FAZER LOGINCassienne caminhou pelo corredor do hospital em direção ao quarto de Dreston.Ela ficou parada diante da porta por um longo momento, os dedos pairando sobre a maçaneta.As luzes do corredor se refletiam suavemente no piso polido sob seus pés.Em algum lugar mais adiante, os sapatos de uma enfermeira faziam um som discreto enquanto ela passava.Mas nada disso alcançava a mente de Cassienne.Seus pensamentos estavam concentrados no quarto diante dela.Dreston estava lá dentro.Acordado.Aquilo era tudo o que importava para ela.Seu coração batia mais forte quanto mais perto ficava da porta.Durante horas, ela havia imaginado aquele momento.Uma pequena parte dela ainda esperava por algo impossível.Talvez, quando ele a visse novamente...Alguma coisa mudasse.Talvez sua memória voltasse ao normal.Seus dedos tremeram levemente.Cassienne ergueu a mão e bateu suavemente na porta.O som foi baixo.— Entre.A voz de Dreston respondeu.E ela congelou.Mesmo agora, aquela voz ainda conseguia
Finalmente, Cassienne abriu os olhos.Mas o mundo parecia diferente.Por alguns instantes, ela nem soube onde estava.O teto acima dela era desconhecido.Branco.Plano.Uma luminária emitia um leve zumbido no silêncio.O cheiro no ar era forte e limpo.O inconfundível cheiro de hospital.A memória voltou lentamente.O acidente.Dreston.Ela se lembrou dos olhos frios dele quando a encarou.Lembrou-se de como ele havia se referido a ela como sua “ex-esposa”.Seu peito se apertou dolorosamente.Cassienne fechou os olhos novamente, como se aquilo pudesse apagar a lembrança.Mas ela continuou ali.Uma voz suave falou ao seu lado.— Cass...?Ela virou levemente a cabeça.Aurora estava sentada ao lado da cama, inclinada para a frente na cadeira.Daisy permanecia perto da janela, com os braços cruzados, embora a tensão em seu rosto deixasse claro que vinha observando Cassienne atentamente.Aurora abriu um pequeno sorriso quando viu que ela estava acordada.— Oi — disse suavemente.A garganta
Por um momento, ninguém se moveu.Joseph piscou.— ...O quê?A mão de Abigail voou até a boca.Sheila soltou um pequeno suspiro de choque ao lado dela.Ray se endireitou contra a parede.— Grávida? — repetiu Joseph, quase sem voz.O médico assentiu.— Sim.Ele olhou para Joseph com certa curiosidade.— Presumi que a família já soubesse.Joseph balançou lentamente a cabeça.— Não.Sua voz havia ficado baixa.— E tenho certeza de que ela também não sabe.O médico o observou com atenção.— Ela está no início da gestação, aproximadamente entre cinco e seis semanas.Abigail abaixou a cabeça, dominada pela enxurrada repentina de emoções.Ray soltou o ar lentamente.Garry passou as duas mãos pelo rosto.Até Corren fechou os olhos por um instante.De todas as coisas que esperavam ouvir naquele dia, aquela não era uma delas.O médico continuou, com um tom profissional, mas gentil.— O estresse pode ser extremamente perigoso no início da gravidez. Trauma emocional, ansiedade intensa ou exaustão
O corredor do lado de fora da ala VIP de recuperação havia ficado estranhamente silencioso.Apenas os passos ocasionais e suaves das enfermeiras e o som distante e ritmado dos monitores dos quartos próximos quebravam a quietude.As luzes fluorescentes no teto lançavam um brilho pálido e estéril sobre o piso polido, fazendo o longo corredor parecer ainda mais frio.Cassienne havia sido levada às pressas para um quarto privativo depois de desmaiar na área de espera.Desde então, enfermeiras entravam e saíam a cada poucos minutos, carregando prontuários, ajustando acessos intravenosos e verificando seus sinais vitais.Cada vez que a porta se abria, todos os olhares no corredor se voltavam imediatamente para ela, procurando nos rostos qualquer sinal de notícia.Mas as enfermeiras não diziam nada.Apenas entravam, faziam seu trabalho em silêncio e saíam novamente para continuar suas rondas.A espera havia se tornado insuportável.Joseph permanecia perto da alta janela no fim do corredor, c
O corredor do lado de fora da suíte VIP de repente se encheu de movimento.Cassienne caminhava mais rápido do que os outros, o coração batendo tão forte em seu peito que ela mal conseguia ouvir qualquer outra coisa.Aurora e Daisy se apressavam ao lado dela, tentando acompanhá-la enquanto ela corria em direção ao quarto.Atrás delas vinham Joseph, Abigail, Ray, Garry, Merrick, Corren e o restante do grupo.A enfermeira abriu a porta para eles.— Por favor, tentem manter a calma — disse baixinho.Mas no instante em que Cassienne entrou...Ela parou.O quarto estava cheio de profissionais de saúde.Duas enfermeiras permaneciam perto dos monitores enquanto um médico verificava os sinais vitais de Dreston.Outra enfermeira ajustava o acesso intravenoso conectado ao braço dele.E ao lado da cama do hospital...Estava Tina.Ela chorava.Sua cabeça estava inclinada perto do peito de Dreston, os ombros tremendo com soluços silenciosos.E a mão de Dreston segurava a dela.O corpo inteiro de Ca
Na manhã seguinte, o hospital não parecia estar vivendo uma manhã.As mesmas luzes fortes iluminavam os corredores.Os mesmos passos silenciosos das enfermeiras ecoavam contra o piso de azulejos.E o mesmo silêncio pesado permanecia no ar.Apenas o relógio digital na parede mostrava que um novo dia havia começado.Cassienne estava sentada em uma das longas cadeiras da área de espera do lado de fora da ala VIP.Em algum momento durante a noite, ela havia trocado de roupa, embora mal se lembrasse de ter feito isso.Daisy havia trazido para ela um suéter limpo e uma calça confortável da bolsa que tinham preparado às pressas antes de sair de casa.Seus cabelos estavam presos de forma solta agora, com algumas mechas caindo ao redor do rosto cansado.Seus olhos estavam inchados e vermelhos.Ela havia chorado até quase não restarem mais lágrimas.Aurora estava sentada ao lado dela, segurando uma xícara de chá quente que Cassienne não tocava havia quase vinte minutos.— Por favor, beba alguma







