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— Você quer que eu continue?

Autor: Nena
last update Data de publicação: 2026-07-06 22:16:49

Aurora

O meu corpo inteiro parecia uma caldeira prestes a explodir. Cada centímetro da minha pele queimava sob o toque daquele homem, e a mistura do champanhe com a adrenalina pura tinha transformado meu medo em um desejo completamente selvagem. As mãos do meu marido eram uma contradição deliciosa: ao mesmo tempo em que eram incrivelmente macias e quentes, tinham uma pegada bruta, firme, que não me dava margem para escapar — e, honestamente, fugir era a última coisa que eu queria naquele momento. Aquela força controlada fazia a minha calcinha de renda preta ficar ainda mais encharcada, colando no meu corpo de um jeito que me deixava tonta de tesão.

Rodolfo subiu o corpo devagar, sem pressa, deslizando os músculos do seu peito nu contra os meus seios descobertos. A sensação do atrito da pele dele com a minha me fez dar um solavanco na cama. Ele apoiou o peso nas mãos novamente, mas dessa vez aproximou o rosto mascarado do lado do meu pescoço. Senti a respiração dele, quente e sôfrega, bater contra a minha orelha antes de ele começar a sussurrar com aquela voz grossa e rouca que estava destruindo o resto do meu juízo.

— Você é tão linda no escuro, Aurora… — ele murmurou, a voz vibrando direto na minha espinha. — O seu cheiro está me enlouquecendo.

Enquanto ele falava, começou a se mover sutilmente por cima de mim. Senti o volume impressionante da ereção dele, ainda presa dentro da calça, esfregar-se suavemente contra a minha lingerie preta, exatamente em cima da minha intimidade. O contato, mesmo com o tecido barrando, foi tão intenso que eu joguei a cabeça para trás, cravando as unhas nos ombros largos dele.

— Quero descobrir como é o gosto do seu corpo — ele sussurrou mais baixo ainda, mordiscando de leve o lóbulo da minha orelha, me fazendo soltar um suspiro sôfrigo. — Estou louco para provar você, Aurora. Inteira.

Eu me contorcia inteira de tesão sob o peso dele. Minhas pernas pareciam ter vida própria, abrindo-se um pouco mais para buscar mais daquele calor, mais daquela pressão deliciosa que estava me deixando à beira de um colapso. Eu nunca tinha me sentido tão desejada, tão infinitamente cobiçada por alguém na vida. Ele falava aquelas palavras sujas e possessivas, e a cada frase, eu sentia mais um surto de eletricidade disparar direto para o meio das minhas pernas.

Ele parou o movimento por um segundo, mantendo a pressão da ereção contra mim, e subiu os lábios até a linha do meu maxilar.

— Você quer que eu continue? — ele sussurrou, a voz carregada de uma expectativa que me fez tremer. — Diga para mim, Aurora. Quer que eu continue?

Eu tentei falar, tentei formular uma frase audível, mas a minha garganta estava completamente seca. Tudo o que consegui fazer foi balançar a cabeça freneticamente em um sinal positivo, apertando meus dedos nos músculos das costas dele para mostrar que eu não aguentaria se ele parasse agora.

Ele deu uma risada curta e rouca na penumbra, um som que me deixou totalmente arrepiada. Com um movimento rápido, Rodolfo desceu as mãos até os meus seios novamente, apertando-os com uma força gostosa, enchendo as palmas das mãos, enquanto sua boca descia numa trilha de beijos ardentes pelo meu abdômen. Senti os dedos ágeis dele engatarem nas tiras finas da minha calcinha de renda preta. Sem nenhum esforço, ele deslizou o tecido pelas minhas coxas e se livrou da peça, jogando-a em algum lugar da escuridão daquele quarto.

Eu estava completamente nua da cintura para baixo, exposta e vulnerável na imensidão daquela cama, mas não havia espaço para vergonha. O fogo que ele tinha acendido em mim consumia qualquer pudor.

Rodolfo se moveu para o meio das minhas pernas, e eu senti o calor das mãos dele espalmando a parte interna das minhas coxas. Ele começou a me chupar de um jeito torturante. Primeiro, ele não foi direto ao ponto. Ele começou lambendo lentamente a pele sensível do lado de dentro da minha coxa direita, subindo com beijos molhados e chupões leves que me faziam dar pequenos sobressaltos no colchão. O rastro de saliva que ele deixava na minha pele parecia pegar fogo com o ar fresco do quarto, me deixando ainda mais excitada, numa agonia deliciosa que eu nunca tinha experimentado antes.

Ele continuou me acariciando com as mãos grandes, subindo pelos meus quadris, apertando a minha cintura, enquanto distribuía beijos e mordidinhas por toda a minha virilha. Eu estava prestes a implodir. Minhas mãos puxavam os lençóis de fios egípcios com tanta força que eu jurava que ia rasgar o tecido milionário.

— Por favor… — eu implorei num fio de voz, incapaz de aguentar aquela espera. — Rodolfo, por favor…

Eu senti a respiração quente dele se aproximar finalmente do centro do meu desejo. O arfar pesado dele bateu contra a minha vulva ultrajantemente molhada, e no segundo seguinte, ele abocanhou a minha boceta de uma vez só.

Um gemido alto e agudo escapou da minha garganta, ecoando pelas paredes do quarto escuro.

Ele começou lento, usando a ponta da língua para traçar o meu clitóris devagar, de um jeito terrivelmente calculador. Era gostoso, o ápice do prazer, mas era bem torturante. Ele sabia exatamente o que estava fazendo, alternando a pressão, sugando com força e depois voltando a lamber de forma suave, quase provocativa, como se quisesse testar até onde ia o meu limite. Eu jogava meus quadris para cima, tentando buscar mais daquela boca, mas ele segurava minhas coxas com firmeza, mantendo-me presa na posição que ele queria.

Eu gemei alto, sem me importar se os empregados no corredor iam ouvir, sem me importar com o contrato, com o passado ou com os trinta milhões de reais. Eu amava tudo aquilo. Cada movimento da língua dele me jogava mais perto de um abismo de prazer que eu nem sabia que existia. Ele me lambia loucamente, chupando com tanta vontade, com tanta fome, que o som molhado do contato da boca dele com a minha intimidade preenchia o silêncio da noite, me deixando completamente despudorada.

Eu gemia, gemia muito, e no meio daquela névoa de luxúria, um pensamento rápido cruzou a minha mente: "Meu Deus… esse homem sabe exatamente o que está fazendo. Ele não é nenhum amador." O medo de que ele fosse ruim de cama sumiu no ar. Ele dominava o meu corpo como se me conhecesse há anos.

De repente, ele parou de chupar por um milissegundo, me deixando num estado de abstinência doloroso. Senti as mãos dele segurarem os meus joelhos e abrirem ainda mais as minhas pernas, deixando-me completamente escancarada para ele na escuridão. Antes que eu pudesse protestar pela falta da boca dele, senti o toque molhado dos dedos dele na minha entrada.

Com uma lentidão de enlouquecer, Rodolfo empurrou um dedo para dentro de mim, testando o quanto eu estava apertada e o quanto eu já estava lubrificada por causa dele. Eu soltei um suspiro longo, cravando os calcanhares no colchão. Mas ele não se deu por satisfeito. Ele começou a movimentar o dedo lá dentro e, logo em seguida, empurrou o segundo dedo com força, preenchendo-me de um jeito que me fez arquear a coluna inteira, soltando um gemido que foi abafado pelo som do meu próprio desejo.

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Último capítulo

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