Mag-log inMinha melhor amiga, Maya, veio de Miami para passar a semana da minha despedida de solteira. Meus últimos dias de liberdade. Ela insistiu numa noite só de garotas para comemorar, pedindo todos os meus pratos favoritos por entrega. Ela me pediu para segurar o celular dela e esperar. Então o telefone acendeu. Uma mensagem de algum cara. Uma foto sem camisa. Texto: Preciso de você hoje à noite. Outra foto chegou em seguida. Brinquedos sexuais. Equipamentos de bondage, como saídos de um filme. Meu rosto queimava. Meu coração martelava contra as costelas. Eu tinha acabado de tropeçar na vida secreta dela. Mas a imagem seguinte fez meu sangue gelar. Um close no peito do homem. Uma cicatriz irregular que eu conhecia melhor do que o meu próprio reflexo. Pertencia ao meu noivo, Luciano Carbone.
view moreDois meses depoisO sol florentino curou minhas feridas.Nos campos da Toscana, encontrei a mim mesma novamente.Pintei, li, estudei os clássicos.Sem ligações de Luciano. Sem notícias de Maya. Sem a sombra da máfia de Nova York.Apenas eu e a arte pura.Desenhei uma dúzia de vestidos novos, inspirados nos mestres do Renascimento.Elegantes, puros, com uma graça intocável.Essa era a minha nova vida.No dia em que voltei a Nova York, o ar de outono estava fresco. O aeroporto estava movimentado, mas meu coração estava calmo.Meu pai estava lá para me buscar.— Você está ótima. — Ele sorriu. — Minha filha está viva novamente.— Estou... — Respondi com um sorriso. — Estou pronta para começar minha nova vida.O carro seguiu em direção a casa.Nova York ainda era Nova York. Mas eu não era mais a mesma Catherine.Minha história se espalhou mais rápido do que eu. Tornou-se um sussurro entre a elite: a noiva do Don que abriu mão do trono e escolheu a si mesma.Alguém me esperava no portão da f
POV de MayaO corredor do hospital estava frio.As luzes fluorescentes brancas machucavam meus olhos.— Srta. Cross. Você pode ir agora.Marco estava à minha frente, o rosto impassível.— Como está Luciano? — Perguntei.— Isso não é mais da sua conta. — Disse, a voz gelada. — O chefe disse que nunca mais quer te ver.Nunca mais quer me ver.Horas atrás, naquela catedral, ele me chamou de esgoto. Um brinquedo. Algo para usar e descartar.Agora, ele nem se dava ao trabalho de me olhar.— Posso esperar ele acordar...— Srta. Cross. — Marco me interrompeu. Dois seguranças se posicionaram ao lado dele. — Por favor, saia imediatamente. Ou teremos que usar a força.Olhei em seus olhos. Eram frios, desconhecidos.Eram os mesmos homens que antes se curvavam para mim, porque eu era a mulher do chefe.Agora me olhavam como se eu fosse lixo.Virei-me e saí do hospital.Começava a chover. Uma chuva fria e cortante de outubro.Eu não tinha guarda-chuva. A água encharcou meu cabelo rapidamente, escor
POV de LucianoAs palavras de Maya me reviraram o estômago.Levantei-me de um salto, agarrei um punhado do cabelo dela e a arrastei.Ela gritou de dor, mas eu não liguei.— Você acha que eu preciso de você? — Bati a cabeça dela contra uma coluna de pedra. — Que merda você é?O sangue começou a escorrer pela testa dela, mas minha raiva estava longe de acabar.— Há apenas dois dias, nós... — Ela tentou argumentar.— Dois dias? — Eu zombava, a mão fechando em volta de sua garganta, apertando até que seu rosto começasse a ficar roxo. — Você era só um corpo quente. Um buraco para foder. Isso é tudo que você já foi.— Você realmente acha que eu poderia algum dia te amar? — Minha voz era veneno. — Maya Cross, você não vale nem um único cílio que cai do rosto de Catherine.— Você… você disse que me amava… — Ela engasgou, tentando falar.— Amar você? — Soltei-a, observando-a cair no chão, tossindo. — Eu nunca te amei. Você é só um animal que abre as pernas, uma cadela que sabe latir. Você faz
O abraço do meu pai era quente.Tão quente quanto quando eu tinha pesadelos na infância.Eu chorei compulsivamente.Toda a dor, toda a traição, tudo veio à tona de uma vez.— Eu não vou me casar. — Soluçei. — Eu não quero nada disso.— Tudo bem! — Disse meu pai, acariciando meus cabelos. — O que você quiser.Ele não perguntou o motivo.Não me culpou por ter sido impulsiva.Apenas me apertou contra o peito.— Levem-na para casa. — Disse ele aos seguranças.Eles me ajudaram a entrar no Rolls-Royce. Meu pai sentou ao meu lado.O carro se afastou daquele lugar de pesadelo.Em casa, minha mãe estava à espera.Quando viu o estado em que eu estava, não fez uma única pergunta.Apenas me abraçou e deixou que eu chorasse em seu ombro.— A mamãe está aqui. — Disse ela suavemente. — Vai ficar tudo bem.Três horas depois, o advogado chegou com uma pilha de documentos.— Todos os presentes do senhor Carbone foram catalogados. — Informou o advogado. — Joias, propriedades, ações. Tudo pronto para ser






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