ログインAshley não conseguia ignorar a presença de Eleonora, mesmo que quisesse. A sensação de que algo estava fora do lugar crescia a cada encontro, cada olhar. E, no fundo, ela sabia que também estava atraída por aquele mistério que cercava Eleonora. Era algo que fazia seu coração acelerar, mesmo quando sua mente lhe dizia para manter distância.
As duas começaram a passar mais tempo juntas, embora Ashley ainda não conseguisse definir o que exatamente estava acontecendo entre elas. Era amizade? Era algo mais? Eleonora parecia estar sempre lá, observando, esperando... mas esperando o quê?
Naquela manhã, após uma aula particularmente monótona de história, Eleonora se aproximou de Ashley no corredor, com aquele sorriso enigmático no rosto.
— Ei, Ash, — Eleonora disse, inclinando — se levemente contra o armário de Ashley. — Tem planos para hoje à tarde? —
Ashley fechou seu armário, tentando não demonstrar o nervosismo que sentia sempre que Eleonora estava por perto. — Hum... não exatamente. Por quê? —
— Eu estava pensando... a gente poderia sair. Ir a algum lugar para conversar, talvez? Eu conheço um café legal aqui perto. — Eleonora sugeriu, sua voz suave e convidativa.
Ashley hesitou por um segundo, antes de finalmente concordar. — Claro, por que não? —
Enquanto caminhavam juntas até o café, Eleonora falava sobre assuntos aleatórios — música, filmes, a cidade — mas, de alguma forma, Ashley sempre sentia que havia mais escondido sob a superfície. Era como se Eleonora estivesse cuidadosamente evitando algo, o que só aumentava a curiosidade de Ashley.
No café, depois de pedir seus pedidos, elas se sentaram em uma mesa nos fundos. O lugar estava praticamente vazio, o que deixava o ambiente ainda mais silencioso e íntimo.
— Então, Ash, — Eleonora começou olhando — a diretamente nos olhos. — Como você está se sentindo sobre a cidade? Já se acostumou?
Ashley deu de ombros, tentando encontrar as palavras certas. — Ainda é estranho. Tudo é tão diferente do que eu estava acostumada. Mas... estou tentando me adaptar. —
Eleonora sorriu, inclinando-se um pouco mais perto. — Eu sei como é. Mudar para cá também foi difícil para mim no começo. Mas, com o tempo, você se acostuma.
— Você sempre morou aqui? — Ashley perguntou, tentando descobrir mais sobre a vida de Eleonora antes de se mudarem para a cidade.
Eleonora hesitou por um breve momento, algo que Ashley notou imediatamente.
— Mais ou menos. Já me mudei algumas vezes, mas estou aqui há um bom tempo agora.
— De onde você veio antes? — Ashley continuou, sua curiosidade crescendo.
Eleonora desviou o olhar por um segundo, antes de responder com um sorriso forçado. — Oh, nada muito interessante. Só lugares pequenos... Eu prefiro não falar muito sobre o passado.
Aquilo fez algo acender dentro de Ashley. Ela sabia que havia mais naquela história, mas não queria pressionar Eleonora. Ainda assim, a sensação de que Eleonora estava escondendo algo começou a incomodá-la.
— Entendo, — Ashley disse, tentando não parecer desapontada com a resposta vaga. — Mas se algum dia quiser conversar, estou aqui.
Eleonora assentiu, agradecida, mas mudou de assunto rapidamente. Elas passaram o resto do tempo falando sobre trivialidades, mas o desconforto pairava no ar. Quando finalmente se despediram, Ashley se pegou olhando para Eleonora enquanto ela se afastava, sentindo-se mais confusa do que nunca.
Mais tarde, naquele mesmo dia, enquanto fazia o dever de casa, Ashley não conseguia parar de pensar em Eleonora. Algo estava errado. Ela não conseguia apontar exatamente o que era, mas os pequenos detalhes começaram a se acumular em sua mente.
Lembrou-se de que nunca havia visto Eleonora comer na escola, algo que Vincent também mencionara. Ela sempre estava por perto, mas nunca realmente participava das refeições. E, na caminhada até o café, Eleonora parecia incomodada com a luz do sol, mesmo que estivesse nublado. Eram coisas pequenas, mas estranhas o suficiente para fazer Ashley questionar.
Foi então que, com uma sensação de necessidade de respostas, Ashley pegou o celular novamente e abriu o perfil de Eleonora nas redes sociais. Ela revisitou cada postagem, cada foto, tentando encontrar algum padrão ou pista que pudesse explicar o comportamento de Eleonora.
Mais uma vez, ela encontrou apenas frases enigmáticas e fotos de paisagens noturnas. Nenhuma interação pessoal, nenhuma pista concreta sobre quem Eleonora realmente era.
— Isso está me deixando louca, — murmurou para si mesma enquanto deslizava pela tela.
Foi então que algo chamou sua atenção. Uma das postagens de Eleonora tinha uma data muito antiga, muito antes de Ashley se mudar para a cidade. Era uma citação poética sobre o tempo, acompanhada de uma imagem do céu noturno. Mas o que mais a intrigou foi o fato de que o perfil de Eleonora parecia não ter envelhecido desde então. Seu rosto, embora ausente de selfies, aparecia em algumas fotos antigas — e Eleonora parecia exatamente a mesma.
— O que isso significa? — Ashley perguntou em voz alta, como se o celular pudesse lhe dar uma resposta.
A mente de Ashley começou a trabalhar, criando teorias e possibilidades. As peças da quebra — cabeça estavam ali, mas ainda faltava algo para conectá-las. Ela precisava observar Eleonora mais de perto, descobrir o que estava escondido por trás daquele exterior enigmático.
No dia seguinte, na escola, Eleonora estava mais próxima do que nunca. Cada vez que Ashley se virava, parecia que Eleonora estava por perto, observando-a. Havia uma tensão palpável no ar, algo que Ashley não sabia se era apenas fruto de sua imaginação ou se Eleonora também estava sentindo.
Em um momento entre as aulas, enquanto Ashley estava sentada sozinha no pátio, Eleonora se aproximou, sentando — se ao lado dela com aquele sorriso de sempre.
— Ei, — Eleonora disse suavemente, quase sussurrando.
— Você parece distante hoje. Está tudo bem?
Ashley a olhou por um momento, tentando decidir o que dizer. — Estou bem. Só... pensando.
Eleonora arqueou uma sobrancelha, parecendo intrigada. — Pensando em quê?
Ashley hesitou, mas decidiu não a confrontar diretamente. Ainda não.
— Ah, só sobre a vida... essas coisas.
Eleonora riu levemente.
— Entendo. Pensar demais pode ser perigoso, Ash. Às vezes, é melhor só deixar as coisas acontecerem.
— Deixar as coisas acontecerem? — Ashley repetiu, questionando o que aquilo significava.
Eleonora assentiu, seu olhar profundo e cheio de significado.
— Sim. Algumas coisas não precisam ser entendidas imediatamente. Apenas... sentidas.
Aquilo deixou Ashley ainda mais confusa, mas, ao mesmo tempo, uma faísca de atração crescia dentro dela. Eleonora tinha uma maneira de falar que fazia com que cada palavra parecesse carregada de segredos e promessas.
Mais tarde, enquanto caminhavam juntas pelo corredor, Ashley tentou observar Eleonora com mais atenção, procurando qualquer comportamento que parecesse fora do comum. Mas Eleonora parecia... normal. Ela conversava, ria e interagia como qualquer outra pessoa. No entanto, Ashley não conseguia se livrar da sensação de que algo estava sendo cuidadosamente escondido.
Na saída da escola, Eleonora se ofereceu para acompanhar Ashley até em casa, o que Ashley aceitou, embora sua mente estivesse repleta de perguntas não respondidas.
Enquanto caminhavam lado a lado, o silêncio entre elas era confortável, mas ao mesmo tempo cheio de expectativa. Ashley sentia que havia algo prestes a acontecer, uma revelação que estava pendurada no ar.
Quando chegaram à porta da casa de Ashley, Eleonora se despediu com um sorriso suave.
— Vejo você amanhã, Ash.
Ashley assentiu, observando Eleonora se afastar até desaparecer na esquina. O que quer que estivesse escondido, Ashley sabia que estava se aproximando da verdade. Ela só precisava continuar observando, esperando pelo momento certo para finalmente descobrir o segredo de Eleonora.
Ashley entrou em casa e foi direto para seu quarto, onde se jogou na cama, exausta, tanto física quanto mentalmente. Havia tanta coisa acontecendo em sua cabeça que mal conseguia organizar seus pensamentos. Eleonora era um enigma, e, quanto mais tempo passava com ela, mais confusa se sentia.
Antes de dormir, mais uma vez, ela pegou o celular e abriu o perfil de Eleonora. Não havia novas postagens, nenhuma mudança. Mas Ashley sabia que a resposta estava ali, em algum lugar. Ela só precisava encontrá-la.
Fechando os olhos, Ashley se deixou levar pelo sono, ainda com o mistério de Eleonora pairando em sua mente, cada vez mais próximo de ser desvendado.
A noite caía silenciosa sobre a cidade, e Ashley finalmente adormeceu. No entanto, seu sono não foi tranquilo. Logo, sua mente a levou para um sonho que parecia mais real do que qualquer outro.
Ela se viu caminhando em um campo aberto sob um céu escuro, estrelado. A luz da lua banhava tudo ao seu redor com um brilho pálido, quase etéreo. O ar estava frio, mas não desagradável. Ashley sentia a brisa tocando sua pele, enquanto seus pés deslizavam pela grama macia. Ela não sabia para onde estava indo, mas algo a chamava, uma presença que ela não podia ignorar.
De repente, uma figura apareceu à sua frente. Eleonora. Ela estava vestida com um longo vestido preto, o tecido esvoaçando ao vento de uma maneira quase sobrenatural. Seus olhos brilhavam com um tom profundo, fixos em Ashley com uma intensidade que fazia seu coração bater mais rápido. Eleonora se aproximou, seus passos silenciosos, mas carregados de significado.
Ashley tentou falar, mas sua voz não saiu. Ela estava paralisada pela visão de Eleonora, pela aura que emanava dela. Havia algo diferente, algo que a atraía ainda mais.
Eleonora sorriu, um sorriso enigmático, e estendeu a mão para Ashley. Sem hesitar, Ashley a pegou, sentindo o toque frio dos dedos de Eleonora em sua pele quente. O contraste era chocante, mas ao mesmo tempo... excitante.
— Venha, — Eleonora sussurrou, sua voz sedutora. — Deixe — me mostrar algo.
Ashley se deixou guiar, sentindo uma mistura de curiosidade e desejo. Elas caminharam juntas por aquele campo onírico até chegarem a um grande lago. As águas estavam calmas, refletindo o céu estrelado acima. Eleonora parou à beira do lago e olhou profundamente nos olhos de Ashley, sua mão ainda segurando a dela.
Sem dizer uma palavra, Eleonora puxou Ashley para perto. A distância entre seus rostos diminuiu até que Ashley pudesse sentir a respiração fria de Eleonora contra sua pele. O coração de Ashley batia forte, a adrenalina e o desejo se misturando em um turbilhão dentro dela.
Então, Eleonora inclinou a cabeça e aproximou seus lábios do pescoço de Ashley. O toque suave de seus lábios fez um arrepio percorrer todo o corpo de Ashley. Era como se todo o mundo ao redor delas tivesse desaparecido, deixando apenas aquele momento.
Ashley sentia uma mistura de medo e excitação, incapaz de se mover, mas também sem querer que aquilo acabasse. Eleonora parecia ler seus pensamentos, pois sorriu contra sua pele e a beijou suavemente, seu toque tão leve quanto uma brisa.
E, então, de repente, Eleonora se afastou. Ashley tentou alcança-la, mas seus dedos encontraram apenas o vazio. Eleonora estava de volta à beira do lago, olhando para ela com um olhar intenso, quase predatório. Seus olhos brilhavam com algo além de simples atração. Era fome.
— Você me quer, Ash? — Eleonora perguntou, sua voz carregada de desejo.
Ashley, ofegante, não conseguia responder. Ela queria. Queria mais do que jamais havia imaginado. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, o cenário ao seu redor começou a desvanecer. O lago, o campo, o céu estrelado... tudo se dissolvia em escuridão. E, então, Ashley acordou.
Seu coração ainda batia rápido, e ela sentia o calor em sua pele. A realidade parecia fria e distante comparada à intensidade do sonho. Ela se sentou na cama, tentando recuperar o fôlego e organizar seus pensamentos.
O que aquele sonho significava? Era apenas sua mente pregando peças? Ou havia algo mais, algo que ela ainda não conseguia entender?
Ela passou a mão pelo pescoço, onde havia sentido os lábios de Eleonora no sonho. A sensação ainda estava lá, viva em sua memória.
Ashley sabia que, a partir daquele momento, nada seria como antes. O que quer que estivesse acontecendo entre ela e Eleonora, era mais profundo do que simples amizade. E, talvez, mais perigoso também.
Ela se deitou novamente, encarando o teto, ainda sentindo a presença de Eleonora em cada parte de seu corpo. Fechou os olhos, mas o sono não veio. Sua mente estava presa naquele sonho, naquela sensação. Algo estava mudando, e Ashley não sabia se estava preparada para o que viria a seguir.
Os primeiros raios de sol pintavam o céu em tons de laranja e dourado, afastando os últimos vestígios da noite. Na varanda, Ashley e Eleonora ainda estavam lado a lado, compartilhando o calor uma da outra. O mundo parecia mais calmo, mais seguro — mas não menos cheio de possibilidades. Ashley, envolta em um cobertor, olhava para o horizonte. — Nunca pensei que chegaria a sentir isso de novo, Eleonora. Paz. Eleonora segurou a mão dela, apertando com leveza. — Você lutou por isso, Ashley. Foi sua coragem, sua força, que nos trouxe até aqui. Elas permaneceram em silêncio por um momento, deixando o som da natureza preencher o espaço. Então, Ashley sorriu. — Quero fazer mais, Eleonora. Não apenas para nós, mas para os outros. Ensinar, proteger... mostrar que podemos enfrentar o que vier, juntos. Eleonora arqueou uma sobrancelha, divertida. — Está planejando criar uma escola de bruxaria? Ashley riu. — Talvez. Não uma escola tradicional, mas algo que ajude outros a se conectarem com
O céu estava escuro, coberto por nuvens espessas que ameaçavam desabar a qualquer momento. Ashley e Eleonora voltaram para casa exaustas após o confronto. O fracasso em capturar Vincent pesava em seus ombros, mas a esperança ainda brilhava. Elas sabiam que precisavam se reerguer rapidamente. Ashley estava sentada no chão da sala, rodeada por livros antigos e anotações espalhadas por todos os lados. Eleonora observava em silêncio, preocupada com o cansaço evidente de sua namorada. — Você precisa descansar, Ashley, — disse Eleonora, ajoelhando — se ao lado dela. — Não podemos derrotar Vincent se você se destruir antes disso. Ashley balançou a cabeça. — Não posso parar agora. Ele está mais fraco, Eleonora. Estamos perto, eu sei disso. Eleonora segurou suas mãos, forçando Ashley a olhar para ela. — E se ele usar isso contra nós? Ele sabe que está mexendo com sua mente. É exatamente o que ele quer. Por um momento, Ashley hesitou. Eleonora tinha razão, mas a ideia de deixar Vincent es
A manhã seguinte nasceu cinzenta e carregada de tensão. Ashley mal havia dormido. As palavras de Vincent ainda ecoavam em sua mente. Ela sabia que o tempo estava se esgotando, e que ele não demoraria a atacar novamente. No entanto, agora havia um plano. Um plano que poderia ser a única chance de derrota-lo.Eleonora entrou na cozinha com passos firmes, trazendo mapas e anotações.— Revisei tudo mais uma vez. O bosque é o lugar ideal para atraí-lo. Há clareiras cercadas por árvores altas, perfeitas para isolar a energia dele e dificultar sua fuga.Ashley, que estava encostada no balcão, olhando para o vazio, finalmente ergueu os olhos.— É arriscado, Eleonora. E se ele nos emboscar antes que possamos ativar o feitiço?Eleonora sentou-se ao lado dela, seus olhos encontrando os de Ashley.— Então vamos virar o jogo. Ele espera que sejamos as presas. Mas nós seremos os predadores.As duas passaram o dia montando armadilhas no bosque. Eleonora usou sua força sobrenatural para mover pedras e
Ashley segurava o papel amassado com a mensagem de Vincent. Seus olhos percorriam a caligrafia intensa, quase agressiva. Uma ideia começou a se formar em sua mente enquanto analisava cada detalhe. Ela respirou fundo, sentindo uma mistura de excitação e preocupação. — Eleonora, e se a caligrafia dele contiver mais do que palavras? — perguntou Ashley, girando o papel entre os dedos. Eleonora, que estava sentada no sofá revisando mapas do bosque que elas planejavam usar como armadilha, levantou os olhos. — Como assim? — Vincent é poderoso, mas ele também é arrogante. A maneira como ele escreve... É como se ele estivesse canalizando energia para cada palavra. Talvez eu possa usar isso contra ele. Eleonora levantou — se, aproximando — se de Ashley. — Você acha que pode reverter a energia dele? Ashley assentiu. — Não tenho certeza absoluta, mas vale a tentativa. Ele deixou isso aqui como um recado, mas pode ser uma ligação direta com sua magia. Se eu conseguir decifrar... talvez poss
O amanhecer trouxe um clima de inquietação para Ashley. A conversa com sua mentora ainda ecoava em sua mente, e cada palavra parecia se misturar ao som do vento do lado de fora. Ela desceu para a cozinha, onde Eleonora já estava de pé, preparando café com uma serenidade que contrastava com o turbilhão de pensamentos de Ashley. Eleonora olhou para ela com um sorriso caloroso, mas rapidamente percebeu o semblante tenso da namorada. — Você não dormiu bem, não é? — Eleonora perguntou, colocando uma xícara de café na frente de Ashley. Ashley suspirou, passando os dedos pelos cabelos. — Não é isso... quer dizer, dormi, mas tive outro encontro com minha mentora. Eleonora arqueou as sobrancelhas e se sentou à mesa. — O que ela disse desta vez? Ashley contou tudo, desde o feitiço de contenção até os requisitos necessários para realiza-lo. Cada palavra fazia Eleonora se inclinar mais para frente, como se estivesse pronta para absorver cada detalhe. — Um lugar de poder, algo que pertence
Ashley estava no quarto, a luz fraca do abajur lançando sombras nas paredes. O livro de bruxaria estava aberto sobre a cama, suas páginas gastas exibindo diagramas intricados e palavras em uma língua que ela começava a entender. Papéis cobriam o chão ao redor, repletos de anotações e desenhos que ela fizera durante as horas exaustivas de estudo. Ela passou as mãos pelo rosto, exausta. Tentara de tudo: traduzir os textos mais antigos, combinar ingredientes para feitiços experimentais e até meditar, buscando respostas dentro de si mesma. Nada parecia suficiente. Vincent era uma força implacável, um predador à espreita, e o tempo estava se esgotando. — Por que isso é tão difícil? — murmurou, jogando a cabeça contra o travesseiro. Foi quando sentiu algo diferente. Um arrepio percorreu sua espinha, como se o ar ao seu redor tivesse mudado. A sensação era familiar, mas ainda assim a deixava inquieta. Ashley sentou-se, olhando ao redor do quarto. A princípio, tudo parecia normal, mas entã







