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capítulo 30

last update Data de publicação: 2025-04-26 06:14:30

Giulietta

A taça de vinho dançava entre meus dedos, vermelha como o sangue que eu sonhava ver escorrendo do peito de Vincent. A lareira crepitava no fundo da sala ancestral da mansão em Verona, e o cheiro de madeira queimada se misturava ao perfume do veneno que pairava no ar.

Salvatore meu irmão estava à minha esquerda, debruçado sobre uma planta detalhada do porto em Nova York. À minha direita Lorenzo nosso primo estrategista digitava códigos no notebook com um meio sorriso nos lábios. Todos
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Último capítulo

  • Um Mafioso em minha vida    capítulo 89

    MirellaA brisa do mar invadia a casa com um perfume que só o Rio tem o Sal, sol e liberdade. Estávamos na casa de praia, onde tudo sempre parece mais leve, como se a vida nos desse uma trégua. Ou talvez seja o amor que mora aqui. O nosso amor.Vincent estava no terraço com Domenico, os dois na rede tirando um cochilo da tarde . Era bonito de ver. Aquele homem que já foi temido por tantos, agora paciente, com o filho. Às vezes, me pego olhando e penso que só quem conhece a guerra valoriza a paz assim.E hoje... hoje meu coração estava diferente. Batendo mais forte, mais rápido. Carregando um segredo que pulsava junto comigo. Peguei a xícara de café e subi devagar. Precisei respirar fundo antes de encarar ele e dar a notícia. Me olhei no espelho e vi a mulher que me tornei. Ainda sou aquela garota do subúrbio, nascida em meio ao barulho do morro e às gírias da rua. Mas agora... agora sou mãe. Sou esposa. E, hoje, sou mais.Vincent despertou na hora , ao ouvir meus passos , sorriu com Do

  • Um Mafioso em minha vida    capítulo 88

    Vincent A vida ta seguindo . Não como uma promessa de finais felizes, mas como um silêncio que não dói mais. Estamos em nossa casa de praia no Brasil de férias . Um lugar que conheci entre uma das vezes que viemos ao Brasil, a casa é a beira do mar , onde a paz envolve todo o lugar , o mar beija as encostas como se nunca tivesse conhecido a violência dos homens. Acordei com o cheiro do café fresco e o som de risadas vindo do andar de baixo. Mirella está com Domenico na sala ensinando a montar uma pipa. Ela não tem medo do vento nunca teve. Nem das tempestades. Olhei pela janela e percebi que aqui e o nosso refúgio , o lugar onde ouco o sorriso dela , o dele e que quando estamos aqui ela fica bem mais relaxada , afinal Rio de janeiro e o lugar onde ela nasceu e foi criadoa . Aprendi gostar desse lugar e gosto de tirar eles um pouco do nosso mundo obscuro , Domenico ja esta com seus 4 aninhos, esperto que só ,curioso, cheio de perguntas sobre tudo. E ela tem uma paciência que me de

  • Um Mafioso em minha vida    capítulo 87

    Mirella Vincent Mangano era uma tempestade disfarçada de homem. O olhar dele carregava séculos de orgulho e promessas que só os mortos poderiam cobrar. Eu sabia que me envolver com ele era como dançar sobre vidro. E mesmo assim, fiquei.Hoje, ele não é mais o mesmo homem. Ainda é forte. Ainda é temido. Mas agora... agora ele sangra onde só eu posso ver.Ele sorri para Domenico com os olhos marejados. Finge que não chora quando segura a velha foto do pai. Mas eu vejo. Eu vejo tudo.E escolho ficar.Porque é isso que mulheres como eu fazem quando amam de verdade sustentam o que o mundo inteiro tenta derrubar.Vi Vincent voltar do inferno. Vi os fantasmas da família Giulietta caírem um a um. Marco morreu, e com ele, um ciclo maldito. Mas também vi algo em Vincent morrer naquele momento a necessidade de vingar.Agora ele vive. E viver, para um homem como ele, é o maior ato de coragem.Eu sou a única que ele permite entrar no silêncio. A única que ele escuta mesmo quando não digo nada. Às v

  • Um Mafioso em minha vida    capítulo 86

    Vincent Eu enterrei meu pai com as mãos sujas de sangue e o coração partido em mil pedaços.O velho sempre dizia que morreria em guerra. Que o descanso não era pra homens como ele, forjados no fogo da máfia, moldados pela dor, pelo instinto, pelo sangue. Mas por mais que eu tenha escutado essas palavras a vida inteira, nada me preparou para vê-lo cair.Dom Mangano. O último dos gigantes. Meu pai. Ele morreu como viveu lutando. Protegendo o que amava. Defendendo a honra até o último fio de voz. E eu estava lá. Eu ouvi sua última palavra. Lute.Mas como se luta com um buraco no peito?Domenico ainda não entende. Ele sorri com a inocência de quem carrega um nome maior do que pode suportar. Olho pra ele e vejo o futuro... mas também vejo meu pai. A expressão séria, o queixo firme, a faísca nos olhos. Ele é um Mangano. E isso é uma bênção. E uma maldição.Mirella segura minha mão nas madrugadas em que acordo suando frio, os olhos buscando por um vulto que não está mais aqui. Ela é forte.

  • Um Mafioso em minha vida    capítulo 85

    Dom ManganoEu não envelheci por sorte. Envelheci porque fui mais esperto do que os homens que tentaram me derrubar.Marco achou que podia voltar dos mortos. Que a poeira do tempo apagaria as dívidas de sangue. Mas no jogo da honra, o relógio não perdoa. O que se deve, se paga com juros.Ele reapareceu. Mexeu nos negócios em Milão, matou um dos meus homens e deixou um recado. Acha que isso me assusta?Eu sou Dom Mangano. Fundador de um império. Criador de monstros. Pai de um herdeiro que agora segura o próprio filho nos braços. Isso me torna mais perigoso do que jamais fui. Agora, é a hora de matar o fantasma.Cheguei em Marselha, França, sob identidade falsa. Trouxe comigo apenas dois homens Dante e Bellini. Fiéis como cães treinados. Não precisávamos de mais. O plano era simples. Rápido. E fatal.Lúcia morava num apartamento discreto, dois andares acima de uma floricultura. Cabelos curtos agora. Olhos cansados. Mas a mesma intensidade de quem já foi amada e traída pelo mesmo homem.

  • Um Mafioso em minha vida    capítulo 84

    Vincent Nunca fui bom com palavras. Nem com gestos. Meu mundo sempre foi o do silêncio, das ordens dadas com o olhar, das decisões tomadas na ponta da faca ou na ponta da arma. Mas ali, naquela sala, com meu sogro segurando meu filho nos braços... eu entendi que algumas guerras são vencidas no silêncio. — Ele é forte — meu sogro disse, ainda com Domenico no colo. — Tem o olhar firme. Igual ao pai. Assenti. Não por orgulho. Mas porque sabia que aquele olhar vinha muito mais da mãe. Da força dela. Do que ela enfrentou pra estar aqui hoje. Meu sogro não era o homem mais fácil de se conviver. Sempre reto, dono da verdade, justiça nas mãos, orgulho nos olhos. E mesmo assim... ali estávamos. Ele, eu, e esse pequeno entre nós dois. Unindo mundos que jamais pensei que se encontrariam. — O senhor já pensou em como isso tudo é doido? — perguntei, quebrando o silêncio. — Qual era a probabilidade da gente Agora ser ... somos o que? Parceiros? Família? Ele sorriu de lado. Um daqueles so

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