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06

Autor: Anny lago
last update Data de publicação: 2021-06-23 10:48:48

Sophie Montenegro.

HORAS ANTES...

O vento frio corta meu rosto enquanto avanço pelas avenidas quase desertas. Estou exausta, meu corpo inteiro dói, meus pés protestam, e minha cabeça pede um descanso que parece nunca chegar.

Mas, por ora, a moto é meu alívio. Ela sempre é.

Chego a um cruzamento, a cidade quase silenciosa, e, por um raro momento, decido respeitar as regras. O sinal está vermelho. Olho para trás, e vejo uma picape escura, com os vidros fumê, parando logo atrás de mim. Não ligo muito, as ruas estão vazias, então sigo em frente.

Quando o sinal abre, acelero sem hesitar. O vento agora parece uma faca cortando minha pele, mas eu gosto disso. A adrenalina me mantém alerta. A moto vibra sob mim, como se soubesse que eu preciso dela mais do que nunca. Passo por mais algumas esquinas, e, ao olhar para trás, a picape está lá, ainda me seguindo. O que diabos?

Não quero saber quem é, nem por que está me perseguindo. A sensação estranha na minha barriga diz que não devo arriscar. Então, acelero. A moto responde com um rugido, os pneus cantando no asfalto enquanto eu atravesso mais sinais vermelhos, virando sem rumo, sentindo o carro me seguindo a cada movimento. Mas, que porra de maluco é esse?

A cidade parece não ter fim. As ruas se esticam e se distorcem, enquanto eu fujo, o carro cada vez mais perto, mas sem conseguir me alcançar. Por mais que acelere, ele não me ultrapassa. O que ele quer de mim? Essa perseguição maluca começa a me cansar. Eu só queria estar em casa, jogada na cama, dormindo como se nada disso estivesse acontecendo. Será que é pedir demais?

De repente, avisto a rodovia à frente e acelero em direção a ela, o carro ainda colando, como uma sombra atrás de mim. Eu dou tudo o que posso, minha moto ronca com força, e, mesmo furando outro sinal vermelho, o carro ainda está lá, sem desistir. Então, decido mudar de jogo. Faço uma curva brusca, entrando em um beco estreito, onde a visão é limitada e o som de motores é abafado. Desligo a moto, o silêncio se instaura como uma presença ameaçadora.

Espero. Minutos passam como horas, e eu só observo, respirando com cautela, enquanto o carro passa em alta velocidade, aparentemente me procurando. Fico ali, imóvel, até que tenho certeza de que não há mais ninguém me seguindo. Quando o silêncio volta a ser absoluto, ligo a moto novamente. Acelerando mais uma vez, vou embora, os pneus cantando enquanto sigo finalmente em direção ao meu apartamento. Por hoje, tudo o que eu quero é paz.

Estaciono minha moto na garagem, desligo o motor e tiro o capacete, sentindo o silêncio da noite envolver o ambiente. Cada parte do meu corpo dói, mas agora só quero chegar ao meu apartamento. Sigo para o elevador, os minutos parecendo se arrastar enquanto o cansaço pesa em meus ombros. Quando finalmente a porta do meu apartamento se abre, sou recebida por uma visão que já deveria ter previsto: Zack está no sofá, o loiro praticamente pulando ao me ver.

— Onde você estava? — ele pergunta, atravessando a sala com passos rápidos, a preocupação evidente em seus olhos azuis. Ele parece exausto, mas alerta, como se estivesse esperando por mim a noite inteira.

— Tive um problema com a moto — minto sem pestanejar, tentando parecer tranquila. — Já resolvi.

Ele estreita os olhos, como se tentasse decifrar algo, mas decide não pressionar. Apenas balança a cabeça, soltando um suspiro pesado, e volta para o sofá sem dizer mais nada.

Sigo direto para o quarto, me livrando das roupas enquanto caminho, deixando-as espalhadas pelo chão. Tudo o que quero é conforto. Escolho um moletom velho e largo, perfeito para esquecer do mundo. Antes de me trocar, faço um desvio para o banheiro. O chuveiro é minha redenção. A água quente cai sobre mim, lavando o peso do dia, as dores no corpo e, talvez, o medo que não ousei admitir para mim mesma.

Quando termino, minha mente já está entorpecida. Saio do banheiro, caminho até minha cama e me jogo nela, afundando no colchão macio. Fico ali, encarando o teto, os pensamentos vagando de forma lenta, quase como se estivessem nadando em névoa. Antes que perceba, meus olhos se fecham, e o sono finalmente me abraça.

MOMENTO ATUAL.

— Sophie! — Ouço meu nome, mas é como um eco distante, quase inexistente. — Sophie, acorda! — A voz insiste, acompanhada de um sacolejo que parece vir de outra dimensão. — Sophie, a aula acabou, pelo amor de Deus!

Um beliscão no braço me faz despertar de vez. Meus olhos se abrem lentamente, piscando contra a luz fluorescente. A sala está vazia, exceto pelo senhor Gordon, que está meticulosamente guardando seus materiais, e Stormy, que me encara como se eu tivesse cometido um crime.

— Você tá bem? — ela pergunta, já pegando minhas coisas enquanto eu tento recobrar a dignidade. — Dormiu pelas duas últimas aulas.

— Noite agitada. — murmuro, esfregando o rosto.

Stormy lança um sorriso malicioso. — Noite agitada, é? Isso tem nome e sobrenome?

Reviro os olhos.

— Nada disso. Passei quase duas horas fugindo de um idiota que achou que seria divertido me perseguir depois do trabalho. — Digo enquanto saímos da sala, caminhando pelo corredor.

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Último capítulo

  • Quando o Sol se Põe   28•

    Aaron narrando.Observo a cada movimento de Ava enquanto ainda permaneço em meu carro. observo a forma como Christopher há abraçou e a forma carinhosa que ela o trata, não tenho ideia do porquê me importo tanto com tudo isso, na verdade não faço ideia do porquê ah quero tanto. E o porquê eles me afastam tanto dela. Eu jamais seria capaz de machuca-la, eu só há quero para mim. nada mais que isso, Ava será minha, ela é minha garota e não aceito ficar longe dela. observo quando Chris e ela se soltam, ela o beijo na bochecha, seus olhos se voltam em direção ao meu carro, nossos olhares se cruzam e logo em seguida ela entra no carro dele. Que logo depois da a partida, saindo com o carro. respiro fundo e dou a partida em meu carro, dirigindo um pouco mais devagar, eu poderia sim retornar a meu apartamento. porém desvio meu caminho seguindo o carro de Christopher que ao invés de ir para o apartamento de Ava, segue diretamente para seu apartamento. observo que antes de chegarem o carro par

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