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Bônus Capítulo 26

Autor: Carol Reis
last update Fecha de publicación: 2026-10-02 19:00:05

Pisco os olhos lentamente. Onde estou?

Por que essa luz está tão clara assim?

Tive um sonho estranho — acidente, e eu grávida. Olha a loucura. Abro os olhos e olho em volta: esse não é o meu quarto.

Não foi um sonho.

Meu coração acelera, e as lembranças enchem minha cabeça. Estou viva. Estou aqui. Obrigada, Deus. As lágrimas descem molhando minha orelha — alívio, puro alívio de estar viva. E o bebê?

Me recordo do médico dizendo isso antes de tudo f
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Último capítulo

  • Sentimento Irresistível    Bônus Epílogo

    O grande dia chegou. Olho para a minha barriga quase explodindo e sorrio.— Calma, meninos, ainda falta um tempo para vocês saírem. — Brigo com eles e faço um carinho para diminuir os chutes.Hoje faremos mais um ultrassom para ver como estão; o último foi há quase um mês. Entramos na sala do médico, e ele sorri.— E aí, mãezinha, como está hoje? — Me sento em frente à mesa dele.— Cansada, doutor.— Imagino que está bem pesado aí. — Ele aponta para a barriga; concordo com a cabeça.— Bastante. — Ele acena e vem para o meu lado.— Vamos medir esses pequenos? — Ele estende a mão; seguro, e o Beni pega pelo outro braço. Os dois me ajudam a levantar e me colocam na maca.Graças a Deus a recuperação foi ótima — hoje tenho somente a cicatriz na barriga, e as das pernas mal dão para ver. O pé deu um pouco mais de trabalho para tirar o gesso, e mesmo depois de tirado ainda manco um pouco; o doutor disse que é normal, e

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 29

    Como é bom estar em casa.Ontem recebi alta no fim de tarde, e tivemos um pequeno pé de guerra para sair do hospital — sorrio só de lembrar a confusão."Ela ficará lá em casa, tem bastante espaço." — Minha sogra diz."Não, ela ficará na casa dela. Eu estarei lá para tomar conta." — Minha mãe grita do outro lado, e eu começo a ficar apreensiva."Mas em casa tem espaço para vocês também." — Meu sogro diz em tom apaziguador."Uma casa enorme, e se ela precisar de socorro, até chegarmos lá demora." — Minha mãe alega, como se eles morassem no Maracanã."Acho que minha opinião vale também." — Entro no meio, tentando mostrar que estou acordada e não moribunda.As duas me olham numa disputa silenciosa para ver quem eu escolho. Realmente era o que me faltava — ciúmes entre as duas."Vou ficar em casa, mas deixarei a disposição para ir para a sua se precisar, Dete. Meus pais ficarão por um tempo, então vou aproveitar, tud

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 28

    Estou nervosa; as mãos estão suando frio. Quero muito ver meu bebê, saber como ele está com os meus próprios olhos.— Vamos fazer um ultrassom transvaginal para vermos melhor, tudo bem? — Fico com vergonha, mas concordo. O Beni já viu tudo, mas ainda é constrangedor.Ele apoia minhas pernas na maca com cuidado e prepara o aparelho. Sinto um gelinho, mas me acostumо; ele começa. Vira a tela para o nosso lado, e escuto um chiado, depois um barulho forte e ritmado.— Olha só o coração do nosso campeão. Espera — isso eu não tinha visto no primeiro exame. — Gelo. Será que tem algo errado?— Tem algo errado, doutor? — O Beni pergunta primeiro.— Não, esperem só um pouquinho. — Pego a mão dele e aperto; ele devolve o aperto, e o rosto dele estampa a mesma preocupação que o meu.— Isso mesmo, olha só. — O médico fala consigo mesmo e abre duas telas na TV.— Olha a surpresa — esse pequeno estava escondido. Querida mãezinha, dê ol

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 27

    Saio do quarto extasiado. Me encosto na parede e começo a chorar; me sento no chão e choro de alegria, de gratidão a Deus por cuidar não só da minha mulher, mas do meu filho também.— Obrigado. Obrigado.Não faço ideia de quanto tempo fico ali. Meus sogros saem do quarto, e ele me ajuda a me levantar.— Ela está bem, querido. Respire fundo — é hora de ficar ao lado dela. — Minha sogra diz, me consolando.Ela está certa. É hora de mostrar que vou estar com ela para sempre.— Vou fazer isso, sogra.Beijo a testa dela e saio correndo. Vou até o carro buscar a aliança que já tinha comprado — e não a encontro. Devo ter deixado na empresa. Dou partida e vou buscar.Vasculhei a sala toda e não achei; perguntei ao Carlos e ele também não encontrou. Droga, onde fui enfiar essa coisa — vou olhar em casa.— Sr., boa tarde. Queremos notícias da Lua. — Ainda tenho um resíduo de raiva dele por estar de conversa com a minha mu

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 26

    Pisco os olhos lentamente. Onde estou?Por que essa luz está tão clara assim?Tive um sonho estranho — acidente, e eu grávida. Olha a loucura. Abro os olhos e olho em volta: esse não é o meu quarto.Não foi um sonho.Meu coração acelera, e as lembranças enchem minha cabeça. Estou viva. Estou aqui. Obrigada, Deus. As lágrimas descem molhando minha orelha — alívio, puro alívio de estar viva. E o bebê?Me recordo do médico dizendo isso antes de tudo ficar escuro; o alívio dá lugar à preocupação.Tento mexer o pé para me levantar, e a barriga repuxa. Droga — não vou conseguir sair daqui. Tento de novo e reparo que tem algo pesando nos pés. Me ajeitо um pouco de lado, mas dói; solto um gemido.— Ai, droga. — O Beni se levanta num pulo.— Florzinha, você acordou. Está bem? Está com dor? Vou chamar o médico. — Ele se apavora, e eu choro; é tão bom vê-lo. Pensei que nunca mais poderia olhar para esse rosto que tanto amo

  • Sentimento Irresistível    Bônus Capítulo 25

    Medo.Paro o carro na entrada do hospital e corro em pânico para a recepção.— Lua Amaral, ela sofreu um acidente. Me disseram que estava vindo para cá. — Quase grito com a senhora sentada atrás do balcão.— Ela ainda não deu entrada. — Ela nem termina de falar, e a ambulância para na porta.Corro para a entrada, e o que vejo me faz perder as forças: a camisa dela vermelha de sangue, uma mulher segurando-a pela barriga, a calça toda rasgada nas pernas. Tento me aproximar, mas o paramédico me para.— Senhor. — Dario me chama, mas não tiro os olhos dela. Deus, cuide da minha mulher.— Senhor, foi a Amélia. — Ele fala de novo. Vou acompanhando a maca com os olhos e trava na entrada da emergência. Começo a andar de um lado para o outro.— Precisamos fazer a ficha dela. Alguém tem os documentos? — Não olho quem perguntou; continuo andando.— Eu devia ter estado lá. Não devia ter deixado ela sozinha. Porra, é culpa mi

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