INICIAR SESIÓNQualquer uma daquelas mulheres estava disposta a fazer qualquer coisa por um olhar ou um chamado do Pirata Dickson que acabará de voltar à mesa, mas nenhuma era capaz de suprir o desejo e a formigação que ele sentia entre as pernas. Mais dois copos foram servidos enquanto ele tentava processar tudo que vira naquele pequeno minuto em que a mulher entrou, esperou ela descer novamente para aquela bagunça, mas ela não o fez. Seu copo encheu novamente e ele ficará apenas por olhar todos se beijando, as mulheres se exibindo, e muitas delas parando na sua frente mostrando tudo o que tinha e ele rejeitava, rejeitava porque todos já tinham colocado sua mão, ou visto o que ele provavelmente comeria.
Quando seus pensamentos clamaram por aquela mulher completamente, e ele se sentiu mais que pronto para voltar ao passado e rever sua donzela, a domadora de seus sonhos, a dona de suas fantasias, ele encarou Celestia que olhava para todo lugar. Seu corpo estava escorado no balcão ainda estudando os homens, talvez já escolhendo com quem fosse dormir naquela noite quando pegou seu copo de vinho e levou a boca, em um descuido, olhou para Jasper que pediu somente com um aceno para ela se sentar ao seu lado.
Ela não disse nada, cumprimentou outro marinheiro que subia com uma de suas garotas e arrumou o vestido, vindo em direção a Jasper que somente olhava para frente, focado nas escadas, como se esperasse que a garota descesse para falar com sua pessoa. Mas ela não fez isso. Celestia chegou novamente a sua mesa e o cumprimentou com o mesmo aceno e sentou na cadeira ao lado. Jasper recebeu outro copo de vinho e olhou para Celestia que sem entender, bebia seu vinho tranquilamente.
— Algo o incomoda Lorde Dickson? - Perguntou calmamente olhando para o fundo de seu copo. Nada naquele lugar o incomodaria. Não incomodaria nenhum homem na face da terra. A música estava boa à cerveja melhor ainda, mulheres nuas na pista, no palco, na sua frente, rebolando e mostrando seus peitos bonitos isso atraía todos os olhares, menos os negros de um homem cuja presença era capaz de excitar um bordel inteiro.
— Não. - Ele engoliu o último gole e sorriu se aproximando mais do rosto da mulher mais velha, Celestia franziu o cenho com a nova atitude, se ele estava pensando em dormir com ela, que tirasse logo esses pensamentos de sua cabeça. — Felizmente, não. - Sorriu de canto e olhou novamente para as escadas e com seus olhos focados em um brilho cheio de luxúria, ele voltou a encarar Celestia. — Ela entrou por aquela porta cobrindo toda sua beleza, subiu as escadas e ainda me chamou com seu olhar - Celestia piscou algumas vezes quase sem entender o que o homem falava. Jasper tocou no queixo feminino trazendo-a para mais perto e apenas o soar de sua voz deixou Celestia em perigo. — Ela é uma pessoa a qual quero reencontrar.
— Ela não é uma puta - Disse bravamente. — E não dorme com comandantes de navios que vão embora em breve. - Jasper se afastou rolando os olhos. — Ela não é uma puta Lorde Dickson.
— Achas que se fosse uma eu estaria querendo vê-la? - Perguntou sério e Celestia negou dando um sorriso malicioso. — E sobre não dormir com comandantes de navios, eu prefiro ouvir isso de sua boca. Embora eu saiba que ela pode negar qualquer um, menos esse comandante aqui.
— Achas que é o ponto de desejo da senhorita que preferiu subir e se esconder a sentar ao seu lado? Engana-se.
— Não sabes o que está falando. - Declarou voltando a sorrir. Será que ninguém naquela cidade conhecia de verdade Amice Elizabeth?
— Não pense em se aproximar dela, Lorde Dickson. Ela é bela demais para ser apenas usada por você. - Foi direta, a garota sempre foi uma das mais queridas por aquela cidade, embora sua lista de pretendentes para cama fosse mínima.
— Tão bela que não poderá ser usada, mas está em um bordel? - Ele bateu na mesa chamando atenção das três ou quatro mesas mais próximas. Um sentimento de raiva invadiu seu corpo só em pensar que outro homem já a teve do mesmo jeito que ela pedirá tantas vezes para ele o fazer. A tocaram com mãos sujas, assim como as dele. Ele sabia dessa possibilidade e mesmo assim seguiu seu caminho. A quem ele estaca tentando enganar?
— Mas ela não é uma puta. - Celestia repetiu mais dura e Jasper estreitou os olhos. Com toda aquela beleza, ainda que fosse inteligente mulher nenhuma escaparia de se tornar uma prostituta em uma cidade pequena e maliciosa como aquela.
— Não estou pedindo uma puta, Sra. Celestia, estou pedindo àquela mulher que subiu as escadas, apenas aquela mulher, você pode me entender? - Celestia assentiu devagar entendendo onde o Dickson queria chegar e mesmo assim Amice não era o tipo de mulher que gostava de mandões na cama, desde que abriu aquela arte tão sedutora, carinho, amor, um romance em cima da cama era mais o seu estilo o que era completamente diferente de Jasper Dickson.
Nunca perderá tempo com noites de bebedeira, preferia ficar em seu quarto esperando um chamado dos grandes lordes para fazer seus serviços. Mas, se Jasper a queria tanto, porque negar um pedido do lorde Dickson? Ajeitou seu cabelo e vestido, levantou da cadeira ainda fitando os olhos negros do comandante e assentiu com a cabeça.
— Você pode subir. – Jasper riu de canto levantou da cadeira com o brilho de desejo derramando de seus olhos. — Não cobrarei por sua noite especial com aquela mulher - Ele ergueu uma sobrancelha — Apenas aproveite o que os deuses enviaram a você, Capitão.
Ele riu.
Pegou o chapéu na mesa e passou por Celestia que não se moveu. Apesar do tempo longe, Celestia confiava naquele capitão, e... Apesar de tudo... Amice tinha que curtir sua última noite, não?
— Espero que saiba o que está fazendo Amice, esse homem nunca mais vai te deixar ir.
A claridade do sol invadindo seu quarto muito o incomodava. E como o deixava zangado. O som do navio em alto mar cortando a água com sua força brutal o faziam voltar a ter um sono relaxado. Tornou a fechar os olhos para voltar a dormir, mas algo o fez soltar da cama na mesma hora. Sentiu o coração acelerar a falta de ar o pegar com força, e então tateou toda cama buscando unicamente encontrar aquela mulher junto de si, e agradeceu aos deuses quando a viu. Seu cabelo jogado entre o tecido branco do lençol e escuro da roupa de cama, os fios rosados enfeitava cada parte com luxo. Era bonito e grandioso.O lençol claro cobria apenas sua bund- deixando as costas expostas e bonitas amostras. As marcas em suas costas denunciavam o quanto tinham se amado. Era o terceiro dia em que estavam viajando e não havia um minuto sequer que se lembrava de ter saído da sua cabine para saber se todos tinham subido com segurança e ou que tudo estava em seu devido lugar na ausência. Eliott com certeza cuidou
— Eliott, seja bem-vindo de volta, o capitão estava a sua procura - escutou alguém falar, mirou no homem que descia do cavalo tirando as luvas e lembrou bem daquela face, poderia passar anos, jamais esquecia o homem que gritou pelo seu enquanto ainda se tocava em sua frente. Eliott era seu melhor amigo. — Acho que vamos nos preparar para ir embora, já está na hora mesmo.— Que bom. - Eliott passou pelo píer e majestosamente pela garota encapuzada, deu mais alguns passos e parou. Olhou para seus pés e virou-se mirando na mulher parada ali. Ele nunca a tinha visto de perto, mas os olhos verdes não se enganavam, e nitidamente a pele branca como a neve junto dos cabelos rosados, impossível não ser a mulher que seu capitão tanto falava. — O que você está fazendo aqui?— Vim falar com meu lorde. - Respondeu rápido, como se já estivesse preparada.— Hm… Quer dizer que depois de firmar um casamento e prometer se casar com outro você realmente veio atrás do Jasper? Não é hoje seu casamento?Ela
No dia seguinte, dois seguiram até a casa dos pais de Eliott e apesar de contarem pela primeira vez que o pequeno Edi era seus netos, os dois não estavam surpreso. Amavam aquela criança como se fosse o próprio filho, seja pela aparência grandiosa com Eliott, ou simplesmente pelo fato de que viram uma criança nascer e crescer ao lado de uma mulher solteira que o tinha como uma pedra preciosa. Mesmo que não pudesse se casar de novo, ou cedendo às riquezas de sua família, Isabel não se deixou levar.— E agora? O que pretendes fazer? - O homem mais velho questionou ao filho que assistia de longe as mulheres daquela família brincar com o mais novo, ainda achava errado arrastar aqueles dois para dentro do barco, mas ele não era mais homem para ficar naquele lugar, e nem para deixa-los para trás. — Vai levar com você?— Vou. - Respondeu firme e forte e até sorriu depois — Eu sinto muito que não vou poder levar você e a mamãe também, mas eles eu não vou deixar.— Não se preocupe comigo ou sua
— Ele é uma criança bonita. - Murmurou devagar enquanto admirava o garoto dormindo serenamente em sua cama rodeada de lençóis azuis com desenhos de barcos e ancoras por todo lugar. — Bonita demais para ser chamada de criança - Falou outra vez levando os olhos para a lua no céu. A brisa fria da noite chegava ali no quarto do menino bagunçando os cabelos longos e dourados como o do pai. — Ainda não acredito que tenho um filho. - Por fim, olhou para a mulher parada na porta do pequeno quarto que logo o convidou para sair.A casa era pequena, mas com todas as mordomias que Arthur poderia ter dado a prima. Embora Isabel por muitas vezes tenha negado sua ajuda, não dizia não para sempre uma vez que tinha a criança para cuidar. Elliot seguiu a mulher da sua vida agora parando na sala graciosa com pequenos desenhos espalhados.— Eu não espero que você me aceite. - Avisou vendo-a sorrir e virar em sua direção — Eu acho que não tenho o direito de me sentar aqui e querer que você me aceite de vol
Seu corpo cobriu o de Amice quando parou diante dela. Tão grande e intimidador, mas tudo que ela conseguia ver era seu poder de Lorde cobrindo a face mais linda que já vira. Abaixou os olhos encarando o dorso tão atlético e invejado por muitos homens, desejado por todas as mulheres, com certeza.— Se você quer honra, Amice, não abaixe seu nível ao dizer sim para quem não ama. Logo você que se gabou te ter passado em muitas camas e ter vivido da sua forma até agora. Irá se prender quando o seu próprio lorde lhe dera o direito de escolha? Se ele não merece seu amor, problema dele. Eu mereço o seu amor, e quero todo o seu amor para mim. Seja aqui nessa cabana velha, seja na minha cama, no meu barco, na cama dele, na sua, aonde você quiser. - Ele a agarra pela cintura vendo o sorriso brotar no canto dos lábios de Amice — Não entregue sua vida por uma noite comigo, entregue sua vida para mim, e eu farei dela a melhor.As pessoas naquela cidade eram péssimas a ponto de condenar qualquer outr
Cavalgando pela cidade Jasper foi reconhecido por algumas pessoas que o chamavam de Lorde e já era de se esperar. Antes de ir embora ele tinha uma fama muito grande, ainda era o Lorde mais rico daquele lugar mesmo que estivesse tanto tempo em alto mar. Era algo simples assim. Andar naquela cidade com cheiro ruim lhe trouxe várias, várias, várias lembranças de quando era mais jovem.De quando era possível fechar uma rua apenas para beber com seus amigos; o pior de todas as festas que tentou dar, ele nunca ficará para o final a culpa desse fato tinha nome e sobrenome; Amice Elizabeth. Ele lembrava muito bem quando o recado chegava em suas mãos, quando a voz dela penetrava em sua mente e fodia tudo, quando ele se sentada naquela cadeira para vê-la lindamente se masturbar mostrando sua linda vagina.— Idiota. - Sussurrou virando seu cavalo na direção que conhecia bem. A casa abandonada estava no mesmo lugar e pelo que via ninguém habitava aquele ambiente há muito tempo. Suspirou aliviado e







