LOGINO período finalmente se encerrou e entramos de férias, mais que merecidas. Meu sentimento era de alívio e de dever cumprido, pois consegui manter minhas notas em alta, independente do meu estado emocional, o que foi uma tremenda vitória. Quem faz faculdade sabe como é, ou seja, mesmo estando com o emocional em dia, é uma luta manter as notas... embora ninguém nunca está bem de verdade. Concluí também a parte teórica da auto-escola, fiz minha prova e passei, o que também foi uma tremenda vitória, me restando agora fazer a parte prática, que, pra muitos, é a parte mais difícil do processo... veremos. No mais, aproveitei minhas férias pra descansar, arejar minha cabeça, ficar mais com a minha mãe e meu cachorro, mas também dei umas voltas com a Julia. Não vou ser hipócrita, beijei algumas pessoas numa balada ou outra, mas quem pode me julgar? Não foi nada sério, na verdade me deixaram com mais saudade dela... pelo menos tentei. Eu ainda estava bloqueada e conferia isso quase todos o
Eu continuava bloqueada em todas as redes sociais, o que era muito estranho, já que Bruna havia ido embora e largado o meliante, mas, depois daquelas últimas conversas esse fato não me machucava mais, porque vi que não era algo pessoal comigo, ainda mais porque ela havia dito que me amava.Era estranho ir pra faculdade e saber que não iria vê-la, o próprio banheiro não era mais o mesmo, por mais complexo que seja afirmar tal coisa, mas era assim que as coisas eram. Todos os dias me sentava no mesmo lugar, longe do antigo grupo, porque Leo ainda se fazia presente... pelo menos no começo.Alguns podem se perguntar sobre o que aconteceu com ele, já que era muito injusto que, depois de tudo, Leo saísse impune, mas as únicas informações que tenho a respeito era que ele quis e foi até lá, mas foi escorraçado pelos parentes dela e, parece, inclusive, que levou uma surra... isso segundo a Julia.Algumas coisas são muito complicadas no nosso País e nos tempos em que estamos, porque a agressão
Por mais que estivesse tudo dito e definido, ainda assim não me sentia bem ali sentada com Julia. Minha perna balançava desesperadamente, porque minha ansiedade estava gritando dentro de mim. O que fazer? É isso? Acabou assim? Fico aqui comendo como se nada tivesse acontecido? – Você não ta se agüentando, né? – Me perguntou Julia.– Não to... não sei o que fazer, já fui atrás dela, já conversamos, mesmo que rapidinho, mas sei lá, parece pouco pra mim.– Olha, pelo tempo que a gente ta aqui, ou ela já foi embora, ou ta pra ir... quer ir até lá? Se quiser eu vou contigo.Fechei meus olhos e respirei fundo enquanto minha perna continuava a se sacudir. Realmente não havia mais o que dizer, mas acho que eu precisava ver, como se isso fosse a confirmação do que já estava dito. Acabou? Acabou mesmo? Esse era o nosso fim? Depois de tudo que vivemos e sentimos, era assim que íamos terminar?Me levantei afoita e sai andando com Julia vindo atrás de mim e nem sei que fim deu ao que estávamos co
Sem esperar, Bruna me abraçou com tanta força, que fiquei sem reação. Seus braços me apertavam e ela chorava copiosamente. Aquela parecia uma reação muito mais inconsciente do que consciente. Eu a abracei de volta, queria que se sentisse em um ambiente seguro.– Desculpa... – Soluço. – desculpa. – Disse ela ainda em meus braços.Era tão dolorido vê-la naquele estado, nunca pensei que isso aconteceria, ainda mais comigo envolvida nos motivos. Imagina você ter em seus braços a pessoa que você ama enquanto ela chora de soluçar, mas não havia o que eu pudesse ter feito pra evitar que ela chegasse àquele estado, pois quanto mais me envolvesse, pior poderia ter ficado... acho.– Não precisa me pedir desculpas. – Falei.– Preciso sim. – Rebateu se afastando pra me olhar. – Eu não queria nada disso, não queria ter me afastado de você, não queria ter cedido pra aquele filho da puta, mas eu não tive escolha.– Eu sei disso, por isso to dizendo que não precisa se desculpar.– Eu vou embora. – Su
Aquela era realmente a única aula que Bruna andava faltando, segundo Lara, ou seja, ela ia em todas as demais, menos na única onde era certo de nos encontrarmos. Por que disso? Não sabia, óbvio, e não tinha como perguntar, afinal, eu continuava bloqueada, por isso não tinha como entrar em contato, por mais que quisesse.Por fim, a outra sexta-feira finalmente chegou e entrei na sala de aula ansiosa, queria ver se mais uma vez Bruna iria faltar, ou se finalmente iria aparecer. Me sentei no meu mais novo lugar, que era afastada do grupo, e esperei. Todos foram chegando e se sentando, inclusive Leo, até que, com o professor já presente, ela finalmente apareceu.Bruna se sentou com seus amigos, como no primeiro dia, só que sem olhar na minha direção. Era muito ruim ver aquilo, mas ao mesmo tempo sentia um alívio enorme por vê-la ali. Respirei fundo e troquei olhares com Julia, que parecia compartilhar de algum daqueles mesmos sentimentos que eu estava tendo.– “Nós vamos beber depois daqu
Naquele dia fui embora me sentindo mal pelo que vi, mas não havia o que eu pudesse fazer pra ajudar, afinal, qualquer ação poderia ser má interpretada, então não adiantava tentar ajudar, as coisas eram como eram e não iriam mudar por minha causa, pelo contrário, poderiam até piorar.Sei que já disse isso antes e acabei indo parar no apartamento dela, mas a vida é assim, nem sempre a gente cumpre aquilo que achamos ser o melhor, tanto que, no outro dia que tivemos aula juntos, decidi que não sentaria mais com aquele grupo e Julia me acompanhou, lógico. Todos nos olharam com uma expressão de incompreensão, mas Bruna e Leo se sentaram com seus amigos e esse era o meu objetivo. Ficamos distantes, como teríamos feito desde o começo e quase não interagimos com ninguém de lá.O clima era estranho e pesado, ao menos era o que sentia a respeito, mas era melhor assim, já que Bruna estava em uma situação delicada. Julia me olhava com um olhar de tristeza, mas pela primeira vez evitava falar a re







