FAZER LOGINLentamente, ele ergueu uma de suas mãos . O polegar quente e levemente áspero dele encontrou a minha boca, roçando o meu lábio inferior com uma lentidão torturante. O toque era possessivo, provocante, desenhando o contorno dos meus lábios e fazendo o meu fôlego falhar de forma miserável. — E o Leon e a sua loba... Siena, não é? pelo menos é assim que já ouvi você chamá -la.— ele continuou, o hálito amadeirado e inebriante se misturando ao meu enquanto o polegar dele pressionava levemente a carne macia da minha boca, entreabrindo os meus lábios. As íris douradas dele ardiam com uma luxúria perigosa, segurando o meu olhar cativo enquanto a carícia continuava, enviando correntes elétricas direto para o meu baixo-ventre. O sorriso cafajeste e devastador dele se alargou. — Eles nos agradeceram muito por isso, não acha? — o timbre rouco vibrou contra a minha pele, espesso de desejo. — Afinal, eles não sentiram a nossa união apenas de forma sensorial... eles sentiram, fisicamente, c
Dizendo isso, Caleb me dominou. Dessa vez não com tanta facilidade, porque eu soquei os ombros largos dele com toda a minha força e chutei para todos os lados, tentando golpeá-lo no lugar certo , aquele que eu sabia que o deixaria fora de combate pelo menos por alguns instantes. Mas o atrito insano dos nossos corpos em chamas era uma tortura. Como sempre, a força feroz e inabalável dele prevaleceu. Com um movimento fluido e implacável, ele me jogou contra o colchão macio, prendendo meus dois pulsos no alto da minha cabeça com apenas uma das suas mãos grandes e quentes. Meu peito subia e descia descontrolado, roçando no dele. O olhar de Caleb escureceu, o dourado das íris sendo engolido por um desejo bruto, uma fúria possessiva e um ciúme devastador. O hálito quente dele bateu no meu pescoço quando ele sussurrou, a voz rouca vibrando contra a minha pele: — Vamos fazer um acordo... Se você confessar que é só minha, Maya. Que nunca foi de Alex, nem mesmo quando se entregava a ele...
— O seu precioso Alex ligou para você... — a voz rouca e letal dele quebrou o silêncio, vibrando com um tom perigoso. Quando me virei para olhá-lo, encontrei um sorriso de puro escárnio repuxando o canto dos lábios perfeitos do Alfa. Os olhos dourados brilhavam com uma possessividade predatória. — Mas acho que ele não poderá ligar mais — completou, o tom escuro deixando perfeitamente claro que o meu aparelho de celular provavelmente já não existia inteiro a essa altura. Senti meu estômago revirar de indignação, mas mordi o interior da bochecha e me forcei a manter o rosto impassível. Continuei pegando a camisola e a pequena calcinha de renda no closet, fazendo o possível para ignorá-lo e não ceder à sua provocação barata. Mas, por Deus, era uma tortura física. Minha determinação de ignorá-lo estava ruindo a cada segundo, porque os meus olhos me traíam, sendo puxados como um ímã para a visão que a camisa aberta agora revelava. O peitoral largo e incrivelmente tentador, a p
Empurrei a porta pesada de carvalho e entrei no quarto que havia sido preparado para receber meu filho. Meus passos vacilaram por um instante diante da visão. Tive que admitir, engolindo a seco, que Caleb havia mandado arrumar aquele espaço como um verdadeiro refúgio real. Era um quarto digno de um príncipe, digno de um herdeiro legítimo do Alfa Supremo. O nó na minha garganta apertou ao constatar o absurdo daquela situação; eu simplesmente não conseguia entender os motivos dele. Caleb estava convicto de que Brian era filho de Alex, e não dele, mas o instinto protetor e o luxo ao nosso redor diziam exatamente o contrário. — Mamãe! Olha só que monte de brinquedos o papai comprou para mim! — a vozinha animada de Brian me puxou de volta para a realidade. Ele estava sentado no centro de um tapete felpudo, cercado por caixas coloridas, com os olhos brilhando de deslumbramento. Logo depois, ele tombou a cabecinha para o lado, a expressão se tornando confusa. — Por que eu chamo ele de h
O impacto contra o piso de mármore polido foi brutal, roubando o ar dos meus pulmões em um baque surdo. Minhas palmas da mão e meus joelhos arderam com o atrito repentino, mas a dor física foi instantaneamente engolida pela onda de choque e pânico que inundou minhas veias. Tudo aconteceu em uma fração de segundo. Um momento eu estava envolta pelo calor anestesiante e possessivo de Caleb, e no outro, eu estava no chão, humilhada e vulnerável. Um grito agudo de susto escapou dos lábios de Brian. O som cortou o ar como vidro quebrando, atingindo meu coração de mãe em cheio. Tentei me erguer, o instinto gritando para que eu arrancasse meu filho dos braços daquele homem e o protegesse, mas antes que eu pudesse firmar os pés no chão, a voz estridente e carregada de ódio venenoso ecoou pelo saguão, fazendo as paredes tremerem. — Eu não acredito que você trouxe essa vadia e o bastardo dela para a nossa matilha, Caleb! Ergui o olhar, sentindo o sangue ferver de indignação, e encontrei
Brian piscou, atordoado pela elevação repentina, os olhinhos redondos e surpresos encarando o maxilar trincado do lobo gigante que agora o segurava. — Você é um bocado grande e pesado para a sua mãe carregá-lo, pirralho — a voz de Caleb soou grave, rouca, mas incrivelmente desprovida da fúria letal que o consumia minutos antes. Havia um tom ríspido e autoritário na frase, sim, mas que escondia uma camada inegável de cuidado. — Então deixe que eu carrego você. Eu perdi o ar. Fiquei estática, tentando processar o choque de ver aquela cena completamente irreal: o predador mais temido do continente, o homem que havia acabado de rachar uma parede com o próprio punho, segurando o meu filho com uma firmeza protetora e inabalável. Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação, Caleb diminuiu a distância entre nós. A mão livre e quente dele encontrou o caminho de volta para a minha cintura, escorregando possessivamente pela curva do meu quadril. O aperto foi forte, implacável, coland







