LOGINRyan me acompanhou até o quarto, e eu agradeci a ele pela hospedagem.
Eu disse para ele: — Ryan, eu vou terminar o namoro com o Larry. Eu não consigo aceitar isso. Ele com uma amiga de infância, não me falou dela, não me beijou ou perguntou se eu estava com fome. Agradeci ao Ryan e o abracei. Não podia ficar parada e não tomar atitude. O Ryan já tinha trazido comida e se lembrava de tudo que eu gostava. Estava deixando claro para ele que eu não ia continuar com Larry. Ryan apenas me abraçou e disse: — Não precisa me agradecer. Eu sou amigo do Larry. Ryan já ia saindo. Fingi cair. Usei o mesmo truque de Letícia. Ryan correu rápido e me segurou antes que eu caísse. O perfume dele era suave, e ele era muito bonito, assim como Larry. Eu senti vontade de beijá-lo, mas fiquei parada. Parecia que ele ia me beijar, mas parou e disse: — Tome cuidado. Saiu e fechou a porta. Saí do quarto e dei uns passos sem fazer barulho. Preparei meu celular para ver o que estava acontecendo no quarto de Letícia. Como imaginei, ela deixou a porta meio aberta para eu poder vê-la e a Larry lá. Ela sabia que eu viria olhar. Ela estava na cama, chorando, agarrada em Larry, pedindo para ele dormir com ela. Respirei fundo. Ainda doía, porque eu ainda amava o Larry. Passamos um ano juntos, e ele nunca foi assim comigo. Brigávamos muito por causa de Letícia. Letícia me viu e se agarrou nele. Larry concordou em ficar lá até ela adormecer. Peguei meu celular e gravei os dois juntos na cama. Tinha que ter provas. Quando me virei, Ryan estava atrás de mim. Eu congelei e saí correndo devagar, entrando no meu quarto sem dizer uma palavra. Nada havia mudado. Quando morávamos no apartamento de Larry, ela fazia cena e dormia mais no quarto dele do que eu. Mesmo assim, doía. Ver ele com ela doía. Doía ver que, em duas vidas, ele ainda escolhia ela. Fui tomar um banho para descansar. Ainda não sabia como me vingar de Letícia e Larry. Mas eu ia começar com a empresa. Liguei para meu assistente, Gustavo, e pedi para ele comprar uma passagem e vir me encontrar. Ele seria meu representante na empresa. Não ia deixar eles tomarem conta. Ia mostrar quem manda. Mandei ele redigir um documento exigindo que ele fosse o presidente e Larry, o vice-presidente, porque eu tinha 58% das ações. Maior acionista e dona da empresa, não podia deixar Letícia se tornar vice-presidente como na vida passada. Ela parecia que era a esposa dele e mandava mais do que eu, enquanto eu só peguei um cargo de secretária. Não tinha voz e não mandava em nada na empresa, e nenhum funcionário me obedecia. Me deitei na cama e logo adormeci. Tive o mesmo sonho do dia em que fui jogar. Nosso time estava com vantagem de 1 x 0, até que eu tive um choque com uma jogadora do time adversário. Senti uma dor muito forte nas minhas pernas, caí no chão e, quando acordei, estava no hospital. O grande choque foi quando tentei me levantar e não conseguia andar. Foram meses de recuperação. Como eu estava em casa e não sabia o que fazer, vi uns e-mails de um site de namoro. Fiz uma conta e comecei a navegar pelo site. Conheci um rapaz com o nome de Hugor. Parecia que ia dar tudo certo, mas, em uma discussão, eu bloqueei ele e depois ele se sentiu magoado. Depois desbloqueei ele, e ele me bloqueou. Então, desativei minha conta. Depois de uns dias, ativei e descobri que não podia mais ver o perfil dele porque ele tinha desativado a conta. Não podia ter mais nenhum contato com ele. Então, peguei uns prints de umas conversas, compus uma música que fez sucesso e ganhei um bom dinheiro com os direitos autorais. Comecei minha carreira de compositora de sucesso. Depois de alguns meses, conheci Larry. Tentei encontrar nele o que via no Hugor. Eles se pareciam, mas não era ele. Eu não respondia às mensagens de Larry. Tratava ele com grosseria, mas, mesmo assim, ele não desistia. De tanta insistência, acabei aceitando conversar com ele. Depois de alguns foras, aceitei namorar com ele. Depois de um ano de namoro online, fui visitar o país dele e contratei um detetive. Descobri que a empresa da família dele não ia bem. Vi que o negócio era bom. O problema era apenas a falta de investidor, porque Larry havia recusado se casar com a filha de um investidor por minha causa, e eles tiraram o investimento. Decidi fazer uma surpresa: ajudar ele e, quando estivesse tudo estabilizado, contar para Larry. Já que a empresa dava muito lucro, ele só perdeu o investimento porque recusou o casamento. Não ia sair perdendo. Era um investimento. Na vida passada, eu achava que ele havia recusado o casamento por minha causa, mas hoje eu duvido que tenha sido por mim. Letícia, naquela época, acabei descobrindo depois, tentou se matar se Larry fosse obrigado a casar. E disse que seu pai ajudaria com o investimento se fosse preciso. Não iria deixar Larry se casar obrigado. Uma história de amor que eu interrompi entre ele e ela. Eu não entendia: se Larry amava ela, por que ele não ficou com ela? Por que ele me fez vir do meu país para nós casarmos e me deixou morrer por causa dela? Não tinha as respostas. Talvez Larry me usou para ver se Letícia amava ele e reagia. Eu não sei e não sei se irei descobrir. Quando acordei, Ryan, Larry e Letícia estavam no quarto. Fiquei espantada. — Por que vocês estão aqui? Larry respondeu: — Ouvimos um grito e viemos ver. Letícia falou: — Você estava tendo um pesadelo. Que pesadelo era esse, Patricia? Olhei para ela com irritação e disse: — Não me lembro. Só lembro que você estava no sonho, Letícia, e estava tentando me sufocar com o travesseiro. Letícia começou a chorar, falando: — Eu sei que você está com ciúmes por causa do Larry. Desde que me viu no aeroporto, não gostou de mim. Eu não fiz nada para você me tratar assim. Larry a abraçou e começou a acalmá-la. Eu gritei, joguei o travesseiro nele e nela e disse: — Saiam do quarto agora! Eu não menti. Na vida passada, Letícia armou o acidente, porque o outro carro só bateu na parte em que eu estava. Ela e Larry tiveram apenas uns arranhões, e eu não tive uma oportunidade. Eu só queria ir embora e estar longe deles. Eu tinha que me acalmar. Ryan me olhou e me abraçou quando me viu chorar. — Obrigada, Ryan, por tudo. Você é o único que me tratou bem desde que eu cheguei. Ele sorriu e disse: — Vá tomar um banho e venha comer algo.Rodrigo fez como Ryan havia ordenado: espalhou as informações pelos jornais e sites de fofoca. O empresário Vicente era suspeito de trabalho escravo, lavagem de dinheiro e de participar de um incêndio na casa do empresário Ryan. Essas notícias ficaram entre os assuntos mais comentados e permaneceram em destaque durante semanas. Vicente começou a perder investimentos e aliados, que não queriam seus nomes envolvidos nesses escândalos, pois também poderiam se tornar alvo de investigações. Com o passar dos meses, Vicente tentou apagar algumas provas e acabou sendo pego. Sua prisão foi decretada, mas não sabíamos se ele ficaria preso por muito tempo. A vida de Fabia na cadeia não estava boa. Ela era pressionada por outras presas por dinheiro e, desesperada, implorou para que Ryan fosse visitá-la. Enviou vários recados, até que o último chamou a atenção de Rodrigo, que logo o repassou: — Sr. Ryan, Fabia enviou outro recado. — Rodrigo, deve ser mais uma tentativa desesperada dela de pe
Ryan e a Sra. Lauren não estavam entendendo como havia provas se a investigação ainda não tinha sido concluída. Ryan foi perguntar aos policiais sobre mais informações a respeito do mandado de prisão. Um vislumbre de esperança surgiu no rosto de Fabia, que pensou que ele estava tentando defendê-la. Ela exclamou: — Ryan, eu sabia que você não ia me abandonar! Eu sou inocente, acredita em mim e me ajuda! Ryan olhou para ela, ignorou-a e se voltou aos policiais, que apenas responderam: — As provas foram enviadas pela família de uma das vítimas. Ele, então, pegou o celular e ligou para Gustavo. Ligando... Vivi perguntou a Gustavo se ele não atenderia à ligação. Ele atendeu: — Alô! — Foi você que conseguiu as provas para o mandado de prisão da Fabia? — Ryan perguntou imediatamente. — Claro! Se fôssemos esperar por você, essa assassina e criminosa ainda estaria solta. Não me ligue mais. Eu fiz isso pela Patrícia, e não vamos parar. Se você quiser ajudar a Fabia, vamos passar até po
A vida de Fabia estava decolando, tudo estava indo como ela planejava. Ninguém a perseguia ou exigia que ela desse satisfação. Gustavo e Vivi já tinham preparado tudo: todas as provas contra Fabia e como eles sairiam do país sem que Ryan soubesse. A única opção era revelar o escândalo de Fabia estar envolvida no incêndio. Contrataram mais advogados para que o mandado de prisão fosse expedido contra Fabia e enviaram todas as provas, desde a visita dela à cadeia para falar com Leticia até seus encontros com Vicente no hotel e o teste de DNA comprovando que o filho não era dela. Ela havia roubado de Patrícia o bebê. A única ponta solta eram os assassinatos, que não foram registrados no boletim de ocorrência. Apenas foram registrados como tentativa de homicídio e outros crimes. Com o escândalo do envolvimento direto dela no incêndio, Ryan ficaria focado e ocupado. Assim, conseguiriam fugir na UTI móvel, levando Patrícia em um jato particular adaptado para UTI até outro país. Patricia con
Ryan estava devastado com aquelas últimas imagens. Ele se perguntava como tudo aquilo poderia ter acontecido debaixo do seu nariz. Como eles conseguiram agir sem que eu percebesse? Patrícia esteve em perigo o tempo todo? Eu a coloquei em perigo dentro da minha própria casa? O remorso e o arrependimento ecoavam em sua mente, enquanto a dor da perda se misturava à culpa. Agora estava confirmado: o incêndio não havia sido um acidente. Tudo fora premeditado. Uma dúvida surgiu em sua mente. Será que Fabia está envolvida? A casa estava sendo vigiada. Assim que Patrícia ficou sozinha, aqueles homens agiram. O alvo era Patrícia. Isso já estava comprovado. Agora, precisava encontrar os verdadeiros culpados e fazer com que cada um respondesse pelos seus atos. Ryan olhou para Rodrigo. — Verifique as imagens dos outros dias, semanas e até meses atrás, se for necessário. Precisamos descobrir há quanto tempo esses homens estavam monitorando a casa e como sabiam exatamente onde ficava o qua
Ryan chegou ao local do funeral. A Sra. Lauren estava vestida com um vestido preto, um chapéu na cabeça e um véu. Ryan levou a urna com as supostas cinzas de Patrícia. Ele abraçou a Sra. Lauren e colocou a urna perto da urna de Rave. Foram feitas as reverências. Havia poucas pessoas presentes, apenas alguns funcionários que não eram da família. Um silêncio estarrecedor tomou conta do local. Ryan permanecia em silêncio, enquanto a Sra. Lauren chorava. As horas foram passando, até que Fabia chegou ao local. Ela estava usando um vestido preto, um véu e um chapéu. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Ela atuava, desempenhando o papel de uma mãe sofrida que acabara de perder o filho. Todos estavam em silêncio, e Fabia começou a falar: — Rave, você era tão pequeno, e eu não tive a oportunidade de te criar e estar ao seu lado. Eu pensava em você todos os dias. Imaginava você crescendo, tornando-se um homem feito. Você seria o único homem que me amaria e me defenderia de tudo e de tod
Fabia estava na sua suíte, esperando o tempo passar para tentar entrar na suíte de Ryan. — Eu tenho que entrar de qualquer jeito e aproveitar que o Ryan está bêbado para tentar engravidar. Fabia foi até a recepção e chamou o gerente. — Olá! Eu sou a Fabia, mãe do filho do Ryan, que está hospedado na suíte 1. Estamos brigados, e ele bebeu demais. Eu já apertei a campainha, mas ele não me responde. Você poderia me dar o cartão reserva de acesso para eu entrar e verificar como ele está? Ele pode ter caído no banheiro de tão bêbado que estava. A culpa foi minha. Nós brigamos, ele bebeu demais e não tivemos tempo de nos reconciliar. O gerente ficou suando frio. Não sabia o que fazer. Fabia percebeu e entregou-lhe um envelope. — Aqui tem 500 mil, apenas para você ajudar um casal a se reconciliar. Estou preocupada e só quero cuidar dele neste momento. O gerente pegou o dinheiro e, logo em seguida, entregou o cartão de acesso a Fabia. Fabia pulou de alegria. Tudo estava indo como ela ha







