LOGINSarah
Um mês depois…
Minha vida, desde que comecei a trabalhar para o senhor Henrique Ferreira, tem sido bem agitada. Eu sempre fui tímida, sem amigos e gorda, quase uma tragédia ambulante, mas, a meu modo, sou feliz. Depois que comecei a trabalhar aqui, minha vida mudou radicalmente. Conheci Amely e Maria Eduarda, as quais se tornaram minhas amigas. Passei até a me sentir melhor com meu corpo e a me amar mais por causa delas. Meu chefe é lindo e a cada dia fico mais impressionada com sua beleza e carisma, porém o que tem de lindo tem de cafajeste.
Vira e mexe, eu tenho que colocar as suas “namoradas” para correr da empresa: elas vivem vindo aqui atrás dele. Ele tem pavor de mulher grudenta e todas com quem ele fica sempre vêm procurá-lo no outro dia ou ligam para falar com ele, e eu tenho que inventar mentiras para se livrar de todas elas.
Recordo-me como se fosse hoje o dia em que o peguei fodendo uma loira em sua sala. Um cliente havia me ligado para informar que um dos provedores de internet estava com problema, deixando todo o seu trabalho comprometido e que Henrique precisava, com urgência, resolver o tal problema. Liguei diretamente para a sala do meu chefe para avisá-lo do ocorrido, porém, ele não atendia. Eu sabia que ele estava com uma mulher em sua sala, eu mesmo a havia atendido e permitido sua entrada na sala dele, contudo, o que ele me disse era que se tratava de uma cliente e eles tinham marcado uma reunião de última hora.
Eu, a boba e inocente que sou, acreditando em suas palavras e achando se tratar realmente de uma reunião, me encaminhei para a sala do meu chefe e entrei sem bater. Foi a pior coisa que eu poderia ter feito na vida, a cena que vi diante dos meus olhos me fez arregalá-los de tal forma que pensei que eles pulariam para fora do meu rosto. Henrique estava por trás da mulher enquanto ela estava debruçada em sua mesa, sendo fodida ferozmente por ele.
Ele a castigava com estocadas violentas e certeiras, arrancando-lhe gemidos incontroláveis, mas que não se podia ouvir do lado de fora da sala, por ela ser à prova de som. Eu deveria ter fechado a porta e saído correndo ao presenciar aquela cena, todavia algo prendeu meus pés no chão e me vi desejando estar no lugar daquela loira. Meu centro pulsou tão forte que tive de apertar uma perna na outra na vã tentativa de aplacar minha excitação. Eu estava com os olhos vidrados na cena quase pornográfica protagonizada por meu chefe, que só me dei conta de que ele tinha me visto quando chamou meu nome.
Em algum momento naquela névoa de luxúria, eu devo ter emitido algum som que o fez perceber que tinha plateia para o que acontecia em sua sala e parou de foder a mulher para ver quem o assistia. Rapidamente acordei do transe, fechei a porta atrás de mim e corri para o banheiro mais próximo, me trancando lá. Abaixei a tampa do vaso sanitário, me sentei sobre ela e esperei as batidas frenéticas do meu coração acalmar. Minha calcinha estava molhada e minha excitação nas alturas, mas fiz de tudo para limpar minha mente e não focar no que eu havia acabado de ver. Não sei quanto tempo fiquei trancada no banheiro tentando fazer minha mente raciocinar direito e voltar à realidade do que eu havia presenciado, até que alguém bateu na porta e chamou meu nome.
— Sarah? Por favor, abra a porta, eu sei que você está aí. Eu não queria que tivesse visto aquilo, perdoe-me, sim? Não respondi, apenas me levantei e fui até o espelho. Observei meu reflexo e eu estava vermelha, como um tomate, e com a respiração ofegante, molhei minhas mãos e as passei em meu rosto, tentando amenizar o fogo que me consumia.
Respirei fundo, várias vezes, enquanto ouvia mais batidas na porta.
— Sarah, abre a porta, por favor — meu chefe suplicava aflito do outro lado da porta e, então, tomando outra respiração profunda, caminhei até ela e a abri. — Me perdoe — pediu assim que me viu.
— Eu que tenho que pedir perdão por entrar em sua sala sem bater, senhor Henrique. Desculpe-me.
— Pedi de cabeça baixa. Eu não conseguia manter meu olhar em seus olhos.
— Não, você não tem que me pedir nada, pois a culpa foi toda minha.
Ele tocou meu braço e eu o olhei. Henrique retirou sua mão de mim, riu sem graça e passou a mão pelo cabelo, um pouco desnorteado com o que havia acontecido. Ele mudou de assunto e eu agradeci internamente por não ter que tocar mais no assunto de ter pegado-o com as calças arriadas enquanto fodia alguém. Aquela cena nunca mais sairia da minha mente, mas ele não precisava saber disso e naquele momento tínhamos assuntos mais importantes para resolver.
— O que você queria falar comigo? Deve ter sido algo urgente para entrar na minha sala sem bater. — Fez graça para quebrar aquele clima estranho que ficou entre nós.
Sorri para ele e disse o que me fez invadir sua sala.
— O senhor Álvaro ligou solicitando reparos com o provedor de internet. — Falei, o que me levou a ir até sua sala.
— Vamos ver o que aconteceu. — Ele se afastou e deu passagem para que eu caminhasse em sua frente e fossemos resolver o assunto do cliente. Obriguei-me a focar no trabalho naquele dia e esquecer a cena que havia presenciado. Foi difícil, confesso, mas no final consegui focar no que realmente interessava, meu trabalho.
Depois desse episódio, não tocamos em nenhum outro assunto que não fosse com relação ao trabalho, mas uma nuvem de tensão se fazia presente entre nós e tenho certeza de que não era só eu quem a sentia. Eu tentei não me deixar abalar com isso, entretanto, a partir desse dia, minha vida não foi mais a mesma. Eu desejava Henrique mais que nunca, sonhava acordada com ele dizendo me amar e me pedindo em namoro, iludida, eu sei. Mesmo que ele se sentisse atraído por mim, coisa de que eu duvidava, ele nunca me assumiria e me pediria em namoro.
Com Henrique é só sexo e eu estou louca para ter isso dele. Pena que meu tolo coração não aceitou isso muito bem.
CristineDias depois...Entramos pelos portões da casa dos meus sogros e fui recebida com o abraço apertado de dois anjos que tive o prazer de ser presenteada como meus filhos.Miguel e Milena estavam eufóricos com nossa chegada e relatando tudo o que tinha acontecido com eles nos dias que passamos fora. Nossa viagem durou 4 dias e foram os quatro dias mais maravilhosos da minha vida.Visitamos todos os pontos turísticos da cidade, jantamos em restaurantes diferentes, tiramos muitas fotos e nos amamos loucamente todos os dias. Dylan me fodeu de todas as formas e posições possíveis. Vimos o pôr e o nascer do sol entre beijos e juras de amor.Eu estava mais que feliz de ter aceitado seu amor e me casado com um homem tão maravilhoso como ele. Dylan é mais do que pedi ou podia imaginar ter um dia quando o assunto era homem e casamento. Somos perfeitos juntos e nosso encaixe é surreal.Seu beijo, seu toque, seu cheiro, tudo nele me enlouquece e me faz amá-lo mais e mais. Nosso amor é de al
CristineMeses depois...Me abaixo para dar um beijo na cabeça de cada um dos meus filhos e Dylan faz o mesmo. Hoje nós estamos completando 7 anos de casados e sairemos em uma viagem para a Espanha. Jessica me falou tão bem do país e suas belezas que não pensei duas vezes antes de pedir a Dylan que fôssemos para lá. A cidade que escolhemos foi Málaga.Ela é uma cidade litorânea, localizada no sul da Espanha e banhada pelo Mar Mediterrâneo. É uma cidade quente e ensolarada, com clima muito parecido com o do Brasil e, para quem curte praia e sol como eu, é um dos destinos mais encantadores e certos para se relaxar e aproveitar um bom dia de sol.Málaga também é considerada o berço de Pablo Picasso, pois foi onde o artista nasceu. Lá possui um museu com seu nome, onde estão suas mais famosas obras: o Museu Picasso Málaga.Estamos organizando essa viagem há uns 6 meses, mas só agora, depois que encerrei o caso que eu tinha em mãos e condenei os envolvidos, é que pudemos fazê-la. Essa vi
CristineAtualmente.Fecho a porta do carro e confiro se trouxe tudo em minha bolsa. Sair de casa com duas crianças sempre te faz esquecer algo.— Miguel, não corra assim com sua irmã. — grito para meus gêmeos que entram na casa dos meus sogros como se estivessem sendo perseguidos.— Céus! Essas crianças. — Resmungo, começando a andar.— Oi, meu raio de sol. — Meu marido vem me abraçar.— Seus filhos entraram feitos furacões. — Entramos na casa dos meus sogros.— Eu os vi. Jurema fez pudim para eles e Igor tinha mandado uma mensagem para eles antes de vocês saírem de casa.— Agora está explicado o porquê da animação deles. — Sorri e o beijei. Nossos filhos eram formigas quando se tratava de doce. E Jurema, a cozinheira dos meus sogros, sempre os enchia dele.Nós já estávamos casados há quase 7 anos. Dylan me pediu em casamento uma semana após o desfile.Dois meses depois..., descobrimos a gravidez e, quando os gêmeos fizeram um ano, nós nos casamos.Hoje podíamos viver tranquilos, a
DylanConferi as horas e vi que ele já estava para começar. Dei o sinal para a organizadora e os convidados tomaram seus assentos. Subi na passarela e fiz um breve discurso, agradeci a todos pela presença e desci, deixando que o desfile começasse.Uma a uma, as modelos foram entrando e mostrando os vestidos feitos por Hugo. Ele é um excelente estilista e meu contrato com ele durará muitos anos se ele assim quiser. Batemos palmas a cada modelo que entrava. O desfile já estava quase no final quando a mais linda das mulheres entrou. Cristine estava linda em um vestido preto com detalhes em azul que marcava suas curvas suaves e deixava suas coxas à mostra. Ela desfilou graciosamente e recebeu muitas palmas. Olhou-me e me presenteou com um lindo sorriso. Sorri de volta e lhe dei uma piscadela.Hugo entrou com as outras modelos, depois que Cristine terminou de desfilar, e encerrou o desfile. Levantei-me, indo até ele, e o cumprimentei. Tiramos fotos com as modelos e logo tratei de segurar
Dylan.Dia do desfile.Olho em volta conferindo se está tudo certo para o desfile que acontecerá em algumas horas.Há alguns funcionários finalizando a decoração e outros colocando as cadeiras ao lado da passarela.— Senhor Dylan, sua irmã me pediu para chamá-lo. — Rosa, uma das cabeleireiras, fala, parando ao meu lado.— Aconteceu algo? Ela disse que já estava tudo certo com as roupas e as modelos.— E está, mas Antônia se nega a vestir o vestido desenhado pelo senhor Hugo. Ela alega que a peça não combina com ela.— Antônia já está passando dos limites. — digo, já sentindo a raiva me invadir.Deixo o restante dos funcionários terminando de arrumar as cadeiras e sigo Rosa até o camarim.— Antônia, a peça é linda e vai ficar perfeita em seu corpo. — Ouço a voz calma de Cristine.— Você não entende nada de moda. — Ela gritou. — Não passa de uma pobretona que está dando o golpe no dono da empresa.— Já chega, Antônia. — Grito, me fazendo ser visto por ela. — Pegue suas coisas e saia daq
Cristine— Dylan! — disse seu nome assim que ele atendeu. — Você está na empresa?— Não, estou no meu apartamento, por quê? O que houve? Está chorando?— Descobri algo sobre meu pai. Preciso de você.— Está vindo para cá? Quer que eu te busque em algum lugar?— Já estou bem próxima daí, mas liguei para confirmar onde estava.— Vou preparar a banheira para você tomar um banho relaxante quando chegar.— Obrigada! Eu te amo.— Também te amo.Desliguei e voltei a olhar pela janela do táxi. O peso daquela revelação estava me sufocando. Meu peito doía, e minha mente estava um turbilhão de pensamentos desencontrados.Assim que saí da casa da dona Inês, peguei um táxi sem nem pensar direito. Eu só precisava ir para longe de tudo aquilo, me afastar da sensação de que o chão sob meus pés havia desaparecido. Minhas mãos tremiam, e minha respiração estava irregular. Mandei uma mensagem para minha prima desmarcando nosso almoço. Não conseguiria estar em um lugar com tanta gente sem desmoronar na f







