LOGINEla deu um sorriso triste para o filho, pois ele nunca iria compreender que o maior dos perigos que corriam, era justamente o seu pai. Aquele macho não sabia o que era respeitar uma criança, não sabia amar e era bom que ele não soubesse onde eles estavam.
Sentaram-se à mesa e havia até uma cadeira mais alta para Nicolas, que olhou a mesa cheia de quitutes, com olhos gulosos. Lia serviu-o e ajudou-o a comer, enquanto também tomava seu desjejum. — Agora conta, mamãe, ele vai achá a gente? Você dexô o dereço pra ele. — É endereço, filho. Seu pai é muito esperto, fique tranquilo, ele nunca vai perder quem ele ama. Nicolas ficou satisfeito com a resposta, mas sua mãe estava estarrecida em saber que o ser que tanto mal lhe fez, nunca a abandonou, mas agora assediava o próprio filho. Terminaram de comer e ela resolveu conhecer as proximidades da casa do Alfa, distraindo um pouco o filho. Saíram pela porta da frente e seguiram pela rua principal. Haviam casas espalhadas, lojas, jardins bonitos e arborizados e pessoas passavam. Nicolas achava tudo lindo, principalmente por ter sua mãe consigo e não precisar ir para a creche. Passava pelas pessoas e acenava sorrindo, sem perceber a carranca de alguns quando olhavam para eles. Lia, no entanto, reparou e em determinado momento, parou, diante de três mulheres que cochichavam. — Bom dia, está acontecendo alguma coisa estranha? — perguntou para elas, sem desconfiar de nada. — Estranha é você, que mal chegou e já está enfurnada na casa do Alfa. — Sim, ele nos convidou para ficar lá até termos nossa própria casa — explicou ela, querendo ser educada. — Não sinto cheiro de macho em você, é viúva ou mãe solteira? — perguntou outra jovem, muito bonita. — Não tenho companheiro. — Lia desconfiou que não estava sendo bem vinda e puxou Nicolas para trás de suas pernas. — Você não tem vergonha, não, sua vadia, desavergonhada, que já se jogou na cama do nosso alfa? — Não te queremos aqui, sua fêmea promíscua. Lia foi se afastando para trás, tentando colocar distância entre as mulheres e proteger seu filho, que estava assustado, mas as mulheres falavam cada vez mais alto, chamando a atenção das outras pessoas. — Essa vadia quer desvirtuar nosso Alfa. Fêmea promíscua aqui não tem vez. — É, vai embora, piranha! Então, veio a primeira pedra e Lia se virou de costas, protegendo Nicolas e tentou correr, mas estava cercada. Se encolheu no chão, protegendo o filho com o seu corpo e recebendo as pedradas. — Que morram, mãe e filho, de vadia não nasce coisa boa… — Éh, vamos proteger nosso Alfa. Já tinham sido jogadas muitas pedras quando um rosnado forte foi ouvido, e todos pararam, dando passagem para um homem muito forte, que estava com seu lobo à flor da pele. — O que está acontecendo aqui? — perguntou o homem, com voz grossa e empostada, aproximando-se de Lia. — É essa meretriz aí, que está pervertendo o nosso Alfa! — gritou a jovem bonita. — Tinha que ser você, não é, Suellen? — bradou o homem, enfurecido. Ele se abaixou ao lado de Lia e puxou seu braço ensanguentado, para que saísse o menino. Por sorte, ele não havia sido atingido. Nicolas olhou para sua mãe, viu que ela estava muito ferida e desacordada e ficou muito preocupado, começando a chorar e chamar — Mamãe, mamãe, acóda! — Calma, lobinho, vou levar sua mãe para o hospital, ela vai ficar bem. — Vocês machucaram a mamãe — acusou ele, olhando para as mulheres — meu papai vai matá vocês. As mulheres riram: — Você não tem papai, menino. — Tenho sim e ele vai nos achá e pegá você. — então olhou para o céu e começou a gritar — PAPAI! PAPAI! — Calma, garoto, venha, vamos levar a mamãe para o médico — o homem carregou o corpo desacordado de Lia e foi seguido por Nicolas — esperem o castigo do Alfa pelo que fizeram com sua amiga de infância. — pronunciou o macho, afastando-se. Todos que ainda estavam parados no lugar, entreolharam-se e focaram na tal Suellen, percebendo que podiam ter cometido um erro. Suellen, no entanto, deu um sorrisinho maldoso e falou para si mesma: "Essa daí? Já era, ninguém toma o Alfa Josué de mim, ele será meu, só meu" * Nos confins da floresta, em outro continente, o homem acordou assustado, ouvindo os gritos de seu filho: “Papai, papai.” Levantou-se correndo, lavou o rosto e refletiu sobre o chamado. Parecia um pedido de socorro, seu filho parecia estar chorando, só que não vinha do local onde ele estava morando com sua mãe. Preocupado, vestiu-se com um gesto e sumiu, aparecendo dentro da casa onde seu filho morava com a mãe, mas encontrou o lugar vazio. Ela havia ido embora. — Acho que vou iniciar minha cobrança mais cedo e sumiu, novamente. Lia estava em estado crítico, precisou ser levada a unidade de tratamento intensivo. Algumas pedras afetaram seus rins e causaram, também, lesões à coluna, mas a pior, atingiu sua cabeça, causando-lhe uma concussão e a levando ao coma. Sua pele estava muito ferida e sangrava em diversos pontos. Alguns músculos se distenderam e vasos sanguíneos se romperam. Precisou ser limpa, enfaixada e estava ligada a tubos e aparelhos de monitoramento. Josué chegou rápido ao local e recebeu o relato de seu Beta, sobre todo o ocorrido. Pegou Nicolas no colo, o consolando e o pequeno resmungou que seu pai mataria as mulheres que machucaram sua mamãe. — Não fique assim, Nicolas, eu mesmo vou cuidar delas, seu papai é muito ocupado e pode não conseguir vir. — É? — Nicolas duvidou, voltando a derramar lágrimas, só que agora, de profunda tristeza. — Month, esse cara fortão que cuidou de você, vai levar você para casa enquanto os médicos cuidam de sua mamãe, está bem? Nicolas estava apático, não queria mais pensar em nada, ficava repetindo em sua cabecinha: papai, papai, papai… Chegaram em casa e o próprio Month deu banho e vestiu Nícolas, colocou-o na cama e desceu para pegar algo para o menino comer. As lágrimas rolaram novamente pelo rostinho triste do menino, até que ouviu: "Filho, filho, onde você está? Fala para o papai." Nicolas sentou na cama e não falou, pensou: " Tô na casa do tio Josué, ele é Alfa, mamãe tá no hospital." "Estou indo, filho"Quase dois anos se passaram e vários casais se formaram, acasalando e tendo seus filhotes, prosperando a cidade dos Supremos. Alfa Conrad abriu uma madeireira que deu emprego para muitos machos. Também fizeram uma captação de água natural com tubulações para abastecer a cidade.A luz ficou por conta do sistema de captação de luz solar, formando assim, a primeira Alcateia ecológica. Natanael instruiu sobre o cuidado e preservação da fauna e flora, para que nunca lhes faltasse o alimento. E nesse sistema, com tudo fluindo bem, resolveram fazer uma festa grandiosa, celebrando a vida, os novos casais e filhotes, assim como a renda que passaram a ter com a boa administração.Toda a Alcateia estava envolvida nos preparativos. Arrumaram tudo em uma grande clareira, de onde foi comercializada a madeira, que foi aberta para abrigar grandes eventos. Haviam comidas, barracas para diversão, brincadeiras para as crianças e até um recinto cercado e coberto para os menores.No centro, tinha um gran
Natanael surpreendeu-se com sua fêmea, primeiro por tomar a iniciativa e depois por ter se depilado todinha para ele, estava linda. Dedicou-se a excitá-la o máximo possível e quando a penetrou, foi a glória para seu eu, pois se sentiu o grande macho alfa que encontrou sua companheira e finalmente estava completo em sua alma. Percebeu que alcançou seu ponto de prazer interno e ela gozou sem ele nem estocar. Só então se movimentou dentro dela e a fez gozar mais uma vez. Estava sendo cuidadoso para que ela tivesse prazer antes que buscasse a sua própria satisfação. Ela chegou nesse ponto máximo de prazer e colocou-a de quatro e a penetrou por trás e agora sim, foi com vontade e sem medo de ser feliz.Estocou profundamente e sentiu a pressão em seu corpo e no dela. Suas bolas estavam inchando e ele estava a ponto de soltar sua semente quando ouviu ela gemer de prazer, tendo mais uma liberação e isso fez ele chegar a um gozo tão grande e profundo, que seu membro ficou preso e não parava
Só ao ouvir aquelas palavras, foi que Natanael parou de se admirar. Virou-se para quem falou e tentou explicar:— Não é por me achar lindo, é por não entender o que aconteceu. Como posso ter ficado com essa aparência, de repente? Você também está diferente, mais linda ainda. — Eu posso explicar, venha, vamos sentar naquele tronco ali adiante, na sombra. — falou Lia, estendendo-lhe a mão, sem parar de admirá-lo.Ele acompanhou sua fêmea e sentaram-se para conversar.Lia contou tudo que refletiu e o que fez. Ele ficou sério e não gostou, mas preferiu não se pronunciar. Quando ouviu que o próprio diabo apareceu na conversa, não aguentou, em um pulo ficou de pé e começou a reclamar.— O que você tem na cabeça, Lia? Primeiro desafia a Morte e depois faz tremer o próprio inferno, onde mais você quer chegar? — esbravejou.Lia se aproximou dele e tocou de leve em seu rosto, o toque da Peeira o acalmou.— Ouça tudo, por favor. — As palavras mágicas sempre funcionavam.Ele voltou a sentar-se.
Desta forma decidido, terminaram o café, foram para a sala de estar, Karina abriu o portal e todos passaram, chegando na sala da casa do Alfa, na Alcateia onde morava Conrad. Karina conhecia a casa, das memórias de seu companheiro, assim como conhecia aquele que os olhava surpreso.— Minha— MeuO atual Alfa, Connan e Renata, reconheceram-se como companheiros, mas a expressão pesada que se fez em seus semblantes, dizia tudo. Eles gostaram, claro, mas os dois estavam com suas almas quebradas e tinham medo do que teriam para dar ao outro, pois no momento, só o que tinham, era dor e pesar.O jovem Alfa passou pelas afrontas daqueles usurpadores, que com a ajuda da bruxa, dominaram a Alcateia e depois que seu irmão partiu, atrás de conseguir vencer o mal com o poder da Peeira, Connan ficou nas mãos daqueles homens depravados, servindo de joguinho para eles. Sua alma quebrada, nem se sentia mais no direito de ter uma companheira, tal a afronta que sofreu a sua dignidade de macho Alfa.Ren
Conrad chegou próximo a cela e a bruxa sorriu, irônica, para ele.— O que foi, Alfa? O Supremo não pôde vir resolver o problema sozinho e enviou seu cachorrinho. — deu uma gargalhada, como a louca que era.Paula esqueceu dos efeitos de se usar muita magia negra e, aos poucos, sua malignidade tomava conta por completo do seu cérebro, deixando-a louca. O Alfa Conrad não falou e nem esperou, soltou todo o seu poder e dominância em um único uivo, direcionado a bruxa, que também era uma loba, era, pois seu corpo carcomido pela magia negra, explodiu em uma gosma negra e pútrida, esparramando pelo chão.Conrad parou com sua manifestação de poder e calou-se, observando o surgimento de uma chama azul violeta e alaranjada, consumindo toda aquela sujeira. Era Karina, mesmo de longe, completando a ação de seu companheiro através da ligação dos dois.Conrad, então, dirigiu-se à cela ao lado, onde estava o estarrecido e imóvel companheiro da bruxa. Com apenas uma das mãos, o Alfa arrancou a porta
Conrad franziu a sobrancelha e voltou a falar ao povo:— Está dado o aviso, podem voltar aos seus afazeres e mais tarde, haverá uma convocação da Peeira, não saiam de casa para nada, até que seja dada a liberação. É para o seu próprio bem.— A quem a Peeira vai convocar? — perguntou um jovem mais ousado e Conrad gostou disso.— Aos desgarrados. Como não sabemos o ânimo deles, é melhor se protegerem. Qual é o seu nome, rapaz? — perguntou Conrad, provocando um certo receio no jovem.— Onofre, Alfa Conrad. — respondeu cismado.— Muito prazer, Onofre, amanhã cedo, quero que você se apresente ao escritório na casa do Supremo, para trabalhar comigo. Combinado? — perguntou Conrad, sorrindo ao perceber o alívio de Onofre.— Combinado, Alfa. Obrigado pela oportunidade. — agradeceu o jovem Onofre, filho de lobo com bruxa.Conrad conseguia imaginar o quanto aquele jovem seria poderoso e útil para a Alcateia.Todos se dispersaram e Karina e Conrad foram para sua cabana, tinham coisinhas a fazer d







