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Capítulo 8

Author: Carol Reis
last update publish date: 2026-06-17 17:22:24

Júlio Martim

Chego ao trabalho e foco nos papéis em minha sala, nem consegui ver minha morena ainda, assim que saio da loja para almoçar recebo uma mensagem de minha mãe me chamando para almoçar no domingo, continuo andando e respondo um sim para ela de repente trombo em um homem.

— Desculpe senhor, estava distraído.— digo olhando para o celular caído e me abaixo para pegar o celular.

— Acho que sou muito novo para ser um senhor Júlio e não gosto de formalidades sabe disso.— olho para o homem
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  • Sentimento Irresistível    Bônus Epílogo

    O grande dia chegou. Olho para a minha barriga quase explodindo e sorrio.— Calma, meninos, ainda falta um tempo para vocês saírem. — Brigo com eles e faço um carinho para diminuir os chutes.Hoje faremos mais um ultrassom para ver como estão; o último foi há quase um mês. Entramos na sala do médico, e ele sorri.— E aí, mãezinha, como está hoje? — Me sento em frente à mesa dele.— Cansada, doutor.— Imagino que está bem pesado aí. — Ele aponta para a barriga; concordo com a cabeça.— Bastante. — Ele acena e vem para o meu lado.— Vamos medir esses pequenos? — Ele estende a mão; seguro, e o Beni pega pelo outro braço. Os dois me ajudam a levantar e me colocam na maca.Graças a Deus a recuperação foi ótima — hoje tenho somente a cicatriz na barriga, e as das pernas mal dão para ver. O pé deu um pouco mais de trabalho para tirar o gesso, e mesmo depois de tirado ainda manco um pouco; o doutor disse que é normal, e

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 29

    Como é bom estar em casa.Ontem recebi alta no fim de tarde, e tivemos um pequeno pé de guerra para sair do hospital — sorrio só de lembrar a confusão."Ela ficará lá em casa, tem bastante espaço." — Minha sogra diz."Não, ela ficará na casa dela. Eu estarei lá para tomar conta." — Minha mãe grita do outro lado, e eu começo a ficar apreensiva."Mas em casa tem espaço para vocês também." — Meu sogro diz em tom apaziguador."Uma casa enorme, e se ela precisar de socorro, até chegarmos lá demora." — Minha mãe alega, como se eles morassem no Maracanã."Acho que minha opinião vale também." — Entro no meio, tentando mostrar que estou acordada e não moribunda.As duas me olham numa disputa silenciosa para ver quem eu escolho. Realmente era o que me faltava — ciúmes entre as duas."Vou ficar em casa, mas deixarei a disposição para ir para a sua se precisar, Dete. Meus pais ficarão por um tempo, então vou aproveitar, tud

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 28

    Estou nervosa; as mãos estão suando frio. Quero muito ver meu bebê, saber como ele está com os meus próprios olhos.— Vamos fazer um ultrassom transvaginal para vermos melhor, tudo bem? — Fico com vergonha, mas concordo. O Beni já viu tudo, mas ainda é constrangedor.Ele apoia minhas pernas na maca com cuidado e prepara o aparelho. Sinto um gelinho, mas me acostumо; ele começa. Vira a tela para o nosso lado, e escuto um chiado, depois um barulho forte e ritmado.— Olha só o coração do nosso campeão. Espera — isso eu não tinha visto no primeiro exame. — Gelo. Será que tem algo errado?— Tem algo errado, doutor? — O Beni pergunta primeiro.— Não, esperem só um pouquinho. — Pego a mão dele e aperto; ele devolve o aperto, e o rosto dele estampa a mesma preocupação que o meu.— Isso mesmo, olha só. — O médico fala consigo mesmo e abre duas telas na TV.— Olha a surpresa — esse pequeno estava escondido. Querida mãezinha, dê ol

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 27

    Saio do quarto extasiado. Me encosto na parede e começo a chorar; me sento no chão e choro de alegria, de gratidão a Deus por cuidar não só da minha mulher, mas do meu filho também.— Obrigado. Obrigado.Não faço ideia de quanto tempo fico ali. Meus sogros saem do quarto, e ele me ajuda a me levantar.— Ela está bem, querido. Respire fundo — é hora de ficar ao lado dela. — Minha sogra diz, me consolando.Ela está certa. É hora de mostrar que vou estar com ela para sempre.— Vou fazer isso, sogra.Beijo a testa dela e saio correndo. Vou até o carro buscar a aliança que já tinha comprado — e não a encontro. Devo ter deixado na empresa. Dou partida e vou buscar.Vasculhei a sala toda e não achei; perguntei ao Carlos e ele também não encontrou. Droga, onde fui enfiar essa coisa — vou olhar em casa.— Sr., boa tarde. Queremos notícias da Lua. — Ainda tenho um resíduo de raiva dele por estar de conversa com a minha mu

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 26

    Pisco os olhos lentamente. Onde estou?Por que essa luz está tão clara assim?Tive um sonho estranho — acidente, e eu grávida. Olha a loucura. Abro os olhos e olho em volta: esse não é o meu quarto.Não foi um sonho.Meu coração acelera, e as lembranças enchem minha cabeça. Estou viva. Estou aqui. Obrigada, Deus. As lágrimas descem molhando minha orelha — alívio, puro alívio de estar viva. E o bebê?Me recordo do médico dizendo isso antes de tudo ficar escuro; o alívio dá lugar à preocupação.Tento mexer o pé para me levantar, e a barriga repuxa. Droga — não vou conseguir sair daqui. Tento de novo e reparo que tem algo pesando nos pés. Me ajeitо um pouco de lado, mas dói; solto um gemido.— Ai, droga. — O Beni se levanta num pulo.— Florzinha, você acordou. Está bem? Está com dor? Vou chamar o médico. — Ele se apavora, e eu choro; é tão bom vê-lo. Pensei que nunca mais poderia olhar para esse rosto que tanto amo

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 25

    Medo.Paro o carro na entrada do hospital e corro em pânico para a recepção.— Lua Amaral, ela sofreu um acidente. Me disseram que estava vindo para cá. — Quase grito com a senhora sentada atrás do balcão.— Ela ainda não deu entrada. — Ela nem termina de falar, e a ambulância para na porta.Corro para a entrada, e o que vejo me faz perder as forças: a camisa dela vermelha de sangue, uma mulher segurando-a pela barriga, a calça toda rasgada nas pernas. Tento me aproximar, mas o paramédico me para.— Senhor. — Dario me chama, mas não tiro os olhos dela. Deus, cuide da minha mulher.— Senhor, foi a Amélia. — Ele fala de novo. Vou acompanhando a maca com os olhos e trava na entrada da emergência. Começo a andar de um lado para o outro.— Precisamos fazer a ficha dela. Alguém tem os documentos? — Não olho quem perguntou; continuo andando.— Eu devia ter estado lá. Não devia ter deixado ela sozinha. Porra, é culpa mi

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