Share

Capítulo 05

Penulis: Mia Bianchi
last update Tanggal publikasi: 2026-07-22 12:07:29

Jady

Eu cumpria meus afazeres como sempre, esfregando pisos, carregando bandejas pesadas, lavando louça até os dedos sangrarem, mas Orion não apareceu, nem à noite no nosso esconderijo, era como se ele tivesse sumido do castelo.

No segundo dia, procurei por ele discretamente.

— Onde está Orion? — perguntei a um dos guardas.

— Em reuniões importantes com o Alfa e o Conselho — respondeu ele seco. — Não pode ser incomodado.

Zara, minha loba, andava inquieta dentro de mim.

“Algo está errado, Jady. Muito errado. Sinto um cheiro estranho no ar.”

— Cala a boca — murmurei baixinho. — Ele deve estar ocupado com política.

Naquela tarde, recebi a ordem de preparar o grande salão para um “evento especial” que aconteceria em três dias.

Não me deram detalhes, apenas baldes, panos e a ordem para deixar tudo impecável.

Eu estava ajoelhada no chão de mármore, passando o pano pela terceira vez, quando ouvi o som de saltos altos se aproximando.

Seraphine entrou no salão como se fosse dona do mundo, com um sorriso largo e quase dançante.

Quatro lobas, suas eternas sombras, vinham logo atrás, rindo baixinho.

Quando passou por mim, ela chutou o balde com força.

A água suja se espalhou por todo o chão que eu tinha acabado de secar.

— Cadela… — murmurei, abaixando-me para pegar o balde.

Seraphine parou imediatamente e se virou.

— O que foi que você disse, sua vadia? Tenha mais respeito com a sua futura Luna!

Levantei a cabeça devagar e encarei ela.

— Ah, senhorita Seraphine… Você não se cansa desse discurso prepotente?

Ela me examinou por um segundo e abriu um sorriso ainda maior, cheio de veneno puro.

— Ainda não soube? Vou me casar com Orion, em três dias.

Eu ri, uma risada seca, incrédula.

— Você é louca… Continue tentando convencer a si mesma.

Seraphine ergueu a mão esquerda devagar.

No dedo anelar brilhava um lindo anel de ouro branco com uma lua crescente cravejada de pedras prateadas, o anel oficial das Lunas da Casa Kingsley.

O mesmo anel que eu já tinha visto na mão da mãe de Orion, o chão sumiu debaixo dos meus pés.

Meu estômago embrulhou, o ar ficou preso na garganta.

— Segurem ela — ordenou Seraphine.

Não tive tempo de reagir.

Duas lobas agarraram meus braços com força bruta, enquanto as outras duas bloqueavam qualquer tentativa de fuga.

Seraphine se aproximou devagar, saboreando cada segundo.

— Está vendo esse anel no meu dedo, vadia? — Ela levantou a mão bem na frente do meu rosto. — Foi Orion quem me deu, vamos nos casar em três dias… e você vai continuar sendo minha escrava, então aprenda a ter respeito.

Pá!

O tapa veio com as costas da mão, o anel cortou meu lábio inferior.

Senti o gosto quente e metálico do sangue na boca.

Tentei me soltar, mas eu ainda era fraca.

Zara rosnava e tentava emergir, mas as duas lobas que me seguravam eram muito mais fortes.

— Eu te disse que Órion sempre foi meu. — sibilou Seraphine, segurando meu queixo com as unhas afiadas, que furavam minha pele.

— Me soltem… agora! — rosnei, cuspindo sangue.

Seraphine soltou uma gargalhada alta e cruel.

— Só depois que eu me divertir um pouco. — Ela olhou para as outras duas lobas. — Acabem com ela, quero ensinar essa vadia a ter respeito.

Enquanto as duas continuavam me segurando, as outras começaram a me agredir.

Socos no estômago, chutes nas costelas, um tapa forte no rosto que fez minha cabeça girar.

Eu tentava me proteger, mas mal conseguia me mexer, caí de joelhos.

Elas continuaram chutando, barriga, costas, pernas, cada golpe arrancava um gemido de dor de mim. Eu me encolhi no chão frio, tentando proteger a cabeça com os braços.

A dor era lancinante, cada chute parecia quebrar algo por dentro.

— Já chega — ordenou Seraphine finalmente.

Ela se aproximou e pisou com o salto alto no meu ombro, pressionando com força.

A dor explodiu no osso.

— O seu lugar é no chão, escrava.

Ela pisou ainda mais forte.

Eu rosnei de dor, lágrimas de ódio escorrendo pelo rosto.

— Sua sorte é que hoje estou de bom humor, senão eu adoraria assistir essas quatro lobas te espancando até a morte — disse ela, rindo alto enquanto saía do salão com suas amigas.

Elas me deixaram caída no chão, machucada, sangrando pelo nariz, boca e cortes no rosto.

Meu corpo inteiro latejava, mas o que mais doía não era o corpo, era dentro.

Orion… o homem que jurou que eu seria sua Luna… ia se casar com ela.

Em três dias.

Zara uivava de dor e raiva dentro de mim.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • Rejeitada pelo Alfa: Pai da Minha Filha    Capítulo 33

    JadyAs semanas se transformaram em meses.Raika crescia rápido, já sustentava melhor o pescoço, abria os olhos com mais frequência e sorria quando me reconhecia, seus cabelos escuros estavam mais densos, e às vezes eu jurava ver o mesmo brilho azul-gelo do meu pai quando a luz batia neles de certo ângulo. Eu a carregava quase o tempo todo. O peso quente dela contra o peito se tornou a coisa mais natural do mundo.Isaac se aproximava aos poucos.No começo eram apenas olhares prolongados nos corredores. Depois, ele começou a aparecer com mais frequência perto de nós, oferecia ajudar a carregar o berço quando eu mudava de aposento. Perguntava, em voz baixa, se Raika havia dormido bem. Nunca ultrapassava limites, mas sua presença se tornou constante. Seus olhos escuros me seguiam com uma intensidade quieta que eu fingia não notar… embora Zara, dentro de mim, se agitasse levemente toda vez que ele estava perto.Nury se tornou ainda mais presente.Ela não era apenas a governanta, era

  • Rejeitada pelo Alfa: Pai da Minha Filha    Capítulo 32

    JadyO final da gravidez chegou sem aviso, as dores começaram de madrugada, profundas, ritmadas, inevitáveis. Nury foi a primeira a entrar no quarto, seguida de Yanka. Logo atrás vieram as criadas que mais cuidavam de mim: Sienna, Maelis e Filipa. A curandeira da Lua Negra, uma mulher de cabelos brancos chamada Elderin, chegou pouco depois com sua bolsa de ervas e instrumentos simples. O parto seria natural, como todos os da Casa Lakis.Meu pai não saiu do meu lado.Vernon segurou minha mão durante cada contração. Eu gritava, suava, tremia, mas ele permanecia firme, a voz baixa e constante:— Estou aqui, filha. Você consegue.As horas se arrastaram, a dor era avassaladora. Yanka apertava minha outra mão. Nury enxugava meu rosto. As criadas se moviam em silêncio, trocando panos quentes, preparando água, sussurrando palavras de incentivo. E então, depois de uma última onda de dor que pareceu rasgar o mundo, Elderin anunciou com calma:— É uma menina.O choro fino e poderoso pree

  • Rejeitada pelo Alfa: Pai da Minha Filha    Capítulo 31

    JadyOs meses avançaram como a névoa: sem pressa, mas sem parar.Minha barriga já era impossível de esconder, redonda, firme, viva. O bebê se mexia com frequência, a princípio só como borboletas, depois com chutes claros que faziam Vernon sorrir toda vez que eu colocava a mão dele sobre o tecido do vestido.Ele nunca cansava daquilo, dizia que cada movimento era uma prova de que a Deusa realmente havia nos abençoado duas vezes.A Lua Negra se adaptou a mim, e eu a ela.Yanka agora me acompanhava em caminhadas leves pelos pátios, sempre atenta para que eu não me cansasse demais. Nury organizava tudo: consultas com a curandeira, roupas novas a cada mudança do corpo, chá de ervas à noite para ajudar no sono. As criadas haviam deixado de me tratar apenas com respeito formal, havia carinho genuíno em seus gestos.Isaac, silencioso como sempre, aparecia com mais frequência nos corredores quando eu passava, inclinando a cabeça em cumprimento. Randal me atualizava sobre questões menores d

  • Rejeitada pelo Alfa: Pai da Minha Filha    Capítulo 30

    JadyO tempo na Lua Negra não passava como nos outros lugares.Ele deslizava, suave e silencioso, como a própria névoa que nunca abandonava completamente o território. Os dias eram cinzentos, mas nunca pesados. Havia uma modernidade discreta por baixo da antiguidade: sistemas de aquecimento invisíveis nas paredes de pedra, luzes que se ajustavam automaticamente, veículos blindados escondidos em garagens subterrâneas, e ainda assim… tudo mantinha a alma antiga.O castelo era ao mesmo tempo fortaleza ancestral e lar contemporâneo.Os meses foram se acumulando.No início, eu ainda andava pelos corredores como se estivesse visitando. Depois, comecei a reconhecer cada sombra, cada cheiro, cada som. Meu pai, Vernon Lakis, se tornou presença constante, não apenas como Alfa, como pai. Ele me contava histórias da família enquanto caminhávamos pelos salões repletos de quadros, retratos de Alfas antigos com olhos azul-gelo iguais aos dele. Lobas de expressão severa, cenas de coronations sob

  • Rejeitada pelo Alfa: Pai da Minha Filha    Capítulo 29

    JadyOs dias na Lua Negra eram cinzentos, mas era um cinza vivo, carregado de magia. A névoa nunca desaparecia por completo. Ela dançava entre as torres do castelo, descia pelas encostas e se enrolava nas árvores antigas como se tivesse vontade própria. No começo, eu achava aquilo sombrio, com o tempo, comecei a achar belo.Me apaixonei pelos dias quietos, pelo cheiro de terra úmida e madeira queimada, pelo som distante de uivos que ecoavam nas noites de lua cheia. Pelas pessoas que, aos poucos, deixavam de me olhar com curiosidade e começavam a me tratar com respeito genuíno.Meu pai se tornou meu maior professor.Vernon me levava para conhecer cada canto do território. Saíamos cedo, muitas vezes a cavalo ou de caminhonete, atravessando trilhas cobertas de névoa.Ele me mostrou a vila principal da Lua Negra, casas de pedra escura com telhados pontiagudos, ruas estreitas iluminadas por estruturas de ferro, lobos e lobas que se inclinavam ao nos ver passar.— Aqui vivem os artesãos

  • Rejeitada pelo Alfa: Pai da Minha Filha    Capítulo 28

    JadyNo dia seguinte, decidi caminhar sozinha pelo castelo.Passei pelos enormes pátios externos, onde a névoa da Lua Negra pairava baixa sobre as pedras escuras. O ar frio tocava meu rosto enquanto eu explorava corredores e jardins que ainda me pareciam novos, foi então que avistei uma estrutura mais afastada, uma academia particular de treinamento.Entrei em silêncio.Lá dentro, uma mulher treinava sozinha, era morena, de cabelos longos e trançados que balançavam a cada movimento, cicatrizes discretas marcavam seus braços e ombros. Ela golpeava um saco pesado com precisão e velocidade impressionantes, cada soco era controlado, rápido e poderoso, fiquei observando por alguns segundos, hipnotizada pela disciplina dela.Quando percebeu minha presença, parou o treino, estava suada, a respiração controlada. Seus olhos me avaliaram com atenção.— Senhorita Lakis… posso te ajudar?Balancei a cabeça, negando.— Não, não quero atrapalhar seu treino, estava apenas caminhando e conhecendo o

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status