavra, ele se afastou bruscamente.Helena permaneceu deitada no sofá, atordoada, tentando entender a mudança repentina.Eduardo a encarava com os olhos carregados de desejo e fúria. Um sorriso torto surgiu em seus lábios, sem
Naquela mesma noite, Helena caminhava angustiada pela casa.O jantar estava pronto, mas ela não conseguia comer. Os enjoos contribuíam para o mal-estar, porém não eram a única razão de sua inquietação. Desde o início da noite, olhava para o relógio, sem saber se Eduardo voltaria.Ela não sabia onde ele passava as noites quando não voltava para casa, ela nunca teve coragem de perguntar. Sabia que não era na residência dos pais, pois Olívia certamente teria comentado. Talvez ficasse em algum hotel, embora nunca o tivesse visto sair com uma mala. Também sabia que havia uma suíte de descanso em seu escritório e, por isso, suspeitava que ele passasse muitas daquelas noites na empresa.Ainda assim, uma dúvida a atormentava.E se existisse outra mulher?Uma mulher de quem ela jamais suspeitaria, alguém com quem Eduardo pudesse compartilhar a intimidade que nunca tiveram?Eram casados havia quase três anos e, durante todo aquele tempo, não haviam vivido como marido e mulher. A exceção fora aq
Ao deixar o cemitério, Helena se despediu dos tios e seguiu até o carro, onde Xavier já a aguardava. O motorista abriu a porta para ela e, logo em seguida, partiram.Durante o trajeto, Helena manteve o olhar perdido pela janela, acompanhando o movimento da cidade sem realmente enxergá-lo. Sua mente estava longe, ocupada com as decisões que mudariam sua vida.Em breve, estaria livre.Quase sem perceber, levou a mão ao ventre e o acariciou com ternura.Apesar de quase três anos de solidão e abandono, sairia daquele casamento levando consigo uma parte de Eduardo. Uma parte que ele jamais imaginaria que poderia existir e que agora ela protegeria com todas as suas forças.Nunca permitiria que lhe tirassem os filhos.O carro parou diante da empresa. Xavier desceu e abriu a porta para ela.— Obrigada, Xavier. Não precisa vir me buscar para o almoço. Vou comer por aqui mesmo.— Como desejar, senhora. Tenha um bom dia.Ele fez um leve aceno antes de retornar ao veículo. Helena o acompanhou com
Helena depositou um buquê de flores sobre o túmulo da mãe, Clara Vasconcelos.— Mãe… sinto tanto a sua falta.As lágrimas desceram sem que ela tentasse contê-las. A saudade continuava tão viva que, em certos momentos, parecia impossível aceitar que nunca mais ouviria a voz da mãe, nem sentiria o calor de seu abraço.Depois de alguns instantes, deixou flores também sobre os túmulos dos avós.Foi então que sentiu uma mão pousar suavemente em seu ombro. Antes que pudesse se virar, os braços acolhedores da tia Glória a envolveram.— Minha querida…Helena se permitiu repousar a cabeça no ombro da tia por alguns segundos, encontrando naquele abraço um pouco do conforto que tanto lhe fazia falta.Renato, irmão de Clara, permanecia ao lado delas, com o olhar carregado de afeto pela sobrinha e de tristeza pelas perdas que também marcavam sua vida. Perto dele estavam Bianca e Bernardo, igualmente emocionados.Glória acariciou os cabelos de Helena antes de falar:— Você sabe que não está sozinha
Fagundes observou a reação do empresário por um breve instante. A preocupação havia surgido antes que Eduardo pudesse disfarçá-la, embora logo fosse substituída pela expressão habitual de indiferença.— Pelo que conseguimos apurar, foram exames de rotina.Eduardo voltou os olhos para o relatório. Conferiu as datas das visitas, procurando alguma informação que tivesse passado despercebida.As consultas eram recentes. Segundo as anotações, não havia nada fora do comum. Ainda assim, ele permaneceu alguns segundos encarando a página.— Só isso? — perguntou, com uma incredulidade que não conseguiu esconder por completo.Fagundes compreendeu a pergunta que estava por trás daquelas palavras.— Sim, senhor. Não identificamos encontros suspeitos nem contatos frequentes com outros homens. Além das pessoas já mencionadas, não encontramos nada relevante.Eduardo fechou parcialmente a pasta.— E Danilo Ribeiro?— Ao que tudo indica, deixou a cidade. A empresa estava falida, e ele acumulava dívidas







