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capítulo 67

Autor: Loba azul
last update Data de publicação: 2026-08-26 05:00:40

Capítulo 67 — Só um pouquinho

Mel

A ideia continuou na minha cabeça pelo resto do dia.

Eu não queria admitir, nem para mim mesma, mas tinha alguma coisa deliciosamente satisfatória em perceber que Vinícius também podia sentir aquele pequeno desconforto que eu tinha experimentado desde a chegada de Bianca.

Não queria machucá-lo.

Não queria fazer joguinho.

Muito menos queria provocar uma briga.

Eu só queria descobrir se aquela expressão que ele fazia quando um rapaz se aproximava de mim er
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  • apaixonado pela prima do interior    capítulo

    Capítulo — Algumas coisas estavam mudando Mel Eu ainda estava com a mão de Vinícius entre as minhas quando Helena recebeu aquela mensagem que tinha deixado seu rosto completamente vermelho. Ela tentou esconder o celular dentro da bolsa, mas já era tarde. Tom tinha percebido. Paulo também. E, infelizmente para ela, eu conhecia aquela expressão. Mel: — Você vai me contar. Helena: — Não tem nada para contar. Mel: — Helena Ela apertou os lábios, tentando não sorrir. Helena: — É só uma mensagem. Tom: — De quem? Helena: — Ninguém. Paulo: — Esse ninguém está ficando frequente. Tom começou a rir. Tom: — Eu quero conhecer esse ninguém. Helena: — Vocês são terríveis. Eu me inclinei um pouco na direção dela. Mel: — Depois você me conta. Ela olhou para mim e finalmente sorriu. Helena: — Conto. Vinícius observava a conversa enquanto mexia distraidamente no copo. Vinícius: — Eu já sei quem é. Tom: — Você sabe? Vinícius: — Sei. Helena arregalou os o

  • apaixonado pela prima do interior    capítulo 72

    Capítulo 72 — O lugar onde eu escolhi ficar Mel Na manhã seguinte, acordei antes do despertador. Fiquei alguns minutos olhando para o teto, lembrando de tudo que tinha acontecido nos últimos meses. Era estranho pensar que aquela mesma casa, que no começo parecia grande demais para mim, agora tinha se tornado familiar. Eu conhecia os sons. Os horários. Os passos de Dona Ana no corredor. As discussões de Vinícius ao telefone. As risadas de Tom e Paulo quando apareciam sem avisar. As mensagens de Helena. Até o jeito como Bianca entrava na sala contando alguma história antiga. Eu tinha deixado de ser uma visitante. Eu pertencia àquela rotina. Levantei, me arrumei e desci. Vinícius já estava na cozinha. Ele estava tomando café enquanto lia alguma coisa no celular. Assim que me viu, colocou o aparelho sobre a mesa. Vinícius: — Bom dia. Mel: — Bom dia. Ele estendeu a mão. Vinícius: — Vem cá. Aproximei-me. Ele me puxou delicadamente para perto e beijou minha testa. Mel

  • apaixonado pela prima do interior    capítulo 71

    Capítulo 71 — As pessoas que ficaram Mel Eu queria acreditar que aquela sensação de paz duraria para sempre. Não porque a vida tivesse se tornado perfeita, mas porque, pela primeira vez, eu não sentia necessidade de esperar pelo próximo problema. Depois de tudo que tinha acontecido, eu tinha aprendido que felicidade também podia ser silenciosa. Podia estar em uma caminhada pelo campus com Vinícius, em uma mensagem de Helena, em uma piada idiota de Tom, em uma discussão entre Paulo e Tom sobre alguma coisa completamente inútil ou até mesmo em Bianca contando uma história antiga que, meses atrás, teria despertado meu ciúme. Agora eu conseguia ouvir. Sem procurar ameaças. Sem comparar meu lugar com o de ninguém. Eu simplesmente fazia parte daquela vida. E talvez isso fosse o que mais me emocionava. Quando chegamos ao estacionamento, Vinícius abriu a porta do carro para mim. Mel: — Você está muito cavalheiro ultimamente. Vinícius: — Sempre fui. Mel: — Não. Vinícius: — Sempr

  • apaixonado pela prima do interior    capítulo 70

    Capítulo 70 — Um futuro que parecia nosso Mel A manhã começou exatamente onde a noite anterior tinha terminado, com aquela sensação estranha de tranquilidade que eu ainda estava aprendendo a reconhecer como felicidade. Eu estava na cozinha preparando café quando Vinícius apareceu atrás de mim. Vinícius: — Você acordou cedo. Mel: — Você também. Vinícius: — Eu senti cheiro de café. Mel: — Interesseiro. Ele sorriu e pegou uma xícara. Vinícius: — Você fez para mim. Mel: — Fiz para mim. Vinícius: — Então vou fingir que foi para mim. Mel: — Pode fingir. Ele encostou na bancada ao meu lado. Por alguns segundos, ficamos em silêncio. Não era um silêncio desconfortável. Era aquele tipo de silêncio que existe quando duas pessoas já não precisam preencher cada espaço com palavras. Vinícius: — Você ficou pensando no que conversamos ontem? Mel: — Fiquei. Vinícius: — E? Olhei para ele. Mel: — Acho que estou começando a gostar da ideia de ter um futuro. Ele ficou sério. Viníciu

  • apaixonado pela prima do interior    capítulo 69

    Capítulo 69 — O que ficou depois de tudo Mel A noite tranquila que eu tinha pedido começou exatamente como eu queria. Quando chegamos à mansão, deixamos os celulares sobre a bancada da cozinha e decidimos que, durante algumas horas, nenhum de nós falaria sobre universidade, trabalhos, empresa ou qualquer outra coisa que pudesse transformar uma noite comum em uma reunião improvisada. Vinícius: — Isso inclui minha mãe? Mel: — Principalmente sua mãe. Ele riu. Vinícius: — Ela vai descobrir que você disse isso. Mel: — Então aproveita enquanto pode. Ele passou o braço pela minha cintura enquanto caminhávamos até a sala. Na televisão, Tom já tinha mandado uma mensagem perguntando se alguém queria assistir a um filme com ele e Paulo. Eu mostrei a tela para Vinícius. Mel: — Acho que nossa noite tranquila acabou. Vinícius: — Eles não sabem respeitar limites. Mel: — Você também não. Vinícius: — Eu sou uma exceção. Mel: — Convencido. Ele sorriu. Vinícius: — Sua culpa. Sentamos

  • apaixonado pela prima do interior    capítulo 67

    Capítulo 67 — Só um pouquinho Mel A ideia continuou na minha cabeça pelo resto do dia. Eu não queria admitir, nem para mim mesma, mas tinha alguma coisa deliciosamente satisfatória em perceber que Vinícius também podia sentir aquele pequeno desconforto que eu tinha experimentado desde a chegada de Bianca. Não queria machucá-lo. Não queria fazer joguinho. Muito menos queria provocar uma briga. Eu só queria descobrir se aquela expressão que ele fazia quando um rapaz se aproximava de mim era realmente ciúme ou apenas curiosidade. Talvez fosse uma experiência. Uma experiência completamente desnecessária. E provavelmente irresponsável. Mas eu estava curiosa. Quando chegamos à mansão, encontrei Bianca na sala com Dona Ana. Bianca: — Mel, vem aqui. Aproximei-me. Bianca estava segurando algumas fotografias antigas. Bianca: — Eu encontrei isso enquanto estava arrumando minhas coisas. Olhei. Eram fotos de Vinícius, Tom e Paulo quando eram crianças. Comecei a rir. Mel: — Meu

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