Home / Romance / "Segredos Ardentes": Um fazendeiro proibido / Capítulo 34 - Café, Reflexo e Certeza

Share

Capítulo 34 - Café, Reflexo e Certeza

Author: Aldinha B.
last update publish date: 2026-02-17 02:15:00

Rafael Ventura

O dia ainda nem tinha amanhecido por completo.

A luz era fraca.

O quarto, silencioso.

O mundo, longe.

E ali, na minha frente,

o que valia a pena tava deitada.

De camisola.

Com a respiração calma.

E o colar no pescoço.

O colar que eu dei.

Com o meu coração pendurado nele.

Lorena.

A mulher que apareceu como tempestade...

e virou abrigo.

Fiquei ali, parado,

só olhando.

Lembrando da primeira vez.

Aquela boate.

O cheiro de álcool.

O vestido preto.

A boca suja.

A pr
Continue to read this book for free
Scan code to download App
Locked Chapter

Latest chapter

  • "Segredos Ardentes": Um fazendeiro proibido    Capítulo 262— O Preço da Ofensa

    Rafael Ventura A poeira cobria a estrada de terra batida enquanto a minha caminhonete cortava a escuridão da noite a caminho da Fazenda Ventura. O silêncio dentro da cabine era denso, pesado como o ar antes de uma tempestade. A cada solavanco do terreno, a iluminação do painel lançava sombras no meu rosto fechado e na figura encolhida da Lorena no banco do passageiro.​Minhas mãos apertavam o volante de couro com tanta força que os nós dos meus dedos estavam brancos. O meu sangue não estava apenas fervendo; ele estava em erupção, um vulcão prestes a devastar tudo ao redor. Saber que aquele desgraçado do Eduardo Soares tinha ousado encostar um único dedo na minha mulher, que tinha tentado forçar a barra com a minha boneca enquanto ela estava vulnerável e acuada, despertava um monstro adormecido no meu peito. A vontade que eu tinha era de dar um cavalo de pau naquela caminhonete, pisar fundo até o talo, voltar para a festa e moer a cara do Eduardo na porrada até não sobrar nada do sorr

  • "Segredos Ardentes": Um fazendeiro proibido   Capítulo 261 — Jogo de Máscaras e Veneno

    Lorena Azevedo Essa festa estava tudo, menos confortável. Desde o momento em que o Eduardo Soares deu em cima de mim daquele jeito sutil, disfarçado de educação e cavalheirismo barato, uma sensação amarga e sufocante se instalou no fundo da minha garganta. O ar daquele salão parecia pesado, impregnado de falsidade, perfume caro e intenções sombrias. O pior de tudo era o olhar dele. Não importava em qual canto do ambiente eu estivesse, para onde quer que eu me virasse, sentia os olhos frios e calculistas do Eduardo queimando na minha pele, percorrendo o meu vestido como se estivesse me desnudando. Aquilo me deixava com uma sensação ruim terrível, um arrepio incômodo na espinha que me fazia querer arrancar a seda azul do corpo e correr dali. O Rafael, sempre atento a cada respirar meu, percebeu a minha tensão. Ele me puxou mais um pouco contra o seu corpo firme, a mão pesada na minha cintura trazendo um mínimo de abrigo em meio àquela selva de cobras. — Boneca, está tudo bem? — pergun

  • "Segredos Ardentes": Um fazendeiro proibido   ​Capítulo 260 —Jogo de Máscaras e Veneno

    Rafael Ventura—​Inferno! A raiva subiu do meu estômago direto para a cabeça como uma labareda de fogo purpúreo, fazendo minhas têmporas pulsarem de ódio. Esse desgraçado do Eduardo Soares estava dando em cima da minha mulher na maior cara de pau, no meio do próprio salão dele, sem se importar com a minha presença bem na frente dele. Já não bastava esse bando de idiotas e parasitas da capital que, desde o segundo em que colocamos os pés nesse circo, esses hipócritas, não paravam de comer a Lorena com os olhos. A fenda do vestido azul, o colo exposto, as costas nuas... cada detalhe dela parecia um ímã para os olhares esfomeados daqueles urubus, mas a audácia do Eduardo superava qualquer limite da tolerância humana.​Apertava a minha mão dentro do bolso da calça social com tanta força que sentia os nós dos meus dedos ficarem brancos, estalando sob a tensão muscular. A vontade que eu tinha era de desferir um soco direto no meio do nariz daquele canalha, quebrar os dentes dele e moer aq

  • "Segredos Ardentes": Um fazendeiro proibido   Capítulo 259 - Jogo de Máscaras e Veneno

    ​Eduardo Soares​Ter a minha fazenda cheia daquela corja de idiotas era simplesmente o cúmulo. Eu olhava através do vidro temperado da sacada do segundo andar da sede da Fazenda Soares e sentia um ranço profundo subindo pela minha garganta. Centenas de pessoas se espalhavam pelo meu gramado impecável, bebendo do meu champanhe importado e riscando o piso de granito da minha varanda com botas cheias de poeira e sapatos caros.​Não sei até agora por que diabos eu deixei a Melissa me convencer a dar essa festa de merda. Tudo isso não passava de uma grande palhaçada, um circo montado só para inflar o ego da elite decadente do agronegócio regional e fazer média com meia dúzia de políticos corruptos da capital. Mas, no fundo, eu sabia o verdadeiro motivo. Aquela recepção era a armadilha perfeita, o palco ideal para encurralar e desestabilizar o meu maior rival.​Ajeitei o nó da minha gravata de seda cinza-chumbo no espelho do quarto, ajustando as abotoaduras de ouro no punho da camisa social

  • "Segredos Ardentes": Um fazendeiro proibido   Capítulo 258- O grande dia do evento.

    Lorena AzevedoO grande dia finalmente tinha chegado. O ar no nosso quarto parecia carregado por uma eletricidade diferente, uma mistura de ansiedade, expectativa e a certeza de que estávamos prestes a entrar em um território inimigo. Mas, naquele exato momento, dentro do nosso quarto, o mundo lá fora não existia.Eu ainda estava enrolada na toalha felpuda branca, com as pontas dos cabelos úmidos caindo pelos meus ombros. Sabe por que eu ainda não tinha me vestido? Porque eu estava absolutamente hipnotizada, parada no meio do quarto, olhando para o meu homem.O Rafael estava diante do espelho de corpo inteiro, terminando de abotoar o colete. E, meu Deus, que visão. Ele vestia um terno preto de altíssima alfaiataria, sob medida, feito num tecido nobre de corte impecável que desenhava com perfeição cada centímetro daquele corpo forte, largo e esculpido pelo trabalho duro na fazenda. Os ombros largos e estruturados preenchiam o paletó de forma brutal; a cintura fina ajustava a calça de c

  • "Segredos Ardentes": Um fazendeiro proibido   Capítulo 257 - Lida e sensações nada agradável

    ​Rafael Ventura​A poeira fina do galpão de baias ainda pairava no ar, cortada pelos feixes de sol do final da manhã, quando a Lorena ajeitou o vestido, me deu um último beijo demorado nos lábios e caminhou de volta para a sede da fazenda. Fiquei parado na porta da baia, encostado no portal de madeira, observando o caminhar firme e gracioso daquela mulher até que ela sumisse de vista pela alameda de ipês.​Ajoelhei-me mentalmente ao perceber o estado em que ela me deixava. Essa mulher me desestabiliza por completo. Basta ela pisar no meu chão, me olhar com aqueles olhos compridos e soltar um suspiro para que eu esqueça o mundo, as obrigações e até a fúria que me consome. Inferno... Mas a verdade nua e crua é que eu adoro. Adoro a força que ela tem sobre mim, o jeito como me prende e me faz lembrar, no meio desse mundo bruto, o motivo pelo qual eu me levanto todos os dias antes do sol nascer.​Respirei fundo, tentando colocar a cabeça no lugar e abaixar a adrenalina que ainda corria na

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status