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Capítulo 158

Autor: Any L.
last update Fecha de publicación: 2026-10-09 03:10:46
Katy Nunes

Acordei com a luz suave do sol da manhã atravessando as frestas da cortina da varanda. O apartamento estava num silêncio gostoso, e a primeira coisa que senti foi o abraço acolhedor do Ian ao meu redor. Ele ainda dormia profundamente, com o queixo apoiado no topo da minha cabeça e um dos braços pesados e protetores cruzando a minha cintura.

Acomodei-me mais perto do peito dele, aproveitando aquele calor. No entanto, bastaram alguns minutos para que uma sensação estranha e urgente co
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  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 158

    Katy Nunes Acordei com a luz suave do sol da manhã atravessando as frestas da cortina da varanda. O apartamento estava num silêncio gostoso, e a primeira coisa que senti foi o abraço acolhedor do Ian ao meu redor. Ele ainda dormia profundamente, com o queixo apoiado no topo da minha cabeça e um dos braços pesados e protetores cruzando a minha cintura. Acomodei-me mais perto do peito dele, aproveitando aquele calor. No entanto, bastaram alguns minutos para que uma sensação estranha e urgente começasse a tomar conta de mim. Não era enjoo, nem o cansaço dos dias anteriores... era uma fome avassaladora e específica. — Ian... — chamei baixinho, cutucando o peito dele com o indicador. Ele resmungou algo incompreensível, apertando minha cintura e me puxando ainda mais contra o seu corpo. — Ian, acorda... É sério — insisti, rindo da teimosia dele em continuar dormindo. Ele soltou um suspiro profundo e abriu os olhos azuis devagar, a voz grave e rouca de sono: — O que foi, meu amor? Acon

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 157

    Katy Nunes O silêncio do apartamento à noite sempre trazia uma sensação de paz, mas, com o Ian ali do meu lado, o ambiente parecia acolhedor de um jeito completamente novo. Terminamos o jantar sem pressa e ele se recusou sumariamente a me deixar levantar da mesa para ajudar com qualquer coisa. Com a firmeza carinhosa de sempre, ele me encaminhou para a sala e organizou a cozinha em questão de minutos. Quando voltou para o cômodo, trazia duas taças nas mãos: a dele com vinho tinto e a minha com água aromatizada e morangos frescos. Ele deixou as taças sobre a mesa de centro, acomodou-se ao meu lado no sofá espaçoso e me puxou para perto sem cerimônia. Encostei a cabeça em seu peito, sentindo o ritmo tranquilo do seu coração, enquanto ele desdobrava um edredom leve e cobria nossas pernas. Liguei a TV em um filme qualquer para fazer barulho de fundo, mas a verdade é que minha atenção não durou nem dois minutos na tela. Depois de um dia tão conturbado, estar ali nos braços dele er

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 156

    Katy Nunes Abri os olhos devagar, sentindo a cama macia e a meia-luz do quarto me acolherem. A primeira coisa que percebi foi uma pressão insistente na bexiga — a clássica e inseparável companheira do primeiro trimestre de gravidez. Olhei para o lado e vi a porta da varanda entreaberta. O céu do Rio de Janeiro já exibia tons alaranjados e roxos, indicando que a tarde tinha ficado para trás e o anoitecer começava a se aproximar. Sentando-me na cama com cuidado, levei a mão à barriga, sentindo uma leveza que há dias não experimentava. O sono pesado tinha feito milagres pelo meu corpo e pela minha mente. Caminhei até o banheiro, resolvi a urgência com um suspiro de alívio e aproveitei para lavar o rosto com água fria. Ao sair do quarto e caminhar pelo corredor silencioso, um aroma delicioso e acolhedor de tempero refogado começou a invadir o ar. Parei na entrada da cozinha e a cena diante de mim me fez sorrir instantaneamente, esquecendo qualquer resquício do estresse daquela tarde.

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 155

    Ian Parker O trajeto da agência até o prédio da Katy pareceu demorar o dobro do tempo normal , Segurei o volante com força, mantendo o autocontrole enquanto repassava na mente tudo o que a Ana tinha me contado. A ideia do Júlio encurralando a Katy e forçando interações indesejadas no restaurante fazia a minha paciência se esgotar a cada quilômetro. Liguei o pisca e embiquei o carro na rampa de acesso ao subsolo do edifício. Acionei o controle da garagem e desci devagar. Quando fiz a curva para alinhar o carro próximo às vagas dos moradores, meus olhos fixaram imediatamente na figura que acabara de sair de um sedã prata estacionado a poucos metros de distância. Era o Júlio. Ele ajeitava o paletó enquanto caminhava em direção ao hall dos elevadores, carregando uma pasta sob o braço. A raiva que eu vinha segurando desde que saí da minha sala explodiu instantaneamente. Parei o carro na primeira vaga livre, puxei o freio de mão e saí do veículo, batendo a porta com força. O ruído

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 154

    Ian Parker O ambiente na agência estava intenso. A auditoria avançava a passos largos na sala de conferências e o ritmo de trabalho do andar diretivo exigia a minha atenção total. Eu revisava uma série de contratos de patrocínio que precisavam da minha assinatura antes do final do dia quando o meu telefone pessoal vibrou sobre a mesa de madeira nobre. Olhei para a tela e vi o nome da Ana piscar. Atendi no primeiro toque, esperando ouvir que as duas tinham finalizado o almoço e que a Katy já estava a caminho da empresa. — Ana? Deu tudo certo por aí? A Katy almoçou direitinho? — Oi, Ian... Sim, ela almoçou — a voz da Ana veio acompanhada pelo ruído característico do trânsito e pelo som abafado de um rádio ao fundo. — Eu estou em um táxi agora, indo direto para o hospital. Surgiu uma emergência grave no pronto-socorro, um caso de trauma complexo, e me chamaram às pressas. — Entendo. Obrigado por ter acompanhado ela — respondi, relaxando a postura na cadeira. — Onde a Katy está? Ela j

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 153

    Katy Nunes — Você quer ir embora? — Ana perguntou, ainda visivelmente incomodada com tudo o que havia acontecido. Respirei fundo e olhei para o prato à minha frente. — Não. Eu preciso comer. Ana me observou por alguns segundos. — Katy... — Se eu chegar em casa sem ter comido, o Ian vai perceber. E, sinceramente, depois de tudo o que aconteceu, eu não quero preocupá-lo ainda mais. Passei a mão pela barriga, num gesto instintivo. — Preciso pensar em mim e nos bebês. Ana suavizou a expressão e segurou minha mão sobre a mesa. — É exatamente isso que você precisa fazer. Pensar em você, nos bebês e no que realmente importa. Assenti e tentei voltar à comida. Ainda sentia um nó no peito por causa das palavras de Júlio. Algumas frases continuavam ecoando na minha cabeça, mesmo enquanto eu tentava me concentrar no prato. Ana percebeu e, como sempre, encontrou uma maneira de mudar o assunto. — Você não sabe o que o Julien me contou hoje. Levantei os olhos para ela. — O que ele apro

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