FAZER LOGINAuroraRodolfo me encarou por um momento que pareceu uma eternidade na penumbra. A mão dele na minha cintura relaxou ligeiramente o aperto, embora ele continuasse mantendo o corpo perfeitamente colado ao meu.— Eu jamais faria isso, Aurora — ele respondeu, a voz saindo num tom baixo, grave e de uma seriedade absoluta. — Eu sou um cavaleiro.Soltei uma risada anêmica, carregada de pura ironia, balançando a cabeça diante da audácia daquela frase.— Sim... um verdadeiro príncipe encantado — debochei, cruzando os braços sobre o peito sem me afastar. — O príncipe das sombras de uma mansão isolada.Rodolfo me observou em silêncio por alguns segundos, os olhos brilhando por trás da máscara negra. Em seguida, a expressão dele se suavizou e ele perguntou, num tom surpreendentemente calmo e curioso:— O que você quer de mim, Aurora?A pergunta flutuou no ar entre nós, desarmando o meu escudo de sarcasmo por um instante. Respirei fundo, sentindo o cansaço do dia pesar sobre os meus ombros e o nó
AuroraEu estava quase pegando no sono, envolta no silêncio do meu quarto e no peso da culpa, quando duas batidas secas na porta de madeira me fizeram sobressaltar na cama. Sentei-me devagar, puxando as cobertas para o peito.— Pode entrar — chamei num fio de voz.A porta se abriu de leve e a figura serena da governanta surgiu na penumbra do corredor.— Com licença, senhora Alves — Marta disse com a sua habitual polidez. — O senhor Rodolfo pede para que a senhora vá até os aposentos dele agora.Aquele anúncio fez o meu sangue ferver de novo na mesma hora. Toda a mágoa, a raiva e o rancor pela indiferença dele durante o dia voltaram à tona numa explosão instantânea. Ppensei em me recusar, em dizer que estava doente ou com dor de cabeça, mas o meu orgulho não me deixou recuar. Eu não ia passar a imagem de uma esposa covarde ou submissa.— Tudo bem, Marta. Diga a ele que já estou indo — respondi, mantendo o tom firme.Assim que ela fechou a porta, levantei-me da cama. Eu não tinha a meno
AuroraO ritmo das estocadas de Victor tornou-se impiedoso, frenético e absolutamente massacrante. Ele segurava os meus quadris com aquelas mãos imensas, cravando os dedos na minha pele com uma força possessiva que me prendia contra o sofá de couro. A cada impacto fundo e certeiro daquele pau monumental contra as minhas paredes internas, o meu corpo inteiro estremecia. A sensação de preenchimento era tão avassaladora que eu não conseguia mais articular nenhuma palavra; apenas soltava gemidos manhosos, desesperados, arranhando os ombros musculosos dele enquanto revirava os olhos na penumbra da sala.— Victor... eu vou... meu Deus, eu vou gozar! — avisei num fio de voz, cravando os calcanhares no estofado, sentindo o meu baixo ventre se contorcer inteiro numa tensão insuportável.Ele não diminuiu o ritmo. Pelo contrário, acelerou ainda mais, dando três estocadas brutas e profundas que bateram direto no meu ponto mais sensível.— Goza, Aurora... goza para mim — ele rosnou contra a minha
AuroraA respiração de Victor vinha em arfadas quentes contra o meu pescoço, acompanhando o ritmo alucinante com que a mão dele me atormentava entre as pernas. Eu estava à beira de um colapso de puro prazer, totalmente entregue àquele sofá de couro, sentindo que a qualquer segundo o meu corpo iria explodir.Foi quando ele se afastou devagar, ajoelhando-se no estofado entre as minhas pernas abertas. O olhar cinzento dele brilhava com um fogo perigoso enquanto ele desfazia o nó da gravata com uma lentidão provocante, arrancando a peça e jogando-a no chão. Em seguida, desabotoou a camisa branca de algodão egípcio, abrindo o tecido e expondo o tórax.Eu travei, prendendo o ar nos pulmões.Quando Victor tirou a camisa por completo e se livrou da calça de terno, ficando totalmente nu na minha frente na meia-luz da presidência, a minha mente simplesmente parou. Fiquei completamente admirada com o que meus olhos viam. O corpo dele era um espetáculo esculpido: ombros largos, um peitoral rígido
AuroraA reação de Victor foi imediata, como uma faísca caindo em um barril de pólvora. Ele selou seus lábios nos meus com uma deliciosa brutalidade, um beijo faminto, urgente e dominador. Era um toque que carregava uma agressividade controlada, algo tão extremamente familiar que, por um segundo, um arrepio de choque percorreu a minha espinha. Mas o prazer era tanto, a quentura da boca dele devorando a minha era tão avassaladora, que eu simplesmente não me importei. Deixei qualquer dúvida de lado, passei os braços pelo pescoço dele e entreguei-me por inteiro.Senti uma onda de calor rasgar o meu baixo ventre, e a minha calcinha encharcou no mesmo instante. Sem quebrar o beijo por um segundo sequer, Victor colocou as mãos grandes sob a minha bunda, suspendeu o meu corpo no ar com uma facilidade impressionante e caminhou a passos largos até o sofá de couro.Ele se sentou no estofado macio me mantendo montada em seu colo, com uma perna de cada lado do seu quadril. Nos beijamos loucamente
AuroraVictor parou de digitar no exato segundo em que as persianas terminaram de se fechar. A penumbra da sala, cortada apenas pela luz fraca do monitor e pelas luminárias de mesa, deixou o ambiente com um ar terrivelmente íntimo. Ele encostou o corpo na cadeira de couro, me encarando com os olhos cinzentos faiscando de curiosidade e surpresa, processando a visão de me ver ali: com os cabelos soltos caindo pelos ombros, sem o blazer e com a blusa de alcinha colada ao corpo.Devagar, ele se levantou da cadeira. O movimento foi lento, calculado, quase como o de um predador que não tem pressa alguma porque sabe que a presa não tem para onde fugir. Ele contornou a grande mesa de vidro com as mãos nos bolsos da calça do terno, dando passos firmes sobre o carpete, encurtando a distância entre nós dois.A cada passo que ele dava na minha direção, o meu coração dava um salto louco dentro do peito, batendo tão forte que eu podia sentir a pulsação no topo da minha garganta. O cheiro amadeirado







