INICIAR SESIÓNUm novo começo.Um ano se passou desde o casamento que fizera Londres falar por meses. A temporada de escândalos, intrigas e suspiros se tornara apenas uma doce lembrança para Beatrice e Oliver. A residência de Oliver estava finalmente tranquila, preenchida por risos, amor e a certeza de que haviam encontrado em cada um a metade que completava a própria alma.Beatrice caminhava pelos jardins da propriedade em uma manhã ensolarada, o aroma das flores recém-desabrochadas envolvendo-a em uma sensação de paz que há muito não sentia. Ela parou por um instante, sentindo a brisa tocar seu rosto e bagunçar suavemente seus cabelos castanhos, e um sorriso se formou em seus lábios. Um sorriso que refletia felicidade plena.Oliver estava perto, encostado em uma árvore, observando-a com aquele olhar azul intenso que sempre fazia seu coração acelerar. Quando a viu sorrir, seu peito se aqueceu de uma maneira que ele ainda não conseguia explicar, mesmo após meses de casamento. Caminhou até ela, segur
O sol despontava timidamente por entre as cortinas da residência de Oliver, lançando raios dourados sobre o quarto silencioso. Beatrice despertou primeiro, sentindo o calor do corpo do marquês ao seu lado, seu braço envolvendo-a com firmeza, mas com uma delicadeza que apenas Oliver sabia demonstrar. Ela abriu os olhos e por um instante se perdeu nos azuis intensos dele, lembrando-se de todos os momentos que os haviam levado até ali — das provocações, dos medos, dos duelos, dos segredos e, finalmente, da entrega completa de seus corações.Oliver ainda dormia, o semblante relaxado e sereno, e Beatrice sentiu uma onda de ternura invadir seu peito. Nunca imaginara que poderia amar alguém tão completamente, e ao mesmo tempo, sentir-se tão segura, tão inteira, nos braços de outro ser humano. Um sorriso suave brotou em seus lábios, e ela se inclinou para tocar seu rosto, apreciando cada traço que a fazia sentir-se viva.—Bom dia, meu impossível marquês —sussurrou ela, com uma voz carregada d
A manhã do grande dia amanheceu com uma luz suave e dourada, filtrando-se pelas janelas do castelo da tia Marigold. O aroma de flores recém-colhidas se espalhava pelos corredores, misturando-se ao perfume delicado que Beatrice escolhera para a ocasião — uma mistura de rosas brancas e lírios, lembrando a pureza e a elegância do momento. Cada detalhe daquele dia havia sido planejado com cuidado, e mesmo assim, a jovem sentia um frio na barriga, uma mistura de ansiedade e alegria que não conseguia disfarçar.No quarto preparado especialmente para ela, Beatrice contemplava o vestido de noiva, obra-prima em cetim marfim bordado com fios de ouro delicados. O corpete ajustava-se perfeitamente ao seu corpo, realçando a cintura sem apertar, enquanto a saia se abria em camadas leves, caindo como uma cascata de seda até o chão. Sobre os ombros, um véu de renda francesa, quase transparente, completava a imponência da noiva. Seus olhos castanhos refletiam a luz do sol e um brilho quase irreprimíve
O sol da manhã banhava os jardins da propriedade da tia Marigold com uma luz dourada e suave, que refletia nas folhas úmidas do orvalho e nos parterres de flores recém-desabrochadas. Cada pétala parecia brilhar com uma intensidade quase mágica, como se a própria natureza antecipasse o momento que estava prestes a acontecer. Beatrice, de pé diante do grande espelho do salão, ajustava os delicados botões de seu vestido de seda creme, sentindo o tecido deslizar sobre sua pele. Cada toque, cada movimento, parecia carregado de uma eletricidade sutil que percorria todo o seu corpo, despertando nela uma ansiedade que misturava nervosismo e expectativa.Ela respirava fundo, tentando organizar os pensamentos. Nos últimos dias, a ausência de Oliver havia deixado um vazio que ela não conseguia mais ignorar. As manhãs, os passeios e até mesmo os pequenos almoços tinham perdido o brilho sem a presença dele. O coração dela batia de maneira irregular só de pensar que poderia reencontrá-lo. Cada lemb
Oliver estava sentado sozinho em seu escritório, a luz suave do amanhecer entrando pelas janelas altas. A xícara de chá esfriava esquecida sobre a mesa, e ele mal percebia o tempo passar. Sua mente, no entanto, estava longe dali. Estava completamente ocupada com uma única e irresistível preocupação: como pedir a mão de Beatrice novamente. E desta vez, ele queria que fosse perfeito — agradável, delicado, inquestionavelmente dela.O marquês se levantou, começou a andar de um lado para o outro, os dedos entrelaçados atrás das costas, os passos ritmados ecoando pelo piso de madeira. "Não posso simplesmente... dizer do jeito que fiz antes", murmurou, franzindo a testa. "Ela merece algo... memorável. Algo que mostre que... que eu a respeito, que penso nela em cada detalhe."Ele se pegou imaginando diversas formas. Um jantar à luz de velas? Não, isso poderia parecer pomposo demais. Um bilhete? Ridículo — Beatrice jamais aceitaria uma proposta impessoal. Um passeio à beira do lago, como da úl
Beatrice não conseguiu dormir naquela noite. O quarto silencioso da propriedade da tia Marigold parecia ecoar cada palavra que trocara com Oliver na noite anterior. O travesseiro guardava o perfume de lavanda de seus cabelos, mas, para ela, era apenas mais um lembrete da inquietação que lhe consumia.Ela sempre dissera a si mesma que o marquês de Hensley era um homem impossível: arrogante, debochado, escandaloso. Um verdadeiro tormento. Mas, agora, em sua ausência, descobria algo ainda mais perturbador — o silêncio deixado por ele era insuportável.Os dias que se seguiram foram de pura contradição.De manhã, quando abria as cortinas, seus olhos corriam para os jardins como se esperassem vê-lo surgir, altivo, talvez com um sorriso cínico nos lábios. Mas ele não vinha.À tarde, o coração dela se acelerava ao ouvir cascos de cavalos na entrada, apenas para se decepcionar com algum criado ou visitante qualquer.À noite, os pensamentos dela a torturavam. Oliver devia estar em sua proprieda







