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4. Sim, aceito.

last update publish date: 2023-08-24 00:58:31

Naquela manhã, Jeremy apareceu no hospital junto com seu advogado, Diddier Smith, que além de ter feito o contrato que ele e Eva assinariam, seria uma das testemunhas de sua união.

“Bom dia, tudo bem com você, como passou a noite?” Jeremy perguntou, aproximando-se de sua futura esposa e dando-lhe um beijo suave na bochecha, e em seguida olhando para os dois bebês dormindo juntos em um berço.

Eva sorriu assim que viu Jeremy chegar, mandando-o ficar quieto, pois as duas crianças haviam acabado de dormir.

-Sim, estou bem. As enfermeiras são muito atenciosas", respondeu ela em voz baixa, deixando escapar um pequeno suspiro ao olhar para os filhos.

- O que aconteceu? - perguntou surpreso - Por que cada um não está na sua?

Anya não queria dormir sozinha. Ela não conseguiu dormir por mais de 15 minutos, pois acordou chorando, o que acordou Airón, então ela a colocou ao lado de seu irmão e só então o malandro parou de chorar, deixando seu irmão dormir também.

Também estava na sala Lupe, que seria a segunda testemunha da união, além de amiga de Eva, e a quem o advogado Smith já mostrava um contrato de confidencialidade que ela teria que assinar porque aquele segredo nunca poderia chegar fora dessas quatro paredes.

- É aqui que precisam de mim?- perguntou o pároco do hospital que pela primeira vez se alegrou em oferecer um sacramento que não fosse ritos extremos a um moribundo.- Os noivos estão prontos?

"Se é aqui que você é necessário, pai", respondeu Jeremy imediatamente, que se perdera por um momento na explicação de sua esposa sobre os dois filhos, ou melhor, no modo como seus lábios se moviam quando ela falava.

Eva não pôde deixar de passar as mãos por todo o corpo, certificando-se de que estava tudo bem com seu vestido, apesar de ser um vestido de noiva simples para a jovem mãe, era o mais lindo que ela já tinha visto.

Lupe, por sua vez, sorriu para a amiga, levantando os dois polegares das mãos em sinal de aprovação. Embora claramente pelo canto do olho, ela não conseguia parar de ver o belo advogado que estava ao seu lado.

"Bem, já que estão todos presentes, passo a dar início à cerimónia" referiu o padre, parado no meio da sala, à espera que os noivos se aproximassem.

Jeremy nem elogiou a mulher com quem ia se casar, ele se comportou corretamente, mas isso era algo muito difícil, ele não podia acreditar que poderia fazer isso dois dias depois que sua amada Marie havia falecido. , mas havia ele estava, ouvindo o pai falar como um autômato completo.

- Eva, você aceita Jeremy como seu marido, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, para amá-lo e respeitá-lo até o fim de seus dias?

Nervosa, era assim que Eva estava naquele momento, quando apenas alguns dias atrás, ela estava chorando por um homem que a havia deixado abandonada, grávida e sem dinheiro, agora ela estava na frente de um padre que estava prestes a se casar , é por isso que quando ele fez a pergunta de sempre, ela não hesitou em dizer sim, não porque amava Jeremy, seu salvador, quem seria capaz de amar um homem que acabara de conhecer? Se não fosse por sua filha. Por ela ela faria qualquer coisa, para mantê-la segura e bem protegida e ela seria a filha de seu futuro marido.

-Sim aceito.

Para Jeremy era como ser um espectador, como se não fosse ele quem iria se casar, mas a pergunta lhe ocorreu de repente, como se não a esperasse. Um nó se formou em sua garganta na hora de responder, mas o dever era mais forte que seu coração e após pigarrear e tentar dissipar aquele aborrecimento que não o deixava continuar, ele finalmente atendeu.

- Sim aceito.

Foi a única coisa que respondeu. Depois disso, Diddier criou duas alianças simples de ouro com os nomes dos dois gravados e a data de sua união com Marie, pouco mais de um ano antes daquele dia.

Eva viu uma enorme tristeza nos olhos do recém-casado ao colocar aquela aliança no dedo, que encolheu os ombros por um momento arrependido. Não porque ela não fosse uma esposa amada, mas por causa da dor que esse homem sentiu por não poder chorar por sua esposa, como deveria, e se casar com outra pessoa.

Lupe, suspirou a amiga, incomodada com a decisão de Eva de se casar, ela sabia os motivos da amiga, mas a forma como ela os havia apresentado parecia mais uma desculpa para não pensar nela como mulher. Como se ela não merecesse ser amada. Mas não havia nada que o casamento pudesse fazer, já havia sido realizado e a aliança colocada no dedo da amiga.

Só faltava ir abraçar a noiva e parabenizá-la,

-Espero que esteja feliz... Muito feliz amiga.

Jeremy conseguiu ouvir o que a amiga da esposa tinha acabado de falar e teve que calar a boca para não responder de felicidade, não era algo que eles pudessem acessar, pelo menos não a felicidade que ele conhecera com a mãe dela. não queria nem olhar.

Eles assinaram os papéis correspondentes e depois despediram o padre para continuar assinando os contratos, os dois correspondendo ao seu tratamento e, ambos testemunhas, aqueles que garantiram que esse segredo fosse protegido.

- É hora de ir para casa - explicou Jeremy tentando sorrir para sua nova esposa, afinal ela não tinha culpa pelo que havia acontecido com ela, talvez ela não pudesse amá-la, mas ela tentaria ser uma boa parceira para dela.

Ela pegou um dos carrinhos de bebê enquanto Diddier a ajudava com o outro, Jeremy insistiu que ela não deveria pegar peso enquanto lhe oferecia o braço livre para acompanhá-la até o carro que os esperava no portão do hospital.

Ela concordou com as palavras de seu agora marido depois de se despedir de Lupe, que depois de assinar se despediu deles, ela não poderia continuar ali, ela amava sua amiga, mas ela não concordava com o que ela estava fazendo e se mais tarde ela tivesse encontrado um bom homem que a amava e não a via como uma babá que ele pagaria para cuidar do filho.

- Vou tentar - assegurou enquanto caminhavam - sei que não estamos apaixonados, mas vou tentar ser um bom marido para mim, afinal casamento não é muito diferente de uma sociedade e eu sou um bom parceiro.

Ele tentou brincar, embora a verdade seja que naquele momento tudo o que ele queria era entrar no escritório no escuro e ficar lá até desmaiar, mas ele não podia pagar, seus pais chegariam em alguns dias .

-Não estou preocupada com isso, acho que em suas palavras, estou mais preocupada comigo mesma e com meu desempenho para estar diante dos outros, sua esposa - respondeu ela caminhando ao lado dele, ambos escoltados pelo advogado que ajudou-os com um dos dois carrinhos de bebê.

Quando saíram do hotel, uma grande van branca os esperava. O motorista desceu para abrir a porta traseira para eles e ajudá-los a acomodar os bebês, que já estavam em seus carrinhos.

Eva subiu tranquilamente depois de verificar se as crianças estavam bem acomodadas, agora o que a preocupava e a deixava nervosa era a noite de núpcias. Ela dormiria com aquele homem no mesmo quarto, porque estava claro que eles não teriam intimidade por mais um mês ou dois meses, um pouco menos que isso, e isso se ele a achasse bonita. No fundo, Eva tinha certeza de que ela seria apenas a mãe dos dois filhos e que seu marido teria com quem passar as noites, ela não podia culpá-lo, ela não se considerava uma mulher bonita, apesar de todos que a conheciam lhe dizerem que ela era.

Não demorou muito para eles chegarem em sua casa em Washington, ninguém conhecia Marie lá, eles estavam voltando de uma longa viagem quando tiveram que parar no hospital.

Quando o mordomo e a empregada chegaram na casa, que por sinal eram casados, foram levados para o quarto, não era uma opção dormirem separados, deveriam ser um casal feliz que acabara de ter um bebê.

- Senhor, as babás que você solicitou para a entrevista virão amanhã.

- Perfeito Henry - respondeu ao mordomo - pode se aposentar.

- Este será o nosso quarto - explicou, este era grande o suficiente para ter um berço duplo em um canto e ainda parecer espaçoso - posso dormir em nosso quarto privado enquanto você se acostuma, para não se sentir desconfortável.

"Não, eu não me importo de dormirmos juntos," ele respondeu, deslizando seu olhar ao redor do quarto.

Eva ficou curiosa, queria saber que tipo de mulher era a mãe do pequeno Airon?

Porém, a casa parecia nunca ter tido a presença de uma mulher em seu interior, até os próprios funcionários pareciam desconhecer que ela não era a primeira esposa, mas sim a segunda.

-É melhor que a gente se acostume a ficar confortável um com o outro. Assim ninguém vai descobrir nosso segredo, não acha?

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