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* Deusa Incomparavel *

Autor: LuadMel
last update Fecha de publicación: 2023-06-06 18:34:33

Ele não tinha toda essa sorte do mundo.

Aquela mulher o deixava tão louco, já não podia mais segurar os pensamentos dentro do navio, e agora tão perto na mesma cidade, ele parecia sentir seu cheiro em cada fungada, ver seu rosto em cada mulher que desfilava nua por ali. Assistia cada rebolar daquelas mulheres e imaginava Amice sendo uma delas, uma moça tão bonita em meio a uma cidade aonde o dinheiro não vem fácil a não ser que venda seu corpo, e ela tinha um corpo tão bonito. Irritou-se ao imaginar outros homens tendo-a por completo, mas ele ficaria calado, a deixou para isso, para que se descobrisse sozinha.

— Ah com certeza! Você pode encontrar o que é seu, sempre. Talvez veja alguém que lhe chame atenção, Lorde Dickson, nada aqui é como antes.

Deixou de olhar tudo aquilo, nada ali já não o atraía. Olhou para todo lugar naquele bar. As mulheres no palco, as que serviam seus homens sem vergonha alguma de se exibir, as roupas não pareciam servir para as mesmas e ele adorava aquilo, todos adoravam. Seus homens buscavam mais de uma, mais de duas, mais de três e se tivessem mais ouro, levariam quantas queria para uma cama, se satisfaria com quantas vaginas aguentasse.

Ele olhou novamente para seu copo quase vazio dessa vez. Nenhuma das mulheres lhe atraiu ali. Nenhuma tinha um sorriso perverso, ou estava vestida completamente para ele pensar em levá-la para cama. Sua única solução era ir atrás da sua jovem, da sua donzela, a domadora de seus sonhos, e dona de suas fantasias mais eróticas e deusa da sua alma, dona de seu coração.

Teria seu corpo pela primeira vez, a tomaria como devia ter feito há anos, mas não se arrependia de ter a negado. Essa era sua confusão interna. Ele tinha feito à escolha certa. E todas as suas escolhas o trouxe de volta para Milianas, mais rico, mais experiente, mais bonito, e com uma vontade enorme de ele mesmo tirar as roupas que ela vestia, ele mesmo colocaria seus dedos naquela fenda que sempre estava pronta para recebê-lo.

Levantou da cadeira acenando para Celestia que estava parada no balcão, fiscalizando os homens que subiam para começar sua noite e se certificando se suas meninas estavam bem. Ele deu as costas a toda àquela bagunça, zoeiras, gritos, gemidos e rosnados não negaria sua excitação, mas não ficaria ali parado. Calçando de volta as luvas nas mãos ele cruzou o pequeno caminho e chegou à porta, não esperou mais que segundos para tocar na maçaneta e se ver livre do antro de perversão, mas para seu azar, a porta veio direta contra seu corpo o abatendo e o fazendo dar passos para trás.

Havia uma mulher em sua frente e o manto que cobria sua cabeça com um capuz negro impediu de vir seu rosto. A vela em sua mão clareava atrás do vidro que cercava o fogo, e foi possível ver somente os lábios abrindo e fechando.

— Perdão, Meu Lorde.

"Meu Lorde".

A luz da pequena vela chegou a iluminar metade de seu rosto e aqueles olhos o fizeram perder o ar. Ela passou por si e o cheiro doce que o fazia estremecer ficou no ar o deixando paralisado.

"Meu Lorde".

Ele engoliu a seco vendo a imagem da rua dissipar a medida que a porta se fechava. Lentamente, ele virou procurando o arrastar do manto negro que seguia até Celestia no balcão, algo foi dito, e então o corpo pequeno foi em direção às escadas, o manto cobria a silhueta, mas não o suficiente, ele sabia, ao meio dela, a moça virou em sua direção, o capuz caído revelou o rosto dócil e safado que ele conhecia. O manto caiu ao redor de seu corpo expondo o vestido vermelho tão perfeito quanto à dona dentro deste e com o último sorriso ela seguiu seu caminho para o andar de cima, correndo como uma menininha, a mesma jovem moça virgem que ele conheceu.

— Santa Deusa…

Jasper Dickson nunca havia sido o tipo de homem que já correu, ou correria um dia atrás de uma mulher; contudo Amice Elizabeth sempre esteve em um alto nível para ser comparada a qualquer mulher, e quando ele dizia qualquer mulher, ele estava sendo bem claro, que não havia outra que pudesse competir com sua beleza e gentileza e sua louca pitada de safadeza para enlouquecê-lo de vez.

Ela era perfeita em doses enormes de loucura sem êxtase, uma mulher para ser lembrada amada e o melhor de tudo; ela era toda sua. Jasper sentia o sangue ferver dentro das veias. Ele não estava mais aguentando aquele fluxo de mulheres e toda aquela luxúria dentro do cubículo climatizado, ele já ia atrás dela, mas ela fora mais rápida em encontrá-lo. Não precisou sair na rua, bater de porta em porta ou gritar por seu nome na rua, ele a tinha visto novamente, e tinha encontrado.

Ou era o contrário?

Ela o tinha achado, Amice sempre o buscaria e o encontraria a onde quer que fosse. Não importava em qual cama ele passaria a noite, quando mais nova ela achava um jeito, qualquer que fosse para usar isso a seu favor, era perversa e safada com doses de puro prazer, fodia sua mente e acabava com todas as outras mulheres em pensamentos, se colocando dentro da mente como se fosse dona, como se fosse à domadora de todos os desejos do seu Lorde.

Ela tirava o vestido sorrindo dançava para si com um olhar tão sedutor e maduro deitava naquele chão mostrando seu corpo abrindo as pernas clamando por seu toque... Ah, se naquela época a deseja tanto quanto neste tempo, ela seria fodida com tanta força que não levantaria daquele chão por dois dias, dois dias esses que ele a tomaria segundo por segundo, até o raiar de um novo tempo.

Sabendo que sua deusa estava naquele bordel, várias perguntas se formaram em sua mente enquanto voltava a sentar-se à mesa de outrora se Celestia queria algo para chamar sua atenção e o forçar a continuar sentado ali tinha encontrado uma rapidamente e não apenas isso.

A taça que Celestia encheu para si ainda estava pelo meio e com um longo suspiro ele tornou a beber, mas não o suficiente para falar alguma coisa enquanto os olhares femininos começavam a crescer em sua direção.

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Último capítulo

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