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Capítulo 9

last update Fecha de publicación: 2021-10-24 03:32:14

Theo James

Depois do telefonema com Nathan, passo o resto da tarde trabalhando no meu escritório. A noite jantei com meus filhos e me tranquei no escritório novamente.

Fico imaginando a loucura que vai ser. Se a única alternativa for o casamento. Nunca pensei em me casar de novo, mesmo tendo meus casos, saindo com mulheres maravilhosas, porém nenhuma me chamava atenção, nenhuma em que eu colocasse os olhos e visse que essa é a mulher para me casar novamente.

Só espero que as crianças não deem mais trabalho do que já estão dando. Depois de 20 minutos esperando escuto uma batida na porta e peço para a pessoa entrar. É o Paul, meu mordomo.

— Senhor James, o senhor Ferraz acabou de chegar. – Informa.

— Traga ele aqui Paul – digo o olhando, ele se retira e 5 minutos depois Nathan aparece todo animado como sempre.

— E aí irmão, como vai? – ele diz

— Vou bem e você? – digo me levantando e apertando sua mão – sente-se. – O convido.

— Estou bem, tive um dia cansativo hoje – diz se sentando na cadeira.

— Aceita um drinque? – pergunto indo em direção a mesa do bar e me sirvo com um copo de uísque puro sem gelo.

— Sim, com gelo por favor. – diz e preparo um pra ele e lhe entrego

— Então o que tem para me contar? – Me pergunta, bebendo um gole de sua bebida.

— Vou começar desde do começo – digo lhe encarando – Descobri o porquê da carta da Alessandra não ter chegado até a mim.

— Sério, o que houve? – Pergunta. Dou um gole na minha bebida e lhe respondo.

— Thereza! – afirmo – Ela aproveitou o caos que estava a empresa e da minha situação quando Alessa morreu, e pegou o documento e a carta da mesa de Betty. – Digo e fico andando pelo escritório.

— Por essa não esperava, por que ela fez isso? – pergunta

— Diz que fez tudo para o meu bem, que eu estava muito arrasado com a morte da Alessa e iria ficar pior ainda, quando descobrisse o que tinha nesse documento. – Digo o olhando.

— Não quero que você me entenda mal, ou ache que estou do lado dela, mas ela tem razão em uma parte – o encaro esperando ele finalizar o que tinha a me dizer – Porém, se passou muito tempo, ela poderia ter lhe entregado isso, e as coisas não estariam nessa situação. – Ele fala.

— Entendo o que quer dizer, ela me traiu nessa parte e em outra alegando que será melhor para mim ficar sem meus filhos. – Digo indo me sentar na minha cadeira de frente para Nathan.

— Sério que ela falou isso pra você –afirmo com a cabeça – Pelo visto você não vai mais continuar com ela depois dessa mancada né? – Pergunta

— Eu não sei, acabei ficando nervoso com ela e disse que só nos damos bem na cama. Eu gosto de ficar com ela, nós temos uma atração muito forte um com outro, mas é só isso. – Respiro e continuo – Não me vejo tendo algo mais sério com ela, e já lhe disse isso muitas vezes.

— Ela tem esperança Theo, você sempre deu corda, então não adianta negar. – Ele diz terminando de beber seu uísque.

— Hum, mas continuando eu li a carta que a Alessa me escreveu. – Digo

— Como foi? – pergunta

— Me senti como se ela ainda estivesse comigo ali, senti seu perfume adocicado, seu jeito de falar comigo.

Alessandra sempre foi assim, nunca tentava pisar num terreno perigoso comigo. Sempre tentava me ajudar em tudo, me ouvir e me acalmar, eu era muito explosivo antes, ainda sou não nego, mas quando a encontrei me tornei um homem melhor.

— Ela disse alguma coisa referente as crianças? – me pergunta

— Sim, falou sobre todos, as características deles e me pediu para ajudar e apoiar os sonhos das crianças. – Falo. É claro que vou apoiar.

— Que mais? – Nathan pergunta

— É só o que você deve saber Nathan. – Não quero dizer tudo que estava na carta, sei lá acho que isso é algo único que deveria ficar guardado somente comigo. Ele percebe que não vou mais me abrir sobre isso e muda de assunto.

— E com seus pais falou com eles sobre isso?

— Sim, um ficou jogando a culpa no outro, você sabe como eles são. No fim, meu pai disse que isso foi um pedido que não poderiam negar a Alessa. – Bufo nada feliz – Depois relatei a eles que precisava da ajuda e do apoio deles e eles vão me ajudar – digo.

— Fico feliz que eles vão te apoiar nisso, mesmo tendo aceitado o acordo com a Alessa. Seus pais são gente boa, nunca ficariam contra você – diz o que pensa.

— Eu sei, então eu contei para eles a ideia maravilhosa que o Mattew me deu sobre me casar – falo com ironia sobre isso.

— E aí?

— Minha mãe ficou super feliz, você sabe que casamento pra minha mãe é a coisa mais encantadora que ela já viu. – Digo.

Minha mãe não perde um casamento quando suas amigas a convidam, se deixar acho que ela tentaria casar até o papa. Ele solta uma risada dizendo:

— Eu sei, quase não escapo quando ela tentou me casar com uma das filhas das amigas socialite dela, qual o nome mesmo? – pergunta.

— Não sei, faz muito tempo, a culpa foi sua. Quem mandou se meter nos meios das mulheres para pegar o buquê – me recordo desse episódio no meu casamento.

— Eu não queria pegar o buquê tá legal. – Sempre a mesma desculpa – Só queria comprovar a minha tese para Mattew, de que aquela mulher super gostosa estava ou não usando calcinha naquele vestido revelador, e a merda do buquê caiu acidentalmente na minha mão.

— E você saiu gritando “eu peguei o buquê, eu peguei o buquê” – imito a cena que ele fez com as mãos. — Na cara de todas aquelas solteiras sem nenhum motivo - indaguei

— Ah cara, foi engraçado não foi, ver a cara de ódio delas – responde rindo.

— Sim, foi hilário – digo e suspiro. Foi lindo meu casamento, Alessandra estava belíssima vestida de noiva.

— E então o que mais? – Nathan pergunta me tirando dos meus pensamentos.

— Ah eu sai de lá deixando essa ideia aberta para os meus pais, eles acham que vou tentar isso mesmo, mas andei pensando e talvez seja muito precipitado. – Digo – Meu pai disse que eu poderia encontrar alguém que goste de crianças e precise de ajuda, e em troca eu faça o mesmo.

— Entendo seu raciocínio, mas o que fará se não for se casar? – Indaga.

Eu andei pensando muito nisso antes do Nathan chegar, preciso tentar fazer isso sozinho, são meus filhos, tenho que estar do lado deles, um casamento não resolverá tudo completamente.

— Tenho que fazer isso sozinho, vou tentar me reaproximar de meus filhos. Tentar fazer passeios com eles e não brigar tanto por qualquer coisa. – Digo.

— Entendi. Você poderia tentar fazer a reunião de família. – Ele diz sorridente, rio com isso

— Faz tanto tempo que não faço isso, e era a Alessandra que programava isto. – Informo.

— Mas agora é com você Theo, se você realmente quer tentar vai ter que jogar com todas as armas, as crianças não estão mais receptivas com você como antes. – Ele diz.

— É, eu sei. Eles até estranham quando pergunto como estão, e isso é uma simples pergunta. – Digo – Mas enfim, te chamei aqui também para você ficar sob aviso, caso as coisas venha a piorar, vou precisar da sua ajuda para encontrar uma esposa. – Digo com desanimo. – Ele ri e diz.

— Pode deixar comigo, essa é a parte que eu vou adorar. Só vou te avisar que aquelas que você não quiser, eu vou pegar tá. – diz na maior cara de pau.

— Nathan isso é sério cara, não vou me casar com nenhuma puta. – Digo bravo.

— Lógico que não, tá louco, se não o Mattew te mata – ele fala.

— Falando em Mattew você sabe quando é que ele volta? – pergunto

— Ah não sei, talvez daqui uma semana, por que? – diz

— Eu estava pensando em falar pra ele ficar mais tempo seja lá onde ele está. – Digo e Nathan me encara tentando entrar na minha mente pra saber o real motivo disso. Demora um minuto e ele responde.

— Você está tentando despachar ele, para não saber o que você anda aprontando com as crianças. – diz

— Bem que eu gostaria de fazer isso, mas ele é meu sócio infelizmente. Sei lá, eu quero que as crianças precisem de mim não do Mattew, sempre quando há problemas, tudo quem resolve é ele.

— Porque é você quem deixa e perde a cabeça quando há problemas. – Me responde.

— Tá legal, eu sei que extrapolo um pouco – Nathan me encara com a sobrancelha erguida – Tudo bem, extrapolo muito, mas qualquer um pode perder a cabeça.

— Não igual a você, tudo deixa você nervoso, até uma unha encravada- diz tirando com a minha cara

— Isso não tem graça.

— Então o que você vai fazer com o Mattew? – Pergunta curioso

— Apenas lhe dar férias de uns 30 dias por acaso. – Digo sorrindo

— E a empresa como fica? – Pergunta como se eu não fosse o próprio dono.

— Até parece que a minha empresa vai afundar sem ele. – Digo bravo com Nathan. Eu consigo cuidar muito bem da minha própria empresa.

— Ok, não falo mais nada. – Diz sorrindo – Então já vou indo, e pode deixar que vou deixar preparado algumas candidatas pra você caso a coisa desandar, mas se não precisar posso ficar com elas na boa? – pergunta, ele sempre faz isso, Nathan é o mais novo do grupo de meus amigos, eu sou o mais velho, Mattew é um ano mais novo que eu, e Nathan 2 anos, e tudo que ele vai fazer sempre me pede permissão como se eu fosse o irmão mais velho dele.

— Sim Nathan, mas use camisinha, você já está vendo a minha situação, aprenda com meu exemplo a não fazer nenhuma burrada.

— E como, estou aprendendo muita coisa, e uma delas é não arrumar uma mulher que seja mais inteligente que você – diz caindo na risada

— Seu idiota – digo e me levanto e ele faz o mesmo. Levo ele para a saída. Me viro e digo – Tchau irmão – lhe dou um meio abraço.

— Tchau, qualquer coisa me liga. E vê se faça as pazes logo com o Mattew, cara eu não sirvo para ser ouvido de homem não, estou quase parecendo mulherzinha já, só falta eu te dar um xícara de chocolate quente ou um pote de sorvete escutando suas lamúrias.

— Para de reclamar vai – digo batendo nas costas dele

— É sério, o Mattew é muito melhor que eu, e sinceramente quase todos os conselhos que te dou fico pensando se foi eu mesmo que falei, ou se foi meu pai. Credo – ele diz surpreso – É melhor eu parar de ouvir ele.

— Até parece que você escuta alguma coisa que ele diz – digo

— É claro que eu escuto, e a maioria das vezes concordo em tudo, o segredo é “ele sempre está certo” – diz brincalhão.

— Ele ou as mulheres? – pergunto e vejo ele entrar no carro

— As mulheres são a maior exceção é claro, e no final das contas você vai pra cama com elas feliz da vida, diferente do meu pai óbvio – diz fazendo cara de nojo.

— Tudo bem vai lá, dirija com cuidado – digo

— Sempre – Liga o carro e sai acelerando saindo da minha residência. O Nathan não muda mesmo, continua o mesmo cafajeste.

Agora eu tenho que tentar me aproximar das crianças, estou disposto a tentar o que for preciso, não vou deixar que Mattew tente tirar elas de mim. Entro pra dentro de casa e vou direto para meu quarto, coloco meu pijama, vou para cama e caio no sono.

Acordo para mais um dia e depois de arrumado resolvo ver se os pequenos já estão prontos. Vou direto para o quarto de Luiz Miguel, e já encontro ele bagunçando todo o guarda-roupa procurando algo.

— O que está acontecendo aqui filho? – pergunto e ele se assusta

— Oi papai – ele responde e o abraço bagunçando seu cabelo.

— Por que você não está vestido ainda? – pergunto vendo-o só de cueca.

— A tia Nanda ainda não apareceu então decidi me vesti sozinho. –Explica

— Tudo bem, deixa eu escolher uma roupa pra você – digo o afastando da frente do guarda-roupa. Pego uma calça jeans e uma camiseta azul dele. Me viro e falo – Senta na cama que o papai vai te vestir

— Está bom – diz simplesmente. Coloco primeiro a calça e depois a camiseta.

— Onde está seu tênis? – pergunto porque mal entro aqui e com essa bagunça fica difícil encontrar algo.

— Ali no baú. – diz me apontando. Abro o baú e vejo uma pilha de tênis tudo misturado, aposto que ele não usa nem metade disso. Escolho um tênis all star. – Meias? – pergunto

— Na gaveta de baixo – diz apontando a cômoda dele. Pego a meia e vou na direção dele vestindo a meia no seu pé. Dou um par de tênis pra ele.

— Você já sabe arramar seu tênis? – Pergunto vendo-o colocar o tênis.

— Não sei ainda – responde, dou um suspiro é pelo visto terei que começar de onde parei quando cuidava dos meus filhos.

— Tudo bem vamos lá campeão vou te ensinar ok – digo

— Ok – ele assente sorrindo.

— Olha deixa te contar uma coisa quando teu irmão James era pequeno sua mãe achou uma maneira divertida dele aprender a arramar o cadarço – digo me lembrando dessa época – Era uma musiquinha de dinossauro só que eu não me lembro muito bem.

— Canta pra mim papai – Luiz Miguel pede. Será que eu me lembro da letra certa.

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Último capítulo

  • Uma luz em nossas Vidas   Epílogo

    Theo JamesFoi uma surpresa quando Nathan mencionou o tal encontro às cegas. Eu não tinha ideia de que seria com Kate. Afinal, mesmo nos vendo regularmente por causa das crianças, havíamos mantido uma certa distância emocional, quase como amigos cordiais. E lá estava ela, sentada à minha frente, como se o destino estivesse nos guiando de volta um para o outro.Conversamos por horas naquele jantar. Kate revelou seus sentimentos, sua vontade de começarmos de novo, sem as sombras do passado. A princípio, foi um choque para mim, mas um choque de felicidade genuína. Finalmente, Kate tinha encontrado seu caminho, percebendo que eu poderia fazer parte dele de uma maneira mais profunda do que nunca.Decidimos sair para os encontros que Kate havia mencionado, mantendo segredo no início. Queríamos aproveitar cada segundo juntos, redescobrindo um ao outro como homem e mulher, não apenas como pais. Foi fundamental para nós.Eu não consegui evitar pedi-la em namoro, e logo não conseguimos esconder

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  • Uma luz em nossas Vidas   Capítulo 165

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