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Autor: Anny lago
last update Data de publicação: 2022-01-06 19:55:41

Suas mãos vão automaticamente ao rosto, pressionando as têmporas, como quem tenta organizar pensamentos que simplesmente não fazem sentido.

— Sophie... Eu não queria... Eu não sei como... Me perdoa, tá? Eu só... — Ele murmura, a voz entrecortada, oscilando entre culpa e confusão. — Como... Como você... Eu... Nós... O que aconteceu? Nós... Nós fizemos...

— Pode parar. — Interrompo, meu tom afiado cortando sua divagação. — Nós não fizemos nada. E, honestamente, para alguém que acabou de acordar, você raciocina rápido demais. — Acrescento com ironia, enquanto me sento ao lado dele no colchão, tentando me recompor.

Ele me encara, a expressão ainda confusa, antes de desviar o olhar para o chão.

— O que você tá fazendo aqui? — Ele pergunta, a voz baixa, quase um sussurro.

Solto um suspiro, passando as mãos pelos cabelos desgrenhados, prendendo-os em um coque frouxo.

— Resumo da noite passada? Você fez merda. Misturou comprimidos e álcool, foi parar na lanchonete onde trabalho e depois no posto 24 horas, supostamente atrás de café. — Digo, minha voz firme e direta, enquanto observo a surpresa se espalhar pelo rosto dele. — Te encontrei dopado, fora do carro, praticamente inconsciente e vomitando como se sua vida dependesse disso. Não sabia o que fazer, então liguei para Stormy, que chamou o Luke, e os dois me ajudaram a te trazer para cá.

A cada palavra, vejo o impacto em seus ombros que agora estão curvados. Aaron se debruça, os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos enterradas no cabelo bagunçado.

— Merda. — Ele murmura, quase para si mesmo. — Eu sabia que não deveria ter feito isso... James disse que não teria problema, que essa porcaria me ajudaria a desligar.

— Aaron. — Minha voz é mais séria agora, quase dura. — Ninguém em sua sã consciência mistura álcool e comprimidos achando que vai “desligar” sem consequências. Que diabos tá acontecendo com você?

Ele levanta a cabeça, os olhos arregalados como se eu o tivesse pego em flagrante.

— O quê? Não... Não é nada. É só... a pressão com o time, sabe? Coisa de rotina, nada demais.

— Nada demais? — Solto uma risada amarga, balançando a cabeça. — Você quase teve uma m*****a overdose ontem à noite, Aaron. Não me diga que é “nada demais” quando eu perdi minha noite de sono cuidando de...

— Eu não pedi que você estivesse aqui. — Ele corta, a voz ríspida, tão afiada quanto uma lâmina, me fazendo congelar por um instante.

Meus olhos se estreitam, e o silêncio que se segue é carregado de tensão.

— Não, você não pediu. — Respondo, minha voz baixa e controlada, embora as palavras carreguem uma fúria contida. — Mas você estava jogado feito um lixo humano no meio da noite, Aaron. Poderia ter te deixado lá, poderia ter ignorado. Mas não fiz isso. Então, o mínimo que você pode fazer é calar essa m*****a boca e parar de agir como um idiota.

Ele não responde de imediato. Apenas desvia o olhar, o peso de minhas palavras parecendo finalmente atingi-lo.

— Você não precisa fingir que se importa, está bem? — Ele diz, o tom carregado de agressividade, mais frio e cortante do que antes. — Quer um "obrigado"? Então aqui vai: obrigado por não me deixar morrer naquele maldito estacionamento. — O sarcasmo escorre de sua voz como veneno. — Infelizmente, não tenho nenhum doce para lhe dar como agradecimento.

O veneno nas palavras dele atinge meu peito de forma direta, e uma onda de raiva começa a tomar conta de mim. Sem pensar, me levanto abruptamente, surpreendendo-o ao encará-lo com toda a fúria que sinto. A raiva transborda, e, antes que eu possa me conter, as palavras escapam da minha boca como um desabafo.

— Quer saber? Eu deveria ter deixado você morrer naquela merda de posto. No chão frio, sem dúvidas, seria um problema a menos para mim. — A voz sai áspera e carregada de desprezo. — Você é um idiota, Aaron, igualzinho a todos aqueles imbecis do time. Sério, você realmente deveria ter morrido naquele estacionamento ontem à noite. Seria um alívio para a humanidade e para todos ao seu redor não ter que lidar com alguém tão irrelevante e egoísta como você. — Minha respiração está descontrolada, mas as palavras continuam a sair com mais força. — Se arrependimento matasse, eu estaria morta agora. Mas não se preocupe, eu posso garantir uma coisa: essa foi a última vez que vou sequer cruzar o seu caminho.

Aqui está a narrativa aprimorada, com mais intensidade e fluidez:

---

Dou as costas antes que ele tivesse tempo de abrir a boca e dizer mais alguma coisa idiota. Com os passos rápidos, sigo para a sala e pego minha bolsa, que estava jogada sobre o sofá. Uma idiota. Sinto-me uma tremenda idiota por ter me preocupado com aquele imbecil, por ter perdido minha noite de sono, minha aula daquela manhã, só para garantir que ele ficasse bem. Mas que se dane. Essa foi a primeira e última vez que sequer pensei em ajudá-lo.

Jogo minha mochila sobre os ombros, pronta para sair, mas antes que eu possa fazer qualquer coisa, sinto meu pulso ser bruscamente puxado. De repente, sou virada e pressionada contra a parede. Os olhos esverdeados de Aaron me encaram com uma intensidade que eu não consigo descrever. Sua respiração é pesada, entrecortada, e ele está tão perto que posso sentir a tensão emanando dele.

— O que pensa que está fazendo? — Pergunto, minha voz quase um sussurro, mas carregada de raiva e confusão.

Ele não responde imediatamente. Apenas me observa por um segundo, a expressão misturando algo que eu não consigo entender. E então, com uma rapidez que me pegou de surpresa, ele fala em um tom baixo e rouco.

— Agradecendo por ter salvo minha vida. — Sua voz é tão suave quanto a minha, mas há uma intensidade nela que me faz estremecer.

A tensão entre nós é palpável, quase elétrica. Nossas respirações descontroladas são o único som que se faz presente no ambiente. Ele não tira os olhos dos meus, e por um momento, tudo o que consigo fazer é encará-lo, completamente sem palavras. Então, de forma inesperada, seus olhos deslizam dos meus para meus lábios, e sem aviso, seus lábios colidem com os meus em um beijo desesperado, cheio de urgência.

Meu corpo reage antes da minha mente, e por um momento, tudo o que consigo sentir é a intensidade do toque. O calor, a raiva, a confusão, tudo se mistura em um beijo que eu não sei como reagir.

Volto a mim, o empurrando para longe com toda a força que consigo reunir, ainda sentindo os lábios formigando pela intensidade do beijo. Ele se afasta, a expressão ainda carregada de uma intensidade difícil de decifrar. Passa as mãos pelos cabelos, como se tentasse se recompor, e me encara novamente, o olhar tão penetrante quanto antes.

Não há mais palavras entre nós. O silêncio pesa, e, sem conseguir dizer mais nada, apenas viro as costas e abro a porta. Sinto o ar frio do corredor invadir o espaço entre nós enquanto deixo o apartamento, minha respiração irregular e os pensamentos completamente em conflito.

Respiro fundo, tentando afastar o turbilhão de pensamentos que se acumulam, mas não consigo. Não consigo entender o que acaba de acontecer, nem porque meu coração ainda pulsa descompassado após o que parecia ser o fim de uma noite de raiva e frustração.

Anny lago

Caro leitor, gostaria deixar claro que o personagem Jack e a personagem principal Ava não são irmãos de sangue, como já foi explicado e ressaltado em diversos capítulos até agora. Para se caso haja alguma interação futura entre eles, não venham com julgamentos sem fundamentos.

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Último capítulo

  • Quando o Sol se Põe   28•

    Aaron narrando.Observo a cada movimento de Ava enquanto ainda permaneço em meu carro. observo a forma como Christopher há abraçou e a forma carinhosa que ela o trata, não tenho ideia do porquê me importo tanto com tudo isso, na verdade não faço ideia do porquê ah quero tanto. E o porquê eles me afastam tanto dela. Eu jamais seria capaz de machuca-la, eu só há quero para mim. nada mais que isso, Ava será minha, ela é minha garota e não aceito ficar longe dela. observo quando Chris e ela se soltam, ela o beijo na bochecha, seus olhos se voltam em direção ao meu carro, nossos olhares se cruzam e logo em seguida ela entra no carro dele. Que logo depois da a partida, saindo com o carro. respiro fundo e dou a partida em meu carro, dirigindo um pouco mais devagar, eu poderia sim retornar a meu apartamento. porém desvio meu caminho seguindo o carro de Christopher que ao invés de ir para o apartamento de Ava, segue diretamente para seu apartamento. observo que antes de chegarem o carro par

  • Quando o Sol se Põe   27 • A tatuagem.

    Ava Narrando. Não demora muito para que chegasse-mos ao estúdio de Jack, na verdade tivemos de retornar ao campus pois minha moto havia ficado no estacionamento. Assim que saímos de lá, seguimos a caminho do estúdio de tatuagens. desço de minha moto e logo Aaron estaciona seu carro próximo a minha moto, adentramos no local que estava lotado. O estúdio de Jack tem estado bastante lotado nos últimos dias, isso é bom, significa que o mesmo está tendo o trabalho reconhecido e sinceramente eu não poderia estar mais feliz por ele. Não demora muito para que Jack saia para chamar um novo cliente, ao me ver seu semblante parece se suavizar. porém logo se torna rígido novamente ao notar a presença de Aaron.— Sem companhia hoje Ava, o lugar tá lotado pequena. vai ter que mandar seu amigo passar depois. — Disse Jack com certa rispidez. — Ele vai fazer uma tatuagem. E dessa vez não estou brincando. — digo ao mesmo que nos encara por um momento.— Você não pode forçar os outros a fazerem uma

  • Quando o Sol se Põe   26• Aaron

    Ava Narrando. Cessamos o beijo por falta de ar, não faço ideia de por quanto tempo nos beijamos, Chris ainda mantém nossas testas coladas. Nossas respirações estão ofegantes e o uma de suas mãos ainda acaricia meu rosto suavemente. Abro Os olhos lentamente, o mesmo ainda se mantinha de olhos fechados, talvez processando oque havia acabado de acontecer. Elevo minhas mãos até sua face, acariciando levemente, vejo um breve sorriso surgir em sua face. Me aproximo novamente, tomando a iniciativa deposito um breve selinho em seus lábios e vejo novamente o mesmo abrir aquele sorriso de antes. — Não sabe o quanto eu ansiava por isso sereia. — sua voz soa um pouco falha enquanto ele ainda exibia o mesmo sorriso. Me aproximo novamente, unindo nossos lábios em um outro beijo, dessa vez algo mais urgente. Em um impulso Chris me segura pela cintura, me colocando sobre a bancada da cozinha, o mesmo se põe entre minhas pernas, uma de suas mãos vai até meus cabelos. Puxando suavemente me fazen

  • Quando o Sol se Põe   25• De volta às pistas.

    Ava Narrando. Estaciono no lugar onde aconteceria a corrida, retiro meu capacete e solto meus cabelos. Observo o movimento a minha volta, nada novo se assim posso afirmar, haviam diversas pessoas. Carros e motos de luxo, música alta e um bar improvisado, sem contar com o intenso cheio de maconha que se misturava a brisa da noite. Desço da minha moto, caminhando até onde os outros estavam, Jack se mantinha encostado em seu carro com os braços ao redor dos ombros de kiara, Rick e Monique estavam abraçados e riam de algo que Rick acabará de dizer. Alex por sua vez parecia aéreo a tudo, se quer notando minha presença quando me aproximo do mesmo. Ele haviam vindo na frente, já que posso dizer que fiquei precrastinando em meu sofá até a última hora. A verdade é que havia muita coisa se passando minha mente, Aaron, Alex, e até mesmo Chris estava presente em meus pensamentos. Algo que eu se quer conseguir entender. — Finalmente chegou, achei que não viria. — disse Jack atraindo minha

  • Quando o Sol se Põe   26•

    Ava Narrando. Cessamos o beijo por falta de ar, não faço ideia de por quanto tempo nos beijamos, Chris ainda mantém nossas testas coladas. Nossas respirações estão ofegantes e o uma de suas mãos ainda acaricia meu rosto suavemente. Abro Os olhos lentamente, o mesmo ainda se mantinha de olhos fechados, talvez processando oque havia acabado de acontecer. Elevo minhas mãos até sua face, acariciando levemente, vejo um breve sorriso surgir em sua face. Me aproximo novamente, tomando a iniciativa deposito um breve selinho em seus lábios e vejo novamente o mesmo abrir aquele sorriso de antes. — Não sabe o quanto eu ansiava por isso sereia. — sua voz soa um pouco falha enquanto ele ainda exibia o mesmo sorriso. Me aproximo novamente, unindo nossos lábios em um outro beijo, dessa vez algo mais urgente. Em um impulso Chris me segura pela cintura, me colocando sobre a bancada da cozinha, o mesmo se põe entre minhas pernas, uma de suas mãos vai até meus cabelos. Puxando suavemente me fazen

  • Quando o Sol se Põe   25 • De volta às pistas.

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