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Capítulo 2

Penulis: Crystal K
Eu me virei.

Maya estava parada na porta, mas já não era mais a garota da jaqueta de couro.

Ela tinha se trocado por um vestido de couro preto. Justíssimo ao corpo. O decote em V descia quase até o umbigo. A barra era perigosamente curta nas coxas.

Essa não era a Maya que eu conhecia.

— Você… mudou. — Gaguejei.

— O quê? Não gostou? — Ela deu uma voltinha, e a saia de couro subiu ainda mais. — Achei que tentaria um visual novo.

Meus olhos ficaram grudados nela.

O corpo dela… eu nunca tinha reparado em como ela era sexy.

— É… diferente.

— Catherine, pela última vez, não se case com ele.

As palavras dela foram como um balde de água fria.

— O quê?

— Luciano Carbone é perigoso demais. — Maya caminhou na minha direção, os saltos estalando com força no chão. — Ele já matou pessoas, Catherine. Muitas.

— Isso não é novidade. — Dei um passo para trás. — Eu sei quem ele é. Sei o que a família dele faz.

— Você não sabe porra nenhuma!— Ela sibilou, cravando os dedos no meu braço como garras. — Você assiste filmes e acha que entende essa vida? A realidade é mil vezes mais feia.

Afastei a mão dela com um tranco. — Já tivemos essa conversa um milhão de vezes. Você briga com o Luciano toda vez que vê ele.

O rosto da Maya se endureceu.

Ela se virou, irritada com a minha reação.

— Maya, espera... — Fui atrás dela. — Não foi isso que eu quis dizer. Desculpa… eu sei que você só está preocupada comigo. E eu também me preocupo com você.

Mordi o lábio e então fiz a pergunta que estava me consumindo por dentro. — Você está saindo com alguém?

O corpo inteiro dela ficou rígido.

— Por que você quer saber?

— Sem motivo, só… intuição feminina. — Tentei soar casual. — Se estiver, só espero que você esteja tomando cuidado. Que fique segura.

Maya se virou de repente para me encarar, os olhos verdes queimando de fúria.

— Ficar segura? — Repetiu, como se a palavra fosse veneno.

— Quero dizer… se ele gosta de… coisas mais pesadas. Você precisa se proteger.

— Coisas mais pesadas? — A voz dela ficou ainda mais fria. — Tipo o quê?

Meu rosto corou. — Você sabe do que estou falando.

Maya riu de repente, mas o som me arrepiou da cabeça aos pés.

— Catherine Sterling, a princesinha. — Ela avançou na minha direção. — Você acha que eu preciso dos seus conselhos? Acha que eu não sei lidar com um homem?

— Eu não...

— Claro que sabe! — Ela explodiu. — Sempre a porra da santa, não é? Santa Catherine, olhando para mim do alto da sua torre de marfim. Eu sou o quê, seu projeto pessoal? Seu caso de caridade?

— Maya, eu nunca...

— Você não suporta quando eu tenho algo que você não tem, suporta? Um pouco de diversão, um pouco de perigo. — Os olhos dela brilharam com uma luz perigosa.

— Eu só estou preocupada com você!

— Preocupada? — Maya zombou. — Catherine, você não entende nada sobre viver. O seu mundo é todo feito de rosas cor-de-rosa e anéis de noivado com diamantes. Paixão de verdade, perigo de verdade, você não teria coragem nem de tocar nisso.

As palavras dela cortaram como uma faca.

— Eu vou embora.

— Maya, por favor...

— Não me chama de Maya! — Ela gritou. — Estou farta da sua falsa simpatia!

— Maya! — Corri atrás dela. — Não seja assim!

Mas ela já tinha saído porta afora.

Ouvi as portas do elevador se abrirem e depois se fecharem.

Em seguida, o rugido de um motor.

A Harley dela.

Corri até a janela e vi Maya rasgar a noite montada naquela besta negra.

Para onde ela estava indo?

Lembrei de ela ter comentado isso uma vez. Quando ficava chateada, ia a um clube underground de rachas de rua. No distrito industrial do Brooklyn.

Um lugar daqueles… era perigoso.

Ainda mais para uma mulher vestida daquele jeito.

Peguei minhas chaves e saí correndo do apartamento.

Maya era minha melhor amiga.

Mesmo depois da nossa briga, mesmo depois de tudo o que ela disse para me machucar.

Ela salvou a minha vida.

Agora, era a minha vez de puxá-la de volta do fogo.

Mandei uma mensagem para o Luciano dizendo que a Maya tinha sumido e que eu estava preocupada.

Então encontrei o clube. Empurrei a pesada porta de aço e fui atingida por uma onda de calor. Suor, bebida e algo mais.

Vasculhei a multidão com o olhar, procurando por ela.

Então eu vi. A Harley dela, estacionada num canto.

Mas Maya não estava nela.

Abri caminho entre os corpos, procurando por ela.

A música estava tão alta que eu mal conseguia ouvir o meu próprio coração bater.

E então eu os vi.

Num canto escuro, duas silhuetas entrelaçadas.

Maya estava prensada contra a moto, o vestido erguido bem alto nas coxas, as mãos de um homem espalhadas pelo corpo dela.

Eles se beijavam de forma selvagem. O homem falou entre um beijo e outro, a voz baixa, rouca: — Como você conseguiu despachar a Catherine para vir me ver?

Maya, ofegante, beijou-o de volta e riu. — Eu só precisei fazer um pequeno escândalo. A princesinha boazinha deve estar em casa agora, roendo as unhas, preocupada até a morte comigo.

Meu mundo parou. O ar abandonou meus pulmões. Minhas unhas cravaram nas palmas das mãos.

Meu noivo. Minha melhor amiga. Enroscados um no outro como animais.
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